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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Welcome

Sim, tenho outras zilhões de coisas para fazer, inclusive textos a ler ainda hoje, mas o fato é que às vezes nós erramos nessa vida. No sentido mesmo do equívoco. E às vezes eles são grandes, enormes, noutras, insignificantes. Acontece que às vezes a insignificância é absurdamente irritante. Eis o que se passa comigo nesse instante.
Há um tempo, mesmo longo tempo, digamos mais de um ano, uma amiga me falou de um tal site de compra coletiva que era muito legal e tudo aquilo e eu, babaca, sem saber que a bagaça pertencia àquele almofadinha insuportável, me cadastrei. Uau, ?, superdesconto e a merda toda.
Nunca usei.
Uma vez cogitei comprar umas aulas de equitação, pela arte, mas não rolou.
Recebo ainda alguns e-mails que configurei para irem direto para a caixa de spam e não pensei mais muito sobre o assunto. Até que hoje, nessa gloriosa manhã que chega ao fim, recebi um e-mail dos putos na minha caixa de entrada e tive um daqueles momentos de clareza do sentido da vida e de suas inutilidades e do peso das coisas não-essenciais e, finalmente, me ocorreu o pensamento lógico: vou excluir meu cadastro dessa bosta. Eu nunca usei, nunca vou usar, é mais provável que eu passe o resto da vida lendo na minha cama do que me dê ao trabalho de abrir o e-mail, procurar uma oferta, me animar, convidar uma galera, vestir uma roupa transada e sair para curtir a night. Ou fazer uma aula de equitação.
Decidida, vou lá eu recuperar a senha do maldito nos confins da memória, faço o login e... surpresa das surpresas: os filhos-da-puta não têm uma opção de excluir a conta. Simples assim. Um lance meio "hotel california"; tudo muito bom (bom), tudo muito bem (bem), mas você está para o resto da vida preso com o coxinha nesse site dos infernos. E ainda tem videozinhos dele, com aquela voz insuportável, explicando por que ele é o máximo.
Tem lá opção de não receber mais e-mails chatos, simples e fácil, mas a questão é o conceito. Não é que eu não queira mais receber seus e-mails chatos, quero exterminar meu registro e qualquer ligação que existe ou possa vir a existir entre nós. Nem quero apagar as lembranças dessa relação, porque ela nunca existiu; eu de fato uma vez assinei meu nomezinho, mas a gente comete mesmo erro e olha que maravilha é essa nossa sociedade contemporânea que nos permite voltar atrás? Só que a porra do peixe não permite e parece que a gente tá num daqueles filmes que se passam no XIX em que o mocinho fica noivo da mocinha mas não curte mais ela e se apaixona pela prima mas tem que casar, porque , o noivado e a honra e o que as pessoas vão dizer.
Enfim, tudo bem, mandei um e-mail para pedir minha liberdade, sei não sei vão me julgar digna disso, mas eu vou ler aqui meus textos, ouvindo Skank. Indignação.

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