Vinícius, né, era quem cantava que a tristeza tem sempre uma esperança de um dia não ser mais triste, não?
Eu continuo com o impulso de dizer que minha vida, nos últimos minutos, horas, dias, meses, tem sido uma loucura de altos e baixos e certezas e dúvidas e amores e desamores, e continuo com o impulso de me perguntar se é mesmo verdade.
Porque a vida inteira é um alto e baixo de quereres e partidas e chegadas e alegrias e tristezas e sempre a esperança de, um dia, não ser mais triste, não.
O que eu aprendi, nos últimos meses, é que impulso é isso mesmo, não passa de um impulso, que pode até ir, mas não continua. Impulso é aquilo que a gente toma antes de pular ou correr. Não é correr nem pular. Apesar disso, é mola, que fica sempre querendo achar um outro lugar onde nos jogar. Mas eu, agora, sou mola, que me estico e alcanço o intangível, mas volto, depois de balangar um tantinho.
E ainda assim sinto falta de um tempo que não foi, de vir dizer que minha garganta aperta e liberá-la, aos borrões e borbotões, de ter a ilusão de que alguém vê e se importa.
Mas aprendi, também, que ilusões são só isso. Ilusões.
Será isso crescer?
Será crescer sentir uma tristeza grande chegando e passando ao largo?
Será ter esperança?
Um comentário:
!!!!
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