Pensei que só em dar uma mudada aqui no visual. Talvez como desculpa, admito. Mas também é verdade que pensei. Mas gosto assim, gosto das cores e, se a gente for pensar bem, não é algo estúpido mudar as coisas só pra mudar, mesmo sem necessidade nem grande desejo?
Também é estúpido não mudar só porque não.
Não há, portanto, meio de escapar da estupidez, então que fique assim, mesmo. Menos trabalho e aquilo tudo.
Fui me dar conta hoje, às 7:30 da matina, que estou sobrevivendo há meses numa base de 6 horas de sono por dia. O que pra mim, como diriam os que me conhecem, é muito pouco. Primeiro, era o trabalho que me tirava o sono. Virava as noites e dormia as manhãs. As tardes é que não me faziam bem, então procurava vivê-las, ainda que zonzamente.
Depois era resolver isso e aquilo e fazer ainda aquilo outro.
Depois os barulhos.
E sempre as tardes.
A questão é que, em algum lugar no meio do caminho, perdi o sono pesado que me acompanhou a vida toda. A capacidade de, se acordada, virar para o lado e voltar para o outro lado.
Consigo, ainda, e muito, quando tenho algo a fazer. Acho que é o melhor sonífero, né? A obrigação? Ou então no fundo do meu ser bem-comportado há uma rebelde que quer resistir. Mas aí, se há obrigação, vamos lá: ao médico, à faculdade, à escola, a não sei.
Mas se não há a fazer como hoje às 7:30 da matina... cadê?
Foi-se.
Também logo ele volta e o truque é enganá-lo. Fingir que não percebemos que foi, que não o vemos rondar e deixá-lo dar o bote.
Como não sou boa atriz, venho por cá, fazendo hora.
De resto, bons dias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário