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domingo, 20 de junho de 2010

Destino

Eu tive até hoje vinte e sete anos, quatro meses e um dia para estar sozinha.
27, 4, 1.
E ele quis, o destino, que agora, às 18:10 de um domingo, 20 de junho de 2010, no meu quarto verde em São Paulo, cuja luz brilha quente, nesse fim de tarde que foi lindo, ainda que pela janela, cujas luzes explodiram atrás do concreto num tempo seco, em que a temperatura é agradabilíssima, quis o destino que eu, agora, estivesse sozinha.
E a tarefa que tenho a desempenhar é deliciosa, mas dolorida.
Sei por que deliciosa, não entendo bem a dor. Acho que dói porque eu dôo em tudo que faço, em tudo que estou.
Queria eu também explodir em cores e beleza, mas como?
O destino, que está fora das minhas mãos...
Posso te pedir, como ao vento, que me traga... inspiração? Expiração talvez seja o termo mais correto, que eu não preciso de nada pra dentro, preciso de tudo pra fora.
Ainda te espero...

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