Outra noite.
Há tanto tempo que não dava cá uma vontade de vir dizer, e me dizer, e me ver, e ver. Achei que tinha acabado, mesmo, como todas essas coisas da vida que vem e vão até que só vão.
Então estava eu aqui, curtindo o máximo da... futilidade? Assistindo reality show, depois de anos, mas a verdade é que me ajudou a lidar com a tensão dos últimos dias. Um pouco de projeção, muito certamente, e sei lá. Gosto é de ver as discussões e a doida da AP me pegou. Acho que um pouco dessa inveja da pessoa que vai lá e fala, em vez da pessoa que fica pensando. Sempre um problema isso, de ir lá e falar, simplesmente deixar sair e se ir.
Aí fiquei chateada com saída dela e toda essa loucura de "e daí?", até tive umas taquicardias hoje e bem pensei que devo estar muito louca.
Mas nesse meio tempo, a vida segue e se multiplica e se celebra então vamos seguindo.
Acho que esses últimos dias foram bem importantes, porque voltou cá alguma confiança, talvez, depois das chapuletadas. Sei lá se um renascimento, ou um reencontro, depois deste ano tão foda.
É difícil achar um sentido pra vida, um caminho a seguir. O que fazer, depois de tanto tempo?
E as dúvidas, deusmeu, depois de tanto tempo.
Mas não sei, de repente tá aí uma resposta, uma trilha, ou sei lá.
O fato é que eu tava aqui perdida na internet e cheguei nessa música da Sia, que eu tinha ouvido alguma vez em algum lugar e pensei: não posso esquecer. Talvez tenha até anotado naquele bloquim do celular que eu não vejo nunca, mas para espanto geral eu lembrava que era Sia, e elastic heart.
Aí tava vendo numa entrevista ela dizer o porquê do cabelo e talz e eu gostei tanto dessa música e dessa ideia.
E tava aqui, inocentemente ouvindo, quando bateu essa vontade, sombra talvez do que foi um dia, mas vontade ainda assim, de voltar a essa casa.
Talvez abrir as janelas, ventilar, não sei se pra ficar, provavelmente não.
Mas que bom, né, escrever e foda-se se tem muita vírgula.
E foda-se se faz sentido, se está bom ou ruim, se vão achar isso ou se não vão achar aquilo, porque sim.
Ouvindo do coração elástico dá aqui esse sentimento que há tempos não me visitava, essa coisa nem alegre nem triste, talvez essa dor de viver, mas uma dor boa, uma saudade, uma saudaaaaade...
Pois sim, o tempo segue e a vida segue e a gente vai indo nela.
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