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sábado, 7 de junho de 2008

Resposta

Escrevo, mas o quê?
Uma coisa que eu aprendi nos últimos meses é o clichê último da bonança depois da tempestade. Mas como a vida não é uma ciência exata, ela dessa vez não veio, o que significa, no mundo maniqueísta em que eu vivo, que a tempestade ainda ronda por aqui.
Eu continuo a ser perseguida, no mais das vezes por mim mesma, minhas vontades e saudades e confusões, outras, como hoje, pelo mundo, que aparece estampado em capas de revistas e praticamente em tudo e qualquer coisa sobre que meus olhos recaem.
Juro que acreditei que podia só tomar a decisão de sair e sair. E que o fato de a decisão ser minha tornaria as coisas mais fáceis, ou amenizaria a frustração. Só que não é bem assim, porque eu sinto mesmo uma enorme frustração e fracasso e tantas outras coisas que eu nem sei. Minha garganta continua doendo.
Eu olho para o mundo e não entendo. Sinceramente, não entendo. Muita coisa também não me interessa entender, mas as que interessam estão, da mesma forma, fora do meu alcance.
Ontem ouvi alguém dizer que amadurecer é lidar com a frustração, hoje, sobre congelamento e sobre ver o horizonte.
Eu agora só vejo o muro ou o campo que acaba aqui, sem depois.
Já faz alguns dias que eu não choro - e tenho tido vontade.
O clima aqui é esse. Garoa. Menos, só um sereno, que esfria mas não explode e eu às vezes gosto de explosões.
Escrevo, mas sobre o quê?
Não sei mais.

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