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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Sertão em nenhum lugar

Tanto a dizer sobre voltar.
Sobre ser.
Nos últimos dias, algumas frases soltas passavam pela cabeça, mas nenhuma delas forte o suficiente para me trazer aqui.
Para constar, digo apenas que senti uma coisa doida quando o avião pousou. Tenho tido muito menos medo, ainda bem. Lá eu desci ouvindo Teresa Cristina, na expectativa da chegada e do tempo que viria.
E expectativa é sempre um problema, porque nunca nunca vai ser alcançada; mesmo que coisas melhores do que as esperadas aconteçam, sempre resta a consciência do que foi diferente. E essa viagem teve muito de diferente, que quiçá um dia eu venho dizer. Ou vou destrinchando aos pouquinhos, como costumo fazer com tudo, na espera de que o tempo traga alguma clareza sobre o que fica pra memória. "Então, afinal, estou na Europa." Confesso que senti um comichãozinho.
Em casa, cheguei com Bethânia. Navegações XIV. A voz dessa mulher é um encanto, né não? Chega preenche a gente, e voltar para casa na companhia dela tem algo de grandioso. Voltar, talvez, em si. Mais com Bethânia.
Dentro do mar tem rio. Traz uma vida...
Chuva de verão. Que cai forte e seca num instante.
Sol que chega lá no alto.
E o céu azul. Não sei se sou eu ou se o horizonte daqui de fato é maior.
Casa.
Será que um dia eu saí?

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