Aí ontem eu ia encontrar a galera (galera, hein, galera?) pra tomar um suco/sorvete/açaí, e no caminho ouvi no rádio uma dessas músicas dos anos oitenta meio breguinhas, mas pela qual senti uma afeição profunda e imediata, apesar de algo culpada. Pensei "quando chegar em casa procuro, mas corro o risco de esquecer". Torci pra não esquecer e não esqueci, apesar de ter entendido tudo errado e sofrido um tanto pra achar, mas Santo Google não é de brincadeira, nem a nossa ilimitada fé em seu poder.
Pra resumir a história, achei e estou há... muitas horas ouvindo ininterruptamente, via youtube. Sei lá, dá uma vergonha de baixar, né?
Mas enfim, isso pra dizer que, pela primeira vez em muito tempo, pelo menos desde a semana passada, quando fui atacada pela culpa crônica e inclemente, sento aqui, nesse espaço abafado, depois de assistir muita tv e estou no que se poderia chamar de boa onda.
Algum relaxante corporal, algumas conversinhas bacanas, a música que, apesar de brega, ornou, e as expectativas de sair daqui por um tempinho, pouco, deveras, mas ainda sair, trazem alguma felicidadezinha, dessas que passam logo, rápido demais, ops, já passou.
E agora, corro atrás ou sento aqui, curtindo a tristeza e o vazio da ausência? Se correr, pego? Desconfio que não, mas tava tão bom o sorriso fixo aqui na minha cara que ameaço levantar.
De repente, se eu olhar no espelho ele ainda está aqui, mas já partido, porque a natureza das coisas é mudar.
Detesto gente que fica falando das naturezas, das coisas ou pessoas.
Espasmos na pálpebra direita.
Posso tentar dormir, que é o sentido, segundo o Pessoa, que eu resolvi atacar novamente.
Será?
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