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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Poeira

Porque de vez em quando a gente tem que vir tirar, né?
Eu ando numa onda, voluntária ou forçada, tanto faz, da faxina, literal mesmo, mas como tudo na vida o físico transcende e alcança o meta.
Eu que de filosofia não sei nada.
Passei aqui uma hora cozinhando, devia estar estudando tão tão mais do que estou, tenho agora de preparar uma apresentação mas senti uma vontade danada de ouvir Los Hermanos, indicação de uma hermana que tá looonge (ou longe estou eu?!) e pronto. Que apresentação, que estudar, o quê (meio pensando no ritmo do Ney em "inclassificáveis"). Só a comida no fogo é que não pode queimar.
Claro que ela, a comida, não está literalmente no fogo, que isso não existe por essas bandas ~modernas~, mas dá pra entender a idéia geral.
Enquanto ela cozinha lá, eu cozinho aqui e espero visita.
E toda essa história de lua-de-mel e que passa, e vem uma frustração, e passa, depois a gente se acostuma, e passa, e depois passamos nós.
Foi boa, a lua-de-mel, e passou. A angústia que a segue também parece ter sossegado.
Eu, por outro lado, ainda cá estou, mas só por pouco tempo, depois passo também.
Já me lembro de quem sou.

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