Ah, Mundo!
Por que a gente não pode ter tudo, só de vez em quando?
Ok, não é adulto, não é realista, eu sei, mas só de vez em quando?
Abrir mão é muito difícil e eu ainda não aprendi.
Quem sabe um dia.
Ou de vez em quando.
Páginas
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
De calo e tempo
Eu tinha escrito no msn que tenho um calo de estimação, isso já há alguns dias, que ele parece gente e quando chega um tempo frio ele faz um tempo quente. Aí achei que talvez pegasse mal, não sei, nunca vi ninguém falando de calo no msn.
Depois, enquanto eu rolava na cama sem conseguir dormir nem ler nem fazer nada, nem pensar, pensei (sim, eu percebo a contradição e a sustento) na música e no meu pé que deveria estar cicatrizado e continua dolorido e preto. Não inteiro, mas enfim. Talvez essa seja uma noite escatológica.
Juntando isso e todo o resto - ah, o resto... - afinal me perguntei se chegará um dia o dia (afe, que a repetição entrou por essa porta!) em que as cicatrizes não vão doer quando vira o tempo.
Sabem como é, tudo muito bom, tudo muito bem, até que de repente o céu vira e não chega uma nova estação, já que essas são constantes, longas e determinadas, ao menos em teoria, mas vem uma frente fria, uma massa de ar não-sei-o-quê que consegue, com sua transitoriedade, virar o tempo.
E será que, em algum momento, o calo pode deixar de querer ser gente e aceitar ser só um calo, que não reage às coisas que acontecem - ou muitas vezes não acontecem - à nossa volta?
Isso das coisas que vão e ficam. Vão ficando e ficam indo.
Mas eu não ando com paciência para paradoxos*.
Nem posso dizer que isso são divagações ébrias, porque eu tenho andado assustadoramente sóbria.
À exceção de ontem à noite, mas eu não me lembro direito.
* Ok, colocando em risco a minha boa (?) reputação; antes de mais nada digo em minha defesa que hoje passei algumas hor... cof, cof, alg... bem, algum tempo lendo manuscritos do século XIX e que esses caras nos colocam completamente doidos sem saber mais escrever, e com essa história de acordo ortográfico... ok, não acordo ortográfico, que aí seria desculpa ainda mais furada, já que eu primo por não tomar conhecimento do bendito, mas: eu tinha que deixar registrado que quando fui escrever essa frase, que não ando com paciências, originalmente o que me impacientava eram os paradóxicos. Assim, mesmo, com acentinho e tudo. Tive, salve, salve, o bom senso de perceber o equívoco, mas como eu hoje estou em contato com meu lado negro, decidi por expô-lo aqui, quem sabe em busca de redenção.
Depois, enquanto eu rolava na cama sem conseguir dormir nem ler nem fazer nada, nem pensar, pensei (sim, eu percebo a contradição e a sustento) na música e no meu pé que deveria estar cicatrizado e continua dolorido e preto. Não inteiro, mas enfim. Talvez essa seja uma noite escatológica.
Juntando isso e todo o resto - ah, o resto... - afinal me perguntei se chegará um dia o dia (afe, que a repetição entrou por essa porta!) em que as cicatrizes não vão doer quando vira o tempo.
Sabem como é, tudo muito bom, tudo muito bem, até que de repente o céu vira e não chega uma nova estação, já que essas são constantes, longas e determinadas, ao menos em teoria, mas vem uma frente fria, uma massa de ar não-sei-o-quê que consegue, com sua transitoriedade, virar o tempo.
E será que, em algum momento, o calo pode deixar de querer ser gente e aceitar ser só um calo, que não reage às coisas que acontecem - ou muitas vezes não acontecem - à nossa volta?
Isso das coisas que vão e ficam. Vão ficando e ficam indo.
Mas eu não ando com paciência para paradoxos*.
Nem posso dizer que isso são divagações ébrias, porque eu tenho andado assustadoramente sóbria.
À exceção de ontem à noite, mas eu não me lembro direito.
* Ok, colocando em risco a minha boa (?) reputação; antes de mais nada digo em minha defesa que hoje passei algumas hor... cof, cof, alg... bem, algum tempo lendo manuscritos do século XIX e que esses caras nos colocam completamente doidos sem saber mais escrever, e com essa história de acordo ortográfico... ok, não acordo ortográfico, que aí seria desculpa ainda mais furada, já que eu primo por não tomar conhecimento do bendito, mas: eu tinha que deixar registrado que quando fui escrever essa frase, que não ando com paciências, originalmente o que me impacientava eram os paradóxicos. Assim, mesmo, com acentinho e tudo. Tive, salve, salve, o bom senso de perceber o equívoco, mas como eu hoje estou em contato com meu lado negro, decidi por expô-lo aqui, quem sabe em busca de redenção.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Da série "alguém me explica??"
A sério, um cara tocando pires com faca!
Correndo o risco de parecer repetitiva e neurótica, mas eu precisava muito que alguém me explicasse essa...
Correndo o risco de parecer repetitiva e neurótica, mas eu precisava muito que alguém me explicasse essa...
domingo, 12 de outubro de 2008
Observação
A vantagem de não se fazer muitas coisas na vida é que se adquire o hábito - e se tem o tempo - de pensar sobre elas, tanto que não sobra espaço para arrependimentos.
sábado, 11 de outubro de 2008
Brasileirinho
Sábado à noite. Como tem acontecido nos últimos tempos, não tenho vontade nem oportunidade de me deslocar da minha casa para um programa descolado. Às vezes, como hoje, eu acho que deveria ter, ao mesmo tempo em que me pergunto por quê. Eu tomo muito cuidado com os motivos que nos levam a fazer as coisas; sair porque quer, aproveitar a vida, a noite, as pessoas, acho ótimo; aquela coisa de sair pra poder dizer pra alguém - mesmo que seja para nós mesmos - que fizemos alguma coisa descolada e que, portanto, somos legais, amados, aceitos, etc., acho o fim. Então, por esses e outros motivos, sábado à noite, eu em casa, pra variar sem grandes obrigações a cumprir, fiquei assistindo televisão e viajando pela internet, arrumando o ninho para me abrigar em tempos futuros. Séries e músicas, estocados aos montes.
Assim, calhou de ver um filme/documentário chamado "Brasileirinho", sobre chorinho.
Tantas e tantas referências, uma delas um aniversário de uma amiga querida, em que os ditos amigos dela não se conformavam por ser essa a música que tocava no bar. Acharam engraçado.
Eu digo frequentemente que sou má e é nesses momentos que minha maldade vem à tona. Confesso que sinto algum prazer em ver as pessoas sendo estúpidas. Aquela velha história da gente se sentir melhor em comparação. Que pode ser uma grande merda, mas tem momentos, como esse, em que acho até justo.
E a Teresa Cristina. Mesmo sorriso e mesmo dançar.
Alguma coisa ali me emocionou muito, as músicas e os músicos. Contar uma história e parar com os olhos cheios de lágrimas, e a gente não sabe se sente uma dor ou uma alegria, se tristeza pelo que passou, mas plenitude pelo que foi. O filme acaba com duas crianças, uns sete anos, dançando numa praia, ao pôr-do-sol.
Não sei se eu fico alegre ou triste, por mim ou por quem. Às vezes as coisas bastam, e eu não sei se isso é triste ou alegre. Adridoce, talvez, e bastante.
Eu tinha pensado em comentar como o filme é produzido na Finlândia, em como isso é engraçado, inusitado, e como parece ser necessário esse olhar de fora para apreciar uma coisa de dentro. Ok, muita gente de dentro aprecia, mas eu conheço meia dúzia de imbecis que acham engraçado, no sentido mais depreciativo da palavra.
Mas agora falta energia e vontade para discutir o assunto. Basta anunciá-lo.
Incrível como a vida fica mais simples quando a gente decide escolher as coisas nas quais vale a pena gastar energia.
Tantas não valem, e tantas bastam...
Assim, calhou de ver um filme/documentário chamado "Brasileirinho", sobre chorinho.
Tantas e tantas referências, uma delas um aniversário de uma amiga querida, em que os ditos amigos dela não se conformavam por ser essa a música que tocava no bar. Acharam engraçado.
Eu digo frequentemente que sou má e é nesses momentos que minha maldade vem à tona. Confesso que sinto algum prazer em ver as pessoas sendo estúpidas. Aquela velha história da gente se sentir melhor em comparação. Que pode ser uma grande merda, mas tem momentos, como esse, em que acho até justo.
E a Teresa Cristina. Mesmo sorriso e mesmo dançar.
Alguma coisa ali me emocionou muito, as músicas e os músicos. Contar uma história e parar com os olhos cheios de lágrimas, e a gente não sabe se sente uma dor ou uma alegria, se tristeza pelo que passou, mas plenitude pelo que foi. O filme acaba com duas crianças, uns sete anos, dançando numa praia, ao pôr-do-sol.
