Existem nesse mundo duas coisas que me fazem feliz.
Talvez existam mais, que me façam um outro feliz, mas tem essas, duas, que me fazem feliz de um jeito... particular. São elas o mar e o céu.
Comecei a pensar, hoje, que talvez não o céu, especificamente, mas aqueles montinhos de luzes que a gente vê pelas janelas, que estão sempre fora, que nos atraem do alto, em um avião, e nos faz colar o rosto no vidro, torcendo o pescoço, quase sem enxergar nada, mas vendo, ainda assim, um mar de luzes lá embaixo. Depois, me dei conta de que não, as luzes podem ser das outras coisas, do outro feliz.
Eu gosto do céu e da noite e de olhar as estrelas e a lua, também do sol e das nuvens, mas mais das estrelas. E fico caçando, na minha vida tão urbana, lugares e momentos em que se pode vê-las sem interferência de lâmpadas, e acho que até hoje eu não vi, até hoje as vi com poucas lâmpadas, até longínquas, mas nunca sem nenhuma lâmpada.
Do mar, além de vê-lo, ouvi-lo e mergulhar nele, ainda que não tão frequentemente, eu gosto também de ouvir falar e, principalmente, cantar. Adoro as canções marinhas do Caymmi, em que a jangada saiu com Chico Ferreira e Bento e voltou só, ou que ele quebra na praia e é bonito.
Hoje, não pela primeira vez, ouvia eu uma, marinha, e fiquei pensando, e sentindo... É como se eu fosse uma pessoa que gosta, talvez, de sofrer. Não talvez um sofrimento real, mas tem essa coisa em mim que se compraz com uma dor, talvez um buraco, que está sempre aqui, e quando ela sai, ou adormece, eu a procuro pra sentir de novo e mais forte.
E, sendo assim, como sou, mais ou menos isso, mais ou menos o contrário, o céu, e o mar, me trazem essa quase dor, que é boa e me deixa, afinal, feliz.
Eu pensava, hoje, vendo a noite cair, que sou até bastante masoquista. Ou talvez seja uma outra coisa qualquer cujo nome eu não conheço.
Aí, tentando entender essa alegria, achei que poderia ser como um vazio que eu trago em mim, e que eles, céu e mar, preenchem; mas é mais como aquela coisa do Teatro Mágico, mais do que um vazio, uma parte que não tinha. Não sei se realmente o é, mas a mim parece diferente. Essa parte, esse pedacinho de mim não enche nunca, acho até que ele não quer nem vai encher e tudo bem, não tem problema não encher, é mesmo para não encher. É quase como se ele encontrasse, ao ver o céu estrelado, mesmo com lâmpadas, e ao ouvir alguém cantar o mar, é quase como se ele encontrasse assim como um irmão perdido, ou qualquer coisa que, mais do que tirada dele e agora devolvida, é algo que veio do mesmo lugar que ele. Que não preenche, mas acompanha, se funde, sem completar, como se ela, essa parte que não tinha, pudesse não ser e não ter, pertencendo ainda a alguma coisa maior, que também é ela.
É assim a parte de mim que é céu e mar e está em casa.
Páginas
terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Hoje, no ônibus de volta para casa, em que, por um feliz acaso - e algum esforço da minha parte, principalmente dos pés -, estava eu sentada, vi depois do dito ônibus praticamente se esvaziar, um menino, ou melhor, dois meninos entrando. Um deles, acho, era daquelas pessoas que não ligam muita importância ao que ouvem, ou por achar desinteressante ou por não conseguir se concentrar, e não tentam muito disfarçar a falta de atenção. Ele carregava um guarda-chuva quase maior do que ele e vestia uma camiseta do colégio aqui do lado de casa. O mesmo colégio que atormenta minhas manhãs de sono com sinais de começo e fim de aulas e os gritos das pobres crianças fazendo educação física.
Esse menino não me interessou.
O outro, ao vê-lo, me causou alguma irritação, não sei bem por quê. Depois fui observando melhor, ele apontando para o companheiro, um tanto menor do que ele, um lugar para sentar. Devia ter, talvez, dez ou doze anos. Achei que ele tinha um jeito de homem adulto e só depois fui perceber que era porque ele calçava sapatos, sapatos, mesmo, não tênis ou sandálias, e trazia consigo uma maletinha, não de papel ou couro ou madeira, dessas de pano, mesmo, impermeabilizado.
Os meninos entraram quando o ônibus estava já em silêncio, ou melhor, quando as pessoas dentro do ônibus estavam em silêncio, e os sacolejos das ruas esburacadas faziam gemer a lataria aparentemente velha e com certeza meio solta do veículo. Eles são todos assim, os ônibus, ou esses ônibus, parece que vão se desfazer a qualquer momento e a gente toda vai cair sentada de bunda no asfalto.
Antes do silêncio, eu me irritava com o barulho ensurdecedor das pessoas falando, tão alto, entrando nos meus ouvidos tampados por fones e ocupados com música. Aquele burburinho, que se sobrepõe à música e ao gemer da lataria. Fiquei pensando no quanto eu gosto, ao pegar esse mesmo ônibus, mais cedo, quando ele se enche dos alunos da escola para deficientes auditivos que tem no caminho. São todos adolescentes, dos mais diferentes tipos, e eu me pergunto de onde eles vêm, e eles fazem toda a balbúrdia típica de adolescentes, se provocando mutuamente e conversando sem parar, em silêncio. Alguns eu já reconheço, acompanho o falar das mãos com uma curiosidade mal disfarçada, tentando entender ao menos o tom - tom, que ironia - das conversas. Sendo adolescentes, é possível imaginar o assunto sobre que eles discorrem; provavelmente, se bem me lembro, eles falam uns sobre os outros. E são muitos e em silêncio, falando. Aí eu começo a pensar se estou sendo preconceituosa, ou sei lá, e pode ser que sim, como pode ser que não, mas é fato que eu gosto de observá-los.
Acho que eu às vezes gosto de observar as pessoas, não todas, mas como o menino que usava sapatos e trazia uma malinha. Ele falava e falava com o outro menino, que meio que ouvia, acenava vagamente com a cabeça, olhava de um lado para o outro, apoiava a cabeça no guarda-chuva. Consegui captar da conversa, depois de ter desligado a música, que ele, o de sapato, falava sobre música; primeiro eu pensei que estava falando sobre os garotos do colégio dele, que na fila, em ordem crescente, ficavam antes e depois dele, que ele era entre alto e baixo, mas não, ele falava sobre música, em um coral, imagino. Que do lado dele ficam os baixos, e do outro lado eu não entendi, como talvez o menino do guarda-chuva, ele por não prestar atenção e eu por ouvir a lataria.
Será que o do sapato é um daqueles meninos chatos, que já se acha adulto, e se acha muito maduro e inteligente, um prodígio, como aquelas crianças superdotadas que a gente vê num programa de televisão, e querem inventar uma nova língua ou descobrir uma estrela, ou qualquer dessas coisas chatas, em vez de jogar bola, brincar de carrinho ou ficar pedindo sorvete pra mãe antes do jantar? Ou ele só canta num coral, por um motivo qualquer, talvez por gostar de cantar, e gostar do coral, e gosta de cantar e falar do coral, como a gente gosta de falar das coisas de que a gente gosta, sem ser necessariamente insuportável?
Fiquei curiosa pra saber para onde eles iriam, de sapato e guarda-chuva, já quase na madrugada de um outono que se faz sentir. Mas desci do ônibus, no ponto final, antes deles, e me dirigi, como sempre, para os lados de casa, talvez esperando ver se eles viriam na mesma direção, e sabendo que, de todo jeito, não importa, porque eles seguem as vidas deles e eu a minha, e eu não poderia saber quem é o menino do sapato, mesmo que num impulso perguntasse a ele; provavelmente ele me acharia uma louca e eu não ficaria contente com uma improvável resposta dele.
Então ele foi para onde deveria ir, e eu vim para onde deveria vir, e estamos ambos, talvez, nos lugares em que devemos estar.
Esse menino não me interessou.
O outro, ao vê-lo, me causou alguma irritação, não sei bem por quê. Depois fui observando melhor, ele apontando para o companheiro, um tanto menor do que ele, um lugar para sentar. Devia ter, talvez, dez ou doze anos. Achei que ele tinha um jeito de homem adulto e só depois fui perceber que era porque ele calçava sapatos, sapatos, mesmo, não tênis ou sandálias, e trazia consigo uma maletinha, não de papel ou couro ou madeira, dessas de pano, mesmo, impermeabilizado.
Os meninos entraram quando o ônibus estava já em silêncio, ou melhor, quando as pessoas dentro do ônibus estavam em silêncio, e os sacolejos das ruas esburacadas faziam gemer a lataria aparentemente velha e com certeza meio solta do veículo. Eles são todos assim, os ônibus, ou esses ônibus, parece que vão se desfazer a qualquer momento e a gente toda vai cair sentada de bunda no asfalto.
Antes do silêncio, eu me irritava com o barulho ensurdecedor das pessoas falando, tão alto, entrando nos meus ouvidos tampados por fones e ocupados com música. Aquele burburinho, que se sobrepõe à música e ao gemer da lataria. Fiquei pensando no quanto eu gosto, ao pegar esse mesmo ônibus, mais cedo, quando ele se enche dos alunos da escola para deficientes auditivos que tem no caminho. São todos adolescentes, dos mais diferentes tipos, e eu me pergunto de onde eles vêm, e eles fazem toda a balbúrdia típica de adolescentes, se provocando mutuamente e conversando sem parar, em silêncio. Alguns eu já reconheço, acompanho o falar das mãos com uma curiosidade mal disfarçada, tentando entender ao menos o tom - tom, que ironia - das conversas. Sendo adolescentes, é possível imaginar o assunto sobre que eles discorrem; provavelmente, se bem me lembro, eles falam uns sobre os outros. E são muitos e em silêncio, falando. Aí eu começo a pensar se estou sendo preconceituosa, ou sei lá, e pode ser que sim, como pode ser que não, mas é fato que eu gosto de observá-los.
Acho que eu às vezes gosto de observar as pessoas, não todas, mas como o menino que usava sapatos e trazia uma malinha. Ele falava e falava com o outro menino, que meio que ouvia, acenava vagamente com a cabeça, olhava de um lado para o outro, apoiava a cabeça no guarda-chuva. Consegui captar da conversa, depois de ter desligado a música, que ele, o de sapato, falava sobre música; primeiro eu pensei que estava falando sobre os garotos do colégio dele, que na fila, em ordem crescente, ficavam antes e depois dele, que ele era entre alto e baixo, mas não, ele falava sobre música, em um coral, imagino. Que do lado dele ficam os baixos, e do outro lado eu não entendi, como talvez o menino do guarda-chuva, ele por não prestar atenção e eu por ouvir a lataria.
Será que o do sapato é um daqueles meninos chatos, que já se acha adulto, e se acha muito maduro e inteligente, um prodígio, como aquelas crianças superdotadas que a gente vê num programa de televisão, e querem inventar uma nova língua ou descobrir uma estrela, ou qualquer dessas coisas chatas, em vez de jogar bola, brincar de carrinho ou ficar pedindo sorvete pra mãe antes do jantar? Ou ele só canta num coral, por um motivo qualquer, talvez por gostar de cantar, e gostar do coral, e gosta de cantar e falar do coral, como a gente gosta de falar das coisas de que a gente gosta, sem ser necessariamente insuportável?
Fiquei curiosa pra saber para onde eles iriam, de sapato e guarda-chuva, já quase na madrugada de um outono que se faz sentir. Mas desci do ônibus, no ponto final, antes deles, e me dirigi, como sempre, para os lados de casa, talvez esperando ver se eles viriam na mesma direção, e sabendo que, de todo jeito, não importa, porque eles seguem as vidas deles e eu a minha, e eu não poderia saber quem é o menino do sapato, mesmo que num impulso perguntasse a ele; provavelmente ele me acharia uma louca e eu não ficaria contente com uma improvável resposta dele.
Então ele foi para onde deveria ir, e eu vim para onde deveria vir, e estamos ambos, talvez, nos lugares em que devemos estar.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Ao meu redor
Fato: quanto menos eu coloco o despertador, mais eu consigo acordar num horário menos indecente.
Indecente, ainda, mas menos.
Hoje acordei, achei que podia dormir mais um pouco, dormi, acordei e pensei que devia levantar, mas se eu quisesse ainda enrolar, podia. Decidi enrolar em outras coisas que não a tv - tipos que passa mesmo Barrados no Baile, que é mesmo péssimo, mas passa um tempo desgraçado.
Aí enrolei, já me atrasei, e a mesma ladainha.
Mas senti uma vontade incontrolável de MM, vim ouvir e, mais uma vez, tirei meu chapéu. Não que eu tenha um chapéu, ou esteja usando agora, porque ainda tá um tanto quente. Comprei uma boina, mas ainda não estreei.
Enfim, Marisa Monte, essa sou eu tirando meu chapéu imaginário.
Dou logo uma xingadinha que é assim que eu lido com emoções fortes.
Ninguém ousaria se opor.
Indecente, ainda, mas menos.
Hoje acordei, achei que podia dormir mais um pouco, dormi, acordei e pensei que devia levantar, mas se eu quisesse ainda enrolar, podia. Decidi enrolar em outras coisas que não a tv - tipos que passa mesmo Barrados no Baile, que é mesmo péssimo, mas passa um tempo desgraçado.
Aí enrolei, já me atrasei, e a mesma ladainha.
Mas senti uma vontade incontrolável de MM, vim ouvir e, mais uma vez, tirei meu chapéu. Não que eu tenha um chapéu, ou esteja usando agora, porque ainda tá um tanto quente. Comprei uma boina, mas ainda não estreei.
Enfim, Marisa Monte, essa sou eu tirando meu chapéu imaginário.
Dou logo uma xingadinha que é assim que eu lido com emoções fortes.
Ninguém ousaria se opor.
Resposta ao Tempo
Querido Anônimo que eu suponho ser a Deborah,
Explico: fiquei pensando quem defenderia com tanta ênfase (acho que a repetição é ênfase, né?) o livro do Veríssimo, me lembrei da Deborah ter lido e adorado, e da Carla, de Paris, que ficou surpresa por eu largá-lo, mas terminar o Tempo Perdido do Proust. Mas a Carla não tem o endereço desse blog, acredito.
Ou seria ainda um terceiro excluído, um apaixonado pelo livro que veio buscar referências nas minhas impressões e se decepcionou mortalmente? Tantas as possibilidades escondidas por trás de um não-nome...
Acho que a resposta à pergunta está no por que eu o leria. Que também responde à pergunta da Carla.
Simplificando: achei chato. O primeiro livro foi, até gostei bastante. Cheguei ao segundo e achei chato e não tive forças para superar o tédio e ler mais mil páginas.
O motivo deu achar chato é o que me move nessa vida: o egocentrismo. Diferente do Proust, não me vi, ali. Em nenhum momento achei que ele estava falando de mim para mim. Nem achei que ele estava falando de um eu que já foi, nem de um eu que será. Nem de um eu que não é, foi, nem será; nem um oposto de mim. Eu simplesmente não estava ali. Você há de concordar que é uma prova dura para uma egocêntrica.
Eu tenho também minha implicância com essas histórias, livros ou filmes, históricos. Já parto do princípio de que não vou gostar, porque realmente, ao longo dos anos, vi, li e não gostei. Ou gostei apesar de ser histórico. Nem porque eu conheço a história real por trás da ficção, talvez devesse, mas admito a minha ignorância. Só, sem conhecer a verdade, não acredito no que eles dizem. Aquela coisa tão grandiosa. Não que o Veríssimo faça isso, mas confesso também minha irritação, em alguns momentos d'O Continente. Me interessa mais ler a profunda impressão de alguém sobre algo que conhece muito bem, do que as descrições e reconstruções de coisas que estão tão distantes.
Eu sou historiadora, fato, mas história não é romance. Ou é, mas não dessa maneira.
No fim das contas, tudo devaneios para dizer que achei meio chato - dizê-lo já carrega em si uma culpa - e não me vi.
Poderia até me estender, mas aí a culpa ia crescendo proporcionalmente, então paro por aqui.
Espero ter respondido à sua tão angustiada pergunta, Anônimo, e que você não me odeie. Nada pessoal, só essas coisas da vida.
E do Tempo.
Explico: fiquei pensando quem defenderia com tanta ênfase (acho que a repetição é ênfase, né?) o livro do Veríssimo, me lembrei da Deborah ter lido e adorado, e da Carla, de Paris, que ficou surpresa por eu largá-lo, mas terminar o Tempo Perdido do Proust. Mas a Carla não tem o endereço desse blog, acredito.
Ou seria ainda um terceiro excluído, um apaixonado pelo livro que veio buscar referências nas minhas impressões e se decepcionou mortalmente? Tantas as possibilidades escondidas por trás de um não-nome...
Acho que a resposta à pergunta está no por que eu o leria. Que também responde à pergunta da Carla.
Simplificando: achei chato. O primeiro livro foi, até gostei bastante. Cheguei ao segundo e achei chato e não tive forças para superar o tédio e ler mais mil páginas.
O motivo deu achar chato é o que me move nessa vida: o egocentrismo. Diferente do Proust, não me vi, ali. Em nenhum momento achei que ele estava falando de mim para mim. Nem achei que ele estava falando de um eu que já foi, nem de um eu que será. Nem de um eu que não é, foi, nem será; nem um oposto de mim. Eu simplesmente não estava ali. Você há de concordar que é uma prova dura para uma egocêntrica.
Eu tenho também minha implicância com essas histórias, livros ou filmes, históricos. Já parto do princípio de que não vou gostar, porque realmente, ao longo dos anos, vi, li e não gostei. Ou gostei apesar de ser histórico. Nem porque eu conheço a história real por trás da ficção, talvez devesse, mas admito a minha ignorância. Só, sem conhecer a verdade, não acredito no que eles dizem. Aquela coisa tão grandiosa. Não que o Veríssimo faça isso, mas confesso também minha irritação, em alguns momentos d'O Continente. Me interessa mais ler a profunda impressão de alguém sobre algo que conhece muito bem, do que as descrições e reconstruções de coisas que estão tão distantes.
Eu sou historiadora, fato, mas história não é romance. Ou é, mas não dessa maneira.
No fim das contas, tudo devaneios para dizer que achei meio chato - dizê-lo já carrega em si uma culpa - e não me vi.
Poderia até me estender, mas aí a culpa ia crescendo proporcionalmente, então paro por aqui.
Espero ter respondido à sua tão angustiada pergunta, Anônimo, e que você não me odeie. Nada pessoal, só essas coisas da vida.
E do Tempo.
Valsa sem nome
Que coisa linda Baden e Vinícius fizeram. Falta mesmo nome.
Queria falar do Salinger. Apanhador no Campo de Centeio. Li já há muitos anos, nesse mesmo apartamento, então tão diferente e igual ao que é hoje. Não me lembrava de nada do livro, encontrei na mesma estante, com o mesmo desconhecimento, e entrei. Li rápido da mesma maneira, mas acho que dessa vez algo mais vai ficar. Não esquecer.
Escrever um dia, mudar de assunto no meio de uma fala. Ser um apanhador no campo de centeio. Holden Caufield. Pensando no que ele falaria de mim.
Queria falar do Salinger. Apanhador no Campo de Centeio. Li já há muitos anos, nesse mesmo apartamento, então tão diferente e igual ao que é hoje. Não me lembrava de nada do livro, encontrei na mesma estante, com o mesmo desconhecimento, e entrei. Li rápido da mesma maneira, mas acho que dessa vez algo mais vai ficar. Não esquecer.
Escrever um dia, mudar de assunto no meio de uma fala. Ser um apanhador no campo de centeio. Holden Caufield. Pensando no que ele falaria de mim.
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