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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Pedacinho de loucura

Como pessoa muito preocupada com a minha lucidez, cultivada cuidadosa e carinhosamente todos os dias, através de muita reflexão e muito veneno, inclusive comigo mesma, acredito que haja momentos, como este, em que a pessoa deve se permitir enlouquecer. Eu o faço, agora.
Na verdade, os últimos dias foram de insanidade.Tudo começou quando eu não quis ir nadar, no sábado. Depois quis fazer compras e perdi o controle, não totalmente porque achava que, dentro de alguns dias, talvez eu me permitisse, para o bem ou para o mal, perdê-lo completamente.
Aí depois morri de raiva de uma costureira que não me fez saias novas e lindas, me perdi por anos-luz no caminho para a casa da mulher. Depois... Ah, sim, antes disso, uma péssima notícia, academicamente falando, que me tirou toda a tranquilidade.
Aí hoje, por que as coisas acontecem mesmo aos atropelos, uma ótima notícia e um contato perturbador. Mais a má notícia de dois dias atrás. Enfim, o caos.
E aí, entre o ficar totalmente perdida e o tentar ser adulta e encarar as coisas como tal, chega esse momento, em que eu não posso me impedir de sofrer por tudo que eu gostaria que fosse e não é. Isso porque eu já nem sei mais o que eu gostaria que fosse, porque já nem sei o que sinto e se seria suficiente e se seria bom, apenas. Mas é isso, dói e eu queria dizer. Já doeu mais, muito, mas ainda assim, ainda hoje. Tudo que não é e eu não entendo. Eu não entendo e pra mim, não entender, não ter a menor idéia, é doloroso e difícil, porque me impede, com a lucidez, de ver as coisas claramente. Eu não posso entender o que eu não entendo. E eu, sem entender, sou nada ou muito pouco.
Então é isso, a insanidade.
E mãos à obra.

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