Até que os resultados foram bastante positivos - desde que montamos "a salinha" a gente nunca tinha rearrumado tudo nessa proporção; os livros que se amontoaram por anos sem ordem alguma agora estão alinhados e (relativamente) limpos. Claro que minhas costas doem, minha bunda dói e meu ombro nem sei - porque é claro que eu me pendurei num banco alto e dei um jeito de fazê-lo cair, enquanto me pendurava na prateleira. Mas entre mortos e feridos salvaram-se todos - ou quase, porque identificamos três livros ali que são absurdamente ruins e ou vão dormir no lixo, se a impaciência imperar, ou serão retransmitidos para espalhar seu mau-gosto em outras casas.
A melhor notícia de todas, porém, é que eu finalmente encontrei o meu Toda Mafalda. Que eu comprei em Florianópolis com uns 30% de desconto, na SBPC, nos idos de 2006. Né, não, Lettícia? Quando fomos a pretexto de apresentar nossos painéis de Iniciação Científica e
aproveitamos para conhecer aquelas praias bonitas da porra? E ainda mais no inverno. Eu não gosto particularmente de praia no inverno, porque tendo a ser friorenta, mas uma que nosso inverno ainda permite mergulhos, outra que acho que é a única época do ano em que aquelas praias são habitáveis. Pelo menos por mim, que detesto multidões. Aí que foi ótimo - dava pra entrar no mar até umas três da tarde, enquanto o sol ainda ia alto, e depois era o tempo de sair, tirar o sal, secar e começar o processo de encebolamento, vestindo as várias camadas de roupas para encarar a volta pra casa.
Sim, foi muito boa aquela viagem. Engraçado perceber que foi num período de intensa crise pessoal, ou talvez a véspera imediata dele, e mesmo sabendo disso dá a impressão, ao olhar pra trás, de que as coisas eram mais simples.
Mas sim, o fato era a Mafalda.
Encontrando-a, encontrei as tirinhas que quis colocar aqui há um tempo. Fiquei na dúvida sobre qual colocar, então decidir mandar ver e postar todas.
Tão boa, a Mafalda. Qualquer hora volto a ela.Essas daí etão nas páginas 8 e 9, da edição das Martins Fontes, de 1993.