Gosto tanto de Caymmi. Lembra-me de minha mãe, nas manhãs de sábado, ouvindo um disco dele em último volume. Há tantos e tantos anos. E eu acordando, tarde como sempre, com as canções de pescador.
E não conhecia a morena do mar. Não sei bem como, ela só cruzou a minha vida agora. Bem, não exatamente agora, há já alguns meses, mas rondou pela porta e só agora decidiu entrar.
Conheci pela Bethânia e vejam que coisa linda essa mulher falando dele e cantando:
Ela não acha um jeito de preencher a gente?
E eu conheço gente, até gosto delas, que não gosta da Bethânia, o que pra mim é uma definição de loucura.
Sim, há já algum tempo que não ando por aqui. Nem tenho andado por lugar algum, na verdade, só essa coisa de fins e começos que tiram a gente um pouco do caminho.
Senti já um pouco de vontade de vir falar sobre isso, naquelas de depois lembrar, mas não sei, às vezes dizer é tão difícil, né?
E os começos e recomeços.
Estive, nos últimos dias, um pouco voltando no tempo. É bom saber que podemos voltar e apesar de poder haver aí também peso e tristeza, não os sinto, agora. Talvez amanhã, hoje não.
Pois, se eu fosse Caymmi e alguém me ouvisse.
"ói eu"
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