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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Niétotchka

Como pode uma Anna virar Nietótchka? E eu que sempre achei que apelidos serviam para dizer mais facilmente os nomes das pessoas vou lá e gosto desses malucos, que não simplificam em nada a vida da gente.
Mas li, lá, a Nietótchka e meio que gostei, meio que fiquei incomodada com a falta de final. Senti também algo parecido com os Karamázov, o que pode ser um sacrilégio, mas é também verdade.
Fico, portanto, um tanto sem opção, apesar da fortuna gasta recentemente na aquisição de novos prazeres literários. Provavelmente, revisitarei uma antiga paixão, mas olhando na estante, nada me salta aos olhos.
Cheguei hoje em casa meio fascinada com o flamenco, como acontece sempre a cada nova coreografia, mas chegou junto um vazio, algo de um desinteresse e um silêncio que só não é insuportável porque já foi muito pior.
Assistia ao Saia Justa, e elas conversavam sobre coisas pelas quais vale a pena viver e, à parte a breguice da expressão, lembrei cá de uma coisinha ou outra, mas nenhuma delas me encheu.
Não se pode mesmo ter tudo, não é?
Nesse meio tempo, talvez fique aqui, ouvindo soleás, que são trilhas perfeitas para momentos de melancolia.

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