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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Quereres
Eu juro mesmo não entender como há gente no mundo que não gosta dessa mulher.
Ela é e tem e mostra tanto e passa um calor que nem sei.
Nem é minha favorita dela e eu poderia em cinco minutos achar outras várias que amo mais, mas é fato que, apesar de mim mesma, gosto da música e quando ela começa...
Me pego aqui pensando no mistério, dessa coisa a que a gente tenta dar sentido e vai inventando e sei lá se tem. Eu fui criada para acreditar que há, sentido, e quando penso nisso não sei se acredito de verdade ou se só quero acreditar, porque viver no caos é muito aterrorizador. De dar pânico, desses que paralisam mesmo, então pronto, a saída é a calma algo artificial da fé. Mas fé em quê? Eis a questão.
O fato é que a gente passa uma vida sem nos acontecer nada digno de nota e de repente... continua sem acontecer nada, mas parece que a gente aprende alguma coisa. Nