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terça-feira, 2 de abril de 2013

Da manhã nebulosa

Não sei por que, mas várias vezes quando estou tomando banho penso nessa música.
Aí faz tempo que não ouço e esqueci da letra, como de todo o resto, e vou indo de verso em verso. Cantarolo o primeiro, o segundo, esqueço o terceiro. Começo de novo, lembro o terceiro e esqueço o quarto. Começo de novo, lembro o quarto e esqueço o quinto e assim por diante indefinidamente.
Acho que o moral da história (a moral?!) é isso: começar de novo.
Na música e na vida.
Só o que não tem remédio nessa vida é a morte - e puta-que-o-pariu que essa não tem mesmo remédio.
Ficamos então nós aqui na função de tapa-buraco.
Eu confesso minha exaustão, de tensão e tristeza e apreensão e medo e algo de pressão, porque acontece de o buraco às vezes ser grande demais para tapar.
As coisas por aqui andam nebulosas, como na minha música-de-banho, porque ninguém sabe o que vai ser amanhã, mas nesse meio tempo há muito trabalho a ser feito e vamos lá fazê-lo.
Supersticiosa que sou, e conhecedora de mim como sou, temo fazer a afirmação que farei agora, mas vou na ousadia e e polyanice e aposto que tudo ficará bem: eu hoje estou mesmo feliz por ter ao meu redor as pessoas que tenho, nesse mundo-cão, mas que parece um pouco menos cão quando há solidariedade e companheirismo entre nós. Porque a competição vem e virá, mas não precisamos nos destruir, podemos competir com justiça e lealdade e que vença o melhor e se o melhor for o outro, paciência.
É assim que, por entre as nuvens, aparece um pedacinho de azul.
No mais, é o Bob:


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