Eu gosto muito de viajar. Das minhas coisas favoritas.
Só que há por aí n modos de viajar, né? Tem aquelas meio por obrigação, tem aquelas meio por amor, mas sem prazer, tem aquelas de amor, de prazer e tem as outras, que podem ser tudo isso, que não tiram a gente do lugar.
As minhas preferidas são aquelas que me levam mais longe, de mim e do meu mundo, e me desafiam a ser e pensar e agir diferente. Essas, mesmo melhores, tiram também parte da graça do ir, que é o voltar.
Gosto de viajar e gosto, talvez mais, de voltar para casa. Menos quando vou longe, porque aí quero ficar.
E a minha casa?
Fiz uma dessas, meio longas, indo a lugares há muito não visitados e que trazem prazer e dor quase na mesma medida. Ou quase trazem, porque sigo, ainda, aqui.
O passado, tão longe e tão perto.
Dei comigo a pensar que deixo, no Errar, um rastro como os farelos de de João e Maria. Deixo pegadas para depois me achar e, quando perdida, é com grande alívio que me encontro. Regozijo-me dos esforços, dos textos meio ruins, de publicá-los ainda assim porque eles levam a mim. E se ninguém mais segue o caminho, se ninguém mais o decifra entre os códigos que insisto em produzir, eu sigo e decifro. E entendo. Quando não sei bem quem sou, posso vir e ver.
Tão sem preço e pleno.
É só que fui e voltei. Não fui, fiquei.
Estou, ainda, a errar.
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