<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718</id><updated>2012-02-13T17:03:28.554-02:00</updated><title type='text'>Errar sem fim</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>341</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3097424289293992043</id><published>2012-02-13T16:45:00.003-02:00</published><updated>2012-02-13T17:03:28.561-02:00</updated><title type='text'>Morgou, visse?</title><content type='html'>Aqui na caretolândia tudo é, além de muito careta, muito complicado.&lt;br /&gt;Pode parecer fácil, já que não é um mundo totalmente desconhecido, mas as pessoas se movem e se comportam informadas por códigos desconhecidos e que, portanto, não entendo.&lt;br /&gt;E estou mesmo tentando entender. Só que não dá.&lt;br /&gt;A verdade é que o mais fácil é a gente viver na bolha, do nosso lugar ou de nós mesmos. Às vezes parece até melhor; então deveríamos ficar sentados em casa assistindo ao jogo de futebol do sofá da sala no domingo à tarde. Mas não, a gente quer ser aventureiro e "viajar" e pronto. Quer "conhecer lugares novos" e, mais importante, se conhecer em lugares novos, mas ao fim e ao cabo a gente passa essa vida toda tentando e não conhece nada, não. Nem sabe, nem descobre.&lt;br /&gt;O fato é que a caretolândia é careta pra caralho. E olha que eu não sou a pessoa mais doida que já andou por essa terra. Até me considero normalmente bastante quadrada, mas estou descobrindo o quão redonda eu sou.&lt;br /&gt;Mas vamos lá, viver a vida e nos meter em enrascadas, não hipotéticas mas com nome e sobrenome e esperar depois poder rir disso tudo. Exceto que ontem fui jantar com os amigos e entre eles há um recifense, ou melhor, dois - porque sempre há de haver Recife na minha vida! -, ambos muito legais e engraçados, e um deles, o primeiro, me solta um: "j., morgô, visse? Beijo" e eu ri tanto que tanto que não quero esquecer o "morgô, visse?" nunca mais.&lt;br /&gt;Porque às vezes a vida é simples assim, simplesmente foi lá e morgou.&lt;br /&gt;Visse?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3097424289293992043?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3097424289293992043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3097424289293992043&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3097424289293992043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3097424289293992043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2012/02/morgou-visse.html' title='Morgou, visse?'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8866634682665260803</id><published>2012-02-01T05:49:00.003-02:00</published><updated>2012-02-01T06:13:06.648-02:00</updated><title type='text'>On drugs</title><content type='html'>São poucos os momentos dessa vida em que eu me arrependo, ainda que levemente, de não estar nas redes do momento, tipo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;facebook&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;twitter&lt;/span&gt;. Normalmente estou plenamente convencida de que não sinto a menor vontade de estar, todo esse lance de fazer propaganda da própria vida e depois ficar perseguindo pessoas aleatoriamente me cansa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sobremaneira&lt;/span&gt;. E, sei lá, quem se importa? Para me expressar virtualmente já tenho essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;birosca&lt;/span&gt;, que já não vende muito bem; quem nessa porra de mundo tá minimamente interessado no que eu possa escrever no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;twitter&lt;/span&gt;? Nem falta de auto-estima, consciência mesmo da minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mediocridade&lt;/span&gt; na mais pura acepção da palavra. Galera às vezes alega que o povo se expõe demais, mas eu acho que tem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;trocentos&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;zenzilhões&lt;/span&gt; de pessoas se expondo tanto ou quanto, se um louco encanar com você pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;internet&lt;/span&gt;, sei lá, você foi lá e deu azar. O mesmo pode acontecer na rua, a qualquer momento, porque o fato é que nessa vida não existe segurança alguma e vamos todos morrer mesmo.&lt;br /&gt;E morrendo ou vivendo, não quero fazer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;vitrine&lt;/span&gt;, não sinto o menor desejo de participar da ilusão de uma proximidade que não existe, brincar de ser casual, quero é vontade e intenção e esforço. Às vezes é difícil, eu sei, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;né&lt;/span&gt;?, essa porcaria aqui não foi feita pra facilitar a vida de ninguém. E de repente há um pote de ouro no fim do arco-íris, ou uma luz no fim do túnel, ou só mesmo uma cachoeira gelada esperando no fim da estrada, mas você só vai apreciar se gastar a energia para chegar lá.&lt;br /&gt;Eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;tava&lt;/span&gt; com um manifesto anti-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;facebook&lt;/span&gt; todinho na cabeça, acho que desde o ano passado, mas fui esperando e ele se perdeu. Tenho noção de quanto eu perco com minha recusa, mas estou mesmo disposta a pagar pra ver.&lt;br /&gt;Só que tem momentos, como esse, em que posso estar simplesmente cansada e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;surtada&lt;/span&gt; e no pico do chocolate para me manter acordada, mas bem agora eu penso que tenho algo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;compartilhar&lt;/span&gt; com o mundo que é importante, enquanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;simultaneamente&lt;/span&gt; me dou conta que ninguém no mundo vai rir como eu ri agora, porque a verdade final e absoluta é que não importa.&lt;br /&gt;Eu tenho, porém, esse espaço e venho relatar que estou eu aqui, mergulhada para variar no século XIX, tentando desvendar a letra de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;puto&lt;/span&gt; de um escrivão, quando o cara vai registrar a qualificação de um escravo que matou a mulher, e começa a dizer que o cara é "natural de Portugal, digo, do Rio Grande do Norte". Meu, essa pessoa tá muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;on&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;drugs&lt;/span&gt;. Aí, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;ok&lt;/span&gt;, não tem a menor graça, mas eu começo a imaginar a cena, o pessoal numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;salinha&lt;/span&gt; meio suja, de parede caiada se tanto, um bando de gente e a porra do Juiz, e o curador, e o diabo do escravo que matou a mulher começando a contar como e por quê e de onde tirou essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;idéia&lt;/span&gt; genial, e o doido do escrivão no mundo da lua, pensando na morte da bezerra, completamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;surtado&lt;/span&gt; e fora da caixinha, por que da onde uma pessoa confunde Portugal e Rio Grande do Norte? Pra um escravo?&lt;br /&gt;Tanta coisa nessa vida que a gente vive e morre sem saber e sonha ter a chance de um dia encontrar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;deus&lt;/span&gt; inexistente e perguntar, ou encontrar a pessoa em questão e perguntar, tantos "por que você fez isso comigo?", "por que você não fez isso comigo?", as dúvidas mais angustiantes e desesperadas, talvez mesmo cruciais, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;exceto&lt;/span&gt; que nada é, mas juro mesmo que se eu tivesse a chance de fazer uma pergunta, provavelmente amanhã me arrependeria, mas essa noite seria: "amigo, onde diabos você &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;tava&lt;/span&gt; com a cabeça?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Gente, o rapaz tava bem não. Duas linhas depois, ele pergunta "qual sua profissão? respondeu chamar-se, digo, respondeu ser trabalhador de roça"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8866634682665260803?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8866634682665260803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8866634682665260803&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8866634682665260803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8866634682665260803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2012/02/on-drugs.html' title='On drugs'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4475252010550238690</id><published>2012-01-31T02:21:00.004-02:00</published><updated>2012-01-31T02:37:55.400-02:00</updated><title type='text'>Welcome to Tijuana</title><content type='html'>Nada de novo sobre a terra, mesmo nada. Tudo muito velho na verdade e eu continuo não exatamente me surpreendendo, mas confirmando quase diariamente como estamos tão absolutamente sozinhos nesse mundo. A idéia já me causou, talvez há meses ou anos, profundos desesperos, hoje a lição só se repete a cada dia e vai se fixando em mim, ao ponto de conseguir lidar melhor com a idéia e aceitar que as pessoas são livres pra fazer o que diabos quiserem das próprias vidas. Mas o mundo continua, cada vez mais cão e, talvez recalcadamente, eu semi acredito que as pessoas perdem com isso. Porque né, mesmo cão e na total solidão, a vida é mais que isso. Ou a minha é, ou deveria ser, ou eu tento fazer, mas enfim, começo de novo a me achar ligeiramente superior à maioria das pessoas à minha volta e isso é sempre mal sinal.&lt;br /&gt;Só mesmo pra dizer e ficar alguns minutos sem pensar que eu preciso trabalhar no meu relatório.&lt;br /&gt;Sim, Jack e Neal e o outro cara cujo nome esqueci estão curtindo todas no México e no fim da estrada e começo a pensar se a seguir vou pra Salinger, Borges ou Cortázar.&lt;br /&gt;Ou se largo tudo e vou eu também para Tijuana.&lt;br /&gt;Com os coiotes não há aduana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4475252010550238690?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4475252010550238690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4475252010550238690&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4475252010550238690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4475252010550238690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2012/01/welcome-to-tijuana.html' title='Welcome to Tijuana'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8740428006926695742</id><published>2012-01-28T03:07:00.003-02:00</published><updated>2012-01-28T03:42:33.332-02:00</updated><title type='text'>Je ne t'aime plus</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tava&lt;/span&gt; aqui na onda com a amiga colombiana ouvindo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Manu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Chao&lt;/span&gt;. Ficamos curtindo o som e tentando lembrar de onde diabos o cabra é, filho de quê ou de quem e de onde tirou essas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;misturebas&lt;/span&gt; todas que faz.&lt;br /&gt;Tenho ensaiado voltar a ele muito, nos últimos tempos, e ficava procurando nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pen&lt;/span&gt;-drives e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;hd&lt;/span&gt;'s externos onde estavam os álbuns e nunca que encontrava, até finalmente chegar à conclusão de que perdi. Mas, na onda, comecei a ouvir de novo o Clandestino e voltaram algumas músicas de que tinha me esquecido completamente, como essa em francês e me bateu uma saudade do tempo em que eu meio que conseguia falar francês. Estudei até que bastante, talvez se tivesse viajado na época, se não tivesse parado, se...&lt;br /&gt;Tenho percebido, ultimamente, que gosto demais de estudar línguas, mas obviamente não consigo fazê-lo se não for obrigada - e acho que obrigação para mim é do tipo "tenho que tirar nota nessa disciplina ou então perco os créditos" ou coisa assim. Meio que passou do tempo, então. Mas gosto e fico achando que curto todo o lance do instinto, de ficar ouvindo e meio que sair falando - tudo errado e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;talz&lt;/span&gt;, mas a sonoridade e as consoantes malucas e tudo isso.&lt;br /&gt;Não sei a quem eu dizia esses dias que acho que falar francês é achar o sotaque certo em português, engatar a segunda, terceira ou quinta e simplesmente ir embora. Não tenho certeza se é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;exatamente&lt;/span&gt; assim e estou longe há tempo o bastante para criar uma memória absolutamente deturpada, mas seria tão legal se fosse. Como o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;portunhol&lt;/span&gt;, que preciso demais desenvolver.&lt;br /&gt;Tenho estado também nessa onda do espanhol, quem sabe nos próximos meses ele nasce. Fui falar esses dias &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;prum&lt;/span&gt; pessoal sobre a Mafalda e ninguém conhecia. Tudo bem, era um pessoal, como direi?, jovem; mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;pô&lt;/span&gt;, como assim não conhecer a Mafalda? Tão uma instituição, na minha bolha! E fui me dar conta, novamente, de que ainda não pus os pés na Argentina e a cada dia isso me soa mais criminoso. Quem sabe esse é o ano, mas são tantas coisas pra fazer e lugares para ir e eu dizendo que vou encontrar tanta gente e não tenho tempo e dinheiro e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;dramin&lt;/span&gt; suficiente para tudo, ou metade, agora. Mas estou pensando em fazer uma viagem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;camicase&lt;/span&gt; dentro de algumas semanas, algo como vinte horas dentro de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ônibus&lt;/span&gt;, lance todo cachorro cinza e etc., me sentindo o próprio Jack &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Kerouac&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;experimentando&lt;/span&gt; as estradas e as paisagens, mas de maneira só um pouco mais comedida.&lt;br /&gt;E, em algum momento do caminho, sinto uma taquicardia tão intensa que parece que vai me explodir, de repente o som subindo e tudo que posso ouvir no mundo é meu coração e literalmente ouço e sinto o peito ficar pequeno para ele, como se ele lutasse para se livrar de amarras ou sei lá o quê, mas o que ele não percebia, ou eu não percebia, é que ele estava de fato solto. É só que é algo apavorante, isso. Eu sou tosca e me pego pensando: o coração da gente dispara assim numas de defesa, de situação de perigo e se preparar para lutar ou fugir, mas nós somos seres tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;fodidos&lt;/span&gt; nessa vida que a pessoa sente isso confortavelmente sentada, entre quatro paredes, num dia de sol e céu azul, sem perigo algum rondando nas imediações. E ainda, na segurança mais absoluta, nosso corpo reage sem saber bem a quê e a força da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;reação&lt;/span&gt; é tanta que parece nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;prostar&lt;/span&gt;, chega mesmo a doer de medo de o músculo simplesmente parar ou, quem sabe, de não parar. Não é difícil perceber que a verdade é que não estamos seguros nunca, nem dentro de casa, nem sozinhos, porque a vida... Ai, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Diadorim&lt;/span&gt;, a vida é perigosa. Precisa mais nada além de estar vivo.&lt;br /&gt;Há tempos, percebo agora, não pensava eu em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Diadorim&lt;/span&gt;. Nem tanto tempo, talvez um mês ou menos, mas é surpreendente que se tenha passado tanto tempo quando eu imaginei que ele agora já estava dentro e sempre.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Je&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;ne&lt;/span&gt; t'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;aimes&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;plus&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;tous&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;les&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;jours&lt;/span&gt; e me pergunto: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;cuándo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;llegaré&lt;/span&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8740428006926695742?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8740428006926695742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8740428006926695742&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8740428006926695742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8740428006926695742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2012/01/je-ne-taime-plus.html' title='Je ne t&apos;aime plus'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-629638515596975926</id><published>2012-01-19T03:04:00.008-02:00</published><updated>2012-01-19T03:39:04.954-02:00</updated><title type='text'>Depois de viver um século</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Opa&lt;/span&gt;, que lembrei mas muito vagamente que comecei a cantarolar, já deitada pra dormir, aquela música tão bonita da Violeta Parra. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Volver a los &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;diecisiete&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Sei não de onde ela surgiu, a não ser que de vez em quando essas coisas voltam.&lt;br /&gt;Não liguei o computador, mas procurei no meu novo celular &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;high&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tech&lt;/span&gt; um vídeo dela no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;youtube&lt;/span&gt; e achei com a Mercedes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Sosa&lt;/span&gt; e entrei numa viagem, daí para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Gracias&lt;/span&gt; a la vida&lt;/span&gt; e a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Alfonsina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Chega encontrei uma versão da primeira com a Joan &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Baez&lt;/span&gt;, o que tem toda uma simbologia que não vem agora ao caso, mas o fato é que prefiro com a Violeta. Ou com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Mecedes&lt;/span&gt;. E eu muito não sabia que a tal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Alfonsina&lt;/span&gt; foi uma poetisa que de fato se lançou ao mar e lá se quedou.&lt;br /&gt;Não sei, as duas, ou as três, me trazem essa sensação de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;pertencimento&lt;/span&gt; que é tão engraçada, tão recorrente e de que falo tanto, da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;idéia&lt;/span&gt; de América e de Sul, de alguma coisa que é nossa, mesmo sem que saibamos o que ou quem é nós, mas que nos pertence e a mais ninguém. Porque infelizmente eu ainda estou nesse estágio em que preciso ser melhor do que os outros, mas acho que apesar disso, é nosso e de ninguém mais. Eles lá, ou aqui, ou aí, tem outras coisas, talvez melhores coisas, talvez coisas que nos despertam inveja e vontade de ganhar e que derrubem aqui e ali nossa auto-estima, mas dentre tudo que eles tem ou não, que eles são ou não, não são América e nem Sul. E é engraçado, porque eu muito não conheço a América. Vi um pedacinho minúsculo, quase nada, como sei também quase nada do Brasil. Nem à Argentina ainda não consegui ir. Mas quando as pessoas me perguntam se sou latino-americana, não concebo outra resposta que não um sonoro "sim".&lt;br /&gt;Não era isso, afinal, que eu pensava à noite e sobre o que queria escrever, mas é isso que penso sempre, que está já incorporado em mim. Tenho visto e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;refletido&lt;/span&gt; muito sobre essa questão do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;ufanismo&lt;/span&gt;, por tantas e tantas razões, e o fato é que se me quiserem acusar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ufanista&lt;/span&gt;, creio ser obrigada a aceitar, apesar de não pensar em mim dessa maneira. Nem sou patriota a ponto de pensar que venho do melhor lugar do mundo, nem ao contrário, de afirmar o tempo todo como "lá fora" tudo é melhor do que no Brasil; é só que gosto tanto dessa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;idéia&lt;/span&gt; de pertencer a um lugar, não por ser melhor ou pior, mas simplesmente por vir dali, estarem ali minhas memórias e referências, por serem aquelas as cores com que me acostumei a ver o mundo e a gente sabe, ou eu sei, que as cores mudam de acordo com o lugar em que você está. São os sons que minha língua aprendeu a produzir, a música que sai da minha boca quando falo, que pode fazer um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;menininho&lt;/span&gt; de casaco laranja se contorcer na mesa ao lado para ouvir. Não amo-o ou deixo-o, não salve nada, só e simplesmente pertencer a um lugar - e um lugar que são tantos, que podem se expandir até formar um "Brasil" que desconheço ou uma "América" que adoro.&lt;br /&gt;Muito não sei, mas tanto gosto de fingir que sim - e bem pode ser que esse fingimento se prove mais real do que muitas verdades alardeadas aos quatro ventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/MB37oAxOkzA" allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui com Mercedes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Sosa&lt;/span&gt; e Milton Nascimento. Gosto da levada mais melancólica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-629638515596975926?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/629638515596975926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=629638515596975926&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/629638515596975926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/629638515596975926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2012/01/depois-de-viver-um-seculo.html' title='Depois de viver um século'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/MB37oAxOkzA/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3533198356953647700</id><published>2012-01-19T02:45:00.002-02:00</published><updated>2012-01-19T03:03:29.960-02:00</updated><title type='text'>Cuento Chino</title><content type='html'>Aconteceu outra vez, na noite passada, de eu estar pensando em alguma coisa legal e importante para dizer, depois de um longo tempo, algo que valia a pena, mas, cansada, não quis ligar o computador, despertar totalmente na noite que já ia avançada, e pensei em dizer depois, mas quantas vezes nessa vida a gente precisa aprender que depois não existe?&lt;br /&gt;Depois é igual a nunca. Sempre só agora, nada mais.&lt;br /&gt;As coisas por aqui andam iguais, apesar das diferenças. Eu continuo a ser eu, o que quer que isso significa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;independente&lt;/span&gt; de endereço ou de qualquer outra coisa. Deveria estar estudando e trabalhando muito mais do que estou, mas isso é praxe.&lt;br /&gt;O fato é que andava ontem na universidade e comecei a ouvir uma campainha bastante chata; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;hipocondríaca&lt;/span&gt; que sou comecei a pensar que estava seriamente doente e era a única a ouvi-la, visto ninguém ao meu redor parecer incomodado com o barulho irritante. Imediatamente depois, após confirmar que não tinha problema algum e outras pessoas podiam ouvi-la, comecei a cogitar a possibilidade de ser, sei lá, um alarme de aproximação de um tornado ou alguma coisa assim. Sempre me lembro de um programa que vi no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;GNT&lt;/span&gt; há muitos anos, em que os caras estudavam diversos comportamentos humanos e um episódio em específico me marcou muito. Colocaram uma pessoa qualquer junto de um bando de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;atores&lt;/span&gt; numa sala, pra fazer um teste ou sei lá, e aí começaram a tocar fumaça pra dentro da sala, pelas frestas das portas e a observar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;reação&lt;/span&gt; da pessoa. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atores&lt;/span&gt; ficavam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;impassíveis&lt;/span&gt;, enquanto o pobre do inocente se mostrava nervoso, percebendo que algo ia errado, mas ao olhar a seu redor e perceber que o grupo permanecia calmo, a maioria das pessoas meio que não fazia nada. O lance é que, se fosse uma situação real, o tempo que elas demoraram para fazer alguma coisa teria sido suficiente para elas se encrencarem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;grandão&lt;/span&gt;. Só uns poucos - obviamente não me lembro das estatísticas - viam a fumaça, olhavam ao redor, diziam "galera, essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;joça&lt;/span&gt; tá queimando" e, mesmo os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;panacas&lt;/span&gt; dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;atores&lt;/span&gt; continuando sem fazer nada, levantavam e saíam. O x da questão é que somos animais sociais e balizamos muito dos nossos comportamento pelos do grupo.&lt;br /&gt;Pois estava eu no meio dessa reflexão toda, sirene tocando, galera ao redor com cara de tacho, até entrar no prédio da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;biblioteca&lt;/span&gt; e uma mulher dizer "vocês ouviram o alerta de tornado?!'.&lt;br /&gt;Queixo caído e tudo o mais a que tenho direito. Visualização de manchete de jornal anunciando que fui levada por ventos avassaladores, enquanto pensava no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;documentário&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;GNT&lt;/span&gt;, de vacas passando voando ao meu redor e etc.&lt;br /&gt;No fim das contas, era mesmo um alarme falso - ou acho que as pessoas prefeririam chamar de excesso de precaução. Alguma chance mínima de rolar um tornado numa área relativamente próxima, então &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;bora&lt;/span&gt; ficar atento pra evitar desgraça maior.&lt;br /&gt;Mas é verdade é que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;ventou&lt;/span&gt; como os diabos, chega choveu um pouco, mas não o suficiente para matar minha saudade das tempestades tropicais.&lt;br /&gt;Não chega a ser &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o conto chinês, mas ainda assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3533198356953647700?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3533198356953647700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3533198356953647700&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3533198356953647700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3533198356953647700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2012/01/cuento-chino.html' title='Cuento Chino'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-2245917175627315526</id><published>2011-12-23T00:48:00.004-02:00</published><updated>2011-12-23T01:21:34.553-02:00</updated><title type='text'>Estrada</title><content type='html'>Só porque eu fui na feira do livro da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Usp&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, semana passada (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;eita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que parece ter sido há mais tempo), e o primeiro lugar em que parei foi na L&amp;amp;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;PM&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Sem querer dar ordem de valor às coisas por elas serem primeiras ou segundas ou últimas, mas no caso a colocação é muito importante, porque significa que eu ainda estava com paciência de olhar todos os títulos disponíveis e, pra variar, os livros estavam razoavelmente arrumados. E o melhor é que as edições são de bolso, então além de mais baratas são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;levinhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e dá pra carregar na bolsa sem agravar demais a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cacunda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Bem por acaso achei o do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Salinger&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Seymour&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;tava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; querendo ler faz tempo, mas sempre esquecia de comprar ou não achava ou sei lá* e ia já começar a ler, mas ele é o mais fininho e resolvi deixar pra estrada. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Ironica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;belamente&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, comecei foi o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;On&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;the&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;road&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e acho que seguiremos até o fim. É o manuscrito original, sei lá que importância tem isso, mas tá lá destacado na capa.&lt;br /&gt;E toda a história do fluxo, tenho aqui alguma sensação de reconhecimento que não consigo identificar bem. Pode ser total &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;piração&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, até porque leio traduções, mas fiquei pensando que afinal os dois, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Kerouac&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Salinger&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, parecem ter alguma coisa em comum, talvez vocabulário, ou um jeito meio engraçado de dizer as coisas. Ou eu estou mesmo só forçando a barra, porque estão ambos abraçados na mesa de cabeceira.&lt;br /&gt;E é claro, não tem como não, fiquei pensando no lance todo da estrada e tentando despertar em mim essa fome e entendendo que a estrada dos caras não é a minha mas quem sabe elas se cruzam, e se cruzarem, quem sabe se seria bom?&lt;br /&gt;Fico me colocando no lugar de algumas das personagens, imaginando o que eu diria no lugar delas e está tão no nível do impossível, porque é óbvio que o que parece extremamente sedutor desenhado numa folha de papel pode ser completamente abominável em carne e osso e além do mais eu tenho esse jeito de travar em momentos chave, de ficar sem resposta e me quedar em silêncio porque não sei bem o que dizer e de repente é isso que põe tudo a perder. Ou a ganhar, se é verdade que só acaba quando termina e, como diria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Cazuza&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, ainda estão rolando os dados.&lt;br /&gt;Pois vou lá, ao encontro de Jack, ver se ela me chama e para onde nos leva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Lembrei, lembrei: fiquei matutando por que tinha deixado pra lá toda a história do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Seymour&lt;/span&gt; depois de ter fixado nela como fixei há relativamente pouco tempo, mas agora lembrei. Ao invés de comprar esse livrinho, o da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;cumeeira&lt;/span&gt; e da apresentação e etc, baixei a novela ou sei lá como chama aquilo, aquela carta que supostamente o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Seymour&lt;/span&gt; escreveu quando era criança e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;tava&lt;/span&gt; num acampamento com o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Buddy&lt;/span&gt; e não foi traduzida e eu pensei "oras, lerei no original" mas larguei no meio, em parte porque não entendia, noutra porque o que eu entendia parecia totalmente fritado e, por essas e outras, deixei de lado. O engraçado é que tenho pensado bastante no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Seymour&lt;/span&gt;, de modo assim meio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;abstrato&lt;/span&gt;, acho que mais na história dele como personagem e os caminhos que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Salinger&lt;/span&gt; criou ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;descriou&lt;/span&gt; pra ele. Mas, como diz o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Kerouac&lt;/span&gt;, mais sobre isso adiante, quando eu chegar lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-2245917175627315526?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/2245917175627315526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=2245917175627315526&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2245917175627315526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2245917175627315526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/12/estrada.html' title='Estrada'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-1667270459266262798</id><published>2011-12-17T02:04:00.000-02:00</published><updated>2011-12-17T02:04:37.001-02:00</updated><title type='text'>Hey</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/hNKAY_3Yj00?fs=1" allowfullscreen="" width="459" frameborder="0" height="344"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That's no way to say goodbye...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-1667270459266262798?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/1667270459266262798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=1667270459266262798&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1667270459266262798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1667270459266262798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/12/hey.html' title='Hey'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/hNKAY_3Yj00/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-6732846336899699207</id><published>2011-12-16T01:23:00.003-02:00</published><updated>2011-12-16T01:25:54.481-02:00</updated><title type='text'>Transa</title><content type='html'>Só porque eu tinha esquecido e de repente me lembrei. E poucas pessoas, se alguma, nesse mundo podem entender a beleza e a tragédia do seguinte: gamei no Caetano.&lt;br /&gt;E odeio Caetano.&lt;br /&gt;Ok, talvez odiar seja um termo forte, mas eu seguramente desgosto com regularidade aferrada.&lt;br /&gt;Mas gamei e está feita a merda.&lt;br /&gt;Mais a dizer, em anotações perdidas em cadernos vermelhos, mas por hoje é só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-6732846336899699207?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/6732846336899699207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=6732846336899699207&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6732846336899699207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6732846336899699207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/12/transa.html' title='Transa'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-775356908354793248</id><published>2011-12-14T11:28:00.004-02:00</published><updated>2011-12-14T11:48:13.195-02:00</updated><title type='text'>Novembro</title><content type='html'>Do meio do caos.&lt;br /&gt;Eu agora.&lt;br /&gt;Tanta coisa para arrumar, embalar agora para desembalar já já e depois arrumar tudo e em seguida desarrumar e embalar e partir. E tudo que quebra e se parte e se renova, tantas despedidas e esperanças.&lt;br /&gt;Assim acordei, hoje. E enquanto tudo paira e nada se assenta, encontro num fundo de gaveta um manuscrito, reconheço minha letra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;garranchosa&lt;/span&gt;, vejo a data. Época em que fui feliz e apreciei e, para o bem ou para o mal, passou e eu sigo ainda hoje tentando recuperar, mas tempo passado é tempo ido.&lt;br /&gt;Pois sigo guardando, procuro uma música de empacotar, toca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Nando&lt;/span&gt; Reis, que me lembra mar e sol, e eu transcrevo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sei o que em mim insiste em resistir ao sono.&lt;br /&gt;Aquele cansaço doído e gostoso, a possibilidade de recuperar nem sei o que que volta com as manhãs. Como uma vontade muito grande que tem a realização adiada não para lhe aumentar o valor, mas para aproveitar isso. Do cansaço do justo, das tarefas realizadas, da sensação de dever cumprido. Amanhã não terá isso, talvez. Terá cheiro de dia novo, de livros novos, de chuva e um calor gostoso, mas será amanhã, não sono.&lt;br /&gt;Então depois de muito postergar eu me deito, mas rapidamente me levanto, para adiar, ouvir, dizer.&lt;br /&gt;Conversei esses dias, depois de muito tempo, depois de anos, sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Kundera&lt;/span&gt; [&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;opa&lt;/span&gt;, foi daí que ele ressurgiu!]. Perguntada assim, de chofre, se já li a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Insustentável&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;e me surpreendo com á forma como posso ser totalmente desconhecida para alguém.Quer dizer, sem ser o cúmulo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;egocentrismo&lt;/span&gt;, mas é estranho - apesar de óbvio - pensar no tanto de gente aí fora que não faz a menor &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;idéia&lt;/span&gt; de quem eu sou, muito menos do que eu já li.&lt;br /&gt;E isso é tanto o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Kundera&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;né&lt;/span&gt;? A referência feita foi sobre essa coisa do apaixonar-se, que torna o mundo lindo/melhor e depois acaba. Eu já acho que guardei do livro - quem sabe da vida - a história da sinfonia. Que a gente vai compondo e se encontra no começo do trabalho alguém para compor junto, fazemos lá a música, mas se não, se seguimos compondo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;solitariamente&lt;/span&gt; e só no meio do caminho encontramos um parceiro de estrada, afinar e harmonizar as músicas já compostas em separado é difícil demais.&lt;br /&gt;Mas, mais que isso, a conversa avançou para as janelas. Metáfora mais que batida, mas ainda muito acurada, do mundo que se abre. Abrir, eis o verbo. O que antes estava fechado, o que antes não existia e se abre, assim nasce, e transforma, e então é tarde, já o antes é que não mais existe, o mundo é outro e pode ser novo.&lt;br /&gt;Eu não saberia responder, nessa madrugada, sobre as minhas janelas. O instinto primeiro é dizer que elas não existem, o que é uma simplificação tremenda, mais do que uma mentira. A verdade é que ao fim e ao cabo, somos nós a janela, não parece? Somos o antigo e o novo, que coexistem e se revezam e podem permanecer em eterno &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;descompasso&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Vez em quando tenho a impressão de que a vida é que nos vive, bem naquelas do "não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar". E a gente se deixa ir e vir, porque não tem como impedir, e quando pode curte o balanço, porque tudo é a viagem, com altos, baixos e ocasionais náuseas. É a brincadeira e o jogo e as janelas somos nós, com todas as possibilidades enterradas e esquecidas, e o tempo que passa, e o medo e a hesitação e a exultação.&lt;br /&gt;Vale só lembrar de não ser Carolina."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 24 de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;novembro&lt;/span&gt; de 2010, 1:53.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-775356908354793248?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/775356908354793248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=775356908354793248&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/775356908354793248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/775356908354793248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/12/novembro.html' title='Novembro'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-6059800364011596387</id><published>2011-12-13T21:24:00.002-02:00</published><updated>2011-12-13T21:33:10.669-02:00</updated><title type='text'>Ventania</title><content type='html'>Tive bem agora um baita deja vu; não sei por que caminho cheguei ali mas fui lembrando de uma manhã, já há uns bons anos, manhã cedo num acampamento com amigos queridos, e acordar cedo com o calor do sol ouvindo uma música então desconhecida, violão e voz, e de repente as pessoas ao redor da minha barraca irem cantando junto e ser tão bom.&lt;div&gt;Um despertar feliz, desses momento meio mágicos porque tão simples, nada e tanto, uma ilusão de contato, uma falta de ausência, acho que a definição de felicidade como não querer estar em nenhum outro lugar do mundo. A única que conheço, tão pouco e tão difícil de alcançar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A música, só depois descoberta, é do Ventania e e fala dos cogumelos azuis e do "violão na costa".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade pra caralho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-6059800364011596387?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/6059800364011596387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=6059800364011596387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6059800364011596387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6059800364011596387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/12/ventania.html' title='Ventania'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4314981553890817806</id><published>2011-12-13T13:19:00.000-02:00</published><updated>2011-12-13T13:19:18.205-02:00</updated><title type='text'>You Oughta Know</title><content type='html'>&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/NPcyTyilmYY?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meio bipolar, mas é isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Essa é uma ótima música para karaokê.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A melhor, talvez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tem todo esse lance da raiva que explode pelos poros e não tem nada a ver, mas me lembra a Joana, que eu fui ver uma segunda vez antes do fim da temporada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse ódio sem fim e sem saída, totalmente incorreto mas parece tão... não sei, a gente passa a vida tentando não entrar por esse caminho, porque sabe perfeitamente que ele só pode levar à total destruição, então vamos respirando fundo, tentando esquecer, talvez perdoar, deixando ir, mas tem alguma coisa catártica no ódio puro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num mundo tão cinza, tudo em meio tom, chegar ao absoluto parece mais precioso. E desgastante, tal como passar a vida tentando não chegar a extremos. Acho que a conclusão é que cansa, mesmo. Tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas eu tinha me esquecido dessa música e dessa mulher e desse disco e agora me pergunto como.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4314981553890817806?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4314981553890817806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4314981553890817806&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4314981553890817806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4314981553890817806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/12/you-oughta-know.html' title='You Oughta Know'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/NPcyTyilmYY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8905204936087723736</id><published>2011-12-12T12:53:00.003-02:00</published><updated>2011-12-12T13:02:52.201-02:00</updated><title type='text'>Fim</title><content type='html'>Rápido, tenho que escrever logo, ou logo não escrever, que a vida ou o que a gente chama de vida e na verdade é uma farsa chama, demanda, exige e é preciso ir. Para onde não importa, só seguir indo, em frente ou em círculos, para o alto ou para baixo, norte ou sul, mas ir e jamais voltar.&lt;br /&gt;Voltar nunca.&lt;br /&gt;E tudo que poderia ser, tudo que poderia ter sido, esse tempo verbal atemporal nem futuro nem presente, pura impossibilidade, tudo que poderia ser e não é e não foi e não será dói de repente, inesperadamente, de forma tão completa que nada resta além de uma dor pontiaguda, congelante sob o sol num céu azul.&lt;br /&gt;Tanta coisa que ficará desconhecida, tanta vida em desencontro e você não vai estar aqui para ver, ouvir, sentir, rir e cantar e estar aqui, estar aqui, estar. Aqui.&lt;br /&gt;Sim, eu sei que é pouco, mas só resta hoje dor e saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8905204936087723736?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8905204936087723736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8905204936087723736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8905204936087723736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8905204936087723736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/12/fim.html' title='Fim'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-426239189665130117</id><published>2011-11-30T00:08:00.002-02:00</published><updated>2011-11-30T00:15:05.706-02:00</updated><title type='text'>Numb</title><content type='html'>Me sentindo assim meio "comfortably numb".&lt;br /&gt;Desses dias, ou noites, em que a gente percebe com inteireza o fato de estarmos total e absolutamente sós sob o céu. Percepção essa que não traz nada, nem angústia, nem tristeza, nem felicidade, talvez resultante de alguma idéia de independência. Numb. Confortavelmente.&lt;br /&gt;Pode ser algo de cansaço, pode ser a ansiedade mostrando suas garras, além de tantas outras coisas que se misturam e se formam e se transmutam do lado de dentro da gente.&lt;br /&gt;É só um fato, o mais banal e imponderável fato, esse da solidão.&lt;br /&gt;Sem remédio, sem saída, sem conversa, chegamos sós e partimos sós e nesse meio tempo... tem sido difícil não me perguntar, mais constantemente do que de costume, por que estamos aqui. E tantas outras perguntas, tantas não-respostas também cheias de significados e enquanto isso tanta tanta solidão.&lt;br /&gt;Não, nada de novo sob o céu. Só tudo. Tudo só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-426239189665130117?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/426239189665130117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=426239189665130117&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/426239189665130117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/426239189665130117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/11/numb.html' title='Numb'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3819701519078744088</id><published>2011-11-23T11:58:00.003-02:00</published><updated>2011-11-24T01:54:29.836-02:00</updated><title type='text'>Quarta-feira</title><content type='html'>Não sei se de repente, ou se muito natural e previsivelmente, mas estou/estava com todas essas bolas no ar, muitas bolas de todos os tipos e tamanhos, e de repente, ou logicamente, parece que elas começam a cair na minha cabeça.&lt;br /&gt;Não tenho alma - e coordenação - de malabarista, suponho. Ou "balabarista", como dizia uma amiga minha do colégio. E dizia a sério e eu me lembro do tanto que rimos disso, na ocasião. Foi num chat que ela escreveu, no meio de uma aula do curso de química - é, a gente era panacão e arrancava uma folha do caderno e escrevia "chat" em cima e ficava passando de um pro outro, sem falar nada em particular, mas brincando e passando o tempo (e desrespeitando os pobres professores, mas que fazer?).&lt;br /&gt;Mas eis que as bolas começam a cair, uma por uma e em velocidades distintas. Eu percebo, porque adquiri nos últimos dias uma tremenda dificuldade de lidar com as menores e mais insignificantes frustrações. O engraçado é que eu muito vejo que estou dramatizando, então a consciência me impede de enlouquecer e eu vou voltando devagar para a realidade, mas o peito começa a apertar e eu não sei como fazer pra ele soltar.&lt;br /&gt;E muitas vezes, como hoje, não sei exatamente porque dói. Acho que é por tudo e a pressão que vem de todos os lados, principalmente de mim.&lt;br /&gt;Estou totalmente pirada no Lirinha e tem uma que chama "ela vai dançar" e ele diz que "pra desfazer a dor da quarta-feira".&lt;br /&gt;E no show ele perguntou se a gente sabia o que era a dor da quarta-feira e eu fiquei tão pensando. Que não sei, mas imagino. E hoje me dei conta de como a coisa de que eu mais gosto no mundo são as idéias. Não as coisas, festas, pessoas, mas as idéias que eu crio delas - e sei que isso é uma completa loucura egocêntrica e egoísta, sei que vou me foder grandão pra sempre, porque idéias simplesmente não existem, mas ao mesmo tempo há nelas e na própria abstração algo que me completa e não existe nada mais real que isso.&lt;br /&gt;Então, não, eu não conheço a dor da quarta-feira, mas imagino e pra mim é mais. E bem hoje, nessa noite fria de novembro eu dramatizei total e concluí que a estou sentindo, a quarta, só que sem a terça.&lt;br /&gt;A dor da quarta-feira sem antes o carnaval, como ela em si sem aquilo que a compensa e justifica. Ela como pura e cortante, ela fim e eu esperando o começo.&lt;br /&gt;Eu aqui ameaçando sucumbir, mas tão me acostumei a permanecer de pé, tão endureci a casca de outras quedas que nem sei. Pode ser que as bolas vão caindo sem causar qualquer dano e só fiquem no ar as essenciais. E tudo bem, amanhã melhor, mas hoje está tudo meio difícil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3819701519078744088?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3819701519078744088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3819701519078744088&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3819701519078744088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3819701519078744088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/11/quarta-feira.html' title='Quarta-feira'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-7452732188568629825</id><published>2011-11-23T01:48:00.003-02:00</published><updated>2011-11-23T02:15:05.679-02:00</updated><title type='text'>Lirinha - Ah se não fosse o amor</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/HIGjgDfo-rU?fs=1" allowfullscreen="" frameborder="0" height="344" width="459"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu vi e não conhecia e, novamente, me apaixonei. Repeat one há horas e mais que horas na minha cabeça.&lt;br /&gt;Só pra ter uma vaga idéia do que é esse cara. Pensei nisso, quando ouvi, todo o clichê de "amor" rimar com "dor", e nem é isso, né? "A força incrível do seu reator".&lt;br /&gt;E como pode, alguém entrar e dentro se desmanchar?&lt;br /&gt;E o sotaque. Ah, o sotaque...&lt;br /&gt;"Nunca esqueça as oferendas quando contar na rua as nossas lendas"&lt;br /&gt;Lindo.&lt;br /&gt;"Chamei você, mas você não veio e eu entendi que era normal, nada pessoal"&lt;br /&gt;Tive ainda hoje essa experiência, mesmo sensação corpórea, do reator explodindo dentro de mim e eu sei que tem valor em si, mas e a falta de endereço certo? E o que vaza e parece se perder, ao invés de acender alguma luz em algum lugar?&lt;br /&gt;Ah, se não fosse o amor.&lt;br /&gt;Nada pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-7452732188568629825?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/7452732188568629825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=7452732188568629825&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7452732188568629825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7452732188568629825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/11/lirinha-ah-se-nao-fosse-o-amor.html' title='Lirinha - Ah se não fosse o amor'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/HIGjgDfo-rU/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-794094326377806498</id><published>2011-11-17T01:42:00.003-02:00</published><updated>2011-11-17T02:03:31.092-02:00</updated><title type='text'>Insustentável</title><content type='html'>Tenho sido ultimamente assombrada pelo Kundera.&lt;br /&gt;Na verdade, bem agora, eu dormia e sonhava com vampiros russos que faziam inseminação artificial em doze mulheres, mas não acordei assombrada e, sim, numas de "wtf?!". Eu digo sempre que meu inconsciente é burro e não se liga que pode fazer coisas totalmente absurdas enquanto eu durmo, e eis a prova. Quando ele resolve viajar vai até a Rússia encontrar vampiros. E antes disso, ontem, sonhei com "os outros" e foi bem apavorante - apesar de nada original. Aí, sim, acordei com medo e, confesso, como tinha ainda muito sono e voltava sempre ao mesmo sonho, para acordar assustada e voltar ao sonho e etc., tive de dormir com a luz acesa. Penso que até racionalizei a coisa, com a lâmpada incandescente e "os outros" não curtindo calor.&lt;br /&gt;Mas o que verdadeiramente tem me assombrado é o Kundera.&lt;br /&gt;Ele está tão ou mais presente do que na época em que li. Será que devo voltar? Mas tenho medo.&lt;br /&gt;Há algumas semanas até peguei outro livro dele, que não a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Insustentável&lt;/span&gt;, numa livraria, mas olhei bem para ele e decidi não. E mesmo assim tenho citado - o que eu lembro de - a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Insustentável&lt;/span&gt; com grande frequência, brincando com o fato de "eu ter de ser mais leve" como ela, ou das sinfonias, ou do ensaio, ou do "tem de ser?" ou do final. Será que devo voltar?&lt;br /&gt;Diria, se bem me lembro, o Kundera que a gente não volta. E o incrível é que perdemos um tempo gigantesco imaginando como seria a vida se, mesmo sabendo que é impossível. "Se?" não existe e ainda é nossa brincadeira favorita.&lt;br /&gt;Mas é brincar com fogo e já diz o ditado que leva a fazer xixi na cama.&lt;br /&gt;Eu aqui dormi e acordei e o sono se foi. Dói a cabeça e sinto fome e meio que só. Algo de frio, o verão insiste em não chegar, e as folhas balançam na palmeira debaixo da janela, e meio que só.&lt;br /&gt;Eu pensando no Kundera, e na leveza que eu deveria ter, e na sinfonia, e no ensaio, e "não tem de ser", e no meio de tudo só o que dói é a cabeça.&lt;br /&gt;Sem metáforas, ela mesma lateja de fome, má postura e hipocondria.&lt;br /&gt;Kundera meio que me assombra, mas eu me acostumei aos fantasmas e me importo pouco com eles.&lt;br /&gt;Desde que não sejam outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-794094326377806498?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/794094326377806498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=794094326377806498&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/794094326377806498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/794094326377806498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/11/leveza.html' title='Insustentável'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-1621902423170484224</id><published>2011-11-10T23:31:00.004-02:00</published><updated>2011-11-10T23:41:08.530-02:00</updated><title type='text'>XXXIX</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;/span&gt;O mistério das coisas, onde está ele?&lt;br /&gt;Onde está ele que não aparece&lt;br /&gt;Pelo menos a mostrar-nos que é mistério?&lt;br /&gt;Que sabe o rio disso e que sabe a árvore?&lt;br /&gt;E eu, que não sou mais do que eles, que sei disso?&lt;br /&gt;Sempre que olho para as coisas e penso no que os homens pensam delas, &lt;br /&gt;Rio como um regato que soa fresco numa pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Porque o único sentido oculto das coisas&lt;br /&gt;É elas não terem sentido oculto nenhum,&lt;br /&gt;É mais estranho do que todas as estranhezas&lt;br /&gt;E do que os sonhos de todos os poetas &lt;br /&gt;E os pensamentos de todos os filósofos,&lt;br /&gt;Que as coisas sejam realmente o que parecem ser&lt;br /&gt;E não haja nada que compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: &lt;br /&gt;As coisas não têm significação: têm existência.&lt;br /&gt;As coisas são o único sentido oculto das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Caeiro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Guardador de Rebanhos&lt;/span&gt;. Talvez eu vá até ele, a seguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-1621902423170484224?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/1621902423170484224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=1621902423170484224&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1621902423170484224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1621902423170484224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/11/xxxix.html' title='XXXIX'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-7848833326752294259</id><published>2011-11-10T22:15:00.004-02:00</published><updated>2011-11-10T23:22:51.201-02:00</updated><title type='text'>A parte do latifúndio</title><content type='html'>Real e de viés. Hoje a vida foi. Tanto no "ser" quanto no "ir".&lt;br /&gt;Eis que o dia chega ao sem fim e tanta coisa aconteceu sem acontecer.&lt;br /&gt;Tantas verdades que vêm à tona, tal como nem-tão-verdades-assim.&lt;br /&gt;Ia escrever sobre como fiquei mesmo triste e envergonhada, como acho que nunca tinha ficado, vendo aquele vídeo das velhas dondocas botocadas falando sobre o Brasil. E enojada, e pensando que não pertenço ao mesmo lugar que elas. Ou, melhor colocando, elas não pertencem ao mesmo lugar que eu. Tenho, reiteradamente, esse algo de paixão por esse lugar de onde venho (sim, propositalmente no presente, porque continuo vindo e virei para sempre, sem fim, como o errar), o qual não entendo e tantas vezes estranho, esse desconhecido que é minha terra, que não é minha mas eu gostaria que fosse. Digo sempre da minha adoração pela idéia desse lugar - talvez mais do que pelo lugar em si, e é essa uma das idéias que me é mais cara. E eu sou intolerante, ainda, apesar de meus empenhados esforços em deixar de sê-lo. E arrogante, e possessiva, e ver as botocadas falando do meu lugar, da minha idéia, assim, provoca tristeza, e raiva, e nojo, e vergonha. Mas não pertencemos ao mesmo lugar e nisso encontro consolo.&lt;br /&gt;E por caminhos e descaminhos, encontros e desencontros, fui chegando à "morte e vida severina". Que poema, que música.&lt;br /&gt;E antes disso li, no metrô, um poema do Caeiro e eu pensando "tenho de ler Caeiro, mas não gosto de poesia, mas essa é sublime" e senti vontade... de ter trazido meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;livro do desassossego&lt;/span&gt;, de ter trazido meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;poesia completa de Alberto Caeiro&lt;/span&gt; em edição de bolso, e resolvo agora colocar na mala. Vou tentar achar o poema e colar aqui, se encontrar.&lt;br /&gt;A conta menor que tiraste em vida. De bom tamanho, nem largo nem fundo, a parte que cabe neste latifúndio.&lt;br /&gt;Tenho essa tendência - não temos todos? - de personalizar o mundo, mas essa idéia é tanto, a parte que te cabe, que sempre é tão pequena. Sinto então essa simpatia ambígua pelas pessoas, todas, sem saber até onde ela chega. E o sofrimento das pessoas que, momentâneo e pálido, sofre também em mim. E os meus sofrimentos, sempre exagerados, que me corroem em solidão.&lt;br /&gt;A vida que vem a cavalo, e vai a jato, e a parte que nos cabe sempre tão pequena. E o resto eu não sei pra onde vai.&lt;br /&gt;Não sei ao menos se existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-7848833326752294259?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/7848833326752294259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=7848833326752294259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7848833326752294259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7848833326752294259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/11/parte-do-latifundio.html' title='A parte do latifúndio'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-1674690935521784894</id><published>2011-11-05T23:57:00.002-02:00</published><updated>2011-11-06T00:04:26.819-02:00</updated><title type='text'>Graça</title><content type='html'>Tem tanta graça viver. Tudo que coça e dói e passa.&lt;br /&gt;Tudo que a gente poderia ter sido e não foi.&lt;br /&gt;Estou num momento tão engraçado da vida, de algo como questionamento total e absoluto, acompanhado passo a passo dessa certeza de que o que tem de ser, é.&lt;br /&gt;Abre-se à minha frente, inescapável, irresistivelmente, uma janela para uma vida que eu não quis, mas que poderia ter sido a minha. Um caminho aberto, metade de encruzilhada, para o quel nunca antes olhei.&lt;br /&gt;Segui em frente com certeza e precisei chegar tão longe, até aqui, para perguntar "e se?"&lt;br /&gt;E "se" não existe, lembro-me de ouvir pela primeira vez com meu professor de história do ginásio. O mesmo que me inspirou a marcar a profissão que sou eu naquela outra vida, preenchendo fichas de inscrição em universidades. Universidades, s, plural.&lt;br /&gt;E se?&lt;br /&gt;E se o caminho fosse o outro, eu não seria essa agora. Seria outra, talvez melhor, talvez mais feliz, talvez ainda mais perdida. Seria eu? Seria possível me tornar eu como sou, se tivesse escolhido outra estrada?&lt;br /&gt;Abre-se uma janela e não resisto à tentação de olhar. E, olhando, imaginar.&lt;br /&gt;Tantas viagens que poderiam ter sido.&lt;br /&gt;Não tinha de ser.&lt;br /&gt;Eu, a janela, olhamos por caminhos percorridos e esquecidos, apagados à força, recriados, inventados.&lt;br /&gt;Tem que ter graça, a vida.&lt;br /&gt;Tem de ser ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-1674690935521784894?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/1674690935521784894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=1674690935521784894&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1674690935521784894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1674690935521784894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/11/graca.html' title='Graça'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3669465246930406619</id><published>2011-11-02T00:07:00.003-02:00</published><updated>2011-11-02T00:18:11.818-02:00</updated><title type='text'>Medéia</title><content type='html'>Só porque eu fui assistir a Gota d'água e é tão fodido demais que nem vou tentar dizer.&lt;br /&gt;De dar rumo e criar raiz e tanta coisa.&lt;br /&gt;Não fiquei feliz, porque seria sacrilégio, mas alguma coisa aqui que estava vazia se encheu e eu não sei dizer de quê.&lt;br /&gt;Sou eu que estou aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3669465246930406619?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3669465246930406619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3669465246930406619&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3669465246930406619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3669465246930406619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/11/medeia.html' title='Medéia'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8780057476190029303</id><published>2011-11-01T01:18:00.001-02:00</published><updated>2011-11-01T01:37:44.380-02:00</updated><title type='text'>Quereres</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/kmdRc_FeV0w?fs=1" allowfullscreen="" frameborder="0" height="344" width="459"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu juro mesmo não entender como há gente no mundo que não gosta dessa mulher.&lt;br /&gt;Ela é e tem e mostra tanto e passa um calor que nem sei.&lt;br /&gt;Nem é minha favorita dela e eu poderia em cinco minutos achar outras várias que amo mais, mas é fato que, apesar de mim mesma, gosto da música e quando ela começa...&lt;br /&gt;Me pego aqui pensando no mistério, dessa coisa a que a gente tenta dar sentido e vai inventando e sei lá se tem. Eu fui criada para acreditar que há, sentido, e quando penso nisso não sei se acredito de verdade ou se só quero acreditar, porque viver no caos é muito aterrorizador. De dar pânico, desses que paralisam mesmo, então pronto, a saída é a calma algo artificial da fé. Mas fé em quê? Eis a questão.&lt;br /&gt;O fato é que a gente passa uma vida sem nos acontecer nada digno de nota e de repente... continua sem acontecer nada, mas parece que a gente aprende alguma coisa. Nasce assim cá dentro do peito uma semente que sabe e xinga com voz empolada. E ao lado dela, bate um coração sem dor, ainda que só por essa noite - sabemos lá que terrores trará o sol.&lt;br /&gt;Ai, o quereres.&lt;br /&gt;Tão desigual.&lt;br /&gt;Mas a vida é real e de viés. Tem que ser muito filho-da-puta pra dizer uma coisa dessas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8780057476190029303?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8780057476190029303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8780057476190029303&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8780057476190029303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8780057476190029303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/11/maria-bethania-sou-eu-mesmo-o-trocadoo.html' title='Quereres'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/kmdRc_FeV0w/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4443910385428383823</id><published>2011-10-22T23:39:00.002-02:00</published><updated>2011-10-22T23:55:26.683-02:00</updated><title type='text'>Viajo porque preciso</title><content type='html'>Desses dias em que a gente acorda assim com um aperto no peito, sem saber &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;exatamente&lt;/span&gt; por quê - será que em algum momento nos é dado saber &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;exatamente&lt;/span&gt; alguma coisa?&lt;br /&gt;E hoje tudo bem, dói mas não muito, vamos lá cuidar da vida, para o ensaio, para casa, para o banho, para o almoço, para o descanso e tudo bem. No meio do caminho o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;incômodo&lt;/span&gt; se perde, depois volta para visitar, vai embora de novo, e sei lá.&lt;br /&gt;De vez em quando a gente entra a fazer umas viagens... não sei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;bem&lt;/span&gt; para onde e por quê, mas seguimos e é difícil saber o que encontramos.&lt;br /&gt;O que procurávamos? O que perdemos? O que nunca tivemos nem teremos?&lt;br /&gt;Ou será que a brincadeira é essa, a gente segue em frente e a única coisa ao nosso alcance, tudo que podemos ser e ter somos nós mesmos?&lt;br /&gt;Eu me encontro agora meio que numa encruzilhada, ou nem tanto. É só que não sei o que quero e isso é estranho. Talvez isso signifique simplesmente que eu não quero nada. Não que eu esteja vivendo de luz, perdida no éter, quero sim muitas coisas, mas nada que esteja fora da minha realidade e isso pode ser o mais estranho. Das possibilidades não só existirem, como estarem perto. A gente se acostuma tanto a querer o impossível, vira mesmo um hábito e é difícil voltar atrás e achar satisfação no que está ao nosso redor.&lt;br /&gt;Eu encontrei, há coisa de um ano, uma felicidade indizível de não querer estar em nenhum lugar, além daquele onde eu estava. Devo ter discorrido imensamente sobre isso, repeti por todo lado, anunciei aos quatro ventos.&lt;br /&gt;O triste da vida é que também os bons momentos passam. O bom, é que os maus também se vão, mas no equilíbrio das coisas é isso, ganha-se aqui, perde-se ali. E os bons momentos passam e esse meu momento passou. Depois disso, dias tempestuosos, de dúvidas e angústias e culpa - ah, a culpa... - e a esperança de que a montanha russa voltasse a subir.&lt;br /&gt;Um ano depois... e aí? Não sei. A tempestade passou, por enquanto. Aquela mesma sensação não voltou, como não poderia voltar. Não existe volta, embora às vezes eu me esqueça e deseje ardentemente. Mas chegou alguma outra coisa, eu só não sei dizer o quê. Há aqui alguma tranquilidade, há risos e sorrisos, cansaço, trabalho.&lt;br /&gt;O que me causa ainda algum &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;incômodo&lt;/span&gt; é que eu não sei bem onde estou e aonde vou. Onde quero estar. Pergunto-me se há algum outro lugar em que eu gostaria de estar que não aqui e não sei responder.&lt;br /&gt;Realmente não sei - e embora essas duas palavrinhas sejam favoritas e a dúvida minha bandeira, há algo em mim que anseia por saber.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4443910385428383823?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4443910385428383823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4443910385428383823&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4443910385428383823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4443910385428383823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/10/viajo-porque-preciso.html' title='Viajo porque preciso'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-2195883280291874654</id><published>2011-10-20T11:28:00.004-02:00</published><updated>2011-10-20T11:31:30.398-02:00</updated><title type='text'>Será?</title><content type='html'>Ai, a Osesp liberou a programação da próxima temporada e eles vão tocar Brahms... Várias, todas, sei lá, mas a 3a. vai ser em junho, 21, 22, e 23 de junho. E agora? Muss es sein?&lt;br /&gt;Quero tanto ir; será que vai importar daqui a oito meses? Difícil é decidir agora sobre o que vamos sentir dentro de quase um ano.&lt;br /&gt;E decidir, decidir, decidir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-2195883280291874654?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/2195883280291874654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=2195883280291874654&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2195883280291874654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2195883280291874654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/10/sera.html' title='Será?'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8955099623727095052</id><published>2011-10-09T22:45:00.003-03:00</published><updated>2011-10-09T23:10:40.381-03:00</updated><title type='text'>Breathe</title><content type='html'>Em outra vida, outro corpo, outra pessoa que não essa que agora existe  em mim, foi outra que ouviu essa música e esqueceu. Há o quê,  quatro anos? Mais?&lt;br /&gt;Cheguei hoje por caminhos tortuosos a campos que, meus, não visitava  havia muito tempo. Trazida por impulso e acaso, navegando em rios  vermelho-sangue, de cabeça leve e coração livre aqui estou e  puta-que-o-pariu. Como pode uma pessoa viver sem ouvir isso? Ser isso. Depois  daqueles sons iniciais, quando a melodia começa... não sei o que em mim  que estava perdido e se encontrou, não sei o que dormia e despertou, algo que morria voltou à vida. São as batidas do meu coração que me alcançam e  eu vivo. Toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/AxgGAnLvMwQ?fs=1" allowfullscreen="" width="459" frameborder="0" height="344"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breathe, breathe in the air,&lt;br /&gt;don't be afraid to care.&lt;br /&gt;Leave, don't leave me.&lt;br /&gt;Look around, choose your own ground.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Long you live and high you fly,&lt;br /&gt;smiles you'll give and tears you'll cry&lt;br /&gt;all you touch and all you see&lt;br /&gt;is all your life will ever be.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Run, rabit run,&lt;br /&gt;dig that hole, forget the sun.&lt;br /&gt;When at last the work is done&lt;br /&gt;dont't sit down is time to dig another one.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For long you live and high you fly,&lt;br /&gt;but only if you ride the tide&lt;br /&gt;and balanced on the bigest wave&lt;br /&gt;you race towards an early grave.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8955099623727095052?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8955099623727095052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8955099623727095052&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8955099623727095052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8955099623727095052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/10/breathe.html' title='Breathe'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/AxgGAnLvMwQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-1651611796880215770</id><published>2011-10-06T19:55:00.006-03:00</published><updated>2011-10-06T21:48:29.267-03:00</updated><title type='text'>Nova Granada</title><content type='html'>Quando eu assisti ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;acústico&lt;/span&gt; do Legião Urbana pela primeira vez, fiquei apaixonada por uma música que então me era desconhecida, tocava bem no final do programa, quando subiam os letreiros, e falava de uma praia e um encontro e eu adorei de um tanto enorme, mas antes da internet (pelo menos eu não estava ainda nela) era bastante impossível para mim persegui-la.&lt;br /&gt;Lembro claramente quando, algum tempo depois, a ouvi pela primeira vez no rádio. Era um dia de manhã, em 1999, eu me arrumava para ir para a escola, estava no segundo colegial, sentada na cama para colocar uma meia e de repente ouvi. Já não sei porque me lembrei disso há pouco tempo e levei outro susto hoje quando, parcialmente mergulhada no XIX, ela de novo chegou até mim, sem querer, numa dessas ondas aleatórias e inexplicáveis que por vezes nos trazem aquilo que queremos.&lt;br /&gt;Fiquei ali, sorrindo bobamente. E depois tocou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;corsário&lt;/span&gt;, do João Bosco. Numa versão de que não gostei, com uma mulher, enquanto eu gosto mesmo é dele. Gosto tanto dessa música, das lembranças e ela associadas, do Calabouço numa noite fria de Minas e creme de abóbora, mas gosto mesmo é dela, toda. Gosto tanto, tanto de "meu coração tropical está coberto de neve, mas ferve em seu cofre gelado e a voz vibra e a mão escreve: mar". Meu coração tropical. Meu coração é tropical, como toda eu. Sempre que eu penso nisso alcanço uma felicidade que vem só daí. Sim, eu sei que já estive aqui, mas qual o problema de voltar? Se eu tivesse de ser alguma coisa, queria era ser isso: tropical.&lt;br /&gt;Fiquei pensando nisso dia desses, quando vi na rua um carro com um adesivo de maçã. Tentando imaginar quem coloca um adesivo de maçã num carro e por quê. O pressuposto (pelo menos o meu) é de que existe uma ligação, uma identificação, sei lá, entre a pessoa e a maçã. E, porra, sério, se você tiver de ser uma coisa, vai ser uma maçã? Se tem de dizer ao mundo algo sobre você, é isso? Tenho consciência de estar completamente na contra-mão do sentido atual do universo, mas se tem uma coisa que não me atrai em absoluto são as etiquetas. Aliás, literalmente; a primeira coisa que faço quando compro uma peça de roupa, qualquer que seja, é arrancar tudo fora. Tipo quando a pessoa compra um carro e a loja cola um adesivo na traseira do dito cujo; fico profundamente irritada. Eu conheço, apesar de não poder afirmar entender, o desejo de demonstrar alguma coisa através dos objetos que se tem, poder, dinheiro, gosto, contatos, exclusividade, sei lá. Só não acredito que funcione, ou melhor, são coisas que não tenho desejo algum de demostrar, não com esses sentidos, e quando as vejo estampadas em algum lugar, não me dizem muita coisa. É uma lógica permeada por valores que não compartilho. Claro que tenho cá meus consumismos, mas não são esses. Não me interessa mostrar ao mundo que tenho esse tênis ou aquele vestido, que custaram uma fortuna. Acho triste, como aquele programa, um globo repórter da vida, que mostrava um rapaz em Cuba que, não podendo comprar o tênis, tatuou no peito o símbolo da nike. Só penso em triste.&lt;br /&gt;Se eu tivesse de ter um adesivo, ou uma tatuagem, ou me definir em poucas palavras, não usaria jamais uma maçã. Ia quebrar demais a cabeça para descobrir o que pode me representar, não só o que eu sou, mas o que gostaria de ser, o que é importante pra mim, e a única coisa em que consigo pensar é em abstratos, o lugar de onde eu vim, o lugar que sou, os lugares que amo. Penso em lugares e não muito mais. Sem preço, sem comércio, sem propriedade, nas coisas que são fora de mim, independentes de mim, que eu não fiz nem ninguém fez, que não me conhecem nem me sabem, mas a que faço questão de pertencer.&lt;br /&gt;Penso em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;corsário&lt;/span&gt;, no coração tropical e na mão que escreve mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-1651611796880215770?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/1651611796880215770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=1651611796880215770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1651611796880215770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1651611796880215770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/10/maca.html' title='Nova Granada'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-7189067197892484969</id><published>2011-09-29T18:19:00.002-03:00</published><updated>2011-09-29T18:27:08.222-03:00</updated><title type='text'>Antenas</title><content type='html'>Tem uns dias em que parece que o mundo conspira a nosso favor.&lt;br /&gt;Tantas e tantas vezes a gente brincava que o universo ria nas nossas caras, pelas ironias e merdas que jogava na nossa cara, mas é isso, a roda da fortuna, não é? Um dia alto, outro baixo e assim eternamente.&lt;br /&gt;Pois hoje, ou melhor, essa última hora, foi toda de alto.&lt;br /&gt;Demorei mais de uma hora para chegar em casa, por um caminho que deveria tomar metade disso, porque fui fazendo paradas e mais paradas. E o fantástico - ou trivial, a depender do humor da pessoa - é que ouvi uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;baita&lt;/span&gt; trilha sonora. Estou há dias em busca de uma estação de rádio que faça minha felicidade, ainda ontem peguei a estrada querendo tanto ouvir boas surpresas, mas nada. E agora, sei lá, engataram, um monte de sons agradáveis, uns mais que outros, mas ainda todos queridos.&lt;br /&gt;E a cereja do bolo: há, digamos, seis meses, eu ouvi uma música na rádio. Fiquei com a bendita na cabeça, mas não peguei muito da letra para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;propriamente&lt;/span&gt; cantar e o locutor, ao dar lá as informações sobre ela, embolou a língua que eu entendi uma coisa totalmente nada a ver. Fiquei, naquela noite, no hotel ao lado da Catedral, horas pesquisando de todas as maneiras que consegui imaginar, tentando cantarolar para não esquecer a melodia, mas tudo inútil. Com dor no coração, deixei pra lá. Que tem, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;né&lt;/span&gt;?, tanta coisa séria acontecendo por aí e nem era assim a melhor música do mundo, eu só tinha ficado bolada. E pronto, eis que hoje ela vem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;lindinha&lt;/span&gt;, pelas ondas de uma estação que não pegou o dia todo, e eu o dia todo insistindo em ver se daquele mato saía coelho, e nada, e nada, e cereja.&lt;br /&gt;Surpresas, surpresas e eu estou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;exatamente&lt;/span&gt; no lugar de ficar feliz só com isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-7189067197892484969?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/7189067197892484969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=7189067197892484969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7189067197892484969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7189067197892484969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/09/antenas.html' title='Antenas'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-6730273243839351240</id><published>2011-09-27T23:05:00.003-03:00</published><updated>2011-09-27T23:46:25.933-03:00</updated><title type='text'>Minha neblina</title><content type='html'>Sinto um aperto desconhecido no peito, que se parece &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;desconfortavelmente&lt;/span&gt; com medo. Tenho essa coisa, entre tantas outras, de sentir medo das coisas que, acredito, a maioria das pessoas não teme. Ou a maioria das pessoas também partilha isso e, mais uma vez, eu não sou de longe tão diferente como gostaria?&lt;br /&gt;A tentação de correr, no entanto, é grande. Tem que rolar um auto-controle firme e uma repetição, como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;mantra&lt;/span&gt;, dizendo: calma, paciência, não há nada a temer.&lt;br /&gt;Só a vida, ela toda, responde o aperto.&lt;br /&gt;Semana passada eu fui assaltada, depois de muito tempo. Percebo com clareza a estranheza da construção, indicando que vivemos num mundo em que isso deveria acontecer mais vezes, em que é normal, corriqueiro, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cotidiano&lt;/span&gt;. É só que não é, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;né&lt;/span&gt;? A maioria das pessoas não é assaltada todos os dias, nem todas as semanas, nem todos os meses. Acontece de vez em quando e há fases negras, mas quando acontece a gente sente esse desamparo, ao mesmo tempo em que o percebe, o desamparo, como totalmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;descartável&lt;/span&gt;. Bem ou mal, é normal e não tem grande importância; não houve violência além do ato em si. Acho que o cara nem armado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;tava&lt;/span&gt;, mas a gente fica tão condicionado naquela coisa de não resistir, sei lá se é seguir o conselho de quem entende ou o reflexo numa situação de perigo ou se é pura e simples covardia. No entanto, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Shirley&lt;/span&gt; se foi e nunca mais voltará, até a chegada de uma nova &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Shirley&lt;/span&gt;. Parece até algo como castigo, pelas enrascadas, leves, em que ela me meteu  e pelas outras, mais pesadas, de que consegui escapar.&lt;br /&gt;Vivemos, porém, num mundo violento. Num país violento. Mas dentro da bolha, as luzes são mais rosadas. Também não dá pra viver com medo o tempo todo ou, se dá, não sei o quanto isso é vida. Então a gente esquece que tá o tempo todo em perigo, mais leve, de levarem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Shirley&lt;/span&gt;, e os outros que é melhor não explorar. Esquecemos que essa é a imagem do Brasil, ou de São Paulo, ou do mundo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;contemporâneo&lt;/span&gt; e vamos em frente.&lt;br /&gt;Depois eu fiquei pensando nisso da imagem do Brasil. Tanta curiosidade que gera na gente, tão difícil ver um estrangeiro aqui e não tentar absorver com sofreguidão suas impressões sobre essa terra enorme que dizemos ser nossa. Também me angustia a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;idéia&lt;/span&gt; de que parte da sofreguidão vem de um sentimento de inferioridade, principalmente ao mundo dito desenvolvido, com especial ênfase aos colonizadores. Como se eles pudessem nos explicar, nos justificar, como se a opinião deles tivesse mais importância, ou alguma importância; como uma necessidade de afirmação que a gente mesmo não consegue suprir e tem que vir de cima. Desde a minha fatídica experiência com o "colonizador" fiquei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;encucada&lt;/span&gt; com isso. Nem preciso dizer que tenho problemas sérios com o "colonizador", se não por mais nada, pela estreiteza da visão. É limitador demais ser o dominador. Nós aqui de baixo temos de pensar em soluções, de sobreviver, de lidar com a dominação do outro, com o ego do outro, e ainda tratar da nossa vida. Parece-me tão mais rico, com opressão e tudo; ainda fico bolada com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;idéia&lt;/span&gt; de que esse é um complexo de inferioridade às avessas, mas a mim faz tanto sentido. É concreto, dá pra ver e pegar e sentir.&lt;br /&gt;Resta, no entanto, a sofreguidão, que eu ainda não entendo totalmente.&lt;br /&gt;Egocêntrica que sou, sinto também avidez por descobrir o que o outro vê em mim. O que desse tanto que há e é aqui consegue sair, sob que luzes, que cores, sabores, o que de mim se mostra e o que engana, o que esconde e quanto. Nem sei com que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;objetivo&lt;/span&gt;, além de saber.&lt;br /&gt;E, talvez, sabendo, mude alguma coisa cá dentro, talvez tape um buraco, talvez dê um sentido ao que não tem sentido, ou signifique que nem tudo é solidão. Sei que quero saber e muito. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Sofregamente&lt;/span&gt;. Ao mesmo tempo, não quero, não preciso e tenho medo.&lt;br /&gt;Não somos, afinal, todos estrangeiros uns aos outros? As pessoas, como as terras, tão difíceis de alcançar? E, num improvável acaso, se alcançadas, que fazer com elas? Como sabê-las e não dominá-las, não dizer que são nossas? Como não destruí-las, a elas e a nós?&lt;br /&gt;Tão difícil, a vida. E perigosa.&lt;br /&gt;Tudo aqui se aperta, de pavor e saudades de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Diadorim&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-6730273243839351240?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/6730273243839351240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=6730273243839351240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6730273243839351240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6730273243839351240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/09/medianera.html' title='Minha neblina'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-917857919154135741</id><published>2011-09-01T23:48:00.003-03:00</published><updated>2011-09-02T00:27:07.221-03:00</updated><title type='text'>Sussurro.</title><content type='html'>Esse ano, ganhei de presente de meu pai uma assinatura para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;sinfônica&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Gosto da assinatura porque ela traz consigo esse compromisso, nos obriga a estar ali naqueles dias determinados, e isso deveria ser (ou mesmo é) uma coisa ruim, porque a gente devia ir à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sinfônica&lt;/span&gt; quando quer ir à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sinfônica&lt;/span&gt;, mas ao menos no meu caso não é assim que funciona a vida. Quero talvez ir, mas tenho preguiça, esqueço, vou fazer outra coisa, então o compromisso funciona para eu fazer uma coisa que gosto de fazer, mas que não faria, ou não tanto, se fosse deixada ao acaso.&lt;br /&gt;E, esse ano, a abertura foi a nona do Beethoven, que é uma coisa de outro mundo. Desde então tenho sentido vontade de tê-la comigo, para ouvir em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;fones&lt;/span&gt; a qualquer momento.&lt;br /&gt;Por um motivo ou outro, por falta de obrigação, até hoje não fui atrás de baixá-la. E, agora que me lembrei e quis, não encontro uma versão legal e fiquei com vontade de comprar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;cd&lt;/span&gt; da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;sinfônica&lt;/span&gt;, quando for da próxima vez. E também o do Brahms, gravado comigo na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;platéia&lt;/span&gt;, nos idos de muitos anos atrás.&lt;br /&gt;Mas o Brahms eu tenho em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;mp&lt;/span&gt;3 e fiquei também com vontade de ouvir num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ônibus&lt;/span&gt; da vida e eu ia pensando que se um dia eu tivesse de ter uma trilha sonora, essa música teria de estar nela. E me lembra tanto o Proust e, ouvindo, tentei pescar na memória o compositor da música de que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Swann&lt;/span&gt; tanto gostava e nem precisei ir longe, veio flutuando até mim um sussurro que dizia, leve como o vento, "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;vinteuil&lt;/span&gt;..."&lt;br /&gt;O Proust, da busca do tempo perdido. Ainda essa semana, lendo sobre Machado de Assis, fazia o crítico algum paralelo entre a busca do Proust e alguma coisa do Machado que não entendi bem, mas apontava para a genialidade.&lt;br /&gt;Nisso do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;gênio&lt;/span&gt;, pulei de Machado a Guimarães e ontem me lembrei tanto do Grande Sertão, numa dessas associações meio aleatórias, ouvindo um amigo querido dizer de atravessar o São Francisco e eu tendo um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;déjà&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;vu&lt;/span&gt;, tentando decifrar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;naonde&lt;/span&gt; nessa vida eu cruzei o São Francisco até perceber que não fui eu, foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Diadorim&lt;/span&gt;. E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Riobaldo&lt;/span&gt;. Nem falei nada ali, no momento, apesar de querer falar, mas passou. E eu não disse, como não digo tantas coisas sobre mim, ultimamente, e isso acaba levando as pessoas, de um jeito ou de outro, a me conhecerem menos. E o engraçado é que ainda assim elas me conhecem; mesmo ontem ouvi três pessoas tentando me descrever, coisa de que gosto muito. Mas elas me falavam de alguém que sou hoje e não conhecem o caminho que me trouxe aqui e isso tem algo de extremamente sedutor. Da gente meio que poder ser qualquer coisa e eu não estou interessada em ser muito diferente do que sou, mas me agrada demais a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;idéia&lt;/span&gt; de ser eu diferente.&lt;br /&gt;Acho que tem isso, a vida, e a sinfonia que a gente vai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;compondo&lt;/span&gt; como colocava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Kundera&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Kundera&lt;/span&gt; que também me visitou, depois de muito tempo, enquanto eu perguntava "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;muss&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;es&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;sein&lt;/span&gt;?" e a resposta infelizmente era "não".&lt;br /&gt;Fato é que minha música já vai avançada e tem traços de Brahms e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Vinteuil&lt;/span&gt; que são difíceis de explicar. Como conciliar isso do que passou e do que é, eis uma grande questão. E será que tem que conciliar? Será que não é tudo assim mesmo e tudo bem? A vida vai em frente e nem sempre podemos -  queremos? - estar na companhia daqueles que cresceram &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;conosco&lt;/span&gt;. É só que tem conforto nesse conhecimento profundo, fácil, que o tempo trás às amizades. Como há prazer em estar em branco e mostrar o que se quer; mas a gente nunca tá em branco e mostra tanta coisa, que quer e não quer, e esconde tanto que queria mostrar.&lt;br /&gt;Como escondi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Diadorim&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Riobaldo&lt;/span&gt; cruzando o rio. Eles, que para mim cruzam em silêncio, sem orquestra ao fundo, só a água correndo ao redor e vida acontecendo ao redor.&lt;br /&gt;Terminei já faz um tempo o Grande Sertão. Até escrevi sobre isso, mas deixei por aí, não por aqui. Tive ali uma síncope, ou uma catarse, sei só que sofri de um tanto que não dá pra descrever. Hoje é o melhor livro que já li. Tem tanto nele e em mim, sentimentos e pensamentos que passam e passeiam e eu não organizo mas sei. Do meu jeito torto, sei.&lt;br /&gt;Essa noite, o vento canta. O viajante não chegou ao seu destino.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-917857919154135741?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/917857919154135741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=917857919154135741&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/917857919154135741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/917857919154135741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/09/sussurro.html' title='Sussurro.'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-2948674642773641720</id><published>2011-08-23T23:57:00.003-03:00</published><updated>2011-08-24T00:42:54.413-03:00</updated><title type='text'>Confetes</title><content type='html'>Hoje aconteceu um negócio tão maluco que faz a gente pensar que essa vida... não sei, tem nela tanta coisa que não se explica.&lt;br /&gt;Estava eu almoçando numa padaria - dessas que servem comida a quilo e que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;bombam&lt;/span&gt; em São Paulo - e enquanto me servia ouvi uma pessoa sentada numa mesa ao lado dizer "nossa, faz muito tempo!". Expressão das mais triviais, segui em frente até que, não sei precisar por que, me virei na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;direção&lt;/span&gt; da tal mesa e dei de cara com uma moça que me olhova e disse "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;oi&lt;/span&gt;!".&lt;br /&gt;Eu sem a menor memória e com a falta de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tato&lt;/span&gt; que me é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;característica&lt;/span&gt; respondi "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;oi&lt;/span&gt;..." com aquela cara de não-sei-quem-é-você, ou alguma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;correpondente&lt;/span&gt; do tipo você-deve-estar-me-confundindo-com-alguém-porque-nunca-te-vi-na-vida.&lt;br /&gt;Obviamente que a louca era eu, já que ela me disse seu o nome, que me é mais familiar do que o rosto.&lt;br /&gt;Afinal eu a conhecia, até muito, porque nós moramos no mesmo prédio quando éramos crianças e vivíamos brincando juntas. Só que eu não lembro muito mais do que isso. Acho que tenho fotos nossas num célebre aniversário que eu comemorei no apartamento. Devia ter uns oito anos e, como sempre, meu aniversário caía nas férias - naquele tempo bendito em que as aulas começavam lá para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;março&lt;/span&gt; ou ao menos depois do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;carnaval&lt;/span&gt; - então eu chamei uma ou duas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;amiguinhas&lt;/span&gt; da escola, além dessa que era vizinha e uma outra, filha de amigos dos meus pais, para passar o dia comigo. Deve ter sido a festa mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;xoxa&lt;/span&gt; da história, com tipo quatro pessoas, mas a gente se divertiu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;taaaanto&lt;/span&gt;, disso ainda lembro. Também não sei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;exatamente&lt;/span&gt; o que fizemos, além de correr endoidecidas e descabeladas (sim, há &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;registros&lt;/span&gt; imagéticos) pelo prédio e pelos corredores e depois descolar, não sei de onde, uns pacotes de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;confetes&lt;/span&gt; (sim, aqueles de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;carnaval&lt;/span&gt;, daquele rosa esquisito e verde em papel áspero) e jogá-los pela casa toda, não sei bem com que propósito. Lembro de anos depois ainda encontrar um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;confete&lt;/span&gt; ou outro, no meio de um vaso ou assim, e recordar da diversão daquele dia.&lt;br /&gt;Ele gerou uma outra lembrança marcante na minha família: minha mãe fez uma sopa de legumes pra gente comer (isso não tem nada a ver com festa de criança, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;né&lt;/span&gt;? Pode ter acontecido outro dia, mas eu registrei que foi naquele e, sei lá, como a gente passou o dia juntas, podem ter rolado algumas refeições de respeito em meio aos brigadeiros e beijinhos), aí dias depois ela recebe um telefonema, da mãe de uma das meninas do colégio, dizendo que a filha a estava enchendo até a lua porque queria comer aquela sopa, a da minha mãe, e queria que a mãe dela fizesse igual e a mulher estava perdendo os cabelos pra descobrir que diabo de sopa era aquela.&lt;br /&gt;Além disso, parece-me lembrar de estar um dia no apartamento dessa vizinha, no quarto da mãe dela mexendo em sabonetes, mas não consigo dar muito sentido à imagem.&lt;br /&gt;Engraçado como essas coisas se perdem e a gente não consegue reter bem os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;registros&lt;/span&gt; da nossa própria vida, ou eu ao menos não consigo. De repente o fato de ter me mudado tão nova para outra cidade e perdido tão radicalmente o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;contato&lt;/span&gt; com as pessoas com quem partilhei a infância explique muita coisa, ou isso é simplesmente mais uma prova de que minha memória não presta. Porque ela de fato não presta e eu que sei disso há já muito tempo. Esses dias mesmo eu contava uma história de uma viagem que fiz a alguém que conhece bem os lugares onde estive e eu não conseguia deixar de pensar que a história devia parecer mentira, tal a ausência de detalhes e a insegurança com que eu a relatava. Simplesmente apaguei e já não vejo jeito de recuperar o que esqueci.&lt;br /&gt;Eu nunca teria reconhecido minha amiga de infância, numa fila de padaria nem em nenhum outro lugar. Nem o rosto dela me pareceu familiar, mesmo quando ela se apresentou. E ela se lembrava melhor de mim, tanto que conseguiu me localizar e me chamou. Contou ainda que sempre falava de mim para a mãe dela e se lembrava de uma coisa que ela comia lá em casa, com manteiga. A coisa que se comia com manteiga e frequentemente (pelo menos era meu jantar todas as noites quando eu ainda tinha um paladar extremamente indócil) era pão-de-milho. Que de pão não tem nada, mas é como minha avó chama &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;cuscuz&lt;/span&gt; com leite - e manteiga.&lt;br /&gt;Difícil não pensar nas minhas obsessões últimas, acaso e sorte. Mas também nisso da volatilidades das pessoas e relações e sentimentos e da ignorância original que nos cerca, do impacto que não temos idéia de causar e das coisas que nos marcam sem que a gente perceba e das que nos deixam sem deixar vestígios.&lt;br /&gt;Tudo tão mistério e a vida tão indecifrável e eu me pego pensando que algum dia, daqui muitos e muitos anos, quando o caminho se aproximar do fim, vou entender dele alguma coisa, achar-lhe um sentido que hoje é oculto, talvez mesmo inexistente, porque do meio não é lugar para se ver.&lt;br /&gt;E, ainda assim, vez por outra ele se revela, incompreensível mas claramente.&lt;br /&gt;Ou talvez não, não haja destino nem sorte nem sentido, mas somente acaso.&lt;br /&gt;Mas não há duvidas de que há mistério.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-2948674642773641720?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/2948674642773641720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=2948674642773641720&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2948674642773641720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2948674642773641720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/08/confetes.html' title='Confetes'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8625113357063260792</id><published>2011-08-21T23:09:00.003-03:00</published><updated>2011-08-21T23:13:43.249-03:00</updated><title type='text'>Surreal</title><content type='html'>É só que eu tive o diálogo mais surreal com meu pai, agorinha.&lt;br /&gt;Organizando aqui a vida para a semana que começa, mandando documentos e formulários e questionários pra lá e pra cá, eu pergunto:&lt;br /&gt;- Pai, você viu meu passaporte? - pensando no novo passaporte; visto que o velho já vai vencer e eu tive de tirar outro, agora do novo tipo, azulzinho e desenhadinho por dentro. O velho ainda é do verde, fiz antes da mudança, daí o interesse em mostrar o novo tipo ao pai, que meio que curte essas coisas. Só que o pai está na sala ao lado, que fica a dois centímetros daqui, mas com mouco não se discute e eis que ele responde:&lt;br /&gt;- Se eu tive catapora?? Não sei, acho que tive...&lt;br /&gt;História verdadeira, juro.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8625113357063260792?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8625113357063260792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8625113357063260792&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8625113357063260792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8625113357063260792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/08/surreal.html' title='Surreal'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4864582146854880682</id><published>2011-08-08T10:32:00.004-03:00</published><updated>2011-08-08T10:57:47.431-03:00</updated><title type='text'>Welcome</title><content type='html'>Sim, tenho outras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;zilhões&lt;/span&gt; de coisas para fazer, inclusive textos a ler ainda hoje, mas o fato é que às vezes nós erramos nessa vida. No sentido mesmo do equívoco. E às vezes eles são grandes, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;enormes&lt;/span&gt;, noutras, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;insignificantes&lt;/span&gt;. Acontece que às vezes a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;insignificância&lt;/span&gt; é absurdamente irritante. Eis o que se passa comigo nesse instante.&lt;br /&gt;Há um tempo, mesmo longo tempo, digamos mais de um ano, uma amiga me falou de um tal site de compra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;coletiva&lt;/span&gt; que era muito legal e tudo aquilo e eu, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;babaca&lt;/span&gt;, sem saber que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;bagaça&lt;/span&gt; pertencia àquele &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;almofadinha&lt;/span&gt; insuportável, me cadastrei. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Uau&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;né&lt;/span&gt;?, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;superdesconto&lt;/span&gt; e a merda toda.&lt;br /&gt;Nunca usei.&lt;br /&gt;Uma vez cogitei comprar umas aulas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;equitação&lt;/span&gt;, pela arte, mas não rolou.&lt;br /&gt;Recebo ainda alguns e-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;mails&lt;/span&gt; que configurei para irem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;direto&lt;/span&gt; para a caixa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;spam&lt;/span&gt; e não pensei mais muito sobre o assunto. Até que hoje, nessa gloriosa manhã que chega ao fim, recebi um e-mail dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;putos&lt;/span&gt; na minha caixa de entrada e tive um daqueles momentos de clareza do sentido da vida e de suas inutilidades e do peso das coisas não-essenciais e, finalmente, me ocorreu o pensamento lógico: vou excluir meu cadastro dessa bosta. Eu nunca usei, nunca vou usar, é mais provável que eu passe o resto da vida lendo na minha cama do que me dê ao trabalho de abrir o e-mail, procurar uma oferta, me animar, convidar uma galera, vestir uma roupa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;transada&lt;/span&gt; e sair para curtir a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;night&lt;/span&gt;. Ou fazer uma aula de equitação.&lt;br /&gt;Decidida, vou lá eu recuperar a senha do maldito nos confins da memória, faço o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;login&lt;/span&gt; e... surpresa das surpresas: os filhos-da-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;puta&lt;/span&gt; não têm uma opção de excluir a conta. Simples assim. Um lance meio "hotel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;california&lt;/span&gt;"; tudo muito bom (bom), tudo muito bem (bem), mas você está para o resto da vida preso com o coxinha nesse site dos infernos. E ainda tem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;videozinhos&lt;/span&gt; dele, com aquela voz insuportável, explicando por que ele é o máximo.&lt;br /&gt;Tem lá opção de não receber mais e-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;mails&lt;/span&gt; chatos, simples e fácil, mas a questão é o conceito. Não é que eu não queira mais receber seus e-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;mails&lt;/span&gt; chatos, quero exterminar meu registro e qualquer ligação que existe ou possa vir a existir entre nós. Nem quero apagar as lembranças dessa relação, porque ela nunca existiu; eu de fato uma vez assinei meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;nomezinho&lt;/span&gt;, mas a gente comete mesmo erro e olha que maravilha é essa nossa sociedade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;contemporânea&lt;/span&gt; que nos permite voltar atrás? Só que a porra do peixe não permite e parece que a gente tá num daqueles filmes que se passam no XIX em que o mocinho fica noivo da mocinha mas não curte mais ela e se apaixona pela prima mas tem que casar, porque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;né&lt;/span&gt;, o noivado e a honra e o que as pessoas vão dizer.&lt;br /&gt;Enfim, tudo bem, mandei um e-mail para pedir minha liberdade, sei não sei vão me julgar digna disso, mas eu vou ler aqui meus textos, ouvindo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Skank&lt;/span&gt;. Indignação.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4864582146854880682?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4864582146854880682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4864582146854880682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4864582146854880682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4864582146854880682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/08/welcome.html' title='Welcome'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-5678226527172745456</id><published>2011-07-25T22:32:00.004-03:00</published><updated>2011-07-25T23:01:00.579-03:00</updated><title type='text'>Drama</title><content type='html'>A vida tem desses acasos estranhos e acho que a maioria não significa mesmo nada.&lt;br /&gt;Pois aí há umas duas ou três semanas, não sei de onde, recomecei a ouvir o "Back to Black" e acho bom ter chegado ali assim, sem maiores motivos que uma música que chega à cabeça e não sai.&lt;br /&gt;E é só que essa música, em específico, é das melhores do mundo pra curtir uma dor de corno.&lt;br /&gt;Lembro que um amigo foi quem me mostrou, praí há uns 3 ou 4 anos, mandou uma seleção de várias músicas que ele queria me apresentar e a única que ficou foi essa.&lt;br /&gt;Assim vamos nós.&lt;br /&gt;Tenho sentido cá uma irritação algo onipresente, com tudo e todos - o que significa que a coisa é mesmo só comigo.&lt;br /&gt;A pressão de tudo que há para fazer e, principalmente, tudo que não fiz começa a dar frutos.&lt;br /&gt;E o medo do que está por vir.&lt;br /&gt;Encontrei, dia desses, uma melancolia que há muito não me chegava. Engraçado que perguntei a uma figura, na ocasião, se ela se considerava melancólica e ela disse que não e que era feliz. Achei uma ousadia e tudo aquilo, mas até entendi. E, mais, acreditei. Na plenitude que vem acompanhando tantas outras qualidades, de compromisso e seriedade e inteligência e perspicácia e ousadia e, em meio a tudo isso, leveza.&lt;br /&gt;Achei foi graça quando, uns dias depois, fui acusada de ter-lhe acusado por drama, e não melancolia. Vez em quando me surpreendo ao perceber como o comum das pessoas tem um léxico tão diferente do meu e, em consequência disso, vive vidas tão distintas. Distantes.&lt;br /&gt;De repente, a diferença nem é tanta; mas, para mim, é imensa.&lt;br /&gt;Eu posso mesmo ser muitas coisas, mas é certeza - e acredito ser também unanimidade - que cuca-fresca não é uma delas. Mas sei apreciar uma, quando encontro.&lt;br /&gt;Só não sei é ser e acho em mim uma ausência de tudo isso e uma inocência que beira a estupidez, se é que não a atravessa a cem por hora.&lt;br /&gt;Eu assumi, porém, já há bastante tempo, uma política e uma filosofia de não me preocupar com as coisas antes do estritamente necessário e assim vou sobrevivendo. Esperando estar pronta quando elas chegarem ou quando eu for.&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, sigo aguardando o encontro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-5678226527172745456?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/5678226527172745456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=5678226527172745456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5678226527172745456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5678226527172745456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/07/drama.html' title='Drama'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-777187386718883014</id><published>2011-06-26T23:36:00.003-03:00</published><updated>2011-06-27T00:10:48.268-03:00</updated><title type='text'>Veredas</title><content type='html'>Talvez eu esteja apenas me precipitando e devesse esperar mais alguns dias, algumas horas. Mas, enquanto tomava banho, fiquei pensando tanto nisso que achei que valia a pena dizer.&lt;br /&gt;Comigo acontece sempre isso, de coisas aparentemente importantes me ocorrerem no banho - momento em que é mais fácil nos permitir divagar.&lt;br /&gt;A pois eu pensava era no Guimarães. Lia, antes do banho.&lt;br /&gt;Afinal, eu resolvi parar de brincar de café-com-leite e me juntar aos grandes. Juntar, assim desse jeito que o livro faz com a gente, que nos torna íntimos conhecidos, quando não nos tornamos &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;propriamente&lt;/span&gt; eles. Ou eles se tornam a gente, ou nos tornamos ambos alguma outra coisa, flutuante e &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;etérea&lt;/span&gt;, que paira por um tempo em algum lugar e depois desvanece.&lt;br /&gt;Resolvi me juntar aos grandes e fui dar logo no maior. Toda a coisa da linguagem, pensei muito nisso, que é muito difícil um cara ir lá e decidir inventar uma língua. Mas, inventada por ele, ele meio que pode fazer o que bem entender, não é? Exige e tal uma criatividade e tanto, mas as regras são suas e você brinca de &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;deus&lt;/span&gt;. Agora &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;fodástico&lt;/span&gt; mesmo é o cara inventar a própria língua. Não uma só dele, uma que é nossa, que eu conheço e você conhece, e brincar de dar nó nela, trazer de lá pra cá e daqui pra lá e ir inventando e torcendo e distorcendo, eu e você ainda entendendo. Entendendo, quem sabe, mais do que nunca.&lt;br /&gt;Eu me lembro, ainda, com tanta clareza, de quando li o &lt;em&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Miguilim&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;. Era época de vestibular, &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;tava&lt;/span&gt; ele na lista e eu lendo na fazenda, sem conseguir dormir e me acabando de chorar e pensando como Guimarães era &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;foda&lt;/span&gt;. &lt;em&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Miguilim&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;é ainda dos meus preferidos no mundo e me vem à mente com certa frequência, em ocasiões que não vale comentar, por causa do &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;spoiler&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ao &lt;em&gt;Grande Sertão &lt;/em&gt;cheguei hesitante, sem empurrão de prova, só recomendação de tanta gente que fala do quão absurdo ele é. Comprei nem sei quando, em sebo, capa dura vermelha, gravado em dourado. Comecei nem sei quantas vezes, lia uma, duas, dez páginas e ia largando, nem sei por quê. Não que achasse chato nem muito menos ruim. Nas uma ou duas ou dez páginas reconhecia o &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;gênio&lt;/span&gt;, mas não seguia adiante de repente porque é isso a vida. Mas eis que, dessa vez segui de pura determinação, de querer brincar com grandes e, mais que tudo, com nosso, querer ler escrito na minha língua, sem filtro nenhum de tradução, nem de temas que não são meus, de vidas que não são minhas, de lugares outros, queria era aqui. Do Sul da minha terra.&lt;br /&gt;Mas, no banho, não era isso que eu pensava. Visto não ter acabado ainda o livro, apesar de estar adiantado, fiquei pensando "&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;puta&lt;/span&gt;-que-o-pariu, que o &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Diadorim&lt;/span&gt; vai morrer e eu não vou aguentar". Sei não o que vai acontecer, nem muito não quero pensar, mas o diabo do Guimarães me fez uma coisa que eu matutei demais pra lembrar se já aconteceu antes e a lembrança não veio. Porque nunca aconteceu, não assim.&lt;br /&gt;Eu já gostei muito de muitos livros e, no banho, pensava no que eu gostava neles. Tentei lembrar de como foi ler, pela primeira e única vez, &lt;em&gt;Cem anos de solidão&lt;/em&gt;. Já se foram os detalhes, ficou só aquela sensação de me perder na fantasia do &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Márquez&lt;/span&gt;, da confusão de &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Macondo&lt;/span&gt; e os nomes e... não sei. Depois, o Proust e aquela loucura toda do ciúme, no começo, e o tempo, depois. De &lt;em&gt;Ana &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Kariênina&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, lembro de me identificar, em potencial, com as coisas que ela fez. Pois vasculho nos não poucos romances que li e encontro que gostei em alguns da beleza da escrita e, noutros, mais, de me identificar aqui e ali com o que vinha escrito. De me reconhecer, em alguma medida, naquelas palavras impressas e de tão longe vindas. De ser sobre mim - ser egoísta que sou.&lt;br /&gt;Mas o diabo do Guimarães... não me vejo ali, pelo menos não tão claramente, nem tão me identifico e, apesar da beleza, o que me surpreende é a forma como aquele gostar tão contado e recontado do &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Riobaldo&lt;/span&gt; desperta em mim, também, um gostar que é tanto e tamanho, um sei lá o quê de destino, não sei. Não é pelo espelho, é por ele, só. A vida vai, eu sei, a gente vai com ela gostando aqui e ali, algumas vezes sem mais, noutras sem menos, até que caímos um dia no livro de capa vermelha e ele desperta na gente, ou ao menos em mim, esse amor insano e desmedido, ele narra um sentimento nosso, ou meu, mas que não é aquele que estava ali antes e ele &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;refletiu&lt;/span&gt;, é o que ele mesmo causou.&lt;br /&gt;Isso nunca eu tinha visto, do homem vir e inventar em mim um amor que não existia. E tão apaixonado e desesperado e sentido, tão completo, por impossível que possa parecer. Eu não sei o que vai acontecer e não sei o que quero que não aconteça.&lt;br /&gt;Sei apenas que é maior.&lt;br /&gt;Também eu amo Diadorim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-777187386718883014?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/777187386718883014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=777187386718883014&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/777187386718883014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/777187386718883014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/06/veredas.html' title='Veredas'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-1674376147089338466</id><published>2011-06-22T23:48:00.003-03:00</published><updated>2011-06-23T00:28:59.209-03:00</updated><title type='text'>Vale de Lágrimas</title><content type='html'>Tanto tempo que não os ouço. Hoje, de repente, me lembrei, muito por causa do "vale de lágrimas". Na verdade, nem há tanto tempo assim já que fui ao último show deles, no carnaval de 2010, no Marco Zero, no belíssimo e saudoso Recife. Mas, sim, que não paro e ouço faz muito.&lt;br /&gt;Totalmente deprimente a história toda do vale, mas hoje eu me pergunto se, com depressão ou sem, não é verdade.&lt;br /&gt;Essa noite, parece ser. Por aquele incômodo tão despropositado que me surge, vez em quando, que vem subindo de dentro e eu sinto chegando e não sei expulsar, posso só esperar passar. Eu me pergunto se ele vem sozinho ou se eu é que chamo e não sei me responder.&lt;br /&gt;E aquilo da gente tão não ser o que gostaria, aquele espaço infinito que existe entre a nossa imperfeição, a nossa humanidade e aquilo tudo que a gente gostaria de ser e acha que deveria ser. Cada passo desse caminho que a gente sabe que não há, cada buraco na nossa vida que a gente cavou ou que sabe muito bem onde está, que em dias como hoje não podem ser ignorados. O tanto que falta pra gente aprender, as coisas que a gente já viu, provou, sentiu e ainda não sabe e a pergunta, algo desesperada, se algum dia saberemos. Tanto que falta que o que parece é que não fica nada, só ausência. Tão grande, tanta, tanto vazio que sufoca.&lt;br /&gt;Mas eu sei, com esse jeito nosso de saber das coisas, que o que dói hoje é a ponte. Que eu sabia que ia tocar fogo, larguei o fósforo acesso, mas eis que agora só o fogo pegou e começou a rugir. E é alto, como eu sabia que seria, e é quente, como eu sabia que seria, mas saber que é não muda muita coisa. Ainda queima e por tantos motivos. Nem pela ponte, em si, mas pelo que a fez queimar.&lt;br /&gt;Hoje é a noite do acerto de contas, das decisões que foram tomadas e, em alguma medida, equivocadas. Nem levianamente - se é que há algo no vale de lágrimas que não é leviano - e nem por maldade - tirando a parte que há em tudo - mas só e simplesmente pela tentativa. A prova do pudim. Como a gente vai saber que uma coisa dá errado se não for lá e tentar? Tentamos, falhamos; nem é grande o crime, é só que tem que ser pago, porque a vida não brinca de ser inconsequente. Ela brinca de cobrar as contas.&lt;br /&gt;E, não sei, pode ser que haja beleza nisso da resposta. Na forma como a gente vai desenhando nosso destino, como a Mafalda e o plano dela de ir ao Japão. Parando e pensando e olhando para trás, o caminho que me trouxe aqui é tão claro, mesmo sem ser óbvio, os motivos se sucedendo, em fileiras não tanto organizadas, mas que fazem sentido. Como o passo que se põe depois do outro, os feitos e desfeitos se seguindo e trazendo inescapavelmente até essa noite em que, em meio ao turbilhão, penso: "vale de lágrimas".&lt;br /&gt;Oh, que caminho tão longe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/Vtcab24iJHk" allowfullscreen="" width="480" frameborder="0" height="390"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-1674376147089338466?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/1674376147089338466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=1674376147089338466&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1674376147089338466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1674376147089338466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/06/vale-de-lagrimas.html' title='Vale de Lágrimas'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Vtcab24iJHk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8412574155427699438</id><published>2011-06-16T21:37:00.005-03:00</published><updated>2011-06-18T00:54:15.807-03:00</updated><title type='text'>Fortuna</title><content type='html'>Redescobri aqui um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;puta&lt;/span&gt; hino, que eu já amei profundamente mas que caiu nos braços do esquecimento. Porque é isso, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;né&lt;/span&gt;?, a gente meio que vai amando uma coisa por vez, e o amor de ontem fica ultrapassado e relegado pelo de hoje, e o de hoje pelo de amanhã e assim eternamente.&lt;br /&gt;Eu ainda penso, como pensava há muitos anos, que isso meio que significa que a gente não ama nada verdadeiramente, se tudo passa. Ou talvez a verdade seja mesmo que o que vale são esses pequenos momentos de amores passageiros e tudo bem eles passarem, porque como vão, vêm.&lt;br /&gt;Então eu ando num momento mais pro rock'n'&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;roll&lt;/span&gt;, ainda que matizado pelos adorados brasileiros que tanto fazem a minha cabeça. Mas tenho ouvido a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Kiss&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;FM&lt;/span&gt; mais do que qualquer outra rádio e o sentido de estar ali é permitir a ela que me apresente coisas novas. Novas para mim, obviamente, que não conheço nada de nada. Então ouvi, numa programação dessas, uma do David &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Coverdale&lt;/span&gt; e caí de volta em "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Soldier&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Fortune&lt;/span&gt;". Que eu ouvia muito numa fase &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Deep&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Purple&lt;/span&gt;, também há muitos anos. E são tantas as ligações despertas.&lt;br /&gt;Lembrei de um melhor amigo que tive - não sei até que ponto tenho - que adorava - não sei até que ponto ainda adora - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Deep&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Purple&lt;/span&gt;. Uma vez, a gente foi viajar e ele entrou no carro e colocou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;cd&lt;/span&gt; roxo no aparelho de som e falou: Adivinha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;ae&lt;/span&gt; quem é. É claro que eu não vou reconhecer voz nenhuma, nem música nenhuma - ok, talvez quando chegasse em tipo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Smoke&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;on&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Water&lt;/span&gt;, mas ainda assim. E ele dizia, enquanto eu me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;afobava&lt;/span&gt; pensando que diabo de banda era aquela: "olha o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;cd&lt;/span&gt; que você vai adivinhar". De um tempo em que as coisas eram mais simples. Em que éramos mais iguais.&lt;br /&gt;Depois encontrei gravada uma conversa que tivemos, na outra vida, sobre um desentendimento que não chegamos a ter. É tão fácil a gente sair julgando os outros, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;né&lt;/span&gt;? E também tão fácil a gente sair se culpando por tudo o que acontece, apesar da contradição. E demais são as perguntas que ficam sem resposta.&lt;br /&gt;Então caí em "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Soldier&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Fortune&lt;/span&gt;" e me lembrei dele. Além da música ser do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;caralho&lt;/span&gt; - como ele me ensinou a dizer.&lt;br /&gt;E no ano passado, quando eu fiz uma pequena incursão pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;twitter&lt;/span&gt; para acompanhar a campanha, vi uma espécie de enigma que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Márcia&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Tiburi&lt;/span&gt; colocou no dela, perguntando qual era a única coisa do mundo, ou da vida, que não tem preço. E galera falando um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;tantão&lt;/span&gt; de coisa, amor, educação, felicidade e ela dizendo que não, porque bem ou mal essas coisas a gente pode comprar - ou ao menos a ilusão delas. E que a única única coisa que não tem preço, que é inestimável, é o acaso. Que, pelos mais crentes, pode ser chamado de destino. Ela deve mesmo ter falado de um jeito muito mais bonito, mas me lembro de ler e pensar "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;aaahn&lt;/span&gt;..., não é que é, mesmo?".&lt;br /&gt;E essa semana &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;tava&lt;/span&gt; ouvindo uma colega contar que ganhou uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;lembrancinha&lt;/span&gt; num restaurante japonês e que são dois gatinhos e um atrai, sei lá, felicidade, saúde e mais não sei o quê, e o outro era fortuna. Fiquei me perguntando até que ponto ela entendia fortuna como isso, sorte, acaso, destino, e até onde pra ela era dinheiro, dinheiro, dinheiro. Porque, sei lá, tem gente que é isso, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;né&lt;/span&gt;? Ou, mais uma vez, eu que sou tosca e acho que as pessoas não vêem as coisas na mesma profundidade que eu. Parte de mim se pergunta se essas minhas indagações não são só coisa de quem tem muito tempo livre.&lt;br /&gt;Mas o ponto é esse: fortuna é uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;idéia&lt;/span&gt; que me agrada. Como destino, mas ele tem aí alguma coisa como que programada, exige uma fé que eu não sei se tenho. Prefiro acaso. A força que comanda nossas vidas e tudo aquilo. E, sem fé, traz esperança - não sei bem de quê, talvez só disso. De uma música inesperada numa estação de rádio que se ouve num carro, dirigindo ao pôr-do-sol de uma tarde de inverno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8412574155427699438?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8412574155427699438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8412574155427699438&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8412574155427699438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8412574155427699438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/06/fortuna.html' title='Fortuna'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3319067957379669703</id><published>2011-06-11T14:00:00.001-03:00</published><updated>2011-06-11T14:10:13.500-03:00</updated><title type='text'>5:32</title><content type='html'>Pois é, estava ela ali nos meus favoritos e meses depois voltei.&lt;br /&gt;Não por acaso; o caminho é muito claro: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Renacta&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Transylvania&lt;/span&gt;, Tony &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Gatlif&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Vengo&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Antonio&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Canales&lt;/span&gt;, Concha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Jareno&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Aí eu vi ontem e vi hoje. E não consigo não parar o diabo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;youtube&lt;/span&gt;, não fazê-lo voltar aos mesmos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;exatos&lt;/span&gt; dois segundos de meses atrás.&lt;br /&gt;Além de reiterar o que já disse, percebo que uma pessoa como eu só pode estar destinada a ser infeliz. Talvez não completamente, mas esse pedaço de mim que não encontra nunca satisfação e insiste em ver e rever a mesma coisa e tentar absorver ali o que é impossível absorver, que tenta manter a areia nas mãos mesmo sabendo que ela escapa entre os dedos, que tenta fazer um segundo, ou dois, durar eternamente. Esse pedaço, que eu não sei se é só meu ou se é de todos nós, me prende.&lt;br /&gt;E é um pedaço tão minúsculo, tem aí dois segundos, e é só que nele cabe tanto.&lt;br /&gt;E é só nele que cabe também a felicidade, porque mesmo sabendo impossível alcançá-los, não é preciso nada além daqueles dois segundos.&lt;br /&gt;Tudo cabe em 5:32.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3319067957379669703?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3319067957379669703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3319067957379669703&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3319067957379669703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3319067957379669703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/06/532.html' title='5:32'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4683190071582411919</id><published>2011-06-10T22:13:00.005-03:00</published><updated>2011-06-10T22:37:01.249-03:00</updated><title type='text'>Garrafas</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tava&lt;/span&gt; aqui, meio assistindo-sem-prestar-muita-atenção &lt;span style="font-style: italic;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Glee&lt;/span&gt;, meio viajando pela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;internet&lt;/span&gt;, lendo aqui uma coisa ou outra, ouvindo mais ou menos uma música.&lt;br /&gt;Vi o lance que a Claro fez sobre "Eduardo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Mônica&lt;/span&gt;" e achei mesmo tão bonitinho. Tão não sabia que a música tinha 25 anos - naquelas de que quando saiu eu tinha três, portanto eu não me lembro, mas também sempre soube que não fui a geração de acompanhar Legião como novidade.&lt;br /&gt;E tenho achado tão tão esquisito isso de ter 28. Pessoas têm me perguntado muito, ultimamente, a minha idade. Aí umas acham que não parece, que me dariam 22 (sim, eu duvido seriamente da sinceridade delas, mas enfim), enquanto outras olham para mim como se eu devesse cair morta na frente delas, só porque venceu meu prazo de validade. Mas o que me deixa meio bolada é mesmo o lance do 28. Ou, mais ainda, do 29. De 29 eu gosto, porque é primo. E tem toda aquela história, de que já ouvi muito falar mas não aprofundei, do retorno de Saturno. E de estar ali, na beira dos 30. Aí não sei de onde comecei a me associar mais com 29 que com 28, talvez numa de me preparar, ou sentir alguma ansiedade que eu não sei ainda se é boa ou má. O fato, de qualquer maneira, é que esse ano tá indo em turbo e eu meio que começo a me preparar para o próximo. Se bem que, pra mim, cada semestre é um ano, e eu me preparo também para a segunda metade que já está na esquina. Com as mudanças e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;talz&lt;/span&gt;, esperando um pouco mais de agitação e discussão e cafés e cervejas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;chorinhos&lt;/span&gt; e sabendo que bem pode não sair nenhum coelho desse mato. E é só que até lá, muitas pedras ainda vão rolar. Ou só uma pedra, mas uma pedra meio grande.&lt;br /&gt;Mas, sim, eu dizia estar aqui sentada, meio aqui, meio ali. E entre uma coisa e outra, me peguei pensando que eu cavei um buraco e super entrei dentro. Sei lá, acho que buraco todo mundo vive cavando, só que algumas pessoas pulam para lá e ali ficam, enquanto outras vão tentando achar uma saída. E nem sei se eu também não sigo buscando, o lance todo é que eu estou muito dentro do buraco. Nem chega a ser um mau buraco, tirando o fato óbvio de ser buraco.&lt;br /&gt;Eu tenho pensado muito, nas últimas semanas, em escrever sobre algumas decisões que tomei. Uma, em particular, algo séria &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;profissionalmente&lt;/span&gt;, que eu chamaria de "queimar pontes". Naquele lance todo de exército em guerra, recuando à toda, e queimando tudo que deixasse para trás, para não ser usado pelo inimigo? Nem que eu tenha inimigo a temer, só mesmo a impossibilidade de voltar, depois de atravessar. O que me causa uma considerável angústia - mas também ouvi uma coisa, semana passada, que me deixou meio bolada: que me falta a mim, em particular, e à minha geração em geral, ousadia. Fiquei matutando sobre a questão. Será?&lt;br /&gt;Acho mesmo que estamos no tornando, de maneira generalizada, muito mais conservadores. Eu sou até que bastante conservadora, não por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;príncipio&lt;/span&gt; e mais pelo jeito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;caxias&lt;/span&gt; de ser. Mas não em princípio, o que parece fazer muita diferença.&lt;br /&gt;Então, algo animada com o próximo meio-ano que se aproxima, começo a me animar um pouco. Com o ano-inteiro, me animo mais. Numas de realmente me preparar, como não fiz da outra vez. Algo como estudar, conhecer, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;planejar&lt;/span&gt; e me envolver e não apenas cair de pára-quedas.&lt;br /&gt;É só que, para trás, ficam as pontes. E eu dentro do buraco.&lt;br /&gt;Pode ser a sanidade que escapa pela janela, mas eu nesta noite invernal acho é graça.&lt;br /&gt;E, é claro, conto com as mensagens que larguei por aí.&lt;br /&gt;Em garrafas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4683190071582411919?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4683190071582411919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4683190071582411919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4683190071582411919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4683190071582411919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/06/garrafas.html' title='Garrafas'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3450414973925501465</id><published>2011-05-29T18:02:00.007-03:00</published><updated>2011-05-29T18:28:00.912-03:00</updated><title type='text'>Ainda do sifão</title><content type='html'>Então que o domingo se passou entre arrumações. Eu e a irmã , num cinco minutos bastante atípico, resolvemos limpar e organizar o cômodo por nós conhecido como "lá-atrás", mas que pode ser chamado "escritório", "salinha" ou "biblioteca". Tudo entre aspas, porque o dito-cujo não é exatamente nada disso, mas enfim. Aí que eu assumi a função de arrumar os livros - tirá-los todos das prateleiras, tirar o pó (que era muito) e organizar.&lt;br /&gt;Até que os resultados foram bastante positivos - desde que montamos "a salinha" a gente nunca tinha rearrumado tudo nessa proporção; os livros que se amontoaram por anos sem ordem alguma agora estão alinhados e (relativamente) limpos. Claro que minhas costas doem, minha bunda dói e meu ombro nem sei - porque é claro que eu me pendurei num banco alto e dei um jeito de fazê-lo cair, enquanto me pendurava na prateleira. Mas entre  mortos e feridos salvaram-se todos - ou quase, porque identificamos  três livros ali que são absurdamente ruins e ou vão dormir no lixo, se a  impaciência imperar, ou serão retransmitidos para espalhar seu  mau-gosto em outras casas.&lt;br /&gt;A melhor notícia de todas, porém, é que eu finalmente encontrei o meu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toda Mafalda&lt;/span&gt;.  Que eu comprei em Florianópolis com uns 30% de desconto, na SBPC, nos  idos de 2006. Né, não, Lettícia? Quando fomos a pretexto de apresentar  nossos painéis de Iniciação Científica e &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sjd73Sa7OH4/TeK34Let1LI/AAAAAAAAAOw/Qt1IQXjf4tw/s1600/Mafalda_Sif%25C3%25A3o_2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;aproveitamos  para conhecer aquelas praias bonitas da porra? E ainda mais no inverno.  Eu não gosto particularmente de praia no inverno, porque tendo a ser  friorenta, mas uma que nosso inverno ainda permite mergulhos, outra que  acho que é a única época do ano em que aquelas praias são habitáveis. Pelo  menos por mim, que detesto multidões. Aí que foi ótimo - dava pra entrar  no mar até umas três da tarde, enquanto o sol ainda ia alto, e depois  era o tempo de sair, tirar o sal, secar e começar o processo de  encebolamento, vestindo as várias camadas de roupas para encarar a volta  pra casa.&lt;br /&gt;Sim, foi muito boa aquela viagem. Engraçado perceber que  foi num período de intensa crise pessoal, ou talvez a véspera imediata  dele, e mesmo sabendo disso dá a impressão, ao olhar pra trás, de que as  coisas eram mais simples.&lt;br /&gt;Mas sim, o fato era a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mafalda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Encontrando-a, encontrei as tirinhas que quis colocar aqui há um tempo. Fiquei na dúvida sobre qual colocar, então decidir mandar ver e postar todas.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-qm0mYezSHa0/TeK33rwZp1I/AAAAAAAAAOo/HlgmRrxoF1s/s1600/Mafalda_Sif%25C3%25A3o_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 285px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-qm0mYezSHa0/TeK33rwZp1I/AAAAAAAAAOo/HlgmRrxoF1s/s320/Mafalda_Sif%25C3%25A3o_1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612250252923479890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-sjd73Sa7OH4/TeK34Let1LI/AAAAAAAAAOw/Qt1IQXjf4tw/s1600/Mafalda_Sif%25C3%25A3o_2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-sjd73Sa7OH4/TeK34Let1LI/AAAAAAAAAOw/Qt1IQXjf4tw/s320/Mafalda_Sif%25C3%25A3o_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5612250261439239346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tão boa, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mafalda&lt;/span&gt;. Qualquer hora volto a ela.&lt;br /&gt;Essas daí etão nas páginas 8 e 9, da edição das Martins Fontes, de 1993.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3450414973925501465?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3450414973925501465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3450414973925501465&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3450414973925501465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3450414973925501465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/05/entao-que-o-domingo-se-passou-entre.html' title='Ainda do sifão'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qm0mYezSHa0/TeK33rwZp1I/AAAAAAAAAOo/HlgmRrxoF1s/s72-c/Mafalda_Sif%25C3%25A3o_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3819092742955901850</id><published>2011-05-24T09:42:00.002-03:00</published><updated>2011-05-24T09:47:37.723-03:00</updated><title type='text'>Abril, 2010</title><content type='html'>Ai que estou desde ontem com a garganta querendo doer e a piração querendo começar. Parte da hipocondria e da neurose, nada de novo mas ainda assim.&lt;br /&gt;E desde ontem fui pega por um desses apertos que chegam e não querem mais sair; por decisões erradas que tomei e por decisões erradas que meio que não tomei, mas também não deixei de tomar. Afe, que o erro, principalmente o meu, ainda é desafio gigantesco que se coloca na minha frente.&lt;br /&gt;Nessas de tentar consertá-lo, ou só aceitá-lo, achei essa coisinha que escrevi há mais de um ano; nem sei se mandei pra alguém ou se era pra alguém ou se era praqui. Nem sei do que falava, porque conservo ainda esses dois pilares da ignorância: o texto trincado e a falta seletiva de memória. Mas achei bonito e quis colar, portanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E esse mundo véi sem portera?&lt;br /&gt;Tem coisas que a gente sabe tanto sem saber, né?&lt;br /&gt;Ou sabe mesmo sabendo, só que não faz a menor diferença.&lt;br /&gt;Como isso da solidão. Eu há muito tempo sou do partido da solidão perfeita e incorruptível, inalienável, inabalável e mais um monte de vel e véu que eu não sei mais dizer.&lt;br /&gt;Há tanto e tanto tempo, o tal partido. E tanta, a solidão. Insolúvel.&lt;br /&gt;E é malandra, essa, porque não tem saída; não há outro que possa espantá-la, nem nós, superá-la.&lt;br /&gt;E o que podemos tentar fazer com ela depende tanto do momento. Acho que ciclos, mesmo, ou fases da vida.&lt;br /&gt;Eu já tentei despejá-la e ouvi-la desmoronar num eco que eu sabia ilusório. Para me conceder acreditar, por um instante, que era mentira.&lt;br /&gt;Depois nem sei, talvez tenha entrado nela, ou sido por ela atraída, como um buraco negro, e ali, nada.&lt;br /&gt;Aí, semana passada, acho, eu tive um desses momentos de querer explodir. Literalmente, mesmo, como se o que eu sentisse fosse demais pra suportar e quisesse sair, sem ter por onde, portanto explodir. Desfazer-se e depois, qual esponja, refazer-se. Sem objetivo além do desafogo.&lt;br /&gt;E bem agora, indo bem por esse caminho, sem ter palavras pra contar, fiquei foi pensando nisso, da solidão. E quase acho que ela nem é tão dramática assim, acho que é como é, original. E quase não dói, depois de um tempo.&lt;br /&gt;Ou dói, mas é da vida."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3819092742955901850?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3819092742955901850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3819092742955901850&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3819092742955901850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3819092742955901850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/05/abril-2010.html' title='Abril, 2010'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4807175706392866114</id><published>2011-05-11T22:40:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T17:25:58.120-03:00</updated><title type='text'>Baden, talvez</title><content type='html'>Eu preciso.&lt;br /&gt;De uma bebida, uma música, um abraço. Talvez.&lt;br /&gt;Baden?&lt;br /&gt;Uma noite daquelas, em que fica no ar essa coisa do necessário, aquilo que é ou que nem tanto, talvez principalmente do que não é.&lt;br /&gt;E um aperto no peito, um aperto no peito, um aperto.&lt;br /&gt;Sim, Baden.&lt;br /&gt;Chora comigo.&lt;br /&gt;Pensei tanto, nessa semana que vai ao meio. Eu sempre penso muito, acho que como todo mundo, mas às vezes parece que têm um sentido. Os pensamentos. Que não vão a esmo, que seguem uma ordem vital, chegam a um lugar a que é preciso chegar, porque tem ali um segredo ou, melhor, uma lição. E não há novidade sob o sol, há?&lt;br /&gt;Pois a idéia que me era e é recorrente é que essa porra aqui só te dá uma chance. A gente até se ilude, pensando que vai ter outras ou que ainda tem tempo. A gente sempre acha que tem tempo, ainda, e isso é de uma contradição tão gritante. A gente acha que tem tempo e que o amanhã não importa. E é um ou outro. Ou nenhum. Ou é um, e a gente tem todo o tempo do mundo e vai ter todas as oportunidades necessárias para desperdiçar. Ou é outro e o amanhã não importa, portanto temos é que fazer o que há de ser feito agora.&lt;br /&gt;Ou nenhum, porque o que importa, só o que importa, é fazer certo. Sabendo que é uma chance só e acabou a brincadeira; que se a gente andar torto a qualquer momento, vai cair no buraco e o buraco não tem saída. É atenção constante e ininterrupta, a lição que eu pensei aprender. É que não adianta de um centímetro enfiar a sujeira pra debaixo do tapete, nem guardar o esqueleto no armário, porque ele vai sair um dia e te pegar. O problema maior é que, hoje, a gente talvez pudesse dar uma bicuda na porra do esqueleto e ver ele desmontar. Mas se a gente esconder no armário, quando ele sair pode nos encontrar já fracos demais e então os pontapés serão impossíveis e restarão apenas lamentos.&lt;br /&gt;E eu sou tão tão jovem e tão ignorante, mas só no que eu consigo pensar é que não preciso de bebida, nem de música, nem de abraço. Consigo só eu abraçar a dor, embalada por Baden, não porque seja necessário, mas porque... não sei, como se fôssemos amigos, os três. Queridos, sim, mas não necessários.&lt;br /&gt;E eu consigo, ironia das ironias, me sentir viva e talvez feliz. Porque é essa a brincadeira, né? Pra isso que nós viemos.&lt;br /&gt;Ai, vida que eu sinto, tão suave e delicada, tão inteira, sobra ainda algo de desafio que espera que você me arrebate.&lt;br /&gt;Falta alguma coisa e não falta coisa alguma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4807175706392866114?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4807175706392866114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4807175706392866114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4807175706392866114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4807175706392866114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/05/baden-talvez.html' title='Baden, talvez'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-48107142101993297</id><published>2011-05-07T00:03:00.004-03:00</published><updated>2011-05-07T00:11:33.626-03:00</updated><title type='text'>Nature Boy</title><content type='html'>A merda do velhinho me traz lágrimas aos olhos.&lt;br /&gt;Pergunto-me por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/2ZBGfEarQzk?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a conversinha no começo é qualquer coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-48107142101993297?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/48107142101993297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=48107142101993297&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/48107142101993297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/48107142101993297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/05/nature-boy.html' title='Nature Boy'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/2ZBGfEarQzk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4992385337700022409</id><published>2011-05-06T23:33:00.003-03:00</published><updated>2011-05-06T23:56:19.856-03:00</updated><title type='text'>Se</title><content type='html'>Que seria de nós se não fosse essa palavrinha?&lt;br /&gt;Tão pequena, tão simples, passa quase batido e define tanto do que somos e fazemos.&lt;br /&gt;Acho que a mais básica mágica que ela nos faz é aquela besteira sem tamanho do "se (preencha como aprouver) eu vou ser feliz!". Mesmo com exclamação.&lt;br /&gt;Claro que normalmente a gente tem vergonha de falar isso em voz alta, ou mesmo de pensar em baixa, mas né? Tanta coisa que a gente faz, achando que essa porra de felicidade está logo ali, ao fim de uma curva, debaixo de uma árvore e ela vai que nem o arco-íris, andando sempre pra mais longe.&lt;br /&gt;É só que é tão difícil não cair na armadilha.&lt;br /&gt;Eu, por exemplo, sempre me imagino estudando numa biblioteca daquelas de cenário, com as estantes de madeira mostrando os milhares de livros e a escrivaninha com abajur, e a cadeira confortável e a luz agradável, querendo só estar ali, sem me levantar a cada dois minutos para beber água ou ir ao banheiro ou tomar café ou falar com um amigo ou ficar olhando as pessoas passando sem pensar em nada. Toda a imagem romântica do lugar e, principalmente, eu nele. O engraçado é que, apesar de reconhecer o absurdo, ainda ele me inspira. E enquanto isso eu sigo no meu meio-sim-meio-não-estudo, nas bibliotecas sem mágica ou na minha casa sem mágica, parando a cada dois minutos.&lt;br /&gt;E depois tem as ilusões que se perdem. Eu percebi muito claramento assistindo a um filme, do mesmo diretor do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brilho eterno de uma mente sem lembranças&lt;/span&gt;, que se passa em Paris. O protagonista é o Gael García Bernal e ele faz um cara que vai do México para Paris, onde mora a mãe, acho que depois que o pai morre ou assim. Sei lá, perdi o comecinho do filme e nunca mais descobri. Mas aí tem umas cenas em que ele tá dormindo, lá em Paris, e aquela história toda e ele dorme numa cama sob a janela e... eu de alguma forma já estive ali, talvez não exatamente como o rapaz do filme, mas já dormi numa cama sob a janela e já estive em Paris e me lembro do cheiro. Nem um cheiro particularmente ruim, nem particularmente bom, só um cheiro que é diferente da imagem. Então a mágica desprende e se aloja em outros lugares.&lt;br /&gt;Hoje, por exemplo, ela assenta no jazz. Nem conheço nada, absolutamente nada, mas a idéia de um bar com jazz tocando, talvez uma bebida quase intocada na mesa, o resto em silêncio. E bem pode ser, ou provavelmente seja, que em podendo ir ao bar, ouvir jazz, eu fique em casa de pijama assistindo televisão. Pode ser muito que o bar de verdade não chegue aos pés desse que eu mais intuo do que visualizo. Não sei se eu seria feliz ali, mas parece que eu chego um pouco mais perto do arco-íris ao imaginar.&lt;br /&gt;Mas eu sinto vontade e sabe-se lá aonde essa monstra pode nos levar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4992385337700022409?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4992385337700022409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4992385337700022409&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4992385337700022409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4992385337700022409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/05/se.html' title='Se'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-7497155693239991161</id><published>2011-04-29T23:00:00.004-03:00</published><updated>2011-05-07T00:02:12.457-03:00</updated><title type='text'>Abril</title><content type='html'>Ano passado, na feira de livros da Usp, finalmente a Companhia das Letras finalmente resolveu dar as caras e, para nosso desespero, apareceu com sua coleção enlouquecedora oferecendo 50% de desconto.&lt;br /&gt;Eu, pra variar, surtei e torrei os tubos, comprando coisa que até hoje não abri e, sinto informar, vez ou outra até esqueço que comprei. Só que, dessa vez, imaginando o tamanho do estrago, fiz uma lista do que ia querer, para não me perder no mar de livros e acabar soterrada.&lt;br /&gt;Pois então tinha marcado lá um monte de coisas, algumas que achei, outras não - como o livro daquele cara cujo nome me foge, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lavoura arcaica&lt;/span&gt;, mas eu não lembro se vi o filme (aliás, do caralho, com todas as maiúsculas e necessários palavrões em profusão) antes ou depois. Até pode rolar, um dia desses, um post sobre o filme, porque ando mesmo querendo rever e entrei numas de ler comentários sobre, ultimamente. Mas o lance é que não tinha lá na feira, mas tinha o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;abril despedaçado&lt;/span&gt;, de um cara cujo nome acho que nunca vou saber. Dessas palavras que você não tanto aprende a ler letra por letra, quanto reconhece como um desenho.&lt;br /&gt;Pois o livro ficou perdido numa prateleira, junto de outros renegados, até que tive de remexer neles para fazer um trabalho e deparei com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;abril&lt;/span&gt;, selecionando-o para companheiro de páscoa.&lt;br /&gt;Comecei a ler e a primeira coisa que pensei foi: "erro".&lt;br /&gt;Sei lá, meio esquisito e a história opressora. Me fez lembrar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;os demônios&lt;/span&gt;, o que não sei se é uma coisa boa. Mas insisti, porque tava viajando e não tinha muita opção, ou isso de dar uma chance e ver no que vai dar.&lt;br /&gt;Não, ainda não sei onde vai dar, mas agora gosto mais. E sei exatamente o porquê, apesar de talvez não conseguir explicar. Tem a ver com ver uma pessoa pelo olhos de outra, olhos encantados e, por conseguinte, encantadores. Que revelam uma atração dela, mas que se transmite e se torna nossa. E aí de repente a opressão, embora ainda algo aterradora, mostra seu lado sedutor.&lt;br /&gt;Pensei em falar do erro antes, depois resolvi terminar o livro primeiro, mas tenho a impressão de que ele vai me dar uma rasteira logo logo e eu vou ter de escondê-lo no freezer, então achei melhor dizer aqui que estou gostando.&lt;br /&gt;Mesmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;despedaçado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Terminei de ler, meio em pânico apesar de conhecer o fim, esperando o impossível apesar de sabê-lo impossível, depois meio que não consegui dormir e lutei pra enfiar o livro no esquecimento, sem saber se um dia voltarei ali, nem se é bom ou ruim. Pensei por um momento que parecia com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;os demônios&lt;/span&gt;, mas acho que não. Dostoiévski e talz, nada pessoal. A idéia que me seduzia ali em cima permanece, porém. Só não sei a que ela leva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-7497155693239991161?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/7497155693239991161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=7497155693239991161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7497155693239991161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7497155693239991161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/04/abril.html' title='Abril'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-7927223433859067153</id><published>2011-04-29T22:39:00.004-03:00</published><updated>2011-04-29T23:04:51.264-03:00</updated><title type='text'>Faxina</title><content type='html'>Eu trabalhando na mesa da sala de jantar enquanto a sobrinha ao meu lado brinca de escolinha. Com uma lousa branca, canetas coloridas, mesa e, claro, uma aluninha.&lt;br /&gt;Eu.&lt;br /&gt;Morro de rir com ela me explicando alguma coisa que eu absolutamente não entendo. Um tal de imimi, ou inimi, não sei o que lá racional, ou alguma coisa assim.&lt;br /&gt;Antes disso ela estava na vizinha, se matando de brincar, sem querer vir para casa, muito embora o adiantado da hora. Em um dado momento, ela tocou a campainha aqui de casa, mas de zuera. Fui atender, mas ela disse que nao queria vir ainda, que tava limpando o chão.&lt;br /&gt;Até aí ok, né. Eu imaginando a zona que ela fazia na casa da mulher, pretensamente limpando.&lt;br /&gt;Aí eu pergunto:&lt;br /&gt;- Você e a Aninha tavam limpando, é?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Mas tavam limpando o quê?&lt;br /&gt;- O chão. A gente tava brincando de limpar com a vassoura.&lt;br /&gt;Pausa. Eu ainda imaginando as duas botando a casa de pernar pro ar.&lt;br /&gt;- Eu era a vassoura. - depois de fazer tal afirmação com o tom mais indiferente, vai lá ela e faz uma demonstração da brincadeira, se jogando no chão e contando como a amiga puxava ela pra lá e pra cá, limpando o chão.&lt;br /&gt;Quem aguenta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Agora ela quer me vender um adesivo então começou a recitar os preços de todos da cartelinha, com números absurdos, indo de 1, 2, 4, 5 até 30 mil ou assim.&lt;br /&gt;Aí ela fala:&lt;br /&gt;- Esse é 20 paus - fazendo cara de quem disse alguma coisa muito esperta. Depois, com cara de malandra: - você sabe quanto é 20 paus?&lt;br /&gt;O bom é que se eu comprar dois, ela me dá um desconto.&lt;br /&gt;Mas só depois que a gente achar a calculadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PPS: Putz, sobrinha acaba de me contar que esqueceu o estojo em casa: "aí tive que contar pra minha pro e os outros tiveram que ficar me emprestando as cores".&lt;br /&gt;Tão melhor emprestar as cores que os lápis, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-7927223433859067153?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/7927223433859067153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=7927223433859067153&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7927223433859067153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7927223433859067153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/04/faxina.html' title='Faxina'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-5793184689626930330</id><published>2011-04-26T23:43:00.005-03:00</published><updated>2011-04-27T00:08:56.235-03:00</updated><title type='text'>A simple kind of man</title><content type='html'>Não sei.&lt;br /&gt;Estou absolutamente esgotada, nesse fim de noite de terça-feira, cansada mental e fisicamente e ainda com aquela preguiça ou resistência, velha conhecida, que me impede de me enfiar imediatamente debaixo dos cobertores - porque sim, finalmente chegam por essas paragens vestígios de frio que pedem meias, agasalhos e cobertores.&lt;br /&gt;Hoje vim ouvindo Lynyrd Skynyrd e, me lembrando das poucas músicas que conheceço deles, me deparei (de novo e eternamente) com o tanto tanto de coisa que desconheço. Aí que essa é uma realidade também velha conhecida, talvez mais do que qualquer coisa é o princípio de tudo, a essência, a idéia original que molda o meu mundo. É só que acontece da gente esquecer. Ou de eu esquecer. Quando não estou pensando no assunto, quando me distraio, ou me concentro nas atividades imediatas, resolvendo o que há a ser resolvido, quando vou mesmo vivendo, em vez de ir pensando, eu esqueço.&lt;br /&gt;Talvez seja isso a mais pura hipocrisia, mas eu tenho a cara-de-pau de declarar que isso meio que não é um problema pra mim. Eu não sei porra nenhuma, mesmo, e beleza. Não acho que tenho que saber. E acho que até sei bastante, considerando... será que há o que considerar? Como pode, né?, uma pessoa arrogante como eu sou conciliar isso com a percepção cristalina da própria ignorância? Porque eu tendo a achar mesmo que sei mais que os outros.&lt;br /&gt;No fim do dia, a verdade mesmo é que somos todos um monte de bosta.&lt;br /&gt;Mas o que eu vinha pensando, não essa tarde, mas agorinha, quando vinha dizer que não conheço Lynyrd Skynyrd (e logo seguem, sei lá, dez outras bandas de que eu só ouvi falar), é que... sabe aquela impressão que a gente tem de vez em quando de que as outras pessoas, ou algumas das outras pessoas com que cruzamos por aí, a impressão de que elas acham que sabem pra onde estão indo?A reflexão que essa impressão me provoca não é de inveja, nem de raiva de mim por ser tão perdida. Fico meio naquelas de que elas, como eu, não fazem a menor idéia. Só não saem por aí dizendo. E de boa, cada um que viva a própria vida como quiser ou puder.&lt;br /&gt;O que me intriga é perceber que, supondo que essa diferença seja mesmo real... quer dizer, essas pessoas não me conhecem e, se eu não lhes disser que não faço idéia, elas podem até ficar com a impressão de que eu sei aonde estou indo. E o fato é que eu, que em tese aceito a idéia da minha falta de noção, não digo. Por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;n&lt;/span&gt; motivos, todos plenamente legítimos e compreensiveis. Um deles, e o menor, é que elas não me perguntaram. E eu tenho combatido o meu egocentrismo crônico com o hábito de contar de mim apenas o que me perguntarem. Quando não vêm questões, procuro me contentar com o silêncio. Enquanto imagino as possíveis questões e suas respostas, na privacidade da minha mente. Sei lá, de repente eu escolhi viver minha vida em insanidade.&lt;br /&gt;E, sendo louca, acho graça demais na idéia de que tem gente por aí que acha que eu sei. E mais do que isso - acho que o ponto central é esse -: que é normal saber. Esperado e tudo. Meio que nada mais que a obrigação e essas merdas todas.&lt;br /&gt;Pobres de nós.&lt;br /&gt;Misericórdia e tudo aquilo.&lt;br /&gt;Ainda se alguém me dissesse para não me preocupar, que ainda vou me encontrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-5793184689626930330?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/5793184689626930330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=5793184689626930330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5793184689626930330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5793184689626930330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/04/simple-man.html' title='A simple kind of man'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-2524673559297925500</id><published>2011-04-16T17:18:00.003-03:00</published><updated>2011-04-16T17:20:45.393-03:00</updated><title type='text'>Do sifão?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-pVZ2Sz53rxA/Tan56d4cR1I/AAAAAAAAAOg/ly3_usg0Eo4/s1600/Voando.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-pVZ2Sz53rxA/Tan56d4cR1I/AAAAAAAAAOg/ly3_usg0Eo4/s320/Voando.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5596278794833643346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Será que isso lembra alguma coisa a mais alguém, ou só a mim?&lt;br /&gt;Engraçado que eu já pensei nisso essa semana, porque fui a um café e vi a garçonete servindo água com gás de um sifão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui: http://luxo.ig.com.br/maquinas/voando+sobre+a+agua/n1596844991923.html#0&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-2524673559297925500?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/2524673559297925500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=2524673559297925500&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2524673559297925500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2524673559297925500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/04/do-sifao.html' title='Do sifão?'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pVZ2Sz53rxA/Tan56d4cR1I/AAAAAAAAAOg/ly3_usg0Eo4/s72-c/Voando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8485969667159394235</id><published>2011-04-04T23:02:00.002-03:00</published><updated>2011-04-04T23:20:07.269-03:00</updated><title type='text'>Viagem de ventania</title><content type='html'>Há já muito, muito tempo que as coisas por aqui não andavam em turbilhão. Elas ora andavam, ora corriam, às vezes paravam, mas há muito que não se revolviam. De repente eu estou mesmo ficando velha, mas acho que prefiro não. Não sei se um dia a gente chega a desacostumar de angústias e apertos e infelicidades, mas a verdade pura e simples é que é melhor viver sem elas. O problema é que não dá, né? Dá só pra apaziguar, contornar aqui e ali, fazer hora num quarto escuro, esperando passar. Viver sem é que não existe, apesar de toda vontade em contrário. Fiquei pensando sobre isso hoje, porque peguei estrada e sentia ali uma dor no peito que já não é mais minha amiga. Pensei no quanto tenho vindo aqui, talvez desde sempre, buscando e trazendo um jeito melhor de ver as coisas, em oposição a vindas anteriores em que despejava desespero; explodia em desespero porque não havia nada mais a fazer se não deixar sair. É engraçado perceber como, hoje, o desabafo sai arrancado, querendo desaparecer em silêncio, quando tantas vezes ele não conseguia calar. Fico pensando no que se perde no caminho e é tanto, tanto, não sei mesmo se ao final sobra alguma coisa. E a gente vai vivendo e deixando tudo pra trás, todos pra trás, tanto atrás que ficamos nós, partidos, meio lá, meio cá. Os sacrifícios que a gente tem que fazer. Eu por um momento pensei mesmo que tinha tido a minha cota - talvez não pra vida toda, mas ao menos praí uma década de viver sem ter que sacrificar porra nenhuma. E não dessas coisas bobas de que a gente tem que abrir mão todos os dias e que nos abandonam sem deixar vestígios. Sacrifício mesmo, que rasga as entranhas e tira o sono e invade o sonho e dói o peito. E o drama, eterno drama, que torna tudo tão pior. Ainda hoje, nesse curto-longo espaço que separa um amanhecer de outro, constatei com alguma simplicidade que os fantasmas são piores que os monstros. Quer dizer, a gente fica imaginando uma situação e pira nossa cabeça nela e quando vai ver, a diaba da situação era muito menor do que a nossa criação. Meio que como aqueles loucos navegadores que se lançaram ao mar, centenas de anos atrás, imaginando encontrar monstros enormes e cachoeiras gigantescas que levavam ao fim do mundo. Aí eles vão descobrir que nem é nada disso. Só tormentas e calmarias tão letais quanto os monstros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8485969667159394235?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8485969667159394235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8485969667159394235&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8485969667159394235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8485969667159394235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/04/viagem-de-ventania.html' title='Viagem de ventania'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-5154407165614501088</id><published>2011-03-27T17:34:00.004-03:00</published><updated>2011-03-27T18:07:01.324-03:00</updated><title type='text'>Caindo na Real</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Domingão&lt;/span&gt; à tarde, aquele banzo inevitável e uma insuportável onda de calor meio fora de época.&lt;br /&gt;Já &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tava&lt;/span&gt; dando até para fazer aqueles comentários, do vento mais fresco que começa a soprar, ainda que em dias quentes, o vento algo gelado anunciando a mudança de estação. Ainda que por aqui não tenhamos isso de estações marcadas, mas não se pode negar que, ainda assim, o clima vai mudando, dá uma esquentada, depois dá uma esfriada e assim por diante.&lt;br /&gt;Coisas para fazer, ler, escrever, jogos a assistir, mas aí passou na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tv&lt;/span&gt; um dos meus filmes favoritos de todos os tempos: em português chama &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caindo na Real&lt;/span&gt;, acho que o título original é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Reality&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Bites&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e é um filme do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Ben&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Stiller&lt;/span&gt; de 1994, com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Ethan&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Hawke&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Winona&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Rider&lt;/span&gt;. O filme mostra um pouco da vida de jovens &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;recém&lt;/span&gt;-formados na universidade meio que tentando ver o que fazem da vida.&lt;br /&gt;Aí que eu gosto demais de tudo, desde a fotografia aos diálogos aos personagens, todos, da história; gosto muito do filme e fiquei pensando, nessa tarde quente... não sei, em 1994 eu tinha meros 11 anos de idade e já se passaram outros 17 e eu não sei &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;exatamente&lt;/span&gt; quando assisti ao filme pela primeira vez mas certamente foi aí em algum lugar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;adolescência&lt;/span&gt;. E, não sei, fiquei pensando que de repente é mau negócio. No sentido da gente ir criando expectativas e gostos que, talvez, carreguemos pela vida afora. E o personagem do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Hawke&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Troy&lt;/span&gt;, tem todo aquele ar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;blasé&lt;/span&gt; existencialista inteligente-pra-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;caralho&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;sujinho&lt;/span&gt; que eu até hoje acho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;bacana&lt;/span&gt; demais. E é meio problema, isso, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;né&lt;/span&gt;? Acho que o forte mesmo do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Ethan&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Hawke&lt;/span&gt; é esse tipo de personagem, parecido demais com o que ele faz em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antes do Amanhecer&lt;/span&gt;, mesmo tipo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;sujinho&lt;/span&gt;, mas o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Troy&lt;/span&gt; é filósofo. E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;perdidaço&lt;/span&gt;, mas tão legal.&lt;br /&gt;E tem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Janeane&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Garofalo&lt;/span&gt;, que eu simplesmente adoro. E a personagem dela é o máximo.&lt;br /&gt;Sei lá se rolava fazer esse filme hoje mas, mesmo que rolasse, não ia sair do mesmo jeito. Tudo tão assim... sei lá, algo desleixado. As roupas da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Winona&lt;/span&gt; são uma coisa de louco, calças largas e camiseta e pouca &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;maquiagem&lt;/span&gt;, pelo menos aparentemente, e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;protagonista&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;sujinho&lt;/span&gt; que só. Acho que a geração saúde meio que não permite isso. Além deles fumarem o tempo absolutamente todo. Tem essa coisa de um retrato de geração, talvez, que não cabe mais. Bem é a minha geração, obviamente, mas eu ainda pude ver, quando estava na faculdade, a mudança do pessoal da minha época em relação aos novos alunos. Que são de um conservadorismo assustador, até pra mim que sempre fui &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;caxias&lt;/span&gt; pra caramba. Todos muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;riquinhos&lt;/span&gt; e focados em se tornar intelectuais e ligando pra mãe porque um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;palestrante&lt;/span&gt; fumou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;maconha&lt;/span&gt; na universidade. Quer dizer, quer ser filho-da-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;puta&lt;/span&gt;, liga pra polícia, mas pra mãe?! Conclusão de que o mundo tá mesmo ficando sem saída.&lt;br /&gt;Então no filme do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;Stiller&lt;/span&gt; os caras são todos perdidos, desarrumados, aquele lance meio infinita-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;highway&lt;/span&gt;-só-queremos-ir e tudo o mais. E o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;foda&lt;/span&gt; é que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;Lelaina&lt;/span&gt;, personagem da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;Winona&lt;/span&gt;, combina com as roupas, toda descabelada e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;andrajosa&lt;/span&gt; com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;baita&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;batom&lt;/span&gt; vermelho e só.&lt;br /&gt;De repente a inocência é minha, mas eu me engano contente com essa ilusão de que outras coisas importam.&lt;br /&gt;Quebrei a cabeça tentando pensar num equivalente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;contemporâneo&lt;/span&gt; e só consegui lembrar daquele com a menina de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Gilmore&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;Girls&lt;/span&gt; em que ela se forma e não sabe o que fazer e vai procurar emprego como editora porque ama livros, ou coisa assim, e ela tá sempre tão bem penteada que não tem nem o que dizer.&lt;br /&gt;Depois lembrei de alguém me contar que foi uma vez num casamento e tocou aquela &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;baladinha&lt;/span&gt; do U2, "I &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;still&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;haven&lt;/span&gt;'t &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;found&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;what&lt;/span&gt; i'm &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;looking&lt;/span&gt; for",  tipos quando a noiva entrava na igreja e a pessoa comentando o total absurdo disso, porque, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;né&lt;/span&gt;? E o fato é que essas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;baladinhas&lt;/span&gt; do U2 meio que são super parecidas, essa e aquela "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;with&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;or&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;without&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;you&lt;/span&gt;" e "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;all&lt;/span&gt; I &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;want&lt;/span&gt; is &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;you&lt;/span&gt;" (que toca no filme) são para mim a mesma até eu reconhecer a letra e ainda assim só tenho certeza de qual é no refrão. Meio como a Adriana &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;Calcanhoto&lt;/span&gt; com "metade" e "mentira".&lt;br /&gt;Nem faz muito sentido, na verdade, só que eu gosto tanto tanto desse filme e acho que ele estabeleceu padrões, pra mim. Do que é legal e desejável e do que não é.&lt;br /&gt;Aí uma hora a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;Laney&lt;/span&gt; diz que achou que seria alguma coisa da vida aos 23 anos e eu tenho tão clara a memória de 23 anos ser uma idade muito distante, depois se aproximar, depois ir sendo deixada pra trás até estar há muito ultrapassada, como agora. E de repente daqui a outros 17 anos eu volte aqui e pense que não estava há muito ultrapassada, mas não é essa a graça da coisa?&lt;br /&gt;E sei lá se eu sou alguma coisa, aos 28 anos. Acho que talvez sim, mas é cedo ainda pra dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-5154407165614501088?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/5154407165614501088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=5154407165614501088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5154407165614501088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5154407165614501088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/03/caindo-na-real.html' title='Caindo na Real'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4641570832862392585</id><published>2011-03-21T22:42:00.001-03:00</published><updated>2011-03-21T22:42:40.877-03:00</updated><title type='text'>O tempo é quente</title><content type='html'>e o dragão é voraz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4641570832862392585?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4641570832862392585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4641570832862392585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4641570832862392585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4641570832862392585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/03/o-tempo-e-quente.html' title='O tempo é quente'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-2880808134763399896</id><published>2011-03-18T01:12:00.006-03:00</published><updated>2011-03-18T23:58:41.191-03:00</updated><title type='text'>Do mundo maravilhoso</title><content type='html'>Eu nunca gostei muito dessa música, talvez porque a associe inevitavelmente às imitações do... João &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Kléber&lt;/span&gt;?... na época em que eu assistia ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Domingão&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Faustão&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Combato a vergonha de algum dia tê-lo feito afirmando que faz muitos anos, talvez mesmo uma década, que eu não vejo mais essa porcaria. Mesmo não ver, não naquelas de ficar vendo sem prestar atenção porque não tenho mais nada o que fazer num domingo de tarde. Graças aos céus eu desenvolvi uma habilidade que me é muito cara: se não tenho nada melhor pra fazer, durmo.&lt;br /&gt;E também não sou assim tão exigente quanto ao melhor, qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;livrozinho&lt;/span&gt; água-com-açúcar me satisfaz, ao menos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;momentaneamente&lt;/span&gt;. O que eu sei que não fala muito a meu favor, mas pelo menos é melhor que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Faustão&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Mas aí, lembro como se fosse hoje, eu fui assistir àquele filme em que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Brad&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Pitt&lt;/span&gt; era a morte - isso foi quando eu morava no Guanabara, aquela casa com a sala na frente dando para uma varanda envidraçada. Morei ali quando estava no segundo colegial, portanto tinha... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;dezesseis&lt;/span&gt; anos, portanto isso foi há doze. E gostei do filme, apesar de gostar mais do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Brad&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Pitt&lt;/span&gt; sem ser a morte (sim, eu sou tonta a esse ponto, de preferir perder toda a graça do filme e etc.), mas o que me marcou foi que no final, enquanto passavam os créditos, comecei a ouvir uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;hmm&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;hmmm&lt;/span&gt; que me pareceram tanto, tanto o Milton Nascimento e eu fiquei pensando "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;uai&lt;/span&gt;, será que colocaram o Milton na trilha??!?!" e é óbvio que não colocaram, mas era aquela versão de  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;What&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;wonderful&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;world&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; junto com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;somewhere&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;over&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;rainbow&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, e quem canta é aquele moço havaiano que morreu.&lt;br /&gt;Então eu gostei, acho que por ser menos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;pretensiosa&lt;/span&gt; que o João &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Kléber&lt;/span&gt; e todo o resto. E calhou de eu ouvir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;exatamente&lt;/span&gt; essa versão na rádio, dia desses, e prestar atenção na letra e pensar "não é que é mesmo?".&lt;br /&gt;Ultimamente passei por uns momentos meio de aperto, da dificuldade que é aquela história da gente não poder ter tudo e ter de abrir mão, e abrir mão, e abrir mão, e sempre deixar ir alguma coisa que a gente queria que ficasse. Mas ainda no meio da crise... não sei, às vezes quando eu fico pra baixo acontece também de, na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;hipersensibilidade&lt;/span&gt;, achar o resto das coisas bonitas. É só que então elas são de uma beleza meio desesperada, algo assim voraz, destruidor.&lt;br /&gt;Nessa levada os dias passam, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;hormônios&lt;/span&gt; assentam, até que essa noite fui à abertura da temporada da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;sinfônica&lt;/span&gt;. Nunca tinha ido, na abertura, e fui hoje porque pedi ao meu pai, ainda ano passado, que ele me desse uma assinatura de presente. Ele lá já tem duas, o que significa concertos a cada quinze dias, e dentro da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;enrolação&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;master&lt;/span&gt; dele conseguiu comprar mais uma pra mim, portanto toca pra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;sinfônica&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E o concerto de abertura foi a Nona do Beethoven.&lt;br /&gt;Aí é a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;puta&lt;/span&gt; que o pariu, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;né&lt;/span&gt;? Tem nem o que conversar, o cara tinha que ser pirado de tudo pra inventar um troço daqueles. Aí você fica lá, naquela sala linda linda que é a São Paulo, e sei lá quantas pessoas, talvez umas duzentas?, fazendo aquela loucura na sua frente e você ali só conseguindo pensar "eita, caralho!".&lt;br /&gt;Eu particularmente acho muito muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;foda&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Primeiro que me impressiona, com essa mania que tenho de me impressionar, isso que a gente inventa. Quer dizer, um dia um cara falou "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;óia&lt;/span&gt;, um pedaço de madeira, se a gente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;cavocar&lt;/span&gt; um buraco e prender umas cordas de atravessado, depois rapar as cordas com um toco, pode ficar uma coisa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;bacana&lt;/span&gt;". Aí pronto, estamos nós ali diante de violas e violinos e violoncelos e eles falam alto ou baixo ou ainda explodem, a ponto de expulsar da gente qualquer pensamento.&lt;br /&gt;Fiquei ali, sentada, e pensando tanta tanta coisa, algumas agradáveis, outras &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;agridoces&lt;/span&gt;, sentindo desejos enormes e angústias profundas, enquanto era tomada pela beleza, mal conseguindo respirar, porque a música vai te levando e quando a gente vê tá todo duro na cadeira e tem que se forçar a relaxar, até começar a endurecer de novo.&lt;br /&gt;E pensando, pensando, respirando fundo de tempos em tempos, até que o volume da música te preenche, depois retrocede, depois cresce, e você...&lt;br /&gt;Até que entram as vozes e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;puta&lt;/span&gt;-que-o-pariu.&lt;br /&gt;Não me lembro se algum dia ouvi a Nona de cabo a rabo, mas nem faz diferença, porque ouvir pelo rádio ou ver na televisão não tem nada a ver com a coisa real. Sabendo que ela acontece ali, naquela hora, que você não tem controle nenhum sobre volume, não pode avançar nem retroceder, e tudo é tridimensional e o som vem por todos os lados e você está ali naquela hora só fazendo isso, só ouvindo e sentindo. Não tem outro jeito de ouvir que não assim, na Sala. Porque aí de repente você se distrai um momento com alguma coisa, olha um violinista e vê o quanto ele balança a cabeça e parece querer levantar, e de repente entra a voz da soprano e meio que dá vontade de morrer, e de fazer o tempo parar, e de fazer o tempo voltar e ficar ali pra sempre, com a entrada da soprano.&lt;br /&gt;E nem é que a gente seja feliz e o nosso mundo esteja perfeito mas, mesmo que seja ao contrário, a entrada da soprano é.&lt;br /&gt;E a minha saída é mesmo respirar fundo e morder os lábios, porque a vontade é cair em choro desesperado ali mesmo.&lt;br /&gt;E é maravilhoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-2880808134763399896?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/2880808134763399896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=2880808134763399896&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2880808134763399896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2880808134763399896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/03/do-mundo-maravilhoso.html' title='Do mundo maravilhoso'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8466168938430435777</id><published>2011-03-11T23:44:00.003-03:00</published><updated>2011-03-12T00:05:46.501-03:00</updated><title type='text'>Dois</title><content type='html'>Pois é, também não queria esquecer de outras coisas.&lt;br /&gt;Também sem muito a ver, só achei interessante que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tava&lt;/span&gt; num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;supermercado&lt;/span&gt; esses tempos, eu e meu pai.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Ok&lt;/span&gt;, antes é preciso explicar que meu pai adquiriu a mania, também não sei quando, de andar por aí de chapéu. Comprou lá uns, ganhou outros, e agora só sai na rua de chapéu.&lt;br /&gt;Menos quando ele perde os chapéus - coisa que quem conhece meu pai (e, por herança genética, me conhece) sabe, acontece com uma frequência que varia entre assustadora e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;cômica&lt;/span&gt;. Somos ambos péssimos em achar as coisas, quaisquer coisas, e meu pai tem o aditivo particularmente irritante de sempre achar que alguém escondeu o que ele procurava. E ele consegue ser pior do que eu e, resumindo, meio que nunca sabe onde está nada.&lt;br /&gt;Pois sim, aí fomos viajar juntos e meio de brincadeira coloquei na cabeça (onde mais?!) um dos chapéus dele. O lance todo tem uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;baita&lt;/span&gt; vantagem: impede os cabelos de esvoaçarem enlouquecidos com o vento da estrada. E eu curto vento na estrada. Aliás, só curto estrada com vento. Mas não gosto do cabelo esvoaçando enlouquecido, nem porque ele embaraça, ou dá nó, mesmo porque bate no rosto e incomoda e atrapalha um pouco a visão.&lt;br /&gt;De brincadeira ou não, pus e mantive o chapéu, até que fomos comprar uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ítens&lt;/span&gt; básicos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;sobrevivência&lt;/span&gt; num mercado e, depois de eu encher a cesta de um monte de coisa que não precisava absolutamente (tenho mesmo um certo problema com mercados, raramente consigo entrar e sair de um rapidamente, sem dar voltas e mais voltas pelos corredores, pensando no que quero/preciso comprar), fomos, naturalmente, para o caixa.&lt;br /&gt;Era uma moça, a operadora de caixa, e enquanto demorava dois séculos para atender a senhora da frente, no maior papo, lançou a mim e ao pai alguns olhares curiosos. Eu meio que me irritando, naquelas ondas bem-educadas e tolerantes que vibram "fala menos e cobra mais, minha filha!", até que ela terminou de atender a mulher e chegou a nossa vez.&lt;br /&gt;Olhou então de novo para a gente: "nossa, vocês são mesmo muito parecidos, sua filha é a sua cara!".&lt;br /&gt;Acabou a antipatia. Engraçado isso como tem gente que consegue, num segundo, conquistar a gente, por um nada, muitas vezes por muito menos do que outras pessoas tentam fazer. Dá pra entender? Quer dizer, acontece com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;frequencia&lt;/span&gt; da gente encontrar por aí um bando de gente que tenta ser simpática, educada, gentil ou o diabo, e meio que gera só implicância. Sei lá, soa falso, ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;over&lt;/span&gt;, ou nada a ver.&lt;br /&gt;Mas a caixa pareceu mesmo legal e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;conversadeira&lt;/span&gt;. De repente, eu pensei mesmo na hora, ela me ouviu chamando meu pai de "pai" e etc, mas de repente também não.&lt;br /&gt;E o fato é que eu acho que a minha família é toda meio esparsa, quer dizer, eu não pareço com meus pais, nem minha irmã, nem nós duas entre nós. Minha sobrinha é a cara da mãe, mas aí já é outra geração.&lt;br /&gt;Então é engraçado a moça lá dizer isso. Meu pai deu uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;risadinha&lt;/span&gt; e fez uma cara que faz de vez em quando, quando não fala nada e a gente não sabe o que ele tá pensando. Ele dá uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;risadinha&lt;/span&gt; e fica olhando, com cara de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;bonzinho&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Eu respondi - claro que para incompreensão absoluta da moça, que não sabe nada de nada - que ela achava isso porque eu estava usando o chapéu. De vez em quando a gente diz umas coisas totalmente nada a ver, mas que são tão piada interna, que não importa que o resto do mundo não entenda.&lt;br /&gt;Mas aí conversamos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;praí&lt;/span&gt; um ou dois minutos - o tempo de passar as compras e o tempo que a gente tem para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;contatar&lt;/span&gt; as pessoas nesse mundo -, ela perguntando se a gente era de São Paulo, eu dizendo que meu pai é do Ceará mas veio para cá adolescente, ela respondendo que é de Sergipe e já está por aqui há nove anos mas que quer voltar, que não acostuma não e coisa e tal.&lt;br /&gt;Obrigada, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;tchau&lt;/span&gt;, boa tarde, boa sorte, vai com Deus e tudo o mais.&lt;br /&gt;É só que achei graça e inesperado e diferente isso de uma estranha ver uma semelhança que para nós meio que não existe.&lt;br /&gt;E a cara de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;bonzinho&lt;/span&gt; do meu pai, com os olhinhos pequenos, meio parecidos com os da mãe dele, e uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;risadinha&lt;/span&gt; algo sem jeito, sem mostrar o que está pensando e tão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;bonzinho&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ai, que a gente vai esquecendo tudo, nessa vida.&lt;br /&gt;Menos quando escreve. Porque aí passa, que não tem jeito, mas também volta, ainda que diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8466168938430435777?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8466168938430435777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8466168938430435777&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8466168938430435777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8466168938430435777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/03/dois.html' title='Dois'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8677372689053205754</id><published>2011-03-11T23:26:00.004-03:00</published><updated>2011-03-11T23:44:10.673-03:00</updated><title type='text'>Fusca!</title><content type='html'>Minha sobrinha já está no primeiro ano. Diferente de mim, que fui à primeira série um ano mais velha do que ela está agora - sim, o sistema de ensino mudou, não tenho certeza de quando isso aconteceu, mas causa ainda alguma estranheza.&lt;br /&gt;Dentro de todo o contexto da mudança, ela passou a ir à escola, bastante mais longe do que a que ela frequentava até o ano passado, de perua escolar.&lt;br /&gt;Sei lá, acho que ninguém mais fala de perua a não ser escolar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;exceto&lt;/span&gt; que minha família tem algo de esquisita e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;sacana&lt;/span&gt; e chama de perua a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;caminhonete&lt;/span&gt; último tipo de um tio meu e ele nos manda à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pqp&lt;/span&gt; todas as vezes, porque, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;né&lt;/span&gt;? Nego não compra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;caminhonete&lt;/span&gt; último tipo pra vê-la chamada de perua.&lt;br /&gt;Pois então, a perua que a leva diariamente para a escola é dirigida por uma mulher. Interessante e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;talz&lt;/span&gt;, poderíamos pensar sobre todo o estereótipo do motorista homem brigando com o outro estereótipo segundo o qual quem cuida de criança é mulher, mas enfim. O lance é que a motorista ensinou para a Clara um jogo, desses de trânsito, que se chama "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Fusca&lt;/span&gt;!". Quer dizer, não sei como se chama, mas o nome me parece muito adequado.&lt;br /&gt;A brincadeira consiste nos jogadores berrarem "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;fusca&lt;/span&gt;!" todas as vezes que virem um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;fusca&lt;/span&gt; pelas ruas. "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Fusca&lt;/span&gt;!", mesmo, com exclamação. Dizer "olha, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;fusca&lt;/span&gt;!" não vale.&lt;br /&gt;Muito imaginamos o contexto do jogo, idêntico a todos esses passatempos inventados para distrair as crianças no carro, principalmente em viagens mais longas.&lt;br /&gt;A viagem para a escola nem é nada longa, mas enquanto uma família - mais ou menos - normal tem de distrair &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;praí&lt;/span&gt; uma ou duas crianças, a pobre da motorista da perua escolar tem que se deslocar por aí, em meio aos péssimos motoristas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;campineiros&lt;/span&gt;, com, sei lá, quinze &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;pimpolhos&lt;/span&gt; botando o terror ao redor dela.&lt;br /&gt;Então, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;voilá&lt;/span&gt;, "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Fusca&lt;/span&gt;!".&lt;br /&gt;Aí o negócio é que esse diabo virou mania, todos viciados em andar pelas ruas olhando atentos ao redor, procurando o carro redondinho. Eu entrei na maior paranóia e esses dias, numa curta viagem, contei pra mais de quarenta.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Fusca&lt;/span&gt; vai, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;fusca&lt;/span&gt; vem, estávamos fazendo uma viagem em família e gritando enlouquecidos dentro do carro quando ao sobrinha, ao perceber que perdia no jogo (obviamente, ganha quem encontra mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;fuscas&lt;/span&gt;) decidiu, como boa criança de seis anos, que não queria mais brincar.&lt;br /&gt;"Ah, muito chata essa brincadeira, não quero mais".&lt;br /&gt;Problema, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;né&lt;/span&gt;? Ou problemas, porque eram dois: uma que teríamos que arranjar outra coisa para distraí-la durante uma hora ou duas de viagem adiante. Outra que, viciados como estamos em "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;fusca&lt;/span&gt;!", sempre que vemos um não seguramos o impulso de gritar.&lt;br /&gt;Surge então uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;idéia&lt;/span&gt; para contentar a pequena: vamos então gritar os nomes dos animais que virmos pelo caminho.&lt;br /&gt;Normal e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;distrativo&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;bora&lt;/span&gt; lá.&lt;br /&gt;Todo mundo gritando: galinha, cachorro, cavalo - menos a sobrinha que ainda não via nada antes dos outros.&lt;br /&gt;Até que ela vê um burro. Ou um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;jegue&lt;/span&gt;. Ou, sei lá, um cavalo, nunca aprendi a distingui-los, ainda mais em velocidade.&lt;br /&gt;A sobrinha se anima e berra: "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Fusca&lt;/span&gt;!".&lt;br /&gt;Quer dizer, as coisas nessa vida não são assim tão simples, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;né&lt;/span&gt;? Não é porque a gente cansou de uma brincadeira que os reflexos adquiridos nela desaparecem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;instantaneamente&lt;/span&gt;. Vejam que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;baita&lt;/span&gt; lição de vida, que a gente pode super utilizar para outros e mais sérios aspectos da nossa vida - quase - adulta.&lt;br /&gt;Enfim, caímos todos na risada, inclusive a sobrinha; mas ela não quis continuar brincando, dormiu e acordou amuada quando chegamos ao destino.&lt;br /&gt;E é um tal de "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;tchau&lt;/span&gt;, Clara", "dá um beijo, Clara", "tudo bem, Clara?" e um monte de "Claras" sem resposta, ela no colo da mãe, sem falar com ninguém até que de repente:&lt;br /&gt;- "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Fusca&lt;/span&gt;!".&lt;br /&gt;Sei lá, de repente isso nem é tão engraçado, mas realmente foi.&lt;br /&gt;E tem toda a graça de ela dizer, com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;entonação&lt;/span&gt; e voz de criança e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;empolgação&lt;/span&gt; e sotaque e.&lt;br /&gt;Só não queria esquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8677372689053205754?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8677372689053205754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8677372689053205754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8677372689053205754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8677372689053205754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/03/fusca.html' title='Fusca!'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8110644692564775683</id><published>2011-03-09T00:38:00.003-03:00</published><updated>2011-03-09T00:40:54.234-03:00</updated><title type='text'>Do erro</title><content type='html'>A lógica me diz que como só quem vive a minha vida sou eu e como eu a  vivo o tempo todo, sempre presente em tudo que faço, o que me acontece é  de ficar dias e anos falando a mesma coisa por aí. Mas eu, dentro  talvez de alguma loucura, tenho às vezes a impressão de que alguns  discursos que faço se repetem, meio que sozinhos, em diferentes  ocasiões. Como se o assunto viesse, chegasse por suas próprias pernas, e  se apresentasse diante de mim e então eu tivesse ocasião de repetir o  que já disse antes, em outro cenário, para outra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;platéia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ou  então é mesmo mais simples que isso e acontece só de eu ficar pensando  uma coisa, e pensando e pensando a tal coisa, e fico repetindo inúmeras  vezes minhas considerações sobre ela a cada oportunidade que surge.&lt;br /&gt;Não que importe, mas eu sou fascinada por isso da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;coincidência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; ou, talvez me explique melhor, pela ligação entre as coisas. Os caminhos.&lt;br /&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;idéia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que venho repetindo, em relação a coisas deveras importantes ou a outras realmente menores, é que às vezes a gente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;planeja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; alguma coisa e ela meio que dá errado.&lt;br /&gt;Elementar, meu caro, e tudo o mais.&lt;br /&gt;Mas  o curioso não é isso, mas o fato de o erro se transformar em acerto. Em  outras palavras, tenho percebido na minha vida que nos momentos em que  meus planos dão errado, o desconhecido com que me deparo é também muito  bom. Gostaria até de dizer que melhor, mas cometeria aí uma  desonestidade porque não tem como a gente saber o que seria da nossa  vida se num determinado ponto virássemos à esquerda, ao invés de à  direita. Mas é tentador afirmar pelo absoluto, porque a verdade é que  tenho encontrado alguns momentos de plenitude, terrivelmente  assustadores, nos últimos metros da caminhada.&lt;br /&gt;E se alguma coisa é plena, não poderia ser melhor - não é esse o princípio?&lt;br /&gt;Mas  dá medo, isso, de as coisas estarem no lugar. E serem certas. Porque  elas não permanecem assim, como nada nunca permanece de jeito nenhum por  muito tempo, então acho que a saída é curtir enquanto dá e guardar  fôlego pro que vem.&lt;br /&gt;E sempre vem, como sempre vai.&lt;br /&gt;É só que tive  várias oportunidades de conversar sobre isso, ultimamente, e achei  curioso. Talvez só porque tenho pensado no assunto.&lt;br /&gt;No fim das contas, parece &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;ótima&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;idéia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  de se deixar levar pela vida, não em completo abandono, mas sem aquela  neura de tentar controlá-la para ir por onde a gente quer. A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;idéia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de que coisas legais chegam assim, por si só, ou mesmo contra a nossa vontade.&lt;br /&gt;De  repente parece bom porque a gente vai meio desacreditando e não cria aí  tanta expectativa então pode só aproveitar, sem grandes decepções.&lt;br /&gt;Já  fui muito - e acho que ainda sou mais do que gostaria - partidária  daquele ditado sobre as festas e a espera. Sendo muito sincera, olhando daqui dá para ver que falta ainda muito chão para eu superá-lo.&lt;br /&gt;Mas talvez eu já esteja a meio caminho e, por não saber de festa alguma, tudo pareça melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8110644692564775683?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8110644692564775683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8110644692564775683&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8110644692564775683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8110644692564775683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/03/do-erro_09.html' title='Do erro'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-680167828371605338</id><published>2011-03-03T19:25:00.001-03:00</published><updated>2011-03-03T19:27:35.304-03:00</updated><title type='text'>Não me leve a mal</title><content type='html'>Eu e Mãe assistindo a um programa sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;carnaval&lt;/span&gt; na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tv&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Meio ruim, o programa, mas mostrava imagens antigas e tinha um povo falando sobre todo aquele lance do Zé Pereira e do entrudo que eu nunca entendi muito bem, e as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;marchinhas&lt;/span&gt; e os bailes e etc, tudo combustível para um festival de memórias e opiniões.&lt;br /&gt;"País do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;carnaval&lt;/span&gt;" e etc e o que isso significa.&lt;br /&gt;Eu cá do meu lado nunca fui a maior entusiasta da festa, apesar de tê-la curtido ocasionalmente. Como já curti ignorar ou fugir dela.&lt;br /&gt;No meio de toda a baboseira que o povo do programa falava - um aparte: ultimamente, não sei se estou me tornando cada vez mais mal humorada e impaciente, mas tem me parecido que, sei lá, 90% do que ouço as pessoas falando por aí, ao vivo, no rádio ou na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;tv&lt;/span&gt;, é baboseira... - sim, no meio da baboseira um cara falou uma coisa com a qual eu concordo: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;carnaval&lt;/span&gt; é meio que uma referência aqui pra gente. Pode odiar, amar, criticar, fugir, mas é uma realidade com a qual somos obrigados a lidar - meio como natal e ano-novo.&lt;br /&gt;E tem mesmo umas músicas muito legais - talvez principalmente aquelas que escapam aos grandes circuitos. E como "grandes circuitos" falo mesmo como uma paulistana sentada em uma cadeira no centro do mundo.&lt;br /&gt;Mas as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;marchinhas&lt;/span&gt; e tal.&lt;br /&gt;E a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;idéia&lt;/span&gt;, ou a imagem, de centenas de pessoas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;pulandinho&lt;/span&gt; juntas.&lt;br /&gt;Acho legal demais de ver e de pensar.&lt;br /&gt;Não tanto de fazer. Vou chegando à conclusão de que o lance todo de sair pulando entra para a categoria das coisas que parecem legais, mas quando a gente vai fazer, de dentro não é tão legal como é de fora. Como a história de tocar um instrumento, ou dançar flamenco. Quando a gente vê alguém fazendo parece mágico e há uma inevitável decepção em perceber que, na verdade, não há aí grande mágica, só mesmo uma grande parte de esforço e dedicação e (ausente em mim) algum talento.&lt;br /&gt;Eu já me conformei um pouco com isso, ou melhor, me acostumei a não pensar, a não ser em momentos constrangedores, quando vejo a mim mesma dançando - o que é facilmente evitável. Porque também é legal ir lá e fazer o esforço, mesmo para alcançar um resultado medíocre.&lt;br /&gt;Sim, pular no meio da galera não tem nada a ver com isso, mas... não sei, quando eu pulo no meio da galera não me sinto tão feliz quanto as pessoas que vejo pularem no meio da galera parecem estar. Acho que me sinto melhor vendo a felicidade alheia, seja ela real ou não, do que tentando me mesclar a ela. De repente é toda a questão de onde eu vim, mas também tem tanta coisa que faz a gente ser como é que não dá pra explicar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;né&lt;/span&gt;? A família, a genética, a criação, sei lá o quê. Não sei o que me torna uma não-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;puladora&lt;/span&gt; e talvez haja aqui alguma de esperança de que, num momento em que fizer sentido, eu mude de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;time&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Insisto em ter essa esperança nessa coisa do "momento em que fizer sentido", em relação a tantas e tantas coisas que pode ser que eu seja afinal só e simplesmente burra.&lt;br /&gt;Então, quem sabe um dia.&lt;br /&gt;Hoje, não sou. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Puladora&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Mas, hoje, eu gosto de assistir, com Mãe, a um programa imbecil e sair cantarolando as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;musiquinhas&lt;/span&gt;, e apreciar a diversão dos outros e esperar que, em algum momento, faça sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-680167828371605338?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/680167828371605338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=680167828371605338&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/680167828371605338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/680167828371605338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/03/nao-me-leve-mal.html' title='Não me leve a mal'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-9008620441601228781</id><published>2011-02-21T20:31:00.002-03:00</published><updated>2011-02-21T20:59:09.813-03:00</updated><title type='text'>Carvão</title><content type='html'>Não sei se todo mundo, mas eu tenho cá uns dias em que quero tanto chorar, sem motivo algum, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;hormônios&lt;/span&gt; descontrolados, sem horóscopo desarranjado, sem grandes dores nem tristezas, é só uma vontade imensa de chorar que chega sem aviso, despertada por cenas e sons absolutamente vulgares, alimentada pela minha cabeça que pensa coisas choráveis.&lt;br /&gt;Então eu saio de casa, num dia assim, e tudo é motivo. Estamos já começando a pensar em caminhar para o fim do verão, então o sol quente e o céu azul me parecem tão valiosos; depois os meninos, que começam a vida e a têm toda pela frente e eu já não tenho mais, é só que tenho um tanto que vem depois que ela começa, tenho ela vivida, umas vezes bem, noutras mal, esperemos que aprendida, e não sei se fico mais triste por mim, pelo tempo que já perdi, ou por eles, pelo que vão perder. Mas sinto, também, por mim, alguma serenidade porque parte do caminho foi e bem ida, porque a minha vida também começa e, ao fim e ao cabo, anda que anda bem. Tão comum a gente se distrair olhando ao redor e não perceber o quanto somos também jovens, tanto e demais.&lt;br /&gt;Então eu e o sol e os meninos e me dou conta de uma coisa que já sei, mas que sempre mexe comigo quando percebo: como será possível que a gente só é mesmo sozinho? Que será que existe entre o lado de cá e o de lá, que barreira será essa que impede que sejamos com outrem, que sejamos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;independente&lt;/span&gt; de outrem, que nos força a só sermos sozinhos?&lt;br /&gt;Tenho um exemplo bastante concreto desse tipo de absurdo: eu me considero uma motorista razoável, supero a desatenção inata com uma neurose que, me amedrontando, me força a permanecer atenta e precavida, ando a velocidades permitidas, mantenho distância, dou seta ao fazer conversões, etc. Normal. É só que eu dirijo melhor sozinha. Todos os (pequenos, salve!) acidentes que já sofri, aconteceram quando eu estava acompanhada. Claro que já fiz algumas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;barbeiragens&lt;/span&gt; sola, mas a maioria delas acontece com alguém ao lado e eu não sinto aquela angústia de imaginar o que esse(s) outro(s) pensa(m) de mim, numas de me preocupar com a minha imagem e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;talz&lt;/span&gt;, mas me inquieta saber que ninguém nunca vai perceber como eu dirijo melhor sozinha.&lt;br /&gt;E como eu penso melhor sozinha e como, quando sozinha, eu posso afinal ser mais eu e mais livre.&lt;br /&gt;Que prisão essa em que a gente se encarcera, não sei quando ou por quê, prisão silenciosa de alguém que nos vê.&lt;br /&gt;Contradição das contradições, acontece de também me inquietar ao perceber isso, a liberdade solitária, porque sinto então como fico confortável comigo mesma e o perigo que isso traz à minha vida. Hoje, são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pouquíssimas&lt;/span&gt; as pessoas ou ocasiões, se é que as há, em que eu faço alguma coisa que não quero. Que fique claro: faço muitas coisas que não quero, mas que devo fazer e, portanto, vou lá, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;emburrada&lt;/span&gt; ou conformada, mas vou lá e faço. Mas esse limbo da não obrigação, da escolha, em que posso simplesmente optar por fazer ou não, quando não quero não há o que me obrigue a fazer e eu percebo, muito claramente, o egoísmo desse comportamento.&lt;br /&gt;Eu não saio do meu caminho, de repente perdi por aí alguma generosidade que já tive, ou endureci no meu radicalismo, ou consegui me tornar mais mimada do que já fui, mas eu não saio do meu caminho.&lt;br /&gt;É só que a vida, as pessoas, essa merda chamada educação, meio que nos obrigam a sair, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;né&lt;/span&gt;? Li agora o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Hobsbawm&lt;/span&gt; dizendo que o capitalismo extinguiu esse lance todo de comunidade e lançou as pessoas nesse abismo da individualidade e não sei se é isso que vejo em mim, ou se é simplesmente a constatação de que eu vendo a minha liberdade, essa que só conheço sozinha, muito caro.&lt;br /&gt;A merda é que nessa vida tudo tem seu preço e o que é caro por um lado pode ser ainda mais caro por outro. O preço de ser anti-social.&lt;br /&gt;A tentação de concluir que há aí um imenso isolamento pode ser grande, pode mesmo ser a conclusão lógica do raciocínio, mas é que tem dias em que eu sinto uma vontade tão imensa de chorar, sem motivo concreto, sem grandes mágoas ou pesares, e eu acho que é só por estar viva, aqui e agora, vendo o sol e os meninos, aqui, e aí não há isolamento algum, aí o que há é fazer parte e pertencer a essa coisa que eu não sei o que é, que podemos chamar mundo ou vida ou, sei lá, o sol e os meninos.&lt;br /&gt;Eu pertenço ao sol e aos meninos, pertenço sozinha, como pode ser, mas, sozinha, sou parte de alguma coisa maior que eu, que não tem a menor importância e tem a maior importância, porque é a única coisa real que há. Afinal, é isso aí, o que há.&lt;br /&gt;O sol e os meninos.&lt;br /&gt;E eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-9008620441601228781?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/9008620441601228781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=9008620441601228781&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/9008620441601228781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/9008620441601228781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/02/carvao.html' title='Carvão'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-395032871745551221</id><published>2011-02-12T21:43:00.003-02:00</published><updated>2011-02-12T22:00:41.023-02:00</updated><title type='text'>Quem um dia irá dizer...</title><content type='html'>Acho tanta graça nessa sabedoria que de repente adquirimos na vigília ou naquele estado intermediário entre o sono e o resto.&lt;br /&gt;Desses momentos em que verdadeiramente desvendamos os significados da vida, é só que, como ela, eles se perdem e nós os perdemos.&lt;br /&gt;Pois dia desses, não se precisar quando, não se se aqui ou alhures, não se se de dia, noite ou crepúsculo, eu tive uma epifania e não tenho a menor lembrança do que se tratava. Era importante, ah, era - alguma compreensão máxima sobre a existência que eu disse a mim mesma: nossa, dessa eu não posso esquecer, e ainda fiz aquele exercício de ficar repetindo mentalmente, na esperança de que as idéias se gravassem, mas elas se foram.&lt;br /&gt;Entre dedos e anéis, ficam as risadas. Aquelas mesmo, que vêm irresistíveis e justamente daquelas coisas que um dia a gente pensou "um dia ainda vou rir disso". Ok, talvez não exatamente dessas coisas, porque aí acho que o tabu corre solto e a gente, com a obrigação de rir da própria desgraça, acaba não vendo nela nenhuma graça. Mas daquelas pequenas pedras no caminho, que causam aqui e ali um certo incômodo - e olha que os pequenos incômodos podem às vezes ser os mais sérios - e aí de repente é impossível falar deles com uma cara séria. Contando para alguém, porque acho que muitas vezes as palavras precisam ser pronunciadas em voz alta para que lhes alcancemos os significados, e não conseguir manter uma cara séria.&lt;br /&gt;Tive um amigo, uma vez, ou um semi-amigo, ou um conhecido, que sempre falava que todo mundo e tudo era ridículo - ele em primeiro lugar. E sem nada demais, é ridículo e talz, ponto, acabou.&lt;br /&gt;Mas né? Tem horas em que o ridículo é de um absurdo tal que rir não é a melhor saída, é mesmo a melhor entrada.&lt;br /&gt;É só que cura. Ah, se cura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-395032871745551221?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/395032871745551221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=395032871745551221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/395032871745551221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/395032871745551221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/02/quem-um-dia-ira-dizer.html' title='Quem um dia irá dizer...'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-6280122654675008852</id><published>2011-02-07T21:16:00.003-02:00</published><updated>2011-02-12T21:39:24.197-02:00</updated><title type='text'>Os escafandristas</title><content type='html'>Tanta, tanta coisa pra fazer, as costas que doem, a voz que acabou, tudo tudo que eu não sei e tenho que saber e eu só fico pensando, musicalmente, eu comigo mesma: "não se afobe, não, que nada é pra já..."&lt;br /&gt;Eu não sei nada de amor, mas sei que quem tem pressa somos mesmo só nós. O resto, o de fora, vai só indo indo, e a gente de dentro querendo correr e não fazendo a menor diferença.&lt;br /&gt;A foda é não se afobar, né?&lt;br /&gt;Ai, que o tempo passa e a gente fica o resto da vida sem saber se ele, afinal de contas, ensinou ou não alguma coisa pra gente.&lt;br /&gt;Isso de ser humano e viver no escuro tem horas que é de uma crueldade sem tamanho.&lt;br /&gt;Mas aí eu pensava, cá com meus botões. Pressa é meio coisa de vagabundo, confere? Porque a gente tem pressa daquilo que não tá fazendo; talvez tenha alguma de terminar logo o que de fato está fazendo, mas eu ao menos sou mais do tipo que tem preguiça de começar e ainda assim quer que acabe. E tenho pressa do que não faço, do que me escapa, porque isso da gente fazer o que está ao nosso alcance dá uma baita tranquilidade.&lt;br /&gt;E tem horas, as mais raras, em que não importa. Nada importa, seja por que motivo for: porque chegamos aonde queríamos, porque somos felizes, ainda que fugazmente, porque estamos cansados, porque estamos miseráveis - nada importa e então somos realmente livres. Só que não duram, essas horas como as outras, e então a gente se vê, de novo, cantarolando a esmo.&lt;br /&gt;Em silêncio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-6280122654675008852?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/6280122654675008852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=6280122654675008852&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6280122654675008852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6280122654675008852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/02/os-escafandristas.html' title='Os escafandristas'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4560595420414334685</id><published>2011-01-18T09:11:00.002-02:00</published><updated>2011-01-18T09:33:34.954-02:00</updated><title type='text'>Entre linhas</title><content type='html'>Na brincadeira o ano começou e já andou um tanto, antes de eu voltar para casa. Porque eu olho aqui, vejo esse espaço, essas cores, essas imagens e a sensação que tenho é mesmo de voltar para casa. Estar em casa.&lt;br /&gt;Eu, ao menos, valorizo demais isso, da casa, e fico vez ou outra imaginando como pode ter gente que nem sabe o que é isso.&lt;br /&gt;Só pra variar um pouco, não tenho muito a dizer, nessa manhã de terça-feira. Logo tenho que sair, antes tinha de trabalhar, mas fui tomada por esse desejo de retorno que parece algo infértil. É só que não dá para saber agora se ele vai dar em alguma coisa, né? Ah, o tempo, o tempo...&lt;br /&gt;Eu tinha mesmo de ser da história. Sinto um prazer enorme de vir e refazer meus passos e me lembrar das histórias que só eu conheço, desvendar os motivos que ninguém mais vê, gosto demais da história e do mistério.&lt;br /&gt;Vai lá saber o que é de fato mistério, o que minhas entrelinhas tão cuidadosamente codificadas não revelam, apesar de mim. É só que não podem revelar tudo, porque tudo ninguém sabe nem pode ver e essa impossibilidade, que às vezes me angustia, noutras acalenta.&lt;br /&gt;Eis que começou um novo ano. Fiz lá um ritual nessa passagem que nunca tinha feito, talvez esperando grandes transformações que eu sei que não chegam só porque mudou um numerozinho na data. É só que todos os dias mudam numerozinhos na data e a cada segundo muda um numerozinho - ou vários - na vida. O tempo.&lt;br /&gt;Pois então ele corre de lá e eu corro de cá, que a verdade é que já estou atrasada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4560595420414334685?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4560595420414334685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4560595420414334685&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4560595420414334685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4560595420414334685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2011/01/entre-linhas.html' title='Entre linhas'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-2652746809963341138</id><published>2010-12-16T23:48:00.005-02:00</published><updated>2010-12-17T00:35:25.942-02:00</updated><title type='text'>Neblina</title><content type='html'>Se tem uma coisa - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ok&lt;/span&gt;, entre muitas, mas uma - que eu detesto, é gente que cita livros que não leu.&lt;br /&gt;Acho de um absurdo sem tamanho, de uma impostura, de uma canalhice sem fim.&lt;br /&gt;Andei contando pra uns amigos o lance do "você tem que ser mais leve, como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;insustentável&lt;/span&gt; leveza do ser&lt;/span&gt;"; inclusive de como uma amiga roubou a história e passava adiante como se tivesse sido com ela.&lt;br /&gt;Mas não foi, foi comigo, e eu juro que não estava sob efeito de substância alguma que me faça ter entendido errado, as palavras foram mesmo essas. Exatamente essas. Quer dizer, isso se não considerarmos insanidade temporária, dessas que nos atacam sazonalmente, uma substância.&lt;br /&gt;O fato é que detesto gente que cita livros que não leu. Não me refiro aqui a ler a citação, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;propriamente&lt;/span&gt;, que acho bem possível de as pessoas fazerem - embora não seja condição &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;sine&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;qua&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;non&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; pra uma galera sair por aí falando merda. Se encaixa na categoria citar livros que não se terminou de ler. Porque &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;né&lt;/span&gt;? Pode demais ser que dali a cinco páginas, ou na penúltima página, o livro resolva te dar uma lambada e afinal aquela frase ali que você achou tão bonitinha na página dois é oposto da mensagem que ele traz ao final. Então eu acho importante isso de final, acho que é nele - se for em algum lugar - que a gente pode dizer alguma coisa sobre o que passou.&lt;br /&gt;Mas há momentos na vida de uma pessoa em que... bem, é impossível chegar ao final. E, por não estar ainda lá, também é impossível saber por que é impossível chegar, já que a gente só entende as coisas no fim. Ai, as bolas de neve.&lt;br /&gt;Aí eu, no meio desse drama, há &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;milênios&lt;/span&gt; não termino um livro de literatura - o que é super estranho, porque desde que me entendo por gente nunca passei por seca literária. Começou tudo lá com a Turma da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Mônica&lt;/span&gt;, depois foi a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Coleção&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Vagalume&lt;/span&gt;, depois romances água-com-açúcar até chegar finalmente ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;filé&lt;/span&gt;. Não que os outros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;gêneros&lt;/span&gt; tenham ficado de lado, porque não ficaram, mas eu alcancei, e não foi ontem, algo que se poderia talvez chamar, com algum &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;esnobismo&lt;/span&gt;, de uma certa maturidade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;leitoral&lt;/span&gt;. Não no sentido de eu ler bem, ser exímia leitora, mas eu já visitei os grandes - mesmo que não os tenha entendido bem. E já visitei também outros menores e mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;prazerosos&lt;/span&gt;. A questão é que eu nunca deixei de visitar. Nunca deixei de ir e seguir esses caminhos, desenhados por letras, guiada por palavras, nunca deixei de ir.&lt;br /&gt;E agora não vou, não importa o quanto me esforce. Seca literária, pois não. Sei lá há quanto tempo não termino um livro. Tenho vários, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;vááários&lt;/span&gt;, começados, mas parece que acaba o combustível. Ou eu que mudo de rumo, ou o tempo mesmo que tá curto e ocupado por outras leituras, empenhado num engajamento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;recém&lt;/span&gt;-descoberto. Ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;recém&lt;/span&gt;-apaixonado.&lt;br /&gt;É só que eu comecei, mais uma vez, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grande sertão: veredas&lt;/span&gt;. Entrei numa onda de amor à terra, e aos campos gerais, e à fala do Guimarães, e larguei as traduções que tinha em mãos, todas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;recém&lt;/span&gt;-começadas e pensei "não, eu vou é por aqui". E eu sinceramente não acho que seja grande a chance de terminar dessa vez. Porque estou atolada, algo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;estressada&lt;/span&gt;, tenho &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;zilhões&lt;/span&gt; de coisas pra fazer e pra ler e pra escrever e imagino, da página dois, que essa jornada tenha de ser empreendida em outras condições. Achei graça de notar o tanto de vezes em que ele diz que "viver é perigoso"; eu não tinha chegado aí ou se cheguei esqueci, mas entendi porque a galera que cita cita tanto isso.&lt;br /&gt;Mas ia eu lendo e pouquíssimo depois da página dois, sem saber se vou chegar ao final, achando que não vou, esse cara tem a ousadia de me dizer da neblina. E eu acho de uma beleza, de uma dor, de uma verdade que rasga e sangra, não sei do que ele está falando, mas eu acho isso tudo e posso muito estar errada e me tornar alvo do meu próprio rancor, mas a neblina.&lt;br /&gt;Não, eu não cito. Apenas comento.&lt;br /&gt;Acho aqui alguma coisa que não tenho palavras para dizer; sinto aqui alguma coisa cujo nome desconheço.&lt;br /&gt;Neblina. Não qualquer, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;minha&lt;/span&gt;. Vez em quando parece mesmo que a gente precisa é tomar posse das coisas. E sendo elas nossas... não sei se muda alguma coisa, acho que afinal não muda nada, de concreto, mas há conforto aí em algum lugar.&lt;br /&gt;Exceto que neblina é o desconforto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-2652746809963341138?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/2652746809963341138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=2652746809963341138&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2652746809963341138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2652746809963341138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/12/neblina.html' title='Neblina'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4172834301296741256</id><published>2010-12-14T00:48:00.002-02:00</published><updated>2010-12-14T01:34:13.396-02:00</updated><title type='text'>Reunião</title><content type='html'>Fui me dar conta assim algo inesperadamente de que, se vivesse numa sociedade que valoriza essas coisas, eu poderia estar numa daquelas festas de dez anos de formatura do colegial.&lt;br /&gt;Como boa viciada em seriados que sou, devo confessar que já pensei nisso algumas vezes, ao longo da minha vida, mas realmente não percebi o momento chegar. Os dez anos sempre pareciam estar muito mais adiante, daqui a cinco anos, ou sete, ou nove, ou só ano que vem, talvez. Não sei se cheguei a pensar nisso nos idos de zero-nove, mas poderia ter pensado. E contrariando o hábito de não lembrar de data nenhuma na minha vida, esta se junta às (poucas) outras que eu sei. Colegial: noventa-e-oito-dois-mil.&lt;br /&gt;E dois-mil foi há dez anos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;né&lt;/span&gt;? E o final de dois-mil, quando eu terminava as últimas matérias, fechava notas e não ficava de recuperação foi mesmo pelo fim de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;dezembro&lt;/span&gt;. Depois viriam as férias, como desde então não sei fazer. Mais que isso eu não alcanço; tenho às vezes vislumbres do que foi aquele período, principalmente enquanto estava lidando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;diretamente&lt;/span&gt; com adolescentes, de me perguntar como eu fui, como poderia ter sido. Se fiz isso e aquilo e como reagiria a essa ou aquela situação, mas a verdade é que está tudo distante demais. Mesmo me lembrando de como era já não toco com as mãos, aquela garota não existe mais, como tantas outras que já se perderam e ainda se perderão. Quanto tempo será que a gente leva para entender e compreender e incorporar que a vida vai numa mão só? Sempre indo, em frente, e nunca voltar e o que fica pelo caminho forma a lembrança de uma paisagem que vai perdendo a nitidez. O tempo todo as coisas vão e será que a gente um dia deixa de tentar segurá-las com as mãos? E, deixando de tentar por um momento, será que vai continuar deixando no próximo?&lt;br /&gt;Pois o fato é que toda a brincadeira do colégio vai esmorecendo e o que veio depois parece ter maior importância. A grandes decisões foram tomadas depois da escola, se é que a gente decide alguma coisa nessa vida. Como diria o Bernardo, então eu já era o que sou agora, bem pode ser que até melhor acabada, apesar da lapidação que o tempo trouxe.&lt;br /&gt;Cresci, embora ainda falte muito chão para a vida adulta. Talvez hoje menos chão do que ontem, mas ainda.&lt;br /&gt;De repente, se eu fosse outra, iria querer fazer um balanço do que passou por essas paragens desde então, mas não é do meu feitio enumerar as coisas que me acontecem. Nem as boas nem as más. Nem mesmo as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ótimas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Foram-se, então, dez anos. Número redondo e tudo.&lt;br /&gt;Aqui hoje o lago é mais tranquilo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4172834301296741256?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4172834301296741256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4172834301296741256&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4172834301296741256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4172834301296741256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/12/reuniao.html' title='Reunião'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-1667235761728096595</id><published>2010-12-09T01:33:00.004-02:00</published><updated>2010-12-09T02:00:04.395-02:00</updated><title type='text'>A con ti nu a ção</title><content type='html'>Tenho a impressão de que a gente vai ficando mais velho e mais doido.&lt;br /&gt;Claro que eu sempre fui razoavelmente doida, mas tem umas coisas muito esquisitas, umas mudanças que não fazem muito sentido na vida da pessoa, se você for pensar bem. Eu, por exemplo, de uns tempos pra cá, mudei meu padrão de sono. Ou ele mudou para mim, sei lá, porque de fato não assimilei bem o lance. É que eu sempre tive um sono pesado, de seguir adiante com algum barulho e luz (não muito, que também sou filha de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;deus&lt;/span&gt;), super não me importava de ser acordada antes do tempo, porque virava e continuava a dormir na maior. Hoje já não, tenho aquele sono mais leve, que se despertado parte, se incomoda com tudo e toda aquela chatice que é meio de gente velha, mas não exclusivamente.&lt;br /&gt;Tenho uma tia que diz, hoje mais mas há anos, que não dorme à noite. A verdade, ou o que eu vejo dela, é que ela de fato dorme, mas desse jeito leve e intermitente e dá para imaginar a cabeça dela funcionando e dizendo "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;eita&lt;/span&gt;, que você ainda não dormiu?" e aí ela capota mas logo acorda e a questão ainda é a mesma. Como se ela não se desse conta e aí a vida tem que ser uma merda, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Por outro lado, eu venho desenvolvendo a habilidade primorosa de dormir sentada. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ônibus&lt;/span&gt;, principalmente, mas quando eu era adolescente me gabava de jamais ter adormecido num sofá, enquanto via televisão. Também dizia que não dormia lendo, coisa que hoje sabemos é uma total inverdade - ler aliás se tornou meu instrumento mais precioso na conciliação do descanso.&lt;br /&gt;Nem sei por que resolvi escrever essa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;bagaça&lt;/span&gt;, eu queria mesmo era ter comentado o lance do Rio e o Júnior, coisa que talvez ainda faça, porque acho importante e bonito e sei lá.&lt;br /&gt;De repente eu não falo por isso mesmo, toda a coisa do indizível e da beleza.&lt;br /&gt;Isso de admirar alguém, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;né&lt;/span&gt;? Que importância da porra tem na nossa vida, tem na minha ao menos, poder olhar pro mundo e admirar uma pessoa e eu confesso ter algum medo de o encantamento, mais do que a paciência, vir em porção limitada e poder acabar de uma hora para outra para nunca mais.&lt;br /&gt;Ai, os limites. As coisas que têm ou terão ou faremos de tudo para impedir de ter fim. Como se fosse terrível e pode muito ser, mas terrível é tudo nesse mundo velho de guerra.&lt;br /&gt;Eu estou um tanto sem paciência, mas espero que o ano novo traga um novo estoque. Ou é mesmo pelo fim do ano, que mais uma vez voou e aconteceu tanta, tanta coisa, diferente de outros momentos da minha meio-curta-meio-longa vida.&lt;br /&gt;Entrei numas esses dias de, durante uma conversa, afirmar que estou num momento de tranquilidade e, enquanto o dizia, me dava conta tanto da importância de ser uma verdade quanto da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;volatilidade&lt;/span&gt; da mesma. Todo o lance de ter defendido e terminado um trabalho e aquela angústia - não tem como escapar dela e olha que eu tentei - sobre o que fazer depois, mesmo quando o caminho está todo demarcado. Eu fiz um esforço tremendo, no começo do ano, para me preparar, fiz até uma lista das coisas a fazer quando terminasse e posso dizer com orgulho que alguns &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;itens&lt;/span&gt; já foram riscados. Só que é um fim e não foi terrível, mas o desconhecido tem essa capacidade de nos deixar temerosos. E todo o processo que é desgastante chega uma hora que dá nos nervos e a gente se pergunta - ou se pergunta o tempo todo, só que algumas vezes dá pra ouvir - se é isso mesmo, se escolhemos certo, se estamos indo bem e tudo o mais.&lt;br /&gt;E a gente responde - ou eu respondo - que não tem muito como saber, que é confiar e seguir adiante, porque o que mais a gente pode fazer?&lt;br /&gt;Mas aí tem momentos, como naquele café, em que você olha para si e ao redor e diz: certo, acho que é isso aí. Muitíssimo por causa do curso maravilhoso que acabei de fazer, estupendo, fenomenal e tudo mais de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;adjetivo&lt;/span&gt; que se queira colocar, me sinto empolgada com as minhas escolhas, com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;x&lt;/span&gt; que assinalei há quase dez anos num formulário de inscrição e que me trouxe até aqui. Sei não se a história tem moral, mas tem um comprometimento que é lindo de ver e sentir e participar. Eu gosto dele e ele combina comigo e me deixa à vontade para eu poder dizer que me sinto, sim, tranquila, mesmo sabendo que o caminho é longo e árduo, que o meu ano ainda não acabou e só vai terminar depois de muitas páginas, mas é isso aí.&lt;br /&gt;Fixei mais uma vez no Lenine e adoro quando ele diz "amor a morte a continuação".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-1667235761728096595?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/1667235761728096595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=1667235761728096595&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1667235761728096595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1667235761728096595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/12/con-ti-nu-cao.html' title='A con ti nu a ção'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-5781656871759255360</id><published>2010-11-17T19:41:00.003-02:00</published><updated>2010-11-17T21:55:09.343-02:00</updated><title type='text'>Não</title><content type='html'>Às vezes, até na maioria das vezes, acontece simplesmente da gente perder o momento, de ilimitadas maneiras; ou ele passa desapercebido, ou vem envolto em más horas, ou vem embalado em sono, fome, cansaço, vontade de fazer outra coisa, tantas as situações que fazem com que o percamos e, depois de ido, é questão central na vida saber se há volta.&lt;br /&gt;Eu gosto muito de pensar em mim como uma pessoa gentil, muitas vezes não em relação àqueles que convivem comigo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;direta&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;cotidianamente&lt;/span&gt;, mas por oferecer um sorriso numa fila ou num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ônibus&lt;/span&gt; cheio, por sempre pedir licença e dizer "obrigado" ao passar por uma multidão - coisa que me garante, apesar do tamanho, atravessar ajuntamentos consideráveis, com seguidos e repetidos "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;licencinha&lt;/span&gt;, por favor". E não deixo de me surpreender com o fato de nesse mundo tão hostil, em que as pessoas teoricamente estão envolvidas demais nas próprias vidas e fazem o que puderem para ferrar o outro, as pessoas abrirem espaço.&lt;br /&gt;Tenho cá meu preconceito - que já se tornou conceito, mas sejamos politicamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;corretos&lt;/span&gt; - com costumes de outras regiões em que as pessoas não têm essa delicadeza. Lembro de uma vez em que quase arrumei uma briga na rua, ao ser atropelada por um sujeito que andava com um saco enorme sobre os ombros, com o qual me atingiu em cheio, me fazendo dar uma pirueta. Até aí tudo bem, normal, mas o cara me vai embora sem nem olhar pra trás, pra ver se eu sobrevivi. Exageros à parte, mas não chega dá um calor no coração você esbarrar numa pessoa ao passar por ela e, ao virar para trás e pedir desculpas, ver que ela fez o mesmo, ou levantou a mão no mais simples dos gestos, mas que vem carregado de significados, de que sim você também é uma pessoa, que existe materialmente no mundo, que seu espaço foi invadido, mas sem más intenções, sem grandes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;consequências&lt;/span&gt;, só isso da gentileza?&lt;br /&gt;Então eu sorrio muito, acho. Vez ou outra, numa esquina qualquer dessa vida, imagino (confesso que com alguma megalomania) que posso estar fazendo assim a mais leve das diferenças na vida de alguém. Nem por nada, só isso de a gente perceber muito levianamente que não está sozinho no mundo, que há por aí sorrisos - talvez meio como aquele cara que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;distribiu&lt;/span&gt; abraços de graça, com a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;plaquetinha&lt;/span&gt; e a gravação e tudo o mais.&lt;br /&gt;Pois é, mas aí dia desses, eu no meio de uma situação de desafio, sendo requisitada por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;zilhões&lt;/span&gt; de pessoas e coisas ao mesmo tempo, tendo de lidar com vontades alheias que não deveriam ter nada a ver comigo, mas que a sociedade me impõe, me aparece uma pessoa com  um singelo pedido, talvez num dos piores - não, com certeza no pior momento de sua curta vida, e o pedido nem era que eu lidasse com isso, ou ajudasse, ou fizesse nada. Só permitir, com esse poder &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;sobrenatural&lt;/span&gt; que de repente me é atribuído, para ir ali, bem ali do lado, sair por um instante, sei lá fazer o que, sei lá que ajuda pode haver mas havia, a pessoa, uma criança, precisava sair e eu, no meio de todas as outras crianças, respondi automaticamente, com a face da autoridade, que ela esperasse. Nem nada grave, cinco ou dez minutos, e pode muito ser que eu não tenha sido obedecida, que ela saísse mesmo, sem eu ver e eu nem impediria nem faria retaliação, com ou sem pior momento da vida.&lt;br /&gt;Tão aleatório isso do poder, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;né&lt;/span&gt;? Eu tento ao máximo dar aquela rejeitada, de não incorporar, ao menos totalmente, essa intromissão tão absoluta em vidas e corpos outros. Não por esse caminho, pelo menos.&lt;br /&gt;É só que eu fiquei pensando que eu, que me considero tão gentil, poderia ter feito uma não-diferença naquele momento, num momento que importava, e não vi. Portanto, não fiz. Porque a vida é, ela, também o cúmulo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;aleatoriedade&lt;/span&gt;, das coisas que percebemos ou não, cuja compreensão está ou não ao nosso alcance, da vontade que vem ou falta, e a roda gira.&lt;br /&gt;Numa volta somos favorecidos para na próxima sairmos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;injustiçados&lt;/span&gt;. Ainda acredito que há aí um certo equilíbrio, talvez meio essa coisa de química mesmo que se entranhou em mim e não saiu mais. Talvez tanta coisa, que me tornam eu e tão contrária de mim.&lt;br /&gt;É só que eu queria nem sorrir, queria nem saber, na verdade, queria nada, a não ser ter dito, tão sem importância, tão sem significado, sem ciência, mesmo só por dizer, queria ter dito "vai".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-5781656871759255360?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/5781656871759255360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=5781656871759255360&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5781656871759255360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5781656871759255360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/11/nao.html' title='Não'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4082860864639054187</id><published>2010-11-05T08:34:00.003-02:00</published><updated>2010-11-05T09:02:03.703-02:00</updated><title type='text'>A outra</title><content type='html'>Fui assistir à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Vênus&lt;/span&gt; Negra&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Já conhecia a história e ainda assim levei uma pedrada.&lt;br /&gt;Nem sei avaliar o valor do filme, enquanto cinema, mesmo, até porque essa não é a minha praia. Impressionismo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;talz&lt;/span&gt;, mas eu gostei desse lance do filme, e principalmente a personagem-título, não se explicar demais. Não sei se tem nisso uma intenção de isenção ou imparcialidade no modo de contar a história, como se ela falasse por si, mas prefiro mesmo a não-explicação. A gente não sabe direito por que as pessoas fazem o que fazem, como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;exatamente&lt;/span&gt; chegaram até ali, e isso soa muito história. O silêncio, tudo que não é dito e é impossível saber.&lt;br /&gt;E é uma pedrada.&lt;br /&gt;Eu conhecia a história, mas não me lembro de alguns detalhes que não sei se são acurados, mas eu pensava, à partir de um determinado momento, algo como "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ok&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;né&lt;/span&gt;, agora deu, por favor morre porque essa vida não dá" e a coisa ainda ia ladeira abaixo, e ladeira abaixo, e ladeira abaixo.&lt;br /&gt;Fiquei pensando nisso da morte, muito porque até escrevi sobre isso ali atrás, sobre como acho pobre essa solução para uma trama, mas, sem mudar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;idéia&lt;/span&gt;, cheguei à conclusão de que às vezes a história acaba e, então, tem mesmo que acabar. Não como recurso narrativo preguiçoso, mas porque o que havia para contar era aquilo e chegou-se, de fato, ao final. E é insuportável.&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bem que me falaram que o filme não poupa nada - e eu fique pensando que ele tem ali um milímetro de espaço, o menor espaço possível, para alguma coisa perto de boa, que eu não sei se existiu, não sei se é impossível não existir, se é possível viver sem ao menos um milímetro de espaço, de algo que pareça bondade, ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;solidariedade&lt;/span&gt;, ou gentileza, ou respeito, assim, meio de graça. Não sei se é exagero imaginar que isso seja um milímetro ou, ao contrário, é ilusório acreditar que exista mesmo.&lt;br /&gt;Depois, no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ônibus&lt;/span&gt;, fiquei pensando que essa mulher não é como eu, e tenho noção de como isso soa racista ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;preconceituoso&lt;/span&gt; e mesmo escroto, apesar de não ser essa minha intenção, minha crença, meu raciocínio. Mas ela é outra, porque nossas experiências e vivências são absolutamente diferentes. Elementar, diria um desavisado - &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;exceto&lt;/span&gt; que eu ainda não sei o que penso sobre esse lance de natureza humana e de que todos temos alguma coisa em comum. Tendo a acreditar, apesar de resistir - ou tentar resistir. Só que aparece ali uma vida que vai além da minha imaginação, que dirá da minha realidade. É impossível para mim imaginar passar por aquilo, e imaginar como ela passou por aquilo, como, como?! Então eu sofro como e por ela e, afinal, parecemos iguais. Humanos. Mulheres. Mas a minha vida não é aquilo, e digo isso sem arrogância, mas com alívio e algum desespero, porque a de ninguém devia ser. Ela devia ser como eu. Num mundo ideal. E deve mesmo haver mulheres, e homens, e crianças, como ela e não devia haver.&lt;br /&gt;Fui ver a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Vênus&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Hotentote&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; no cinema. Tivesse sido em casa, teria tido uma síncope daquelas, mas não gosto de chorar (quanto mais me descabelar) em público, então respirei fundo, tomei uma água e, no esforço da contenção, somado às &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;reações&lt;/span&gt; mesmo à história, tive alguma taquicardia.&lt;br /&gt;Não faz diferença e é coisa de criança, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;não&lt;/span&gt; devia haver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4082860864639054187?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4082860864639054187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4082860864639054187&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4082860864639054187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4082860864639054187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/11/outra.html' title='A outra'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4211286478581779706</id><published>2010-11-03T03:27:00.004-02:00</published><updated>2010-11-05T08:33:20.981-02:00</updated><title type='text'>Mas eis que chega a roda viva...</title><content type='html'>Estava aqui lendo algumas notícias dos últimos dias, grande parte das quais não deu para acompanhar de perto devido à correria que me impus no feriado. Estou há dez dias praticamente só viajando, daqui &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;prali&lt;/span&gt;, de lá pra cá, e acompanhando na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;internet&lt;/span&gt; a eleição, e os comentários da eleição, e comemorando a eleição e etc.&lt;br /&gt;Fui ver agora o Roda Viva com o Zé Dirceu e achei que o povo foi muito escroto e ele muito bem comportado. Sei lá, isso de todos os lados se acharem com razão, mas acho que faz parte de uma lógica que me parece &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;inquestionável&lt;/span&gt; - apesar de aparentemente não ser - isso de você ter um entrevistado que pode falar. Achei foi que ele se saiu bem demais e não visto a carapuça de radical ou fã.&lt;br /&gt;Mas aí fui procurar outras entrevistas dele e tem as fotos de quando ele foi libertado sei lá em que ano, trocado pelo embaixador americano e etc. e eu fiquei pensando. Revi aqui agora a resposta da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Dilma&lt;/span&gt; ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Agripino&lt;/span&gt; Maia e fiquei pensando.&lt;br /&gt;Isso das fotos desse pessoal tão, tão jovem, mais novo do que eu!, e que morreu ao lutar contra a ditadura. E eles fazem um certo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;mea&lt;/span&gt; culpa&lt;/span&gt;, dizendo que talvez não tenham escolhido o caminho correto, apesar de defenderem ainda ter lutado do lado da justiça, liberdade e outros desses valores que nos são tão caros. Eu super concordo e não sei é por romantismo ou mania mas acho que eles escolheram lá o caminho que achavam melhor e o valor da decisão está aí. Depois da história contada é estranho dizer o que é certo e errado; no calor do momento e sem saber o que viria isso meio que não existe, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Eu pessoalmente não sei se teria coragem de fazer o que eles fizeram; não sei hoje, aos quase 28, imagina coitada de mim aos 19.&lt;br /&gt;Mas aí a gente vai ver as fotos e ver as histórias, assim levianamente, mesmo, e bate uma tristeza por essas vidas perdidas. Aí alguém responde "ah, mas hoje em dia também tanto jovem morre de maneira tão violenta..." [nem vou entrar na discussão sobre o valor da idade, como se estivesse tudo bem a morte de adultos e velhos, porque obviamente eu não acho nem disse isso] e é claro que alguém tem razão, razão demais, mas... percebem a diferença? Uma coisa é um acidente de carro, ou envolvimento com drogas ou vítimas inocentes da violência urbana, ou tantas outras tragédias que podem acontecer a qualquer momento e trazer um pouco mais de desespero e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;feiúra&lt;/span&gt; ao mundo.&lt;br /&gt;Mas essa juventude, essa beleza e força que acredita numa coisa e morre por ela... quer dizer, sei lá, de repente eu que sou tosca, mas o ter um ideal. Talvez o mais importante para me emocionar seja o fato de ser um ideal com que eu concordo, ao menos como ideal.&lt;br /&gt;E a pessoa ir lá e acreditar naquilo e ser morta e não ter chegado à minha idade, ou ter passado muito pouco dela; e não esperar, como eu espero, por um futuro que ainda parece imenso, que parece maior, ainda, do que qualquer outra coisa, e não ansiar pelo tempo que passa, e pelas coisas que vêm e vão, não achar que um dia vão sentir uma tranquilidade que dizem vir com a idade, não achar que as coisas e a vida vão poder ser melhores aos trinta, ou aos quarenta, ou aos cinquenta. E tudo isso, ou nada disso, por acreditar. Não sei como não ser romântica a respeito.&lt;br /&gt;Quase parece um desperdício. "A juventude" e tudo aquilo.&lt;br /&gt;Mas não vejo como, inclusive acho de certa maneira um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;desrespeito&lt;/span&gt;, falar em desperdício quando se acredita.&lt;br /&gt;Quantas pessoas será que têm a grandeza, ou a dignidade, de morrer pelo que acreditam?&lt;br /&gt;Pode muito ser que para elas não faça a mínima diferença, porque depois que se foi, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;foda&lt;/span&gt;-se o caminho que te levou. Mas para quem fica... achar que vale a pena, sabe? O preço conhecido e pago.&lt;br /&gt;E eu sou mesmo dessa geração que choraminga não ter por que lutar. Geração classe média mimada e, pior, preguiçosa. Porque tem coisa demais pra gente lutar por essas paragens, não fosse a acomodação, o conforto, a letargia. A água que não bate na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;bunda&lt;/span&gt;. É só que ela bate, a gente é que meio que se acostuma e finge que não tá sentindo nada, qual o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;pintinho&lt;/span&gt; da piada.&lt;br /&gt;Eu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;sinceramente&lt;/span&gt; não sei do que vou poder sentir orgulho, daqui a trinta ou quarenta anos. De que vou poder encher a boca para dizer que não me arrependo.&lt;br /&gt;Não sei o que, hoje, me faz sentir que vale a pena. Tenho pensado demais nessa coisa da gentileza e, apesar de achar importante, é só para mim e parece pouco demais.&lt;br /&gt;Acho que talvez, sem querer fazer demagogia, a história possa, afinal, me salvar. Isso das vozes, fazê-las ouvir; tem aí um engajamento que nem sempre aparece em primeiro plano mas que movimenta. Fico feliz, nesse sentido, pelo lugar que tenho o privilégio de ocupar, junto das pessoas que tive a oportunidade de conhecer.&lt;br /&gt;Ainda parece pouco, já há muito tempo parece pouco, e eu venho quebrando a cabeça para decidir por onde ir.&lt;br /&gt;Considerando que, bem ou mal, nossa realidade é outra, chego a acreditar que a resposta virá, meio que só porque eu fiz a pergunta.&lt;br /&gt;Enquanto isso eu penso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4211286478581779706?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4211286478581779706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4211286478581779706&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4211286478581779706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4211286478581779706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/11/mas-eis-que-chega-roda-viva.html' title='Mas eis que chega a roda viva...'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-6866544289420882275</id><published>2010-10-24T04:07:00.007-02:00</published><updated>2010-10-24T04:15:47.646-02:00</updated><title type='text'>Cristiane Santos</title><content type='html'>Acho bonito e me emociona. Eu acredito nessa causa, para mim o que está em questão é exatamente isso, que chamam de esmola, assistencialismo e pode, afinal, significar simplesmente parar de doer. Ou diminuir a dor, cujo tamanho não posso imaginar.&lt;br /&gt;De fato, não compreendo aqueles que discordam.&lt;br /&gt;Eu não só compro, como acho bonito e me emociono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="306" width="500"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zCQqIfkNgvA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zCQqIfkNgvA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="306" width="500"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-6866544289420882275?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/6866544289420882275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=6866544289420882275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6866544289420882275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6866544289420882275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/10/cristiane-santos.html' title='Cristiane Santos'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-6255503926052731185</id><published>2010-10-23T15:31:00.004-02:00</published><updated>2010-10-23T15:45:33.011-02:00</updated><title type='text'>5:32</title><content type='html'>Ok, ok, Maria Helena.&lt;br /&gt;Ninguém vai concordar comigo, nem ver aí o que eu vejo.&lt;br /&gt;Mas eu vejo, vejo e não consigo parar de ver.&lt;br /&gt;A coisa é toda linda e a bata de cola é um lance assim quase assustador, na verdade, mas o que me gamou nesse vídeo são ali os dois segundos de jogo de corpo, que me impressionaram.&lt;br /&gt;Toda a técnica é maravilhosa, mas para além do todo, esses dois segundos para mim se destacam como definição de arte.&lt;br /&gt;Primeiro me apaixonei pela encurvadinha que ela dá, exatamente aos 5:32. A guitarra dá uma nota mais grave que parece cair exatamente nas costas da bailaora. É tão sutil, a mudança na postura, e tão perfeita. Acho que é isso que o comum das pessoas não consegue fazer: dar expressão ao movimento.&lt;br /&gt;E a música é muito bonita.&lt;br /&gt;Enfim, um desses detalhes em que fico como viciada; vejo inúmeras vezes e parece que falta em mim capacidade para absorver a beleza do corpo que se curva. Como se precisasse de mais eu para alcançar, como se aquele segundo, 5:32, não fosse suficiente, como se devesse ser maior, talvez eterno.&lt;br /&gt;E tão pessoal, como essas coisas que só a nós faz sentido, que em outros olhos passarão em branco, que não despertarão paixões outras, mas ainda assim...&lt;br /&gt;Em mim desperta.&lt;br /&gt;E me desperta.&lt;br /&gt;Concha Jareño, no silencio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WQCS-JXGFPs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WQCS-JXGFPs?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="385" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-6255503926052731185?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/6255503926052731185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=6255503926052731185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6255503926052731185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6255503926052731185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/10/532.html' title='5:32'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8912982523516924278</id><published>2010-10-23T00:59:00.005-02:00</published><updated>2010-10-24T04:57:31.692-02:00</updated><title type='text'>Silencio</title><content type='html'>Uma das coisas de que não gosto em mim é o fato de eu não ser uma pessoa que sabe tudo sobre alguma coisa. Também é uma coisa de que gosto, isso lá é verdade mas agora não vem ao caso.&lt;br /&gt;Sabem essas pessoas que sabem tudo sobre alguma coisa? Qualquer coisa? Ok, talvez não tudo, mas muito, muitão?&lt;br /&gt;Eu tenho aqui a capacidade de gostar demais, mas dificilmente sou motivada por essa paixão desenfreada que te faz conhecer muitíssimo profundamente alguma coisa. Eu normalmente gosto de gostar assim, algo na superfície, gostar daquilo por aquilo que é, não pelo tanto de coisa que tem em volta.&lt;br /&gt;Aí fico pensando que talvez seja uma mentira, isso de eu não ter paixão desenfreada, mas me refiro especificamente a esse tipo de paixão. O outro tipo, que eu sinto, me torna capaz, por exemplo, de ouvir a mesma música trocentas vezs, ou repetir o mesmo pedacinho da música, ou ler o mesmo livro, ou o mesmo trecho - muitas vezes sem saber muito sobre o cara que compôs, cantou ou escreveu. Gosto dessa.. impessoalidade artística, se se pode chamar assim. Gosto de gostar da arte e pronto.&lt;br /&gt;Talvez seja uma paixão mais burra, mas não é menos paixão por isso.&lt;br /&gt;E depois há coisas que eu prefiro não saber, que são menos importantes mas que, implicante que sou, me fazem gostar menos.&lt;br /&gt;Então eu agora recebi da minha professora uma das duas músicas cujas coreografias estamos aprendando, nas aulas de flamenco. Uma, a que está mais avançada, já me fisgou há tempos. Tem uns sapateados completamente malucos, quase impossíveis de decorar porque fazem pouco sentido, mas que são deliciosos de fazer, depois de pegarmos o jeito. Ou de tentar fazer - acho que talvez seja um dos aspectos mais valiosos de se cultivar na vida, e não sei exatamente de onde ele vem, isso de você sentir um prazer enorme em tentar. Não ficar desmotivado por não conseguir, não se frustrar ao errar a mesma coisa pela décima vez, mas sentir só mais vontade de continuar tentando, e continuar tentando. Eu confesso que, apesar de muitas vezes me acabar, não sinto cansaço nas aulas. Sinto que minhas pernas já não respondem, não obedecem diligentemente os comandos que lhe são passados. Acontece então um fenômeno interessante, porque o corpo fica, obviamente, fatigado, mas não eu - e eu sou, para além do corpo e somado a ele. Eu sou tantas e elas se contradizem, e são todas eu e fazem sentido.&lt;br /&gt;Mas recebi agora da minha professora a outra música, que eu comecei a aprender praí há dois ou três anos, mas fui viajar, mudei de turma, comecei de novo a aprender e nada de sair nada. Talvez porque eu estivesse tão enlevada pela outra que não me sobrou gosto para dar a essa.&lt;br /&gt;Até que chegamos a uma parte chamada "silencio".&lt;br /&gt;Se eu fosse dessas pessoas que sabem tudo de alguma coisa, eu saberia tudo de flamenco. Saberia então explicar que respiro é esse, pausa enlevada numa melodia agitada, em que a guitarra parece perder a força e se transformar em carícia. Com uma leveza e uma delicadeza que embalam, dão vontade de ficar ali para sempre, como num novo dia, um novo ar, como num lugar diferente e melhor.&lt;br /&gt;Se eu fosse dessas pessoas que sabem tudo de alguma coisa, poderia pesquisar na internet e ficar horas vendo exemplos, lendo explicações, tentando assimilar informações. E depois saberia explicar, tintim por tintim, como é, de onde veio, por onde vai.&lt;br /&gt;Se fosse poeta, saberia contar.&lt;br /&gt;Como não sou, me contento, por essa noite, em ouvir,&lt;br /&gt;E chama silencio, o que me parece ser próximo de perfeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8912982523516924278?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8912982523516924278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8912982523516924278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8912982523516924278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8912982523516924278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/10/silencio.html' title='Silencio'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-5824168274187291128</id><published>2010-10-19T23:49:00.003-02:00</published><updated>2010-10-20T00:19:51.733-02:00</updated><title type='text'>Dilma</title><content type='html'>O lance é que a coisa tá estourada e a internet tá pegando fogo.&lt;br /&gt;Eu que já afirmei tantas vezes ir contra a maré, não ter facebook nem twitter, quase me curvo às modernidades para conseguir acompanhar - e entender - a putaria que virou essa eleição.&lt;br /&gt;Nem entendo muito de política, minha memória é falha demais para conseguir reter o mundo de informações necessários para tal compreensão. Ou eu que sou falha, mesmo, e disperso minha atenção num monte de bobeiras que não muda em nada a vida de ninguém.&lt;br /&gt;É só que isso muda, né?&lt;br /&gt;A de muita gente.&lt;br /&gt;Tenho sentido falta, nos últimos tempos, de um tantão desse tipo de coisas, que mudam, que eu conheço e discuto superficialmente demais. Talvez seja a mudança de status pesando, talvez seja a idade chegando e exigindo de mim maior comprometimento, ou alinhamento, ou coerência, ou sei lá o que que adultos pretensamente têm e eu ainda tenho de alcançar.&lt;br /&gt;De repente, comecei a me incomodar com esse meu descompromisso, a falta de tomada de posição - muitas vezes motivada pelo tédio. E a preguiça. Não tenho mesmo saco para um monte gigantesco de coisas que rodam por aí, mas há que se ter para algumas, né? Nem que seja entre amigos. E amigavelmente.&lt;br /&gt;Tenho lido tanta coisa tão bacana, nos últimos dias. Tão melhor do que eu poderia dizer.&lt;br /&gt;Mas aí resolvi fazer alguma coisa, do tamanho das minhas possibilidades, como responder às notícias estapafúrdias que ainda conseguem me chegar, apesar do isolamento.&lt;br /&gt;Sem a menor pretensão de convencer ninguém, até porque moscas e aranhas não contam como voto válido. Podia reproduzier textos super articulados e esclarecedores, ou tentar eu explicar alguma coisa, mas esse não é o objetivo, aqui e agora.&lt;br /&gt;É só dizer, mesmo, marcar, tal como fazemos na urna.&lt;br /&gt;E vir dizer que eu voto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-5824168274187291128?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/5824168274187291128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=5824168274187291128&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5824168274187291128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5824168274187291128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/10/dilma.html' title='Dilma'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-6853227794328779904</id><published>2010-10-19T03:28:00.004-02:00</published><updated>2010-10-19T03:56:37.865-02:00</updated><title type='text'>O problema é o meio</title><content type='html'>Isso porque o Zeca nem é meu amor maior do momento.&lt;br /&gt;Ele, o que é, é de Casa Amarela.&lt;br /&gt;É só que eu meio que decidi, porque tenho de trabalhar e não quero muito (ou porque meu processo é esse mesmo, de um passo para frente e uma quadrilha toda ao redor), mas decidi resolver aqui uns assuntos pendentes, respostas deixadas para momentos mais... não sei, propícios, calmos, claros, ou só posteriores.&lt;br /&gt;Tem graça o fato de meus últimos meses terem sido recheados por esses reencontros que causam alguma estranheza e sei lá mais o quê. Às vezes saudades, noutras expectativas, ou só lembranças, ou só carinho, ou nada. Não sei direito e me sinto meio bêbada.&lt;br /&gt;Mas lembrei do Zeca cantando ao Odair, em que ele fala da felicidade e das cruzes e crises, e eu gosto do jeito como ele fala aquilo de a felicidade vir quando a gente menos espera, e "ela vem. Vai, vem, vai, vem, vai-vem-vai-vem-vai, vem, vai, vem, vai. Vem. Vai." Sei lá, gosto do ritmo, gosto da voz, gosto do que ele diz, gosto dele.&lt;br /&gt;E é tão isso a vida, né? Vai e vem e vai. E vem. E vai. E quando será que termina? Mas só termina quando acaba, quem é que diz isso?, e a gente não sabe nunca quando é.&lt;br /&gt;Ai, o futuro, que gosta de brincar de esconder e fica deixando rastros, sem nunca ser alcançado.&lt;br /&gt;O futuro que não existe, mas a gente gosta de inventar que sim, de repente numas de deixar para fazer nele o que deveríamos estar fazendo agora.&lt;br /&gt;É só que isso da resposta... tem horas que parece um vazio a ser preenchido, mas depois... não sei, acho que a verdade é que não me conformo, ou melhor, não consigo sempre aceitar isso da vida ser essa desconhecida; das pessoas serem assim inalcançáveis e de a gente também não conseguir se chegar. Faz sentido, será?&lt;br /&gt;Sinto agora uma coisa sem nome. Será que não tem ou eu apenas ignoro?&lt;br /&gt;É algo assim: não é tristeza, também não é alegria, tem um quê de tédio e dor nas costas, uma parcela de sono, mas também de dormir em excesso, não é vazio, mas não é cheio, não dói, não coça, não faz cócegas, não aperta e não explode, mas ainda não é vazio, não desespera, não é solitário, é assim, isso tudo e não sei mais o quê.&lt;br /&gt;Como será que chama?&lt;br /&gt;Ok, volto então ao trabalho esperando com ele me livrar de outra coisa que sinto e cujo nome conheço bem demais. Começa com cul-, e termina com -pa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-6853227794328779904?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/6853227794328779904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=6853227794328779904&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6853227794328779904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6853227794328779904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/10/o-problema-e-o-meio.html' title='O problema é o meio'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3985921649890879680</id><published>2010-10-14T08:49:00.005-03:00</published><updated>2010-10-14T16:03:45.669-03:00</updated><title type='text'>Ao vento</title><content type='html'>Fui recentemente advertida (no melhor sentido da palavra) por ter sumido dessas errâncias. A verdade é que entre chorinhos, cachaças e gripe tenho mesmo andado sem muita vontade de escrever. E há o medo do Serra, mas isso não vem ao caso.&lt;br /&gt;O que importa é que fico ouvindo esse amoreco do Zeca dizendo que, se pudesse, dava embora o sotaque dele, e o penacho de brincante, e acho tão querido.&lt;br /&gt;Vejo é muita importância nisso de ser querido. Na possibilidade de um ser humano demonstrar, por qualquer meio que seja, essa qualidade inestimável – sublime, né? – do bem-querer. Sempre me dizem que chamar uma pessoa de fofa implica dizer que ela é meio feiosa ou, em resumo, pouco atraente. De repente isso até lá é verdade para o comum das pessoas; eu como sou esquisita me apaixono fácil por isso do cuidado. Gosto muito de demonstrações de força, mas não acho nem de perto, nem de longe, que ela é incompatível com delicadeza.&lt;br /&gt;Acho, portanto, querido, e me toca.&lt;br /&gt;Afe, estou fazendo uma coisa mega estranha – tenho até preguiça de explicar, mas é o seguinte: com o computador desligado, a cama recém-arrumada, lençóis deliciosamente limpos e cobertores macios, senti alguma vontade de escrever, mas não quis ligar a parafernália toda e decidi escrever à mão. Também porque é uma coisa que vivo dizendo a mim mesma que vou fazer, numas de me preparar para um dia afinal fazer um diário de viagem. Mas o lance é que não curto escrever balançando o lápis, assim, desenhando letrinha por letrinha. Ou gosto mais da idéia que da realidade. Não pouco pelo fato de, má desenhista que sou, as letras saírem todas garranchosas e praticamente ininteligíveis. E ainda tenho essa mania de separar as palavras, aí ninguém entende nada mesmo – inclusive eu. Mas achei que valia o exercício, então há alguma chance de eu depois, amanhã ou depois de amanhã, transmitir esses pensamentos soltos para a ordem dos caracteres estilizados.&lt;br /&gt;De todo jeito, eu não cacei papel e lápis para dizer só isso. É que eu me dei conta – paro e explico: me agrada demais essa expressão, “dar-se conta”, porque parece refletir o processo mesmo de tomada de consciência, de perceber de fato alguma coisa que já se sabia, mas que ainda não tinha entrado, como se o volume da coisa conhecida passasse de um murmuro de vento, ou um sussurro à distância, para um som estrondoso, acompanhado às vezes de uma bela sacudidela nos ombros, quiçá até tapa na cara, que nos revela aquela verdade já conhecida, mas da qual ainda não nos déramos conta.&lt;br /&gt;E o que eu descobri é aquele clichezão, clichê-rei, de que... resumindo, nós não temos tempo. Penso sempre demais nisso, permito-me pensar na minha própria mortalidade e, talvez mais importante, na daqueles que me são queridos, imaginando que o medo despertado por essa consciência possa servir de estímulo à valorização constante da vida e das relações que desenvolvemos ao longo dela.&lt;br /&gt;Ainda assim, caio na armadilha de perceber relações desgastadas, cheias de ressentimento e condenação e desrespeito, e pensar que vou ter tempo no futuro para resolvê-las. Como se o tempo fosse, em si, solução mágica para alguma coisa, como se ele mudasse sozinho qualquer situação, sem exigir dos envolvidos um baita comprometimento e esforço.&lt;br /&gt;Mas de repente, vendo um filme idiota, sou tomada pelo desconforto despertado pelo pensamento: e se fulano morrer amanhã? Será que eu sobreviveria à culpa dos gritos e caras viradas, da falta de carinho e cuidado – esse valor que me é tão caro, mas que em determinadas situações tenho tanta facilidade em negligenciar?&lt;br /&gt;E tem toda a coisa, e o peso, dos títulos que as pessoas incorporam, pelo lugar mesmo que ocupam, e que acabam se misturando inescapavelmente às próprias pessoas.&lt;br /&gt;Talvez fosse possível sobreviver à pessoa, mas não ao título. E tudo pode acabar tão rápido e mal...&lt;br /&gt;Tive recentemente a oportunidade de reagir infantilmente a uma circunstância banal, e meio que me justifiquei dizendo que de repente eu tinha feito alguém pensar sobre essas besteiras cotidianas, que cometemos tão levianamente. Dar-se conta. Quando voltei ao (quase, sempre quase!) pleno uso da minha razão, me dei eu conta de que isso meio que não existe. Da gente despertar as pessoas. Elas acordam e dormem conforme sua vontade, ou capacidade, ou necessidade – ou qualquer outro motivador que agora me escapa.&lt;br /&gt;Então nem tenho intenção de abrir os olhos de ninguém – até porque sei que não há tanta gente assim cujos olhos eu poderia alcançar e de qualquer modo já meio desisti da idéia de mudar o mundo e tudo aquilo. De novo, venho só contar para o vento algumas reflexões baratas, talvez porque ao colocá-las sobre esse fundo ocre eu vou me construindo e me conhecendo e me mostrando. Isso do que a gente é, né? Isso e o contrário, verdade e mentira e talz.&lt;br /&gt;Posso acrescentar ainda que resolvi, por hoje, aquele desconforto, muito simplesmente na verdade, através da gentileza – e do cultivo dos mesmos dilemas, numas de não sair do estado de alerta.&lt;br /&gt;O vento... me lembra minha mãe cantando a música dele, eu tão criança, música que meio amava, meio odiava, não sei bem por quê. Ela diz algo como “vento que balança a folha do coqueiro, vento que (levanta) as ondas do mar, vento que passeia pela praia, me traz notícias de lá...”&lt;br /&gt;Minha mãe inventou, ou melhor, adaptou, músicas para mim e para a irmã, que cantava quando éramos pequenas. A minha era mais famosinha (pero no mucho) e eu não revelo nem sob tortura – o que minha irmã costumava fazer comigo, tortura, sabendo que eu não gostava. Ensinava geral e puxava o coro, apreciando minha cara de ódio e síncope.&lt;br /&gt;Essa do vento não era de ninguém, nem minha nem da irmã, a mãe só cantava sei lá por que, vinda sei lá de onde.&lt;br /&gt;Não é engraçado que hoje eu durma mesmo sob o som do vento nos coqueiros? – ok, palmeiras, mas a idéia é praticamente a mesma.&lt;br /&gt;Mas hoje minha mãe não canta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3985921649890879680?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3985921649890879680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3985921649890879680&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3985921649890879680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3985921649890879680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/10/ao-vento.html' title='Ao vento'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-2542384546861088698</id><published>2010-09-18T22:55:00.006-03:00</published><updated>2010-09-18T23:50:49.245-03:00</updated><title type='text'>Resposta</title><content type='html'>Não sei, sabe, Lô?&lt;br /&gt;Acho tanta graça nessa forma que encontrei de falar como se eu soubesse alguma coisa, qualquer coisa, sobre a vida. Mais graça tem porque, enquanto falo como se soubesse, eu mesma me desmascaro, como se uma eu-flutuante olhasse para baixo e dissesse "você é uma idiota!", entende?&lt;br /&gt;Talvez seja uma definição de burrice isso de, reconhecendo a própria ignorância, a pessoa insistir em opinar. Reconheço essa evidência com alguma humildade, suficiente apenas para admiti-la, não para me calar.&lt;br /&gt;O x da questão, para mim, é que ainda não descobri que vida-de-verdade é essa que posso ter. Talvez eu seja apenas criança, talvez minhas cortinas não tenham ainda sido abertas e meu show esteja atrasado, mas talvez, ou provavelmente, a vida seja só isso mesmo que há por aí, que eu conheço hoje e sempre. Inventei de acreditar que, pra mim, de-verdade não é lá muito diferente, para além da aparência, de de-mentira.&lt;br /&gt;Vivo nesse mundo de ficção que às vezes são outros que fazem, noutras sou eu mesma que crio.&lt;br /&gt;Como se soubesse, afirmo que o mais importante nessa nossa brincadeira é fazer de-verdade o que quer que se esteja fazendo, percebe? Pode ser assistir a um filme bobo, pode ser ter uma conversa maravilhosa, pode ser um sabor, pode ser uma lágrima, com sorte alguma risada, com muita sorte um segundo em que tudo faz sentido, em que parecemos estar onde deveríamos estar, pode ser uma idiotice, mas se for de-verdade, pra mim, vale a pena.&lt;br /&gt;Não me arrependo da emoção que me desperta ouvir uma história; mesmo quando ela não tem nada a ver comigo pode acontecer de eu também estar ali e naqueles minutos ou horas descobrir alguma coisa sobre mim, ou pensar em algo que nunca tinha me tocado, ou dar só uma gargalhada meio culpada por uma panaquice qualquer. Ou posso imaginar, enlevada, o que poderia ser se a gente não fosse tão humano e ferrado. Sabe, daquela beleza impossível? Ou daquela outra, inventada, que é a única maneira de nos fazer ver a que existe? É um céu velho onde as estrelas recomeçam - então sou completa e por nada de-verdade.&lt;br /&gt;E a gente precisa, ou eu que sou criança e não conheço a verdade preciso de me apagar, talvez com excessiva constância. Preciso porque talvez não consiga ainda ser o tempo todo, talvez precise ainda me acostumar comigo e com meu espaço e aprender a ocupá-lo, para poder então desprezar uma fuga que me seja oferecida. O problema, o maior problema, quem sabe o único, é que fugindo ainda sou eu e vou sempre ser. Né? Portanto a fuga é irremediável ilusão.&lt;br /&gt;Mas me inquieta mais isso, da vida-de-verdade. Você pode ter usado em outro sentido, mas o próprio conceito, mesmo, como se houvesse ali fora te esperando alguma grande aventura, como se fosse possível alcançá-la e vivê-la e depois relatá-la e depois ainda começar uma nova aventura e tudo de novo.&lt;br /&gt;Eu acredito, talvez muito ingenuamente, que a aventura é só isso mesmo, está aqui e sou eu e é você, não importa o que estejamos fazendo.&lt;br /&gt;A gente sempre vive-de-verdade, porque não há como viver-de-mentira se a verdade é que ninguém conhece a verdade e nos é impossível escapar de nós mesmos.&lt;br /&gt;A dificuldade, eu intuo, é termos a coragem de responder "presente" ao invés de nos escondermos debaixo da mesa quando somos chamados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-2542384546861088698?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/2542384546861088698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=2542384546861088698&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2542384546861088698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2542384546861088698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/09/resposta.html' title='Resposta'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-1079599554167189871</id><published>2010-09-17T23:32:00.006-03:00</published><updated>2010-09-18T00:51:30.876-03:00</updated><title type='text'>O bonde do dom</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tava&lt;/span&gt; aqui vendo uma filmagem adaptada do Dom Casmurro nessa beleza que é o Canal Brasil. Assim, quase sem querer, porque tenho tentado me manter num estado de só fazer o que tem um sentido muito claro na minha vida, numas de não perder tempo demais com coisas que não valem a pena. E me cansei de ver uma merda qualquer e depois ser assolada pela impressão desesperadora de que perdi duas horas da minha vida numa besteira sem tamanho, da qual não sobrou nem um meio sorriso pra eu poder fingir que compensou. Nem queria assistir, portanto, mas fiquei curiosa.&lt;br /&gt;Aí toda a história do filme entra e se encaixa num tanto de coisas em que eu ando pensando e fico achando que posso contar.&lt;br /&gt;Vale avisar que, indo totalmente contra meu estilo, há &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;spoilers&lt;/span&gt; adiante.&lt;br /&gt;Acho que a questão principal é que fiquei encanada com essa história de nego chegar e matar um personagem. Tão meio... não sei. Tenho um pouco a impressão - que pode ser totalmente absurda, admito, e ter honrosas exceções - de que as pessoas meio que não sabem o que fazer com ele e ponto, vão lá e matam. Quem que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;tava&lt;/span&gt; falando isso das novelas?, de que o bandido - e normalmente a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;bandida&lt;/span&gt; - tem sempre que morrer no último capítulo, como se não houvesse redenção possível, ou qualquer punição terrena não fosse suficiente. Quer dizer, ninguém vai preso para sempre em novela, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;né&lt;/span&gt;? Ou talvez seja aquele lance de que a história das pessoas/personagens tem de acabar quando acaba a história. Meio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;pleonástico&lt;/span&gt;, mas dá para entender o raciocínio? A última cena foi gravada, o último ponto colocado então meio que acabou tudo mesmo, sem mais nada a dizer tanto faz viver feliz para sempre ou terminar a sete palmos.&lt;br /&gt;Ou então de que não há no mundo lugar para aquele fulano. Simplesmente não há e ele tem de morrer; só que eu sou daquelas que não aceita nada bem esse tipo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;idéia&lt;/span&gt; e fica sempre achando que há que se dar um jeito, porque sou apegada às coisas e sempre acho que posso ter tudo e que pra tudo há um jeito. Muito simples e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;talz&lt;/span&gt;, só ir lá e "dar um jeito".&lt;br /&gt;No final das contas, porém, a verdade é que qualquer história de qualquer pessoa termina em morte, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;né&lt;/span&gt; não? Isso das coisas óbvias, mas o lance todo é que a história das pessoas a gente nunca sabe quando terminou, até terminar. Não pode a gente chegar lá e decidir colocar um ponto final e resolver o assunto (ou até pode, mas aí o sentido é totalmente outro), porque a gente nunca sabe quanto tempo tem ainda antes de o filme acabar. A vida com suas reviravoltas - penso no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Kundera&lt;/span&gt; falando da falta de ensaio.&lt;br /&gt;Mas não sei, talvez eu esteja só sendo muito chata, mas me parece algo pobre isso de ir matando o povo no último minuto. Sei lá, mata no meio, como uma personagem importantíssima cujo nome não vou dizer porque esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;spoiler&lt;/span&gt; é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;muita falta de sacanagem&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Ou, como bem salientou um amigo meu, faz que nem o doido do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Salinger&lt;/span&gt;, que me inventa de criar e matar o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Seymour&lt;/span&gt; de primeira e depois passa a vida tentando consertar a cagada. Ou sei lá se consertar, e sei lá se ele matou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Seymour&lt;/span&gt; antes de nascer o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Seymour&lt;/span&gt;, mas me parece uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;idéia&lt;/span&gt; atraente. Mata no começo e depois se mata para tentar explicar. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Seymour&lt;/span&gt; eu super não entendo, como ninguém mais da família maluca dele. Tentei ler o lance lá do acampamento, mas o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Seymour&lt;/span&gt; de 5 (7?) anos é demais para mim. Ainda assim, curto o lance todo do peixe-banana e etc..&lt;br /&gt;Olho para minha estante e todos os grandes que vejo não mataram ninguém na última página. Mais uma vez admito que posso estar no maior barco furado e morder a língua em menos de cinco segundos, mas a impressão que tenho agora é essa.&lt;br /&gt;Nem o Dom Casmurro, se bem me lembro, não termina assim. E o imenso do Brás, que morre antes de começar? Não um escritor defunto, mas um defunto escritor, não é assim?&lt;br /&gt;De todo jeito, isso de simplificar me parece... barato. E pobre. E pouco... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;caleidoscópico&lt;/span&gt;. E não aquele quebra-cabeça invocado e às vezes chato que a gente meio que sofre para montar e que é mais parecido com a vida do que a imagem estourada com a luz tropical. O mistério, e a sombra, o desconhecido, o inalcançável e a dúvida, a incerteza. Não sei, estou numa onda meio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;tsunâmica&lt;/span&gt; de querer complicar tudo cada vez mais e mais e quando parece que sobra um pedacinho de mundo no lugar a gente vai lá e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;sacode&lt;/span&gt; ele. Assim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;agramaticalmente&lt;/span&gt;, mesmo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Sacode&lt;/span&gt; ele todo, todinho.&lt;br /&gt;Quem vê pensa. Que eu sou qualquer coisa além de uma garota muito da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;certinha&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Fiquei foi com vontade, vendo o filme, de mergulhar no mar, numa dessas tardes tão quentes que tem feito. Mergulhar e esquentar no sol e, depois, me agasalhar e esperar a noite chegar, com tudo que é promessa que só a noite traz. Sinto algo que parece um ímpeto de aproveitar o fim-de-semana, de descer, aproveitar para dirigir, e mergulhar. Como se eu tivesse fim-de-semana, ou semana; como se minha vida, dessa garota tão ordeira, não fosse um mundo em que tudo é possível. Como se eu tivesse patrão e ponto - e salário - para me impedir de fazer o que dá na telha.&lt;br /&gt;Só que nada é possível, não agora, e minha rebeldia e meus impulsos e meu caos são mais pra dentro que pra fora.&lt;br /&gt;Quase sinto tristeza pela prisão que lhes imponho, mas só quase, o fato é que a gente gosta assim.&lt;br /&gt;A gente acha que vale muito o turbilhão interno, num exterior de aparente calma, a gente acha que tem aí uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;idéia&lt;/span&gt; de verdade e pureza e não sei mais o quê que agrada. A gente gosta de ter as coisas meio em silêncio e segredo, como se assim fossem mais fortes, como se assim fossem porque são, não porque a gente quer mostrar. A gente quer mostrar, tanto que vem alardear, mas uma que é para ninguém, duas que, alardeando, é ainda segredo.&lt;br /&gt;O coração selvagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-1079599554167189871?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/1079599554167189871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=1079599554167189871&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1079599554167189871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1079599554167189871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/09/o-bonde-do-dom.html' title='O bonde do dom'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-6158303444284291295</id><published>2010-09-09T22:16:00.003-03:00</published><updated>2010-09-09T22:29:42.902-03:00</updated><title type='text'>Escolinha</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tava&lt;/span&gt; lá a sobrinha brincando no cantinho dela - porque ela tem, de fato, um cantinho, com mesa e cadeira e estante cheia de livro e brinquedo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;badulaques&lt;/span&gt; mil. Cabelo preso por ela mesma, aquela postura de dar inveja, ficava mudando as coisas de lugar, de uma mesa para a outra e eu olhando, tentando entender a brincadeira.&lt;br /&gt;Uma que tudo pra ela é brincar; se acabou de chegar da escola tem que brincar antes de comer ou tomar banho ou fazer a lição; se ainda não foi para a escola, tem de brincar antes de ir, porque vai demorar a voltar; se acabou de acordar, tem de brincar porque talvez depois saia e assim por diante.&lt;br /&gt;Pergunto então do que ela brinca e ela responde:&lt;br /&gt;- De &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;escolinha&lt;/span&gt;. Quer brincar?&lt;br /&gt;E eu numas de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;obviedade&lt;/span&gt; digo que não.&lt;br /&gt;Eu que gostava tanto de brincar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;escolinha&lt;/span&gt; - como imagino que toda criança.&lt;br /&gt;Todo o lance da imaginação infantil, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;né&lt;/span&gt;, de reproduzir o mundo que elas conhecem e ver ali, na sala da casa uma sala de aula, e nas bonecas alunos, e nela a professora e tudo o mais. A gente já &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;dificilmente&lt;/span&gt; consegue ver as coisas assim; depois de um tempo por aqui cansamos de reproduzir o que conhecemos, acho, e começamos mais a imaginar o que gostaríamos de conhecer. Não sei se faz sentido, mas foi o que eu pensei.&lt;br /&gt;Além do mais, carrego comigo - talvez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;impressionantes&lt;/span&gt; - vinte e sete anos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;escolinha&lt;/span&gt;, portanto não vejo mais tanta graça no processo.&lt;br /&gt;Mas a sobrinha lá vê e muita. É um estado de espírito também, isso de ver graça, porque ela vê em tudo, da comida ao banho ao passeio à hora de dormir. De ouvir uma música e sair dançando, de ver um papel e sair pintando, a vida é uma festa.&lt;br /&gt;Diz mamãe que nem eu nem a irmã éramos assim, mas não sei. Éramos, com certeza, mais assim do que poderíamos ser hoje e é difícil a gente não lamentar, nem que seja um pouco, a seriedade que toma conta da vida e nos impede &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;cotidianamente&lt;/span&gt; de festejar.&lt;br /&gt;Mas em algum momento o adulto tem que interferir, de um jeito ou de outro, e eu, como não fiz minha lição-de-casa, sou obrigada a me pôr de castigo.&lt;br /&gt;Sem jantar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-6158303444284291295?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/6158303444284291295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=6158303444284291295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6158303444284291295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6158303444284291295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/09/escolinha.html' title='Escolinha'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4642052024546994557</id><published>2010-09-07T23:02:00.003-03:00</published><updated>2010-09-07T23:42:39.967-03:00</updated><title type='text'>Da reclusão</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tava&lt;/span&gt; uma galera conversando sobre umas figuras x que entraram, uma pra um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;monastério&lt;/span&gt; e outra prum convento. Numas de ser absurdo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;talz&lt;/span&gt;, o que bem acho que é, mas depois fiquei matutando.&lt;br /&gt;Sei lá se atingi de repente, nos últimos dias, um grau absurdo de bizarrice, mas o fato é que meio que não estranhei. Isso vindo de uma pessoa que, em determinado momento, sentiu uma surpresa enorme ao descobrir que uma colega frequentava semanalmente a missa.&lt;br /&gt;Esse lance todo de missa nunca fez parte da minha vida, nem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;direta&lt;/span&gt; nem muito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;indiretamente&lt;/span&gt;, daí achar que era uma coisa totalmente ultrapassada que minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;vó&lt;/span&gt; faz e que não é partilhada pela juventude. Aí ao descobrir isso, que galera da minha idade vai mesmo, toda semana e tudo, me causou um certo choque.&lt;br /&gt;De uma certa maneira a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;idéia&lt;/span&gt; de frequentar a igreja me parece mais esquisita do que se enfiar num mosteiro. O romantismo da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;idéia&lt;/span&gt; é manchado pelos comentários de que monge fica fazendo produto de limpeza para vender em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;feirinha&lt;/span&gt; de fim-de-semana, mas ele não desaparece de todo, o romantismo.&lt;br /&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;idéia&lt;/span&gt; de recolhimento, mesmo, e de uma renúncia verdadeira - porque o legal é o lance ser mesmo de verdade, não pra inglês ver - ao mundo profano parece bonita.&lt;br /&gt;Numas mesmo de olhar ao redor e dizer não. Recusar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;né&lt;/span&gt;? Não aceitar a merda toda e se fechar num prédio, ou sei lá onde - confesso que imagino aquelas construções de pedra com jardins e bosques e espaço e tempo para pensar e ver o céu. De repente eu acho que o cenário todo é mais de viagem no tempo do que qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;Sinto falta de sentir esse tipo de fé, porque imagino que haja nessa escolha muita fé. Ou desespero, ou até &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;piração&lt;/span&gt;, mas não sei até que ponto todas essas coisas se separam. Sinto alguma inveja dessas pessoas que acreditam, mesmo tendo para mim que elas também duvidam. Duvidam, porém, talvez menos do que eu e não consigo deixar de pensar que há grande consolo nisso.&lt;br /&gt;Consolo de que, cara-pálida?&lt;br /&gt;Tão cruel isso que eu faço de achar sempre que o mundo é tão hostil e precisa de compensações pelas merdas todas que tem. Queria, em algum momento, achar meio natural isso dele ser todo errado e talvez então eu acreditasse que não é tão errado assim.&lt;br /&gt;Eu não me enfiaria num &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;monastério&lt;/span&gt; porque super não acredito em nada o suficiente para me submeter a esse tipo de ordem. Não acredito em nada e isso é tão tão doloroso.&lt;br /&gt;Mas, se é pra ser romântica, prefiro esperar um dia ter aqui meu conjunto de crenças mais bem definido que é hoje, ser então uma pessoa muito melhor do que sou, ver por aí mais beleza do que vejo. Espero ser então eu mesma meu próprio retiro, recanto ensolarado onde descansar do barulho do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4642052024546994557?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4642052024546994557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4642052024546994557&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4642052024546994557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4642052024546994557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/09/da-reclusao.html' title='Da reclusão'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-2635134607439001130</id><published>2010-09-02T02:54:00.004-03:00</published><updated>2010-09-02T11:37:14.667-03:00</updated><title type='text'>Corsário</title><content type='html'>Passava essa tarde no Canal Brasil um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;show&lt;/span&gt; do João &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Bosco&lt;/span&gt; e eu, de longe, ouvia a voz dele e do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Djavan&lt;/span&gt; falando de garrafas lançadas ao mar.&lt;br /&gt;Para mim, essa música cheira a Calabouço e noite, a algo que parece outono.&lt;br /&gt;Cheira a lembrança, afinal, e da boa.&lt;br /&gt;Tenho me sentido algo estranha nos últimos tempos, meio que como se eu não soubesse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;/span&gt;qual é o meu lugar. Não que eu ache que a gente em algum momento saiba &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;exatamente&lt;/span&gt; a que lugar pertence, mas pode acontecer de às vezes saber melhor.&lt;br /&gt;E talvez o que tenha me acontecido é que eu achei que sabia, depois sabia que mudaria e mudou, mas não da maneira esperada - como nunca é. Ainda se tivéssemos o consolo de ser como a gente espera.&lt;br /&gt;E depois nos acostumamos tanto ao espaço que ocupamos que, vez em quando, quando o palco se transforma ao nosso redor e sobem panos com cenários pintados em cores diferentes e a música que toca é já outra, quando o de fora muda e nós permanecemos nós, como permanecemos indefinida e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;indiscutivelmente&lt;/span&gt;, parece tão fácil nos perdermos nas cores e sons outros. Como se tudo isso que houvesse do lado de lá do mundo, como se o que estivesse para além das fronteiras desenhadas pelos nossos olhos e ouvidos e bocas e peles, nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;desconcentrasse&lt;/span&gt; e nos impedisse de conhecer, por alguns instantes, o que está do lado de cá. É que, para saber, não basta estar, é preciso, como diria aquele outro, estar atento.&lt;br /&gt;E forte.&lt;br /&gt;Pois eu, nessa noite de quarta que se transforma em quinta-feira, se possível, sei menos ainda da vida do que jamais soube.&lt;br /&gt;"Meu coração tropical está coberto de neve, mas ferve em seu cofre gelado e a voz vibra e a mão escreve mar. Bendita lâmina grave que fere a parede e traz as febres loucas e breves que mancham o silêncio e o cais".&lt;br /&gt;Li em algum lugar, e achei tão bonito, que &lt;span class="status-body"&gt;&lt;span class="status-content"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;"corpo é apenas uma maneira disfarçada de dizer alma".&lt;br /&gt;Isso aqui que sou eu, isso que eu sou, sabendo sem saber, desconhecido enorme, anseia por água.&lt;br /&gt;De onde veio a vida, não é o que dizem?&lt;br /&gt;Que enche e transborda.&lt;br /&gt;Que mata a sede dos olhos, e mata a sede da pele, e mata a sede da boca, e mata a sede da alma.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-2635134607439001130?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/2635134607439001130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=2635134607439001130&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2635134607439001130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2635134607439001130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/09/corsario.html' title='Corsário'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-579862634433786593</id><published>2010-08-23T01:52:00.003-03:00</published><updated>2010-08-23T02:19:26.585-03:00</updated><title type='text'>Um coração...</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tava&lt;/span&gt; super comendo mosca por aqui, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;noitão&lt;/span&gt; de domingo. Tenho às vezes essa sensação que associo à velhice que é passar o dia esperando o dia passar. Sem esperar mais, porque não há. Há somente as horas e o sol a subir, depois a cair, depois a noite chegando e passando e de novo a vinda do sol. O tempo pelo tempo, o que significa a ausência do tempo. O tempo que nada traz nem leva, que passa vazio e anda sem direção.&lt;br /&gt;Um dia depois do outro, sem nada de novo nem diferente, que associo não somente à velhice, mas à velhice esquecida.&lt;br /&gt;E eu tenho vinte e sete anos.&lt;br /&gt;Às vezes me assusto com a minha vida e tenho medo do que será de mim em algumas décadas, porque eu sou, com demasiada frequência, o oposto do que se espera que a juventude seja. Vivi coisas opostas a ela e ainda vivo e me pergunto se chegará o dia em que vou me arrepender, enquanto me debato tentando descobrir como fazer diferente e não sei. Que venha, então, o arrependimento.&lt;br /&gt;Mas sim, eu estava no domingo à noite e assisti a um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;documentário&lt;/span&gt; chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;um coração palestino&lt;/span&gt;, que a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;gnt&lt;/span&gt; passou.&lt;br /&gt;É sobre um menino árabe que foi assassinado na frente de casa, aos 12 anos, porque brincava na rua com uma arma de mentira. Chegou lá um tal de exército e acabou com a brincadeira e, de leva, com o menino. Aí o pai dele resolveu doar os órgãos do filho e o filme fica muito nisso.&lt;br /&gt;Na verdade ele é muito simples e tudo que não é dito - o que é muito - acho que tenta não dramatizar demais a história. Como se fosse possível, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;E o pai é uma figura incrível, sei lá por quê. Tem ali alguma coisa que parece bonita, não sei direito, mas o filme todo passa meio rápido. E eu sinto uma dor, ao vê-lo e imaginá-lo, dessas dores imaginadas, talvez chamada compaixão, talvez porque a dor dele é minha, apesar de não ser e não poder ser. Mas me dói a história dele e imaginá-lo sentindo as coisas que eu acho que ele sentiu. E tem um momento, bem ao final, em que ele olha para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;câmera&lt;/span&gt;, olhos limpos, e diz "vocês aí que tão vendo esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;documentário&lt;/span&gt;, sei lá, mas o que vocês querem que a gente faça?".&lt;br /&gt;E nós, aqui, vendo esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;documentário&lt;/span&gt;... sei lá. Acho que tem partes da gente que morre um pouco de ver. Porque somos nós, afinal, que fazemos essa merda toda e sei lá como faz para desfazer. Morrer um pouco não adianta nada; nem viver um pouco; nem pouco nem muito. Nem sei de que vale, também, o sofrer, se é que vale, ou se é só mais dor a se juntar à imensa bola que corre solta por aí. Dá pra pensar que a saída é ser feliz, mesmo, pura e simplesmente. Mas o caminho até ela...&lt;br /&gt;O tempo e o coração, hoje, estão contra mim.&lt;br /&gt;Não há transplante possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-579862634433786593?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/579862634433786593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=579862634433786593&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/579862634433786593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/579862634433786593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/08/um-coracao.html' title='Um coração...'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8131150417721210488</id><published>2010-08-22T18:41:00.004-03:00</published><updated>2010-08-22T20:13:42.483-03:00</updated><title type='text'>Aleluia</title><content type='html'>Sim, dessa vez em Agosto.&lt;br /&gt;Chegaram neste final de semana aqueles bichinhos que anunciam o fim do inverno.&lt;br /&gt;Eu sei, eu sei, nós aqui não temos inverno, mas frente-fria ou não, mas ainda assim. Mesmo sem frente e mesmo com o forte calor que esquenta nossos dias, as noites são mesmo frias. Talvez não realmente frias, mas ainda exigem casacos e cachecóis e etc.&lt;br /&gt;Mas quando chegam, os tais bichinhos - diz o Aurélio serem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cupins&lt;/span&gt;, "que abandonam o ninho no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;vôo&lt;/span&gt; nupcial", olha que coisa incrível de se imaginar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;insetos&lt;/span&gt; fazendo: a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;cupim&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;vestidinho&lt;/span&gt; e branco e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;talz&lt;/span&gt;, andando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;virginalmente&lt;/span&gt; por uma igreja, onde a espera o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;cupim&lt;/span&gt; de fraque - vêm dizer que logo logo vai esquentar a sério. E as noites serão agradáveis, por um tempo, com brisa fresca, às vezes algo fria; e depois serão quentes, até difíceis, noites de verão.&lt;br /&gt;Como é doce o tempo que não é.&lt;br /&gt;Eu sinto agora falta do calor como sei, com essas certezas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;inabaláveis&lt;/span&gt; nascidas da experiência, que sentirei, então, falta do frio. O tempo que virá ganha sempre do que está, porque o ideal é perfeito, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Mas eu tenho tentado, daqui, aproveitar mesmo o que é. Aproveitar as noites frias pesadas de cobertas e as bebidas quentes ou encorpadas e as comidas pesadas e as roupas de lã e em camadas e o vento que faz barulho na minha janela.&lt;br /&gt;Não consigo, porém, evitar de ansiar por noites mais leves, de menos roupas e uma maior disposição que, afinal, talvez não exista.&lt;br /&gt;E eu sei que já escrevi talvez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;exatamente&lt;/span&gt; as mesmas coisas aqui. É só que tenho me dado conta, ultimamente, da minha relação absurda com o tempo; isso de ele ir e ficar e de passar e tantas e tantas coisas mudarem e tantas outras permanecerem iguais.&lt;br /&gt;Acho que tenho mesmo essa relação algo autista com o mundo, como fui acusada de ter recentemente - e, pensando assim, acredito me diferenciar do normal das pessoas.&lt;br /&gt;Sendo igual ou diferente, penso que as coisas ficam demais para mim e pareço então viver num mundo que já não é, enquanto eu ainda sou.&lt;br /&gt;Eu sou ainda, o resto não mais.&lt;br /&gt;A questão que fica é se é possível viver na incongruência ou se eu terei de avançar, ou o resto terá de regressar, ou nos encontraremos no meio do caminho.&lt;br /&gt;Talvez também eu anuncie o fim do inverno e a chegada da primavera em mim. E, como as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;aleluias&lt;/span&gt;, possa afinal sair.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8131150417721210488?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8131150417721210488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8131150417721210488&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8131150417721210488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8131150417721210488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/08/aleluia.html' title='Aleluia'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-423966206791584790</id><published>2010-08-19T23:18:00.003-03:00</published><updated>2010-08-19T23:29:27.012-03:00</updated><title type='text'>Meio</title><content type='html'>Eba, hoje eu completo meio ano de vida!&lt;br /&gt;Além dos 27 inteiros que o precedem, obviamente.&lt;br /&gt;Nem acho isso importante, é que queria escrever um lance e deu errado, porque... enfim, porque as coisas às vezes dão errado na vida, né? E eu, como sou tagarela, quando não posso falar da coisa, falo sobre o porquê de eu não poder nela falar.&lt;br /&gt;Tenho essa relação estranha com o tempo, em que passo grandes períodos sem saber direito o dia, do mês ou da semana; então nunca prestaria atenção a uma data como essa, não fosse pela coincidência de ter prestado.&lt;br /&gt;Mas, por um lado, esses marcos podem ser importantes para a gente notar mesmo que ele passa, inexoravelmente. Passa todos dias e - pecado! - segundos e vai-se embora mesmo de verdade, sem blefe e sem volta.&lt;br /&gt;Metade dos meus 27 já foram e foram bem idos. Foram também mal idos, que isso das coisas serem uma só não praticamos.&lt;br /&gt;Eles vão e eu também e esperemos que eu - que volto - volte melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-423966206791584790?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/423966206791584790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=423966206791584790&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/423966206791584790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/423966206791584790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/08/meio.html' title='Meio'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-351734037270699929</id><published>2010-08-18T03:41:00.004-03:00</published><updated>2010-08-18T05:10:02.561-03:00</updated><title type='text'>Quebra, cabeça!</title><content type='html'>Tive um professor na faculdade, figura importantíssima na minha história profissional (se é que se pode assim chamá-la) que tem uma característica que invejo.&lt;br /&gt;Talvez ele não tenha sido a primeira pessoa que conheci com essa característica, mas certamente é a que a tem mais acentuada.&lt;br /&gt;E foi com ele que percebi que me falta inteiramente.&lt;br /&gt;A capacidade de pensar antes de falar.&lt;br /&gt;Nem sei, na verdade, de que me adiantaria, porque normalmente eu penso em tal turbilhão que talvez não fizesse diferença alguma. E não sei se sou, nisso, diferente do restante das pessoas, mas sou incapaz de pensar... não sei se linearmente é a palavra, mas pensar com começo, meio e fim. E talvez mesmo eu revele a dimensão da minha ignorância, mas é que li esses dias um cara, num livro, dizer que ia pensar num assunto, aí pensava nele, depois pensava em outro, depois em outro e depois terminava de pensar.&lt;br /&gt;Reconheço que toda essa baboseira pode não passar de recurso narrativo do autor, mas ela me faz pensar irremediavelmente no meu turbilhão. E mesmo sem a tal fala, às vezes me disponho a pensar num assunto e nunca consigo. Quando tenho que tomar uma decisão ou assim. Sento-me num lugar qualquer, ou me deito, e declaro: vou pensar sobre isso. E nada. Lembro de coisas, projeto coisas, mudo de assunto, relembro pessoas, projeto pessoas, mudo de assunto, penso na fome, no frio ou calor (sempre algum dos dois), sinto sono, quero ler um livro, ver um filme, chorar, ligar pra alguém, lembro que esqueci do assunto sobre o qual ia pensar e tento pensar nele e mudo de assunto.&lt;br /&gt;De vez em quando acontece de eu decidir, mas acredito que, no final das contas, mais por instinto que reflexão.&lt;br /&gt;Ou, se há reflexão envolvida, ela é toda quebradiça, não gera uma imagem límpida e reconhecível, é um quebra cabeças desmontado, com algumas peças repetidas  e outras ainda viradas para baixo.&lt;br /&gt;Isso tudo só para falar em pensar. Pensar e então falar é exercício impossível para mim.&lt;br /&gt;Aí o resultado são aquelas lambanças terríveis. Pega de surpresa, conto mentiras imbecis, absolutamente óbvias, quando seria bem mais fácil dizer a verdade, se eu apenas pensasse antes de falar. Invento desculpas esfarrapadas, digo besteiras gigantescas; às vezes cometo a bizarrice gigantesca de pensar, antes de falar - mas mesmo antes, tipos cinco minutos e tal - e quando chega a hora, esqueço o que pensei e falo merda.&lt;br /&gt;Sei lá se é trágico ou cômico, muito provavelmente é os dois, mas o que tenho total certeza é que vivo me metendo em enrascadas. Se não pela coisa em si, pela culpa que depois me assola, a repreensão e a inconformidade com a minha inabilidade.&lt;br /&gt;E as perguntas incessantes de por que eu faço isso assim, por que não fiz isso assado e tudo o mais. E as promessas?&lt;br /&gt;Da próxima vez, vou pensar; vou ficar em silêncio cinco segundos e pensar e então responder/dizer/fazer de maneira a depois não me torturar.&lt;br /&gt;E a próxima vez, ou essa próxima vez, nunca chega. E sempre o embaralhamento.&lt;br /&gt;Ia dizer isso por algum motivo que já esqueci.&lt;br /&gt;Perdeu-se no quebra-cabeças do avesso do meu espelho quebrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-351734037270699929?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/351734037270699929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=351734037270699929&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/351734037270699929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/351734037270699929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/08/quebra-cabeca.html' title='Quebra, cabeça!'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-2943863355459390410</id><published>2010-08-14T00:36:00.005-03:00</published><updated>2010-08-14T01:31:15.264-03:00</updated><title type='text'>Medo</title><content type='html'>Acordei de sonhos intranquilos, mas não li o Kafka nem ouvi o Otto.&lt;br /&gt;Sonhei que estava na minha casa, essa mesma em que vivo.&lt;br /&gt;Sonhei que estava de camisola, essa mesma que visto.&lt;br /&gt;Sonhei que era noite, como é, e que fazia um friozinho bão, como faz.&lt;br /&gt;Sonhei que não conseguia dormir com medo de que entrasse alguém aqui. Não sei se por isso acordei, mas de fato acordei.&lt;br /&gt;Sentia algum frio então busquei mais cobertas. Fui ao banheiro, pensei em comer, pensei em beber, pensei em dizer.&lt;br /&gt;É interessante porque, vivendo numa cidade relativamente grande e perigosa, eu tenho sim algum medo mas não muito. Ou não tanto medo - não em comparação ao comum das pessoas, mas à histeria e neurose cujo potencial sinto em mim com demasiada frequência.&lt;br /&gt;Numa noite dessas, chegando em casa à minha rua quase deserta, levei um susto. Ninguém passa pela minha rua, ela não leva a lugar nenhum, então normalmente entro nela sozinha. Por acaso, enquanto eu esperava o portão abrir, um carro virou a esquina e parou atrás de mim. Em milésimos de segundos imaginei assaltantes saindo dele e me abordando e resolvi ir embora. O lance todo de os caras não poderem entrar na casa e etc. Arranquei e desci a rua e, antes de seu curto fim, percebi que o carro que me seguia andou um pouco e parou. Pensei "putz, os caras vão me esperar, porque viram que eu tava entrando e saí com medo; sabem que vou dar uma volta no quarteirão e voltar". Neurose, né? Mas pelo menos eu não tava chorando nem ligando pra polícia. Fiquei pensando que a gente tem esse reflexo de sair, mas o meu ao menos para por aí. Sem plano. E depois, pra onde ir? Enquanto andava por ruas próximas, procurava pelo meu cérebro sem senso de localização alguma delegacia perto, cujo caminho me fosse possível desvendar.&lt;br /&gt;Procurava em vão, como procuramos uma palavra que está na ponta da língua e não vem. Como se soubéssemos alguma coisa, mas ela estivesse encoberta por um véu que não podemos desfazer ou dissipar. Tanta coisa dá essa sensação. Senti há pouco com uma música; ouvi na rádio e soube antes de saber as palavras que era da Adriana Calcanhoto e que eu conhecia muito e precisei de vários segundos para reconhecer completamente, nome e voz, e é engraçado porque não é um descobrir ou lembrar, é mesmo como se soubesse instantaneamente mas nublado. Saber nublado, parece bem.&lt;br /&gt;Mas ia lá eu, nublada sem saber o caminho, quando percebi que o mesmo carro que me assustara estava atrás de mim. Dei-lhe uma pequena fechada num farol e resolvi virar uma rua, em direção à casa ou qualquer outro lugar, pensando que se ele me seguisse, corria para a polícia.&lt;br /&gt;Não seguiu. Nem acho que era um assaltante desencorajado, mesmo uma pessoa perdida que calhou de estar num lugar algo ermo e me assustar à toa.&lt;br /&gt;Depois disso, num carro desconhecido, saí por horas, também na noite deserta, e deixei uma janela aberta. Não um pouco aberta, mesmo escancarada. Percebi sei lá como quando voltei, olhei assustada para o lado, bati a mão no vidro inexistente e pensei "poxa, não é que esse mundo não é o terror que a gente acredita ser?". Não se isso é ser otimista ou maluca, mas é que nem tudo que poderia dar errado na vida efetivamente dá e isso pra mim é motivo de consolo.&lt;br /&gt;Tenho, porém, medo, mas também não tenho. Não me lembro de um passado recente em que perdi o sono por temor, pelo menos não de algo concreto.&lt;br /&gt;De não terminar um trabalho, perder o prazo, ser escrachada, reduzida a migalhas, metaforicamente, lá isso acontece.&lt;br /&gt;Mas a repressão funciona melhor com pequenezas mundanas como assalto e violência, ou porque não há mesmo como evitá-las ou porque elas são de fato menos aterrorizantes que o esmigalhamento. Já aconteceu, inclusive, de as enfrentando eu chamar o sono, como fuga bendita que ajuda a noite a passar.&lt;br /&gt;Não acordei em pânico, nem sequer acredito que acordei por medo. Sonhei com medo e acordei, como se as duas coisas não se relacionassem. Será absurdo pensar isso? É que às vezes a gente tem mesmo uns pesadelos que nos despertam em desespero, toda aquela história de uma saída para algo terrível, mesmo insuportável, então nosso corpo sabiamente desperta.&lt;br /&gt;Tenho medo e não tenho, mas acho que o que tenho mesmo é essa insônia torta, que me impede de dormir cedo e aproveitar o escuro, que gosta de aproveitar a noite e perder o começo do dia, que me acorda sempre e me faz sempre estar acordada às meia-noites.&lt;br /&gt;De repente há algo em mim que ama a meia noite e me obriga a apreciá-la, mesmo quando não sei de mim nem das horas.&lt;br /&gt;De repente há algo que sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-2943863355459390410?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/2943863355459390410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=2943863355459390410&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2943863355459390410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/2943863355459390410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/08/medo.html' title='Medo'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8305438554625460778</id><published>2010-08-12T02:56:00.005-03:00</published><updated>2010-08-12T03:19:57.498-03:00</updated><title type='text'>Sem jeito</title><content type='html'>Nem por nada, mas é só que eu sou tão tão besta.&lt;br /&gt;Tenho sido a vida toda, desde que posso lembrar.&lt;br /&gt;A gente acha, ou eu achei, que chega um momento em que isso para, mas eu me vejo aqui, do alto dos meus vinte e sete anos e meio de vida e pronto. Mesmíssima coisa.&lt;br /&gt;A gente acha que vai saber melhor, com o passar do tempo, mas desconfio que acontece da gente saber menos.&lt;br /&gt;Toda aquela coisa de só a mais pífia juventude poder se achar velha e sábia. Só mesmo o cúmulo da ignorância para achar que sabe alguma coisa e eu confesso que, muitas vezes, acho.&lt;br /&gt;Acho que sei mais e melhor, quando consigo pensar na minha vida e na minha história, com plena consciência, em termos de dez ou quinze anos atrás. Pensar num livro que li e fazer as contas e achar que pode fazer quase vinte anos. Saber que há dez me formava no colegial. Há quase isso começava a dirigir. Isso do tempo passar e ir aumentando a distância entre a memória e o presente.&lt;br /&gt;Então muitas vezes subo no pedestal e, ali de cima, normalmente sei que tudo ali, eu e meu olhar, não passa de uma farsa. Tenho até a humildade de me referir a ele com alguma ironia, dizendo as maiores verdades "do alto dos meus vinte e sete anos". E quando me acontece de dar lições de vida e bom comportamento por aí, tenho o bom senso de admitir que não sei do que estou falando, apesar de falar e infligir às palavras a maior propriedade.&lt;br /&gt;Esse estado inerentemente contraditório da existência, que às vezes nos exaspera e tira o sentido das coisas e, noutras, parece ser a graça de tudo.&lt;br /&gt;É só que eu me acho adulta e falo toda impostada quando na verdade sou é criança e criança besta.&lt;br /&gt;Sou, agora, e pode ser que daqui a um nada não seja mais. Por outro lado, se sou ainda talvez seja sempre.&lt;br /&gt;Talvez eu volte em mais vinte e sete anos e meio com um veredito e então saiba alguma coisa de verdade. Até lá, sei com certeza - juvenil ou não - que sou besta e sem jeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8305438554625460778?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8305438554625460778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8305438554625460778&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8305438554625460778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8305438554625460778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/08/besta.html' title='Sem jeito'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-7241057845982992107</id><published>2010-08-08T00:32:00.003-03:00</published><updated>2010-08-08T01:14:56.831-03:00</updated><title type='text'>Caipira</title><content type='html'>Diz o relógio, ou sei lá quem que na verdade guarda o tempo, que já é 8 de agosto.&lt;br /&gt;8 de agosto já não significa que o ano acabou? Já passou da metade, aí pra chegar natal e todo o resto é um pulo e eu, que não guardo nada, perdi totalmente a noção dos dias.&lt;br /&gt;Sempre me irrita essa história de "nossa, como esse ano passou rápido" porque todos os anos passam rápido e a gente não cansa de se surpreender com isso. E tem todo o resto, né? De que, durante, parecia que ia devagar mas de repente acabou.&lt;br /&gt;E se você é um otimista, foi um ano fantástico.&lt;br /&gt;Se é um pessimista, ou apenas ligeiramente dramático, foi o pior da sua vida.&lt;br /&gt;Aí depois começa aquela baboseira toda dos planos, como se o próximo fosse ser diferente, mas ele também vai parecer devagar, terminar de repente e ser lindo ou terrível.&lt;br /&gt;Mas ele vai, foi e sei lá.&lt;br /&gt;Inventei hoje de sair de casa e foi um erro. Onda consumista e aquilo tudo, somado ao fato de a frente fria ter partido e a tarde ter sido mesmo quente.&lt;br /&gt;E as pessoas, olhava para elas nas ruas e mesmo as odiava. Desse ódio que só pode ser impessoal, porque à distância a gente não tem que reconhecer motivos e passados e lados bons nem nada, não tem que reconhecer e se preocupar com o sentimentos das pessoas e podemos com mais facilidade ser pura e simplesmente levianos.&lt;br /&gt;Mesmo assim, ele traz consigo alguma culpa que nos faz querer apagar a palavra e matizar o sentimento com um "detestar" ou "desgostar" ou "incomodar". Seja por reconhecer que talvez elas não fossem assim tão más, ou que nós não sejamos assim tão maus, ou que há aí algum exagero, ou um "o que vão pensar de mim se eu disser isso" qualquer. Mas hoje escolhemos ficar do lado negro e deixámo-la aí.&lt;br /&gt;Acho muita graça nisso da gente sentir esse amor universal pela humanidade e detestá-la na mesma medida. Amar o povo à distância, já tanta gente não falou sobre isso?&lt;br /&gt;Minha contribuição em não tornar esse mundo uma merda maior do que já é está em admitir que o problema sou eu. Sei lá se as pessoas são amáveis ou não, mas também não me interesso em saber porque sou, afinal, anti-social. Fico pensando, em momentos assim, que devia ir morar na roça, sem vizinhos nem ninguém por perto, para poder ficar sozinha e não detestar ninguém, ignorando algo conscientemente que então sempre poderei me odiar. O x da questão é sempre a gente, né não?&lt;br /&gt;Mas eu também gosto muito das pessoas, quando estou no clima de apreciá-las e quando elas fazem coisas bonitas, quando torcem ou rezam ou cantam juntas.&lt;br /&gt;Esses dias fui levar a sobrinha para a escola, uma nova escola, uma - algo - grande escola e não sei. Deixei-a sozinha ali na sala e ela ficou, porque ela é de ficar. Criança corajosa, a sobrinha. Nova escola sem manha, sem reclamar, sem querer colo, sem querer ir embora. Ela vai e encara, do jeito dela que é, de começo, silencioso. Arregala os olhos castanhos e fica em silêncio e só olha e depois não diz a ninguém o que viu, pensou ou sentiu. Encara em silêncio e eu acho admirável, porque eu velha sou de choramingar e fazer birra e não querer ir e pedir socorro.&lt;br /&gt;Deixei-a sozinha na sala e ela ficou e foi, chamada por uma garotinha como eu também fui um dia, quando já era muito maior.&lt;br /&gt;Quando saía, olhei pela janela e ela estava lá, com as outras crianças naquele barulho enorme, ainda em silêncio, ainda olhando e não parecendo estar bem nem mal, parecendo estar ali decidindo.&lt;br /&gt;Também eu calei. Mas, por um instante, amei ali aquelas pessoas que não faziam nada de especial, só eram como podiam ser e faziam o que podiam fazer e, sendo ainda tão pequenas, faziam e eram mais do que estamos acostumados a ver.&lt;br /&gt;Tão opostas as minhas reações às mesmas banalidades e ambas também tão sem importância, na ordem do dia.&lt;br /&gt;É só que hoje eu fui atacada pela fobia social e não achei grande consolo em saber que há por aí outros que a partilham comigo. Talvez achasse, se pudesse amaldiçoar com eles.&lt;br /&gt;Mas é já 8 de agosto e nosso tempo passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-7241057845982992107?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/7241057845982992107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=7241057845982992107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7241057845982992107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7241057845982992107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/08/caipira.html' title='Caipira'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8849136073043116641</id><published>2010-08-02T13:55:00.004-03:00</published><updated>2010-08-02T14:31:46.787-03:00</updated><title type='text'>Fim feliz</title><content type='html'>Inventei de assistir o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bonecas russas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Não, não é assim que começa.&lt;br /&gt;Foi-me perguntado, quer dizer, não somente a mim, que filme eu vi ultimamente de que gostei.&lt;br /&gt;Uma que a pergunta é estranha pra caramba. A pessoa que a fez era só um pouco estranha e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tava&lt;/span&gt; naquelas de puxar desesperadamente assunto. E desespero é das coisas menos atraentes do mundo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;exceto&lt;/span&gt; quando é a mais. A segunda opção é mais rara e de um tipo diferente; mais comum mesmo é a primeira, que leva a pessoa a fazer perguntas desse tipo.&lt;br /&gt;Ou talvez o problema fosse o alvo. Se fosse dirigida a adolescentes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;bobinhas&lt;/span&gt;, elas talvez respondessem um "crepúsculo" da vida ou assim. E tirassem da carteira ou da bolsa as figurinhas do filme, ou o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;pôster&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;carinha&lt;/span&gt;, ou mostrassem a tatuagem que fizeram em homenagem àquela que é a melhor história de todos os tempos.&lt;br /&gt;Ou eu é que sou mesmo irrevogavelmente arrogante, mas acho que a gente chega a um momento da vida em que não sabe bem responder a essas coisas. Acho que, na verdade, sempre estive mais ou menos nesse momento. Ou você me pega na onda de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;empolgação&lt;/span&gt; de alguma coisa que acabei de ver, ou a pergunta suscita uma explosão de imagens e nomes no meu cérebro que me paralisam e impedem uma resposta inteligível.&lt;br /&gt;E às vezes a resposta não vem por algo de preguiça, quando antevejo que, número 2 do formulário, segue o temido "por quê?". Pergunta essa que, apesar de fazer incansavelmente, sou, via de regra, incapaz de responder.&lt;br /&gt;Por que gostei de tal filme? Sei lá, gostei, achei bonito, me tocou, achei bonito, gostei. Porque sim. Não te interessa. Não enche o saco.&lt;br /&gt;Mas eu, numa onda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;incomum&lt;/span&gt; de boa vontade, fui tentar responder amigavelmente. Dizendo, claro, que não sei e isso e aquilo.&lt;br /&gt;Falou-se de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Amélie&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Poulain&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e eu me dei conta, também influenciada por outro da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Audrey&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Tatou&lt;/span&gt;, que filmes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;felizinhos&lt;/span&gt; demais me deprimem.&lt;br /&gt;Gostei demais da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Amélie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, assisti várias vezes e minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;reação&lt;/span&gt; variava: podia me deixar feliz e leve ou, em uma palavra, triste.&lt;br /&gt;Fiquei pensando nisso, porque inventei de assistir às tais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bonecas russas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Isso de finais felizes meio que me deprimem, porque eu meio que me dou conta de que... bem, eles não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;exatamente&lt;/span&gt; existem, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;né&lt;/span&gt;? Aí quando são assim mais forçados, em filmes piores, tudo bem porque, beirando o ridículo, não despertam nenhum tipo de ânsia.&lt;br /&gt;Mas, por exemplo, a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Amélie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, é tão bonitinho e dá tanta vontade de viver naquele mundo, com aqueles sons e aquelas cores e aquela luz, de viver naquele apartamento e trabalhar naquele bar e encontrar um álbum e tudo o mais. Li esses dias uma notícia dizendo que não sei quem não sei aonde encontrou uma mala de cartas numas montanhas quaisquer, de um avião de correio que caiu não sei quando. E eu não tenho uma vizinha esperando notícias do marido desaparecido. Ou tenho, mas não conheço porque não é da minha natureza conhecer. E, se tivesse e soubesse, será que forjava uma carta, banhando-a em chá para parecer antiga?&lt;br /&gt;De repente, a verdade nua e crua é que eu, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;euzinha&lt;/span&gt;, não tenho aqui dessa leveza necessária para nada disso. Não tenho essas cores e esses sons e esses lugares. Sou dura e pesada e, só de vez em quando, gosto de ser assim. Noutras, acho triste.&lt;br /&gt;Vi de novo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bonecas&lt;/span&gt; e, ao contrário da primeira vez, não me convenceu. Se visse o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;albergue&lt;/span&gt;, podia ter também a mesma sensação, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Jens&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Murari&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Katia&lt;/span&gt;, não Xavier.&lt;br /&gt;E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Maíra&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Daí é que não se escapa.&lt;br /&gt;E todo o lance do filme terminar e a gente, de fora, continuar. E continuar. E continuar. Que é bom, claro. E, claro, mau.&lt;br /&gt;É só que às vezes bate um cansaço, principalmente porque tenho pensado nisso da vida como eterna, até o fim. E como o fim ainda não é agora, não existe.&lt;br /&gt;Então, eterna e cansada.&lt;br /&gt;Busco, então, por aí, alguém que fale com a minha melancolia, que a partilhe comigo, que a sinta como sua, apesar de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;sabê&lt;/span&gt;-lo impossível. Ou impossível agora ou impossível pra sempre.&lt;br /&gt;Começo, essa tarde, a sudoeste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8849136073043116641?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8849136073043116641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8849136073043116641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8849136073043116641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8849136073043116641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/08/fim-feliz.html' title='Fim feliz'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3825459836649158726</id><published>2010-07-29T00:38:00.003-03:00</published><updated>2010-07-29T01:03:09.933-03:00</updated><title type='text'>Transylvania</title><content type='html'>Dizia, há pouquíssimo tempo, de uma cena de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Transylvania&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, filme que vi há já algum tempo, num cinema que hoje está fechado. Vi, no cinema, porque era com um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ator&lt;/span&gt; de outro filme de que tinha gostado muito. Vi e gostei e me lembro, de vez em quando.&lt;br /&gt;Comentando, senti vontade de ver. Rever e aquilo tudo. Muitas e muitas peripécias para encontrar o filme, numa delas me caiu em mãos, como por acaso, a trilha sonora, de que ouvi falar muito bem.&lt;br /&gt;Nesse começo de dia, então, já sentada, me ponho a ouvi-la.&lt;br /&gt;O filme todo cigano e a trilha toda cigana.&lt;br /&gt;De um som que me faria sair de mim, se eu soubesse fazê-lo.&lt;br /&gt;Do tipo que te tira, se você se permitir ir.&lt;br /&gt;Eu não me permito. Por mais que reclame, com constância excessiva, de não poder nunca sair de mim, de estar cansada e querer um tempo fora, a verdade que me assola agora, enquanto ouço uma música que só posso definir como livre, é que estou presa demais a mim mesma para arriscar sequer uma olhadela porta afora.&lt;br /&gt;Venho pensando, há já alguns dias, que isso de liberdade não existe. Talvez eu estivesse errada e ela não existe apenas para mim, porque imagino que me libertar é estar em tal lugar, sob tal luz, ouvindo tais coisas e não é. Liberdade é ser livre agora, com luz estourada e saia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;jeans&lt;/span&gt;. Sem o refúgio de paredes escuras e luz suave, sem o refúgio de estrelas que brilham ou lua que se esconde. É na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;eletricidade&lt;/span&gt; e a portas abertas. Com quem quiser ver. E ser. É de cara limpa, sem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;subterfúgios&lt;/span&gt; nem escudos.&lt;br /&gt;Pois sim, eu sou e estou presa em mim, nas coisas que acredito, nas escolhas que faço, na corda com que me enrolo e que é feita de tudo aquilo que acho que devo ser.&lt;br /&gt;Não sei ainda se esse é um caminho a que poderei, um dia, chamar de correto. Ou se sou, como já fui acusada, pura e simplesmente covarde. Ainda essa dúvida me prende, como se eu precisasse de mais correntes.&lt;br /&gt;Ouço, no entanto, portas se abrindo e paredes rachando e o vento levando consigo tudo o que encontra pela frente. O vento indo e ficando e não sei se estou nele, nem se agora me perco ou me acho.&lt;br /&gt;O perder-se já veio por aqui, com a mesma desculpa. Em outra vida que é tanto a mesma.&lt;br /&gt;Não li o desabafo que já uma vez saiu, para tentar entender quem sou agora, sem me espelhar na que fui.&lt;br /&gt;Mais uma vez, visito-me e em mim estou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3825459836649158726?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3825459836649158726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3825459836649158726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3825459836649158726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3825459836649158726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/07/transylvania.html' title='Transylvania'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-4379155264014207800</id><published>2010-07-27T15:20:00.005-03:00</published><updated>2010-07-27T15:52:10.350-03:00</updated><title type='text'>Deus me livre de ser ladrão!</title><content type='html'>A sobrinha contando, totalmente do nada, de um dia em que estava na escola e todas as crianças brincavam no parquinho.&lt;br /&gt;Eu imaginando os pimpolhos fazendo bolo de lama e pendurados no trepa-trepa.&lt;br /&gt;A sobrinha continua, dizendo que fulano e fulano eram polícia e tinham que pegar os outros.&lt;br /&gt;Entendo, afinal, que a brincadeira era o famoso polícia-e-ladrão, das brincadeiras favoritas da minha infância. Bate aí uma vontade louca de brincar e penso que não há mais oportunidades. Quase diria "tantas", mas o fato é que, há já muitos anos, não há nenhuma. Nem em reuniões de adultos bobos, querendo voltar no tempo, não surge uma alma santa dizendo "vamos brincar de polícia-e-ladrão?" Quem sabe, da próxima vez, se me lembrar, eu faço o papel de alma santa. Mas aí é aquela coisa toda, das roupas e sapatos inapropriados para correr, do almoço que tem de sair, da cerveja que vai esquentar, disso e daquilo que nos diferencia inexoravelmente do mundo da sobrinha.&lt;br /&gt;Fica então a lembrança, principalmente do predinho, com sua piscina que não enchia e servia às vezes como cadeia, noutras como campo de futebol de gol-a-gol. Do quarteirão em que se brincava de fugir da autoridade, e ficar bolando estratégias e esconderijos para não ser capturado. Eu nunca fui uma criança veloz, apesar de não ser daquelas bobocas que ficam de fora da educação física. Gostava mesmo de esportes, era das melhores jogadoras de handebol, basquete e vôlei, só no futebol é que não fazia grande coisa. Mas ser das melhores jogadoras, afinal, nunca importou muito, visto as outras jogadoras serem normalmente metidas a dondocas que preferiam tricotar a marcar pontos. A prova mesmo era brincar com os meninos e eu normalmente não fazia tão feio, apesar de não figurar mais entre os melhores de nada.&lt;br /&gt;Eu nunca fui rápida, mas tinha lá outras habilidades. No polícia-e-ladrão, era difícil me pegarem, porque eu ficava me movimentando, em vez de ficar escondida esperando ser encontrada. Se visse a polícia procurando num esconderijo manjado estava feita: esperava ela ir embora e me mocozava ali, porque ela não mais voltaria a um lugar em que já procurou. Lembro de uma vez em que uns meninos subiram numa pitangueira do predinho e pronto, acabou ali a brincadeira. Sei não como se descobriu que eles estavam lá, porque a tendência mesmo é a gente procurar a rés-do-chão,  mas, mesmo expostos, era impossível pegá-los porque os do chão não sabiam subir aos ares.&lt;br /&gt;Perguntei então à sobrinha se ela preferia ser polícia ou ladrão e a resposta, "deus me livre de ser ladrão", me pegou um pouco de surpresa.&lt;br /&gt;Porque claro que todo mundo sabe que é muito mais legal ser ladrão, porque é mais divertido e mais fácil. A polícia vai lá, prende os caras, tem que deixar um guarda, mas mesmo assim os bandidos sempre conseguem se libertar, numas de "salva-o-mundo", e o trabalho não termina. E fugir é mais fácil que capturar.&lt;br /&gt;Senti, talvez forçando a barra, um lance moral na fala da sobrinha. "Deus me livre de ser ladrão" . Não deve ter mesmo a ver com a brincadeira, alguém deve ter lhe ensinado - eu não fui, acho - que ser ladrão é mau.&lt;br /&gt;Não duvido que seja um bom valor, mas que torna a brincadeira mais chata, isso lá torna.&lt;br /&gt;Aí essa reflexão superficial entra na conta daquela outra, sobre as canções de ninar que sempre trazem imagens aterrorizantes. Das coisas que ensinamos às nossas crianças, né?&lt;br /&gt;Problema gigante esse, porque também é um saco isso do politicamente correto. "Ah, então ser polícia na brincadeira é melhor, porque deus me livre de ser ladrão". Também é ser literal demais e levar as coisas a sério demais. Até porque isso da moral é amplamente relativo. Mas, sim, devemos ensiná-las a não roubar e tudo aquilo.&lt;br /&gt;É só que, moral à parte, a diversão mesmo está em fugir e enganar. Na hora da brincadeira, o valor mais precioso devia ser o deus-me-livre-de-ser-chato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-4379155264014207800?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/4379155264014207800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=4379155264014207800&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4379155264014207800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/4379155264014207800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/07/deus-me-livre-de-ser-ladrao.html' title='Deus me livre de ser ladrão!'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-5798256068092356160</id><published>2010-07-26T20:20:00.005-03:00</published><updated>2010-07-27T21:27:06.560-03:00</updated><title type='text'>Errar</title><content type='html'>Um dos aspectos mais interessantes de manter um registro como esse que me acompanha praí há dois anos é a possibilidade de perceber as mudanças que nos acontecem e que, de outra maneira, poderiam ficar melhor camufladas.&lt;br /&gt;Mas também as mudanças não saltam aos olhos por vezes, ou não aos nossos olhos, viciados demais em nós mesmos para nos ver com alguma clareza. Inconstantes que somos, somos também sempre nós. E os clichês se reproduzem.&lt;br /&gt;Eu percebo, nesse começo de noite invernal, algumas das transformações que se estamparam aqui. Acho que a principal aconteceu, talvez de maneira óbvia, sem eu me dar conta, no próprio modo de escrever. Penso que antes, nesse antes idealizado que pode ser, eu normalmente vinha com uma idéia e um fim e fazia, com os dois, o caminho para deixar as palavras. Mas eu ia a algum lugar, conhecia o fim da estrada.&lt;br /&gt;E hoje eu não sei. Só que é engraçado e uma dessas peças que a vida nos prega o fato de, antes, com o objetivo claro, eu ser ainda mais perdida do que sou agora. Como se a certeza do destino fosse dessas coisas que só um coração jovem pode ter. Como se o destino, afinal, fosse um eterno perder-se a que nos acostumamos e o tempo apagasse as certezas e os caminhos e deixasse alguma outra coisa. Ou não deixasse nada, porque a verdade de hoje é que só existe nada, e esse nada é o mesmo sentido da vida.&lt;br /&gt;Então a eu que sou hoje, velha, não sabe aonde vai. Nem por onde. Nem como. Sabe de vez em quando que quer alguma coisa, seja fazer ou escrever. Sabe que gosta de realizar esse desejo, então vem, vez por outra, dizer coisas que nem sabe o que são. Sabe que sente, mas não lhes conhece o nome. Ou acha melhor calar, porque... porque. Sabe que sente e vem e para de repente, porque não sabe nunca se chegou aonde deveria.&lt;br /&gt;Não há começo, meio e fim na vida, porque haveria no texto?&lt;br /&gt;Só idéias desconjuntadas, que fazem sentido na cabeça e, transpostas em palavras, formam uma imagem difícil de decifrar e sempre tão diferente da original. E aquém. Ou nem aquém de fato, só na aparência deturpada pela imagem elevada demais que tenho de mim.&lt;br /&gt;Não sei, o fato é que chega ao fim uma segunda-feira que, pra mim, não teve cara de segunda-feira. Isso das férias que me concedi, sei nem por que faço já que, no fim do dia, além das horas de sono dormidas e das horas de tv mal assistidas, bate aquele vazio e aquela culpa, de tudo que devia ter sido feito e não foi. E a inércia, que dificulta tanto a movimentação de um corpo parado.&lt;br /&gt;Pode ter muito a ver com o fato de, depois de bastante tempo, não haver por aqui perspectivas. Ou melhor, até há, mas mais distantes. Compromissos de julho cumpridos e restam agora só aqueles que dependem de mim, da minha disciplina e tudo aquilo que eu posso adiar para sempre.&lt;br /&gt;Hoje senti aqui uma fome de estrada que, apesar de me acompanhar sempre e povoar meus pensamentos e sonhos, fazia tempo que não acordava. Aquilo de sair daqui agora, em vez de planejar para um mês ou dois. De hoje, tem que ser agora, e agora é impossível.&lt;br /&gt;Fica a estrada e fico eu.&lt;br /&gt;Ela se perde e também eu.&lt;br /&gt;Eu que me perco, sem saber aonde quero chegar. Que chego ao fim que não há.&lt;br /&gt;É o errar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-5798256068092356160?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/5798256068092356160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=5798256068092356160&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5798256068092356160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5798256068092356160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/07/errar.html' title='Errar'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-7464525135563702200</id><published>2010-07-23T15:41:00.002-03:00</published><updated>2010-07-23T15:52:17.281-03:00</updated><title type='text'>Bamba</title><content type='html'>Ah, essa vida...&lt;br /&gt;Se a gente não fosse uns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;porras&lt;/span&gt; duns merdas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;E se a gente soubesse alguma coisa, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;A pessoa vai lá e escreve um monte de porcaria de pêlo, de ovo, que quer, não quer e o diabo e tudo não passa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;enrolação&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Engambelação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Eita&lt;/span&gt; que a verdade verdadeira, que vem assim a cavalo, é que eu quero ter tudo.&lt;br /&gt;TUDO.&lt;br /&gt;Não só tudo, mas tudo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;exatamente&lt;/span&gt; como eu quero, quando e onde quero.&lt;br /&gt;Supondo que fosse possível, surgiria aí só um pequeno problema: que diabos eu quero!? Porque é assim agora, assado já já e, depois, sei lá, frito.&lt;br /&gt;Ah, a inconstância!&lt;br /&gt;Tanto nos atormenta, mas também... qual a graça, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;né&lt;/span&gt;? Da linha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;reta&lt;/span&gt; e estável? Nem pra desabar de barranco, mas que o balanço traz emoção aos dias, isso lá traz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-7464525135563702200?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/7464525135563702200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=7464525135563702200&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7464525135563702200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/7464525135563702200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/07/bamba.html' title='Bamba'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3351106032508663270</id><published>2010-07-23T14:43:00.003-03:00</published><updated>2010-07-23T15:24:41.241-03:00</updated><title type='text'>Do ovo</title><content type='html'>Eu me lembro de, há já muitos anos, quando eu era bem mais neurótica do que sou hoje, conversar com um amigo e ele dizer que eu procurava pêlo em ovo.&lt;br /&gt;Os dias vão e vêm e eu não deixo de me surpreender com a aleatoriedade da memória. Nem era um grande amigo quem dizia isso, nem por um motivo tão especial assim. Dessas coisas totalmente banais que, se a gente fosse dividir entre as coisas importantes e as descartáveis da vida, cairia tranquilamente na segunda caixa.&lt;br /&gt;De repente, gravei porque era uma observação sobre mim, então me interessa em excesso.&lt;br /&gt;Mas o que a memória tem de aleatória tem também de traiçoeira. E sou do tipo de pessoas que sempre acha que a carapuça serve; alguém pode dizer o maior dos absurdos sobre mim e vai ser difícil que só eu não ficar me perguntando se é verdade ou não. E pior, não sendo, posso assumir que é, e assim se tornar.&lt;br /&gt;Isso pra dizer que, talvez, eu tenha me tornado mais neurótica depois do comentário do pêlo.&lt;br /&gt;Toda essa história de achar problema onde não há.&lt;br /&gt;Não sei, é que sempre há problema, não é? Ainda tenho aquele ideal infantil idiota que me faz acreditar ser possível um dia acordar e minha vida estar linda e perfeita. A gente tenta se livrar dessas merdas, mas não é trabalho fácil.&lt;br /&gt;Sinto aqui uma angústia que reconheço ser de uma imbecilidade gigante. É estranho e deve dar azar dizê-lo, mas acredito mesmo que, imperfeita, minha vida esteja bem. Sem grandes demônios, além daqueles dos quais é impossível a gente se livrar. Um buraquinho aqui e outro ali - quer dizer, não tenho emprego e nem dinheiro - mas sobrevive-se. Tenho planos, o que acho de importância fundamental na sanidade de uma pessoa. E bons planos, o que facilita demais as coisas. E perspectiva.&lt;br /&gt;Mas o pêlo.&lt;br /&gt;No ovo.&lt;br /&gt;Me angustia.&lt;br /&gt;Aquela coisica insignificante, que na verdade nem existe, que me tira o sono e aperta o peito.&lt;br /&gt;E essa coisa, ridícula, é ter de decidir fazer ou não algo que não quero fazer. Eu sei que não quero, mas fico pensando nas consequências e nessa necessidade desprezível de aprovação. No preço de ir contra, desobedecer. Quem nasceu pra boa moça...&lt;br /&gt;Como se alguém ligasse a mínima para o que eu faço ou deixo de fazer. Isso da gente se considerar o centro do universo cansa demais.&lt;br /&gt;Então, pronto, é sim ou é não. E é hoje. De repente acaba e eu sempre posso torcer para não vir logo por aí alguma coisa séria com que me preocupar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3351106032508663270?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3351106032508663270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3351106032508663270&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3351106032508663270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3351106032508663270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/07/do-ovo.html' title='Do ovo'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-1876304017433355855</id><published>2010-07-17T15:47:00.003-03:00</published><updated>2010-07-17T17:04:40.775-03:00</updated><title type='text'>Do sol</title><content type='html'>Conversando esses dias com um amigo, ele me disse duas coisas que me vêm agora à mente.&lt;br /&gt;Uma que morre de vontade de conhecer a Holanda.&lt;br /&gt;Outra que não gosta muito do Brasil.&lt;br /&gt;Qualquer pessoa que me conheça minimamente, ou tenha contato com qualquer coisa que eu diga, sabe que eu ando numa onda de amor à terra que tá difícil de segurar. Mas, por outro lado, entendo essa coisa do não gostar. Porque, afinal, há por esses lados muita coisa que é um saco, mas se a gente parar pra pensar, onde é que não há? E se tem coisa que me irrita profundamente é esse ufanismo imbecil que vejo de vez em quando, uma coisa meio vazia ou superficial - claro que em contraposição ao meu, fundamentado e profundo.&lt;br /&gt;Eu sei que gosto, mas às vezes desgosto e entendo algumas pessoas que gostam e outras que não gostam. Sempre mantendo em mente que meu universo social é extremamente limitado.&lt;br /&gt;Aí ele quer conhecer a Holanda. Super ok; eu já estive por lá, não digo que conheci que não faz parte da minha natureza isso de afirmar as coisas tão peremptoriamente, mas queres ir?, vai! e tudo aquilo. O sonho de cada um, a ilusão de cada um é problema de cada um. E há, mesmo, coisas muito legais que até eu admito ter vivido ali.&lt;br /&gt;É só que agora estou um pouco irritada.&lt;br /&gt;Porque recebi o contato de uma brasileira que vai para a mesma cidade em que eu estive. Até aí, tudo certo. Ela procura desesperadamente um alojamento por lá, como eu procurei e como todo mundo que eu conheci - aí conhecer, mesmo, não só de estar, mas conhecer do tanto que se pode conhecer as pessoas - também procurou. "O inferno da moradia" ou assim. Novela velha de guerra e que não pode despertar em mim senão simpatia e compaixão.&lt;br /&gt;Mas como a pessoa chegou até mim?, pergunta o leitor desavisado.&lt;br /&gt;Pois chegou através da figura de quem mais me aproximei em Holanda. Figura holandesa, obviamente.&lt;br /&gt;Agora, o que meu cérebro subdesenvolvido não alcança, é o seguinte: o que a dita figura acha que eu posso fazer, do Brasil, depois de um ano e meio, que ela, holandesa em Holanda, não poderia fazer e melhor?&lt;br /&gt;Porque: ela mora lá, conhece as pessoas de lá e, mais importante, fala o diabo da língua!&lt;br /&gt;Eu penei como uma condenada, paguei sei lá quanto (merreca, mas isso de desperdiçar dinheiro também é contra a minha natureza) para entrar num site que arranja moradia para pobres desabrigados e não consegui entender nada dos anúncios nem me encaixar em nenhum deles. Vai lá tentar entender um site em holandês e depois a gente conversa.&lt;br /&gt;É a mentalidade que me pasma.&lt;br /&gt;O princípio, o conceito, faz sentido?&lt;br /&gt;Isso que nós, aqui do sul, fazemos tanto, talvez colonizados que fomos, eles não sabem fazer.&lt;br /&gt;É tão letra corrente que chega a ser irritante o fato de nos esforçarmos para receber bem qualquer pessoa que venha de fora; às vezes o clichê pode ser falso, como sempre pode acontecer com tudo, mas a gente vê isso acontecer. Vê as pessoas chegando aqui e se apaixonando, porque se integram. As pessoas que chegam de fora entram nos nossos círculos e fazem parte da nossa vida. Conhecem nossos amigos, partilham da nossa mesa, ouvem a nossa música. É um tal de levar para conhecer isso e aquilo que não tem fim. Pode até ser chato pra pessoa, porque fica todo mundo "mas ele já comeu tapioca? mas ele já comeu acarajé? mas ele foi numa roda de samba? mas ele blablablabla".&lt;br /&gt;É um escrever e-mail para grupos de e-mail perguntando se alguém recebe um fulano que vem não sei de onde, só por uns dias, até ele se arranjar. E às vezes o fulano nem vem de longe, e às vezes é ingrato e fresco, como em histórias que já ouvi. Mas nós, que somos tão apáticos em tanta coisa, nos mobilizamos.&lt;br /&gt;Talvez por complexo de inferioridade, talvez por memória histórica ou o que seja. Mas talvez, também, por sentirmos algum prazer em ajudar, mesmo que o auxílio se volte para o mais distante e não para quem está ao lado.&lt;br /&gt;Detesto esse tipo de generalização, porque tem de ser falso. É claro que muita gente aqui é maltratada e a falta de solidariedade com o vizinho às vezes é gritante demais.&lt;br /&gt;Mas as generalizações, por vezes, têm sentido. Revelam, ainda que através de um véu, realidades que podem ser sentidas, às vezes, na pele.&lt;br /&gt;É só que não vejo sentido nisso. Se uma pessoa me escreve, dizendo que o primo do amigo do vizinho me indicou para ajudá-la a encontrar um lugar para ficar na minha cidade, eu não vou dizer-lhe para escrever para o outro lado do mundo, em busca do mesmo auxílio. Vou é colocar em ação, ainda que talvez inutilmente, a minha pequena rede social em busca de uma solução direta. O outro lado do mundo pode servir para partilhar experiências e aplacar esses medos tão comuns do desconhecido. Quem melhor para ajudar a aliviá-los do que um outro que passou por algo parecido?&lt;br /&gt;Mas o meu lugar conheço eu.&lt;br /&gt;De repente porque eu, sendo daqui, entendo o que significa ir para outros lugares a que não pertenço e que não me pertencem.&lt;br /&gt;A figura pode ser que não.&lt;br /&gt;E então, no meio da onda de irritação pelo que considero irracionalidade alheia, lembro do meu amigo e me pergunto. Penso que há aqui, com as merdas todas, dessas características que podem ser facilmente malvistas, mas que me agradam pelo calor.&lt;br /&gt;Eu gosto do calor. Gosto de ser inverno e, com vento e o diabo, haver sol.&lt;br /&gt;À figura, podia pensar que falta simpatia, esperteza, solidariedade.&lt;br /&gt;Acho é que falta sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-1876304017433355855?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/1876304017433355855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=1876304017433355855&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1876304017433355855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1876304017433355855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/07/sol.html' title='Do sol'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8740610473900662863</id><published>2010-07-15T07:52:00.004-03:00</published><updated>2010-07-27T21:23:33.187-03:00</updated><title type='text'>Dia branco</title><content type='html'>Pensei que só em dar uma mudada aqui no visual. Talvez como desculpa, admito. Mas também é verdade que pensei. Mas gosto assim, gosto das cores e, se a gente for pensar bem, não é algo estúpido mudar as coisas só pra mudar, mesmo sem necessidade nem grande desejo?&lt;br /&gt;Também é estúpido não mudar só porque não.&lt;br /&gt;Não há, portanto, meio de escapar da estupidez, então que fique assim, mesmo. Menos trabalho e aquilo tudo.&lt;br /&gt;Fui me dar conta hoje, às 7:30 da matina, que estou sobrevivendo há meses numa base de 6 horas de sono por dia. O que pra mim, como diriam os que me conhecem, é muito pouco. Primeiro, era o trabalho que me tirava o sono. Virava as noites e dormia as manhãs. As tardes é que não me faziam bem, então procurava vivê-las, ainda que zonzamente.&lt;br /&gt;Depois era resolver isso e aquilo e fazer ainda aquilo outro.&lt;br /&gt;Depois os barulhos.&lt;br /&gt;E sempre as tardes.&lt;br /&gt;A questão é que, em algum lugar no meio do caminho, perdi o sono pesado que me acompanhou a vida toda. A capacidade de, se acordada, virar para o lado e voltar para o outro lado.&lt;br /&gt;Consigo, ainda, e muito, quando tenho algo a fazer. Acho que é o melhor sonífero, né? A obrigação? Ou então no fundo do meu ser bem-comportado há uma rebelde que quer resistir. Mas aí, se há obrigação, vamos lá: ao médico, à faculdade, à escola, a não sei.&lt;br /&gt;Mas se não há a fazer como hoje às 7:30 da matina... cadê?&lt;br /&gt;Foi-se.&lt;br /&gt;Também logo ele volta e o truque é enganá-lo. Fingir que não percebemos que foi, que não o vemos rondar e deixá-lo dar o bote.&lt;br /&gt;Como não sou boa atriz, venho por cá, fazendo hora.&lt;br /&gt;De resto, bons dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8740610473900662863?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8740610473900662863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8740610473900662863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8740610473900662863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8740610473900662863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/07/dia-branco.html' title='Dia branco'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3667745773233811540</id><published>2010-07-01T11:40:00.003-03:00</published><updated>2010-07-01T11:47:47.174-03:00</updated><title type='text'>11:40</title><content type='html'>São 11:40 da manhã de quinta-feira, primeiro de julho de 2010.&lt;br /&gt;Venho jogar os dados, sabendo que, às 11:41 eles vão me trair, mas não resisto.&lt;br /&gt;É que agora, às 11:40, sou feliz. Mas mesmo, sem sombras, feliz-meio-dia-tropical.&lt;br /&gt;Ontem passei um dia assim meio ansioso, esperando respostas, e respostas, e respostas. Nem foi terrível, só não foi prazeiroso.&lt;br /&gt;Dormi muitíssimo pouco, pouquíssimo, quase nada - para os meus padrões de dez, doze horas diárias, ao menos.&lt;br /&gt;Acordei para um dia de sol, a árvore da frente de casa já totalmente desfolhada e sem flores - todas caídas perante minha janela.&lt;br /&gt;Um requício de contato, desses que podem haver. Risadas e maledicências, na medida.&lt;br /&gt;Resposta.&lt;br /&gt;Rosa de Hiroshima.&lt;br /&gt;Ainda em jejum.&lt;br /&gt;Resposta querida.&lt;br /&gt;Como pode a gente às vezes ser tão besta que qualquer manifestação de afeto, por mínima que seja, nos coloca um sorriso na cara? Ou é besta ou só reconhece que vale um sorriso.&lt;br /&gt;E junto do sol, do sono, da fome, da rosa, do encontro, me fazem feliz.&lt;br /&gt;Se me perguntarem um dia se eu já fui feliz, talvez possa me lembrar de responder: Fui, às 11:40.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3667745773233811540?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3667745773233811540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3667745773233811540&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3667745773233811540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3667745773233811540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/07/1140.html' title='11:40'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-1478620286496224470</id><published>2010-06-30T16:33:00.002-03:00</published><updated>2010-06-30T16:51:59.604-03:00</updated><title type='text'>João e Maria</title><content type='html'>Eu gosto muito de viajar. Das minhas coisas favoritas.&lt;br /&gt;Só que há por aí n modos de viajar, né? Tem aquelas meio por obrigação, tem aquelas meio por amor, mas sem prazer, tem aquelas de amor, de prazer e tem as outras, que podem ser tudo isso, que não tiram a gente do lugar.&lt;br /&gt;As minhas preferidas são aquelas que me levam mais longe, de mim e do meu mundo, e me desafiam a ser e pensar e agir diferente. Essas, mesmo melhores, tiram também parte da graça do ir, que é o voltar.&lt;br /&gt;Gosto de viajar e gosto, talvez mais, de voltar para casa. Menos quando vou longe, porque aí quero ficar.&lt;br /&gt;E a minha casa?&lt;br /&gt;Fiz uma dessas, meio longas, indo a lugares há muito não visitados e que trazem prazer e dor quase na mesma medida. Ou quase trazem, porque sigo, ainda, aqui.&lt;br /&gt;O passado, tão longe e tão perto.&lt;br /&gt;Dei comigo a pensar que deixo, no Errar, um rastro como os farelos de de João e Maria. Deixo pegadas para depois me achar e, quando perdida, é com grande alívio que me encontro. Regozijo-me dos esforços, dos textos meio ruins, de publicá-los ainda assim porque eles levam a mim. E se ninguém mais segue o caminho, se ninguém mais o decifra entre os códigos que insisto em produzir, eu sigo e decifro. E entendo. Quando não sei bem quem sou, posso vir e ver.&lt;br /&gt;Tão sem preço e pleno.&lt;br /&gt;É só que fui e voltei. Não fui, fiquei.&lt;br /&gt;Estou, ainda, a errar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-1478620286496224470?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/1478620286496224470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=1478620286496224470&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1478620286496224470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/1478620286496224470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/06/joao-e-maria.html' title='João e Maria'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8368282821808890108</id><published>2010-06-29T21:59:00.004-03:00</published><updated>2010-06-29T22:14:20.379-03:00</updated><title type='text'>Morena do mar</title><content type='html'>Gosto tanto de Caymmi. Lembra-me de minha mãe, nas manhãs de sábado, ouvindo um disco dele em último volume. Há tantos e tantos anos. E eu acordando, tarde como sempre, com as canções de pescador.&lt;br /&gt;E não conhecia a morena do mar. Não sei bem como, ela só cruzou a minha vida agora. Bem, não exatamente agora, há já alguns meses, mas rondou pela porta e só agora decidiu entrar.&lt;br /&gt;Conheci pela Bethânia e vejam que coisa linda essa mulher falando dele e cantando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IuqZERsEnGM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IuqZERsEnGM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não acha um jeito de preencher a gente?&lt;br /&gt;E eu conheço gente, até gosto delas, que não gosta da Bethânia, o que pra mim é uma definição de loucura.&lt;br /&gt;Sim, há já algum tempo que não ando por aqui. Nem tenho andado por lugar algum, na verdade, só essa coisa de fins e começos que tiram a gente um pouco do caminho.&lt;br /&gt;Senti já um pouco de vontade de vir falar sobre isso, naquelas de depois lembrar, mas não sei, às vezes dizer é tão difícil, né?&lt;br /&gt;E os começos e recomeços.&lt;br /&gt;Estive, nos últimos dias, um pouco voltando no tempo. É bom saber que podemos voltar e apesar de poder haver aí também peso e tristeza, não os sinto, agora. Talvez amanhã, hoje não.&lt;br /&gt;Pois, se eu fosse Caymmi e alguém me ouvisse.&lt;br /&gt;"ói eu"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8368282821808890108?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8368282821808890108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8368282821808890108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8368282821808890108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8368282821808890108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/06/morena-do-mar.html' title='Morena do mar'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-9135175856499024067</id><published>2010-06-20T18:09:00.002-03:00</published><updated>2010-06-20T18:15:48.287-03:00</updated><title type='text'>Destino</title><content type='html'>Eu tive até hoje vinte e sete anos, quatro meses e um dia para estar sozinha.&lt;br /&gt;27, 4, 1.&lt;br /&gt;E ele quis, o destino, que agora, às 18:10 de um domingo, 20 de junho de 2010, no meu quarto verde em São Paulo, cuja luz brilha quente, nesse fim de tarde que foi lindo, ainda que pela janela, cujas luzes explodiram atrás do concreto num tempo seco, em que a temperatura é agradabilíssima, quis o destino que eu, agora, estivesse sozinha.&lt;br /&gt;E a tarefa que tenho a desempenhar é deliciosa, mas dolorida.&lt;br /&gt;Sei por que deliciosa, não entendo bem a dor. Acho que dói porque eu dôo em tudo que faço, em tudo que estou.&lt;br /&gt;Queria eu também explodir em cores e beleza, mas como?&lt;br /&gt;O destino, que está fora das minhas mãos...&lt;br /&gt;Posso te pedir, como ao vento, que me traga... inspiração? Expiração talvez seja o termo mais correto, que eu não preciso de nada pra dentro, preciso de tudo pra fora.&lt;br /&gt;Ainda te espero...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-9135175856499024067?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/9135175856499024067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=9135175856499024067&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/9135175856499024067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/9135175856499024067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/06/destino.html' title='Destino'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-8001321077240689765</id><published>2010-06-20T13:10:00.003-03:00</published><updated>2010-06-20T13:17:44.432-03:00</updated><title type='text'>Um samba sobre o infinito</title><content type='html'>Olha que o som da cuíca me pegou aqui de um jeito que não deixou escapatória.&lt;br /&gt;O ronco triste, triste, falou comigo e eu entendi.&lt;br /&gt;Dizer que a vida é sem jeito não parece o João Grilo?&lt;br /&gt;Mas tem jeito?&lt;br /&gt;Ainda me ressaco de Mahler e Mozart e do dia quente e da noite agradável. Ah, inverno tropical...&lt;br /&gt;Hoje eu quero apenas uma pausa de mil compassos.&lt;br /&gt;Vez em quando a gente adia tanto um prazer e espera pelo melhor momento de realizá-lo e não sei. Melhor momento é sempre agora e, apesar de sabê-lo, vivo me esquecendo.&lt;br /&gt;Então espero um pouco mais, perseguindo fervorosamente essa grandeza que talvez tenha tirado folga de domingo.&lt;br /&gt;Vocês aceitariam talvez minha mediocridade?&lt;br /&gt;Eu não sei se aceito e tenho certeza de que vocês não merecem.&lt;br /&gt;Sim, vocês.&lt;br /&gt;Ao trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-8001321077240689765?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/8001321077240689765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=8001321077240689765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8001321077240689765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/8001321077240689765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/06/um-samba-sobre-o-infinito.html' title='Um samba sobre o infinito'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3797951975076189480</id><published>2010-06-15T15:07:00.004-03:00</published><updated>2010-06-30T00:04:09.746-03:00</updated><title type='text'>O jogo</title><content type='html'>&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Eita&lt;/span&gt; que acordei hoje ao som de cornetas.&lt;br /&gt;E é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;brega&lt;/span&gt; pra caramba isso de comentar da copa, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;né&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;Curto assistir em casa, de preferência com mamãe, cujas opiniões e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;empolgação&lt;/span&gt; não me irritam.&lt;br /&gt;Não saí hoje às ruas para ver o ânimo, mas há alguma horas que ouço as cornetas. E depois de quatro anos, dá pra sentir no ar que é dia de jogo.&lt;br /&gt;2006 não me vem tão nitidamente à memória, quase penso que esqueci, até surgirem algumas referências.&lt;br /&gt;Lembro mesmo de 2002, primeiro ano de faculdade e assistir aos jogos com a turma, achando que seríamos amigos para sempre. De voltar pra casa de manhãzinha, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;busão&lt;/span&gt;, com um amigo que também era exilado pro lado do centro.&lt;br /&gt;Tenho cá minha adoração por essa terra, mas considero meus sentimentos um tanto diferentes do que vejo no mais das pessoas. Minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;empolgação&lt;/span&gt;, que vai por outros caminhos, pode também cruzar esse e segui-lo, mas depende. Torço e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;destorço&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Distorço.&lt;br /&gt;Mas faz sol, meu amado sol de inverno, e o clima é muito diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3797951975076189480?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3797951975076189480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3797951975076189480&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3797951975076189480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3797951975076189480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/06/o-jogo.html' title='O jogo'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-5871899305466996631</id><published>2010-06-13T23:14:00.003-03:00</published><updated>2010-06-13T23:36:41.211-03:00</updated><title type='text'>Um fim</title><content type='html'>Há anos que não escrevo aqui.&lt;br /&gt;Se você olhar no histórico ou na data da última postagem pode pensar que eu enlouqueci - coisa de que não duvido - mas faz, mesmo, anos.&lt;br /&gt;Anos e anos.&lt;br /&gt;Esses dias cheguei em casa cantando e minha irmã soltou um "eita, tá feliz, hein?". Sempre me irrita um pouco essas coisas que ela diz, tipos quando ela saca que eu tô de tpm e joga na minha cara que minha irritação vem daí. Aí a irritação triplica, porque eu nunca na vida admiti nem admito que tenho tpm; que reajo assim ou assado por causa de reles hormônios. Acho sempre que minhas reações, apesar de poderem ser mais explosivas em um período ou noutro, são sempre justificadas.&lt;br /&gt;Nisso da felicidade ela também acertou. Acho que o lance todo de tirar um peso dos ombros e ter uma perspectiva assim numa tacada só ajudam no humor de qualquer um.&lt;br /&gt;Até minha pele que anda medonha uma amiga viu e comentou "ih, esse final de mestrado..." e eu nem tinha me tocado que podia muito ser isso.&lt;br /&gt;Mas então um ciclo vai se fechando, ciclo longo, que durou oficialmente três anos, mas na verdade vem praí de uns quatro ou cinco. E ele não terminou ainda, mas dá pra ver já o fim chegando, se arredondando ou sei lá que forma tem.&lt;br /&gt;Talvez, desde então, eu tenha me esquecido um pouco como fazer isso de escrever. Contar não contando, não contar, contar.&lt;br /&gt;Como eu disse ali embaixo, a gente se acostuma com o silêncio e, por mais que isso seja positivo, também não é legal. Porque o silêncio, pelo menos o meu, não tem memória. E sem memória não dá, né? Sem registro, sem volta? Já entrei em paz com uma das motivações que me levam a, ainda, vir aqui e soltar letras em sequência mais ou menos ordenada. Escrevo para lembrar. Acho esse dos motivos mais justos e belos. Acho de uma legitimidade ímpar me registrar para, depois, me conhecer.&lt;br /&gt;Então esse momento, que não dura apenas essa noite, não podia passar em branco. Sem grande esplendor, nem grande inspiração, com o que eu tenho hoje para aqui deixar, fica o registro de uma felicidade algo tranquila, de saber que pelo menos essa parte do trabalho terminou, relativamente bem, e o caminho segue. Ele sempre segue, mas essa noite vai tranquilo, por hoje não há tempestade, apesar de algo em mim ansiar pelo barulho dos trovões e pelo frio da chuva escorrendo pelo rosto.&lt;br /&gt;Enquanto ela não chega, há quietude e contentamento.&lt;br /&gt;Confesso que é mais do que eu esperava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-5871899305466996631?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/5871899305466996631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=5871899305466996631&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5871899305466996631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/5871899305466996631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/06/um-fim.html' title='Um fim'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-6804417774219972104</id><published>2010-06-01T00:46:00.008-03:00</published><updated>2010-06-07T01:03:53.603-03:00</updated><title type='text'>Esf, 243</title><content type='html'>Bernardo Soares.&lt;br /&gt;BernardoSoares.&lt;br /&gt;bernardosoares.&lt;br /&gt;Ontem, antes de dormir, ia pegando nele, mas aí comecei a pensar.&lt;br /&gt;Uma é que o cara curtia muito "r" antes de consoante, né não?&lt;br /&gt;Pensei nisso e que eu acho que é o Seymour o cara do conto da Esmé.&lt;br /&gt;Eu vez por outra me gabo de ser uma pessoa que aprecia a própria companhia. Apreciar talvez seja exagero, mas suporta com alguma tranquilidade. Tranquilidade talvez seja exagero, melhor dizer "sem um desespero gritante que faz a gente sair pela janela".&lt;br /&gt;Mas ontem, na hora de dormir, me dei conta de que eu absolutamente não convivo comigo mesma. Consigo ficar sozinha, sem pessoas ao meu redor, porque normalmente encho o tempo, e preencho o vazio, com outras pessoas menos concretas, personagens criadas, mais raramente reais, que invoco para me distraírem e me livrarem de mim. Quando tudo é silêncio, não suporto a minha própria voz mais do que os outros, que tanto gosto de criticar.&lt;br /&gt;A gente não vale mesmo nada nessa vida. Nem a vida não vale.&lt;br /&gt;Escondo-me, mais uma vez, atrás de coletividades. Então, revelo-me:&lt;br /&gt;Eu, mesma, não valho nada.&lt;br /&gt;Ontem brinquei de silêncio. E pensei em Bernardo e Seymour - outros que não eu. E pensei, pensei pensei até me cansar.&lt;br /&gt;Percebi, afinal, que a laje não é companheira ideal para esse tipo de encontro. O teto por demais baixo e branco tolda a visão e prende a alma.&lt;br /&gt;Eu sou eu em paz comigo em silêncio e só quando meus olhos desfocados fitam um céu de estrelas. Sigo seus brilhos e imagino qual mensagem mandam elas para mim. Lendo-as sem decifrá-las, sou.&lt;br /&gt;Mas hoje, o teto me prende e eu me deixo prender. É quase inverno.&lt;br /&gt;Encontro, talvez, Bernardo Soares, se as palavras dele forem também minhas:&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ópio tenho-o eu na alma&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Minhas pálpebras dormem, mas não eu&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se dormisse, acordo e não me pertenço&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tenho uma indigestão na alma&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se o Destino o der, que o dê. Sobre as emoções tenho curiosidade. Sobre os fatos, quaisquer que venham a ser, não tenho curiosidade alguma&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nada me satisfaz, nada me consola, tudo - quer haja sido, quer não - me sacia. Não quero ter a alma e não quero abdicar dela. Desejo o que não desejo e abdico do que não tenho. Não posso ser nada nem tudo: sou a ponte de passagem entre o que não tenho e o que não quero&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem sintaxe não há emoção duradoura. A imortalidade é uma função dos gramáticos&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Prefiro a prosa ao verso, como modo de arte, por duas razões, das quais a primeira, que é minha, é que não tenho escolha, pois sou incapaz de escrever em verso&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E através de tudo, como um silvo de angústia nua, sentirei a minha alma por detrás do devaneio - uivo fundo e puro, inútil no escuro do mundo&lt;/span&gt;"&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comigo estou sempre, sempre querendo estar só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* &lt;span style="font-style: italic;"&gt;L. do D. : &lt;/span&gt;251, 243, 235, 232, 228, 227, 203.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-6804417774219972104?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/6804417774219972104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=6804417774219972104&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6804417774219972104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/6804417774219972104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/06/300.html' title='Esf, 243'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3966900563405847718.post-3208613620419961164</id><published>2010-05-30T09:09:00.005-03:00</published><updated>2010-05-30T09:20:15.341-03:00</updated><title type='text'>Sem fim!</title><content type='html'>Maio meio que já era e eu tô que nem esses seres mitólogicos, que você corta uma cabeça e aparecem duas. Quer dizer, minha cabeça ninguém cortou, mas a cada item que eu acho que risquei da minha listinha aparecem mais uns cinco, ainda pra fazer. Ou de repente eu que estou ansiosa por fins e fico delirando achando que os vejo, quando na verdade isso de fim não existe, né? É, essa explicação é mais do meu agrado, não por ser em si agradável, mas por parecer mais coerente.&lt;br /&gt;A gente nunca sabe mesmo o que vem depois porque, diferente de filme, nossas histórias não acabam com o rolar de créditos. Ou acabam, mas aí é uma vez só e eu espero que demore um tanto, ainda.&lt;br /&gt;Mas essa história eu sei que não acaba, porque já começa de novo, então paciência é, como sempre, a solução universal. E seguir tentando cortando as cabeças, que senão elas vêm e me comem.&lt;br /&gt;Enquanto isso eu brinco de fim-de-semana, pra amanhã brincar de segunda-feira.&lt;br /&gt;E isso de dormir no escuro e acordar no claro é esquisito à beça, mas dizem que nosso corpo foi feito pra funcionar assim.&lt;br /&gt;Feito por quem, né?, mas enfim.&lt;br /&gt;Bora lá que é capaz de chover.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3966900563405847718-3208613620419961164?l=errarsemfim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://errarsemfim.blogspot.com/feeds/3208613620419961164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3966900563405847718&amp;postID=3208613620419961164&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3208613620419961164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3966900563405847718/posts/default/3208613620419961164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://errarsemfim.blogspot.com/2010/05/sem-fim.html' title='Sem fim!'/><author><name>Maga da Montanha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_nGdLVZQPmns/S562kGzJJsI/AAAAAAAAAMo/pOUBXhBzoPw/S220/DSC065451_2.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
