Só porque eu tava assistindo ao Alternativa: Saúde e eles mostraram uma aula de samba e eu achei meio sacal, a não ser por ser o Alternativa, que acho que mostra uma aula de samba da melhor maneira possível. E tocou "aquarela do Brasil" e eu me empolguei e comecei a cantar com mamãe, pseudo-sambando no chão da cozinha que está de molho com água, sabão e não sei mais o que, mamãe completando os buracos da letra que eu não lembro perfeitamente.
E estou até agora pensando "Vejam essa maravilha de cenário, é o episódio [relicário] que o artista num sonho genial escolheu para esse carnaval" e "fiquei radiante de alegria quando cheguei à Bahia, Bahia de Castro Alves, do acarajé, das noites de magia no candomblé" e etc.
Andei pensando demais nesses dias, sobre casa, sobre a voz da Bethânia - que é minha favorita no mundo hoje, porque eu ouço ela sorrindo -, sobre aniversário, mas é fato que eu tenho que sair correndo, pro supermercado, pras compras de última hora, pra depois fazer as unhas e dormir pra pegar a estrada, depois.
Tão, tão feliz de encontrar Guaecá!
Mas, 26, vocês chegaram, tão diferentes do esperado, mas eu dou as boas-vindas, espero vocês se acomodarem e depois a gente conversa com calma.
Feitiço de garoa pela serra...
Mentiiira, agora é só sol!
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Sertão em nenhum lugar
Tanto a dizer sobre voltar.
Sobre ser.
Nos últimos dias, algumas frases soltas passavam pela cabeça, mas nenhuma delas forte o suficiente para me trazer aqui.
Para constar, digo apenas que senti uma coisa doida quando o avião pousou. Tenho tido muito menos medo, ainda bem. Lá eu desci ouvindo Teresa Cristina, na expectativa da chegada e do tempo que viria.
E expectativa é sempre um problema, porque nunca nunca vai ser alcançada; mesmo que coisas melhores do que as esperadas aconteçam, sempre resta a consciência do que foi diferente. E essa viagem teve muito de diferente, que quiçá um dia eu venho dizer. Ou vou destrinchando aos pouquinhos, como costumo fazer com tudo, na espera de que o tempo traga alguma clareza sobre o que fica pra memória. "Então, afinal, estou na Europa." Confesso que senti um comichãozinho.
Em casa, cheguei com Bethânia. Navegações XIV. A voz dessa mulher é um encanto, né não? Chega preenche a gente, e voltar para casa na companhia dela tem algo de grandioso. Voltar, talvez, em si. Mais com Bethânia.
Dentro do mar tem rio. Traz uma vida...
Chuva de verão. Que cai forte e seca num instante.
Sol que chega lá no alto.
E o céu azul. Não sei se sou eu ou se o horizonte daqui de fato é maior.
Casa.
Será que um dia eu saí?
Sobre ser.
Nos últimos dias, algumas frases soltas passavam pela cabeça, mas nenhuma delas forte o suficiente para me trazer aqui.
Para constar, digo apenas que senti uma coisa doida quando o avião pousou. Tenho tido muito menos medo, ainda bem. Lá eu desci ouvindo Teresa Cristina, na expectativa da chegada e do tempo que viria.
E expectativa é sempre um problema, porque nunca nunca vai ser alcançada; mesmo que coisas melhores do que as esperadas aconteçam, sempre resta a consciência do que foi diferente. E essa viagem teve muito de diferente, que quiçá um dia eu venho dizer. Ou vou destrinchando aos pouquinhos, como costumo fazer com tudo, na espera de que o tempo traga alguma clareza sobre o que fica pra memória. "Então, afinal, estou na Europa." Confesso que senti um comichãozinho.
Em casa, cheguei com Bethânia. Navegações XIV. A voz dessa mulher é um encanto, né não? Chega preenche a gente, e voltar para casa na companhia dela tem algo de grandioso. Voltar, talvez, em si. Mais com Bethânia.
Dentro do mar tem rio. Traz uma vida...
Chuva de verão. Que cai forte e seca num instante.
Sol que chega lá no alto.
E o céu azul. Não sei se sou eu ou se o horizonte daqui de fato é maior.
Casa.
Será que um dia eu saí?
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