Não sei se eu fico alegre ou triste, por mim ou por quem. Às vezes as coisas bastam, e eu não sei se isso é triste ou alegre. Adridoce, talvez, e bastante.
Eu tinha pensado em comentar como o filme é produzido na Finlândia, em como isso é engraçado, inusitado, e como parece ser necessário esse olhar de fora para apreciar uma coisa de dentro. Ok, muita gente de dentro aprecia, mas eu conheço meia dúzia de imbecis que acham engraçado, no sentido mais depreciativo da palavra.
Mas agora falta energia e vontade para discutir o assunto. Basta anunciá-lo.
Incrível como a vida fica mais simples quando a gente decide escolher as coisas nas quais vale a pena gastar energia.
Tantas não valem, e tantas bastam...
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
:)
Os viajantes, os navegantes,
Os caminhantes, os errantes,
Por que tanto antes?
Se estes são atores da busca do depois?
Não em ode à memória
Mas como não trazer o antes gravado na pele?
Antes mundo, depois fractal
Hoje amantes
Amanhã também.
Roubei descaradamente. Daniel, se um dia você descobrir, espero que me perdoe. Se não descobrir, não precisa!
Os caminhantes, os errantes,
Por que tanto antes?
Se estes são atores da busca do depois?
Não em ode à memória
Mas como não trazer o antes gravado na pele?
Antes mundo, depois fractal
Hoje amantes
Amanhã também.
Roubei descaradamente. Daniel, se um dia você descobrir, espero que me perdoe. Se não descobrir, não precisa!
Polysé ou blasianna?
Eu perdi a habilidade de dormir até tarde.
Claro, talvez seja uma fase, mas é fato que já há muitas semanas eu não fico acordada até de madrugada e madrugo todos os dias - nem que seja pra tirar um cochilo imediatamente depois, mas muitas vezes também não.
Ontem eu terminei um trabalho e quis me dar de presente umas horas a mais na noite. Fiquei assistindo um filme, querendo que ele terminasse para ir dormir. Quem diria?? Pode ser a perspectiva de viajar, eu lembro que quando eu fui pra Fortaleza fiquei assim, não conseguia dormir muito por causa do tanto de coisas que eu tinha que fazer antes de ir, era época de greve e eu fui a única imbecil que fez trabalhos extra por causa disso, sendo que quando eu voltei a greve não tinha terminado. Ainda se minha memória fosse decente, eu poderia me conformar que aprendi alguma coisa com a experiência.
De qualquer forma, eu acordei hoje, sem aquela sensação de pesadelo dos últimos dias, e nem estou me sentindo mal, mas estou com um aperto no peito. Meio dor, mesmo, sei lá. O mais estranho é que eu me sinto tranquila.
Já começo a ter saudades.
Sim, mas o que eu vim dizer é que é bom demais quando, vez por outra, a gente se sente reconhecido nessa vida. Ainda que o reconhecimento não seja assim tão grande, dá um alívio saber que de vez em quando a gente acerta.
Eu, há quase exatamente uma semana, tive a percepção clara daquela visão Polyanna de que as coisas que nos acontecem são sempre o melhor. Também sei que, sendo elas apenas boas, é fácil pensar que são melhor, porque não tem como comparar com o bom que ia pelo outro caminho.
Será que se eu for Polyanna vou ter de deixar de ser blasé? Acho que não, né? Eu sempre posso optar pelo que não faz sentido.
Hoje vou fazer compras!
Claro, talvez seja uma fase, mas é fato que já há muitas semanas eu não fico acordada até de madrugada e madrugo todos os dias - nem que seja pra tirar um cochilo imediatamente depois, mas muitas vezes também não.
Ontem eu terminei um trabalho e quis me dar de presente umas horas a mais na noite. Fiquei assistindo um filme, querendo que ele terminasse para ir dormir. Quem diria?? Pode ser a perspectiva de viajar, eu lembro que quando eu fui pra Fortaleza fiquei assim, não conseguia dormir muito por causa do tanto de coisas que eu tinha que fazer antes de ir, era época de greve e eu fui a única imbecil que fez trabalhos extra por causa disso, sendo que quando eu voltei a greve não tinha terminado. Ainda se minha memória fosse decente, eu poderia me conformar que aprendi alguma coisa com a experiência.
De qualquer forma, eu acordei hoje, sem aquela sensação de pesadelo dos últimos dias, e nem estou me sentindo mal, mas estou com um aperto no peito. Meio dor, mesmo, sei lá. O mais estranho é que eu me sinto tranquila.
Já começo a ter saudades.
Sim, mas o que eu vim dizer é que é bom demais quando, vez por outra, a gente se sente reconhecido nessa vida. Ainda que o reconhecimento não seja assim tão grande, dá um alívio saber que de vez em quando a gente acerta.
Eu, há quase exatamente uma semana, tive a percepção clara daquela visão Polyanna de que as coisas que nos acontecem são sempre o melhor. Também sei que, sendo elas apenas boas, é fácil pensar que são melhor, porque não tem como comparar com o bom que ia pelo outro caminho.
Será que se eu for Polyanna vou ter de deixar de ser blasé? Acho que não, né? Eu sempre posso optar pelo que não faz sentido.
Hoje vou fazer compras!
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Poema
Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Epifania
Tem momentos na vida em que eu realmente gosto de mim.
Por motivos melhores ou piores, mas porque eu tenho um blog e ele se chama "errar sem fim".
Errar sem fim.
Errar sem fim.
Por motivos melhores ou piores, mas porque eu tenho um blog e ele se chama "errar sem fim".
Errar sem fim.
Errar sem fim.
Visitas
Vinícius, né, era quem cantava que a tristeza tem sempre uma esperança de um dia não ser mais triste, não?
Eu continuo com o impulso de dizer que minha vida, nos últimos minutos, horas, dias, meses, tem sido uma loucura de altos e baixos e certezas e dúvidas e amores e desamores, e continuo com o impulso de me perguntar se é mesmo verdade.
Porque a vida inteira é um alto e baixo de quereres e partidas e chegadas e alegrias e tristezas e sempre a esperança de, um dia, não ser mais triste, não.
O que eu aprendi, nos últimos meses, é que impulso é isso mesmo, não passa de um impulso, que pode até ir, mas não continua. Impulso é aquilo que a gente toma antes de pular ou correr. Não é correr nem pular. Apesar disso, é mola, que fica sempre querendo achar um outro lugar onde nos jogar. Mas eu, agora, sou mola, que me estico e alcanço o intangível, mas volto, depois de balangar um tantinho.
E ainda assim sinto falta de um tempo que não foi, de vir dizer que minha garganta aperta e liberá-la, aos borrões e borbotões, de ter a ilusão de que alguém vê e se importa.
Mas aprendi, também, que ilusões são só isso. Ilusões.
Será isso crescer?
Será crescer sentir uma tristeza grande chegando e passando ao largo?
Será ter esperança?
Eu continuo com o impulso de dizer que minha vida, nos últimos minutos, horas, dias, meses, tem sido uma loucura de altos e baixos e certezas e dúvidas e amores e desamores, e continuo com o impulso de me perguntar se é mesmo verdade.
Porque a vida inteira é um alto e baixo de quereres e partidas e chegadas e alegrias e tristezas e sempre a esperança de, um dia, não ser mais triste, não.
O que eu aprendi, nos últimos meses, é que impulso é isso mesmo, não passa de um impulso, que pode até ir, mas não continua. Impulso é aquilo que a gente toma antes de pular ou correr. Não é correr nem pular. Apesar disso, é mola, que fica sempre querendo achar um outro lugar onde nos jogar. Mas eu, agora, sou mola, que me estico e alcanço o intangível, mas volto, depois de balangar um tantinho.
E ainda assim sinto falta de um tempo que não foi, de vir dizer que minha garganta aperta e liberá-la, aos borrões e borbotões, de ter a ilusão de que alguém vê e se importa.
Mas aprendi, também, que ilusões são só isso. Ilusões.
Será isso crescer?
Será crescer sentir uma tristeza grande chegando e passando ao largo?
Será ter esperança?
domingo, 5 de outubro de 2008
Santo Google
Eu até podia dizer que hoje foi o dia em que eu quase fui despojada de uma pequena fortuna, que uma desconfiança inata me alertou e Santo Google me salvou. Hoje poderia ser o dia em que este santo, Google, substituiu o outro, meu amado Longuinho, como santo de devoção. Hoje podia ser o dia em que eu terminei meu relatório, terminei de ler meu livro, terminei de pensar besteiras, de ser irritadiça.
Podia ser tanta coisa, mas já nem é mais domingo, e o que vale é o que é.
Podia ser tanta coisa, mas já nem é mais domingo, e o que vale é o que é.
Becoming Jane
Becoming Jane.
Não tem jeito, eu sou ainda muito mulherzinha e, pior, ainda adolescente romântica.
Me consola saber que não sou a única mas não o fato de eu às vezes parar aí.
Eu adoro, adoro, adoro a Jane Austen. Confesso que cheguei a ela através da Meg Ryan, cujo personagem uma vez disse que Orgulho e Preconceito era o livro favorito dela. Desde então já li a minha cota, nada desprezível.
Ontem assisti a um filme sobre ela. Claro que muito romantizado, focado exclusivamente na sua vida amorosa, mas sei lá. Deu aquela tristeza, de perceber como não temos mesmo controle sobre a vida, e querer que as coisas sejam diferentes não as torna diferentes. E se o que nos acontece é sempre melhor, se escolhermos ver a vida assim, não dá pra imaginar o que seria a vida dela se as coisas tivessem dado certo. Talvez ela fosse uma mulher, mulherzinha?, mais feliz, e talvez não nos tivesse apresentado a Lizzie. E se, afinal, tiver dado tudo certo?
Isso de escolher caminhos é complicado.
Eu por enquanto tento ser escolhida por um teto e não por um pilantra, pra depois escolher o que fazer.
Aliás, acho que eu ainda não registrei aqui: vou viajar. Agora, agorinha. Um tanto inesperadamente, muito por uma vontade ferrenha e meio maluca.
Não sei por que caminhos eu vou, sei que vou. Dois de novembro.
Quando chegarem encruzilhadas, talvez eu escolha, talvez jogue uma moeda. Até lá, avante.
Eu vou ver um horizonte distante.
UPDATE: até agora, Pilantra 1 x 0 Teto.
Não tem jeito, eu sou ainda muito mulherzinha e, pior, ainda adolescente romântica.
Me consola saber que não sou a única mas não o fato de eu às vezes parar aí.
Eu adoro, adoro, adoro a Jane Austen. Confesso que cheguei a ela através da Meg Ryan, cujo personagem uma vez disse que Orgulho e Preconceito era o livro favorito dela. Desde então já li a minha cota, nada desprezível.
Ontem assisti a um filme sobre ela. Claro que muito romantizado, focado exclusivamente na sua vida amorosa, mas sei lá. Deu aquela tristeza, de perceber como não temos mesmo controle sobre a vida, e querer que as coisas sejam diferentes não as torna diferentes. E se o que nos acontece é sempre melhor, se escolhermos ver a vida assim, não dá pra imaginar o que seria a vida dela se as coisas tivessem dado certo. Talvez ela fosse uma mulher, mulherzinha?, mais feliz, e talvez não nos tivesse apresentado a Lizzie. E se, afinal, tiver dado tudo certo?
Isso de escolher caminhos é complicado.
Eu por enquanto tento ser escolhida por um teto e não por um pilantra, pra depois escolher o que fazer.
Aliás, acho que eu ainda não registrei aqui: vou viajar. Agora, agorinha. Um tanto inesperadamente, muito por uma vontade ferrenha e meio maluca.
Não sei por que caminhos eu vou, sei que vou. Dois de novembro.
Quando chegarem encruzilhadas, talvez eu escolha, talvez jogue uma moeda. Até lá, avante.
Eu vou ver um horizonte distante.
UPDATE: até agora, Pilantra 1 x 0 Teto.
sábado, 4 de outubro de 2008
MM
Há tantas coisas na vida que não têm explicação. Umas mais importantes e profundas, outras menos, mas isso não significa que menos surpreendentes.
Eu aqui, viajando na internet, esperando que o mundo fale comigo e que eu saiba ouvir, a tv ligada, pessoas falando sobre gatos, umas mais, outras menos interessantes, umas eu ouço, outras nem tanto, de repente sobe aquele arrepio do pé à cabeça, eu desvio o olhar do monitor para a tela, e eis Marisa Monte, num daqueles shows mais antigos, cantanto Negro gato. Será esse o nome da música? Mas todo mundo sabe qual é, de qualquer maneira.
Ok, por que fulano fez ou disse isso, por que o mundo isso e aquilo, mas, a sério, alguém me explica o que é essa mulher?!
Eu aqui, viajando na internet, esperando que o mundo fale comigo e que eu saiba ouvir, a tv ligada, pessoas falando sobre gatos, umas mais, outras menos interessantes, umas eu ouço, outras nem tanto, de repente sobe aquele arrepio do pé à cabeça, eu desvio o olhar do monitor para a tela, e eis Marisa Monte, num daqueles shows mais antigos, cantanto Negro gato. Será esse o nome da música? Mas todo mundo sabe qual é, de qualquer maneira.
Ok, por que fulano fez ou disse isso, por que o mundo isso e aquilo, mas, a sério, alguém me explica o que é essa mulher?!
Assinar:
Postagens (Atom)