Páginas

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Destiempo

Eu mais cedo segui a sugestão de uma desconhecida, que talvez pudesse se tornar desses amores distantes mas não se tornou, e assisti a um filme chamado "Novo mundo".
Confesso que no começo achei que eu talvez não fosse aguentar, isso de cinema europeu, isso de criada com cinema americano, mas não só aguentei como não sofri, gostei e, afinal, sofri. Isso do mundo demasiadas vezes ser um lugar muito feio, em que as pessoas fazem coisas mesmo tristes umas com as outras. E eu acho que a beleza da vida está em vê-la, a beleza, ainda nesses momentos. Em, no meio de uma dor, forte ou fraca, sua ou alheia, parar e pensar "tá, mas também tem coisas bonitas e alegres". Também tem um "olhar e ver Marília", também tem um "doro ocê", também tem um "que chateação!", também tem um senhor que rebola. Na vida também tem Nininha.
E tem a beleza dela, em si, sem rodeios e intermediários. Tem a beleza do encontro, mas às vezes, e talvez raramente, ela esteja exatamente no desencontro.
Eu ainda tenho muito medo, e incertezas, e inseguranças, e medo. E talvez, logo, eles cresçam e me tomem. Talvez venham a destiempo.
Mas o que existe é agora e agora o que eu vejo é beleza.
E rebolo.

Nenhum comentário: