Terceiro ano de faculdade. Talvez segundo. Era um curso desses de nos deixar de cabeça fervendo. Minha irmã, carro azul, ao lado da cantina, garoando, eu entro e falo que estou com dor de cabeça. Era fim de tarde.
Eu que não sei nada de mim.
Um esforço fenomenal para aceitar o limite. No curso. Sempre pontas soltas, não importa a sua genialidade ou dedicação. Eis uma certeza, única.
Não sei aonde me levou essa estrada, mas eu comecei, com uma dor de cabeça, e até hoje sigo. Sempre. Não importa.
Mas eu não entendo por que continuo perguntando "por quê?".
Espero o curso que me traga dor de cabeça e a compreensão de que sempre. Não importa.
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