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quinta-feira, 1 de julho de 2010

11:40

São 11:40 da manhã de quinta-feira, primeiro de julho de 2010.
Venho jogar os dados, sabendo que, às 11:41 eles vão me trair, mas não resisto.
É que agora, às 11:40, sou feliz. Mas mesmo, sem sombras, feliz-meio-dia-tropical.
Ontem passei um dia assim meio ansioso, esperando respostas, e respostas, e respostas. Nem foi terrível, só não foi prazeiroso.
Dormi muitíssimo pouco, pouquíssimo, quase nada - para os meus padrões de dez, doze horas diárias, ao menos.
Acordei para um dia de sol, a árvore da frente de casa já totalmente desfolhada e sem flores - todas caídas perante minha janela.
Um requício de contato, desses que podem haver. Risadas e maledicências, na medida.
Resposta.
Rosa de Hiroshima.
Ainda em jejum.
Resposta querida.
Como pode a gente às vezes ser tão besta que qualquer manifestação de afeto, por mínima que seja, nos coloca um sorriso na cara? Ou é besta ou só reconhece que vale um sorriso.
E junto do sol, do sono, da fome, da rosa, do encontro, me fazem feliz.
Se me perguntarem um dia se eu já fui feliz, talvez possa me lembrar de responder: Fui, às 11:40.

Um comentário:

Deborah disse...

Pois vim procurar design novo. Cadê?