Que esse mundo é uma merda e que as pessoas são escrotas estamos cansados de saber.
Eu às vezes esqueço, não sei se porque já não cabe mais aqui saber, ou se porque eu prefiro fingir que não sei, porque isso de merda e escrotice é bem de foder.
Agora, olhe, trinta anos nas costas e eu aqui me surpreendendo com o egoísmo e a falta de noção das pessoas.
Galerinha mimada que se acha o centro do mundo.
Eu sempre fui, e ainda sou, mimada e nunca fiz dessas, não.
Será que fiz e esqueci?
Tem horas, infelizmente mais constantes do que eu gostaria, que dá vontade de brincar, não.
E nem tô afim de ser agora bola-pra-frente e o-que-conta-são-as-coisas-boas-da-vida. É o caralho. A gente se esforça ali pra ser legal e responsável e gente boa, pra ser solidário, pra partilhar e suprir, fazemos o melhor possível, limitados que somos, mas vamos lá, bola-pra-frente e a bucha vem na cara.
Nessa, todo o esforço pra melhorar, pra não guardar rancor e entender e não se destruir vai pro saco. Destruir não vou, mas quero também me permitir a putice.
Eu estou puta da cara.
Já falei, ouvi, repeti e partilhei; há aqui esperança de que amanhã e o sol e etc., mas olha que hoje é palavrão abaixo.
Eu aqui opto por não entender porra nenhuma. Quer ser panaca, vai ser panaca na casa do caralho, pega suas coisas e sai que ninguém tá interessado em te segurar. Não tem nada de bom pra dizer, cala a boca.
Enquanto isso, fico aqui pensando na política. Não essa do Estado que, se hoje faz parte da minha vida, faz, mas é isso aí. Penso é nessas relações cotidianas de poder e na necessidade do bom uso da diplomacia.
Galera saí por aí criando desafetos à toa. Pode até ser infantilidade minha, mas galera sai criando desafetos à toa. Muitas vezes, pensar antes de falar pode fazer muita diferença imensa na vida de uma pessoa. Ou de duas. E aí que o mundo é dos esperto e poucas coisas são mais burras que os desafetos. Principalmente os criados à toa.
Eu os tenho, claro, que tenho cá minhas burrices; mas isso da falta de respeito arbitrária quero crer que nunca fiz.
Aí tem aquele ditado sobre brigas, do boi pra não entrar e da boiada pra não sair e, meu, não. Pensae antes de dar uma merda de um boi.
Eu já há alguns anos fujo de briga, provavelmente porque esgotei minha cota antes dos vinte e cinco. Foi um talento de juventude meu, isso de detonar todas as relações sociais que estabeleci, talento esse que explorei bem explorado. Queimei ponte até não poder mais e olha que algumas ainda se reergueram.
Só para dizer, num texto assim bastante sem sentido e cheio de clichês, que eu fiquei puta, mas de um tanto que fazia tempo não acontecia.
Parabéns aí. Eu diria que espero que lhe renda bons frutos, mas nem na ironia tô podendo te querer bem.
Eu quero mesmo que você vá para o raio que o parta.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Da manhã nebulosa
Não sei por que, mas várias vezes quando estou tomando banho penso nessa música.
Aí faz tempo que não ouço e esqueci da letra, como de todo o resto, e vou indo de verso em verso. Cantarolo o primeiro, o segundo, esqueço o terceiro. Começo de novo, lembro o terceiro e esqueço o quarto. Começo de novo, lembro o quarto e esqueço o quinto e assim por diante indefinidamente.
Acho que o moral da história (a moral?!) é isso: começar de novo.
Na música e na vida.
Só o que não tem remédio nessa vida é a morte - e puta-que-o-pariu que essa não tem mesmo remédio.
Ficamos então nós aqui na função de tapa-buraco.
Eu confesso minha exaustão, de tensão e tristeza e apreensão e medo e algo de pressão, porque acontece de o buraco às vezes ser grande demais para tapar.
As coisas por aqui andam nebulosas, como na minha música-de-banho, porque ninguém sabe o que vai ser amanhã, mas nesse meio tempo há muito trabalho a ser feito e vamos lá fazê-lo.
Supersticiosa que sou, e conhecedora de mim como sou, temo fazer a afirmação que farei agora, mas vou na ousadia e e polyanice e aposto que tudo ficará bem: eu hoje estou mesmo feliz por ter ao meu redor as pessoas que tenho, nesse mundo-cão, mas que parece um pouco menos cão quando há solidariedade e companheirismo entre nós. Porque a competição vem e virá, mas não precisamos nos destruir, podemos competir com justiça e lealdade e que vença o melhor e se o melhor for o outro, paciência.
É assim que, por entre as nuvens, aparece um pedacinho de azul.
No mais, é o Bob:
Aí faz tempo que não ouço e esqueci da letra, como de todo o resto, e vou indo de verso em verso. Cantarolo o primeiro, o segundo, esqueço o terceiro. Começo de novo, lembro o terceiro e esqueço o quarto. Começo de novo, lembro o quarto e esqueço o quinto e assim por diante indefinidamente.
Acho que o moral da história (a moral?!) é isso: começar de novo.
Na música e na vida.
Só o que não tem remédio nessa vida é a morte - e puta-que-o-pariu que essa não tem mesmo remédio.
Ficamos então nós aqui na função de tapa-buraco.
Eu confesso minha exaustão, de tensão e tristeza e apreensão e medo e algo de pressão, porque acontece de o buraco às vezes ser grande demais para tapar.
As coisas por aqui andam nebulosas, como na minha música-de-banho, porque ninguém sabe o que vai ser amanhã, mas nesse meio tempo há muito trabalho a ser feito e vamos lá fazê-lo.
Supersticiosa que sou, e conhecedora de mim como sou, temo fazer a afirmação que farei agora, mas vou na ousadia e e polyanice e aposto que tudo ficará bem: eu hoje estou mesmo feliz por ter ao meu redor as pessoas que tenho, nesse mundo-cão, mas que parece um pouco menos cão quando há solidariedade e companheirismo entre nós. Porque a competição vem e virá, mas não precisamos nos destruir, podemos competir com justiça e lealdade e que vença o melhor e se o melhor for o outro, paciência.
É assim que, por entre as nuvens, aparece um pedacinho de azul.
No mais, é o Bob:
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