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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Neene

Ah, sim, minha avó, no Iguape, querendo mostrar a... papoula?, mas meio com vergonha de posar pra foto:


Uma senhorinha muito divertida...

Da culpa

Putz, assim, só pra mim, mesmo, mas tenho que vir fazer um mea culpa.
Porque eu sou má. Até bastante.
Aí além da culpa, que me acompanha, tem também a preocupação egoísta do mau voltando pra mim. Porque eu super acredito que volta e tenho as noites da Cooperativa pra comprovar.
E tudo bem que até hoje eu ignorei cabalmente essa chatice de acordo ortográfico, mas ele começou a me pegar pelo pé. Há muito tempo eu me incomodo com as minhas ignorâncias, de ortografia e gramática, que eu confesso prezar muito, aí agora estou começando a considerar a idéia de comprar uma gramática ou pedir pra alguém me ensinar.
Porque, né?, uma pessoa que gosta de seguir as regras é uma merda total.

Água com açúcar

Tava aqui pensando que tô com uma vontade de ir no cinema; fui ver o que tá passando e, entre Harry Potter e Johnny Depp, o que eu quero mesmo é ver desses filmes que a gente sabe exatamente o que vai acontecer. Eu às vezes me pergunto se a gente não se esconde muito atrás do mau gosto, dizendo que gosta de coisa ruim. "Eu gosto dessa porcaria, mas não é de coração; eu gosto mesmo de coisas cult e inteligentes, porque eu sou cult e inteligente, mas vez ou outra eu desço do Olimpo e me permito apreciar essas produções meramente mortais".
Sei lá o que tem de arrogância nessa atitude - e eu acho que tem muita - mas eu ainda me encaixo no padrão. Porque eu diferencio coisas boas de coisas ruins, e acontece de gostar das duas. E me pegar me justificando.
Mas não é legal de vez em quando optar por saber o que vai acontecer? E se divertir só porque sim, sem necessariamente ter uma epifania, sobre as pessoas ou a vida, e depois daquilo sua vida nunca mais ser a mesma, e etc.? Eu pelo menos ando numa onda totalmente imbecil, de ver coisas bobinhas e tudo bem. Final feliz, e tudo mais.
Porque eu já acho lucro demais - e epifania demais - a gente conseguir ser alegre - que feliz também é pedir demais - por uns momentos, sem grandes motivos.