Simples assim.
Da eu de fora, eu gosto quando acordo.
Da eu de dentro, eu gosto quando leio.
Há uma semana eu recebi um elogio bacana, pode bem ser que descabido, e pode mais ainda ser que em cinco minutos ele evapore, que eu sou escaldada, mas há uma semana eu ouvi que estou madura.
Pobre de mim, da minha estrada que segue tanto adiante.
Nem tão pobre de mim, que já desperdicei tantas oportunidades. Que estudei menos do que deveria. Que falei menos do que deveria. Que escrevi menos do que deveria. Tudo, bem ou mal, escolhas minhas. Eu, criança, que tanto adio.
E se, ainda assim, eu estiver mais madura?
Assim, pronta pra colher, eu tenho a consciência de não estar. Mas também não sei se alguém algum dia está. Mesmo assim, dias atrás, eu sentei com outra pessoa e falei. A meu ver, com propriedade e critério; imaginem, eu sabia o que falar! Tinha algo com que contribuir! Sigo com a nítida impressão de que isso aconteceu de repente, que uma semana antes eu estaria fadada ao silêncio mais ensurdecedor. E, repentinamente: olha, acho que isso é assim, aquilo é assado e, meu, nunca diga tal coisa.
Sim, a jornada é longa e segue adiante a perder de vista, mas já não falta tudo.
Eu gosto de mim quando leio.
Nessa brincadeira, já escrevi muito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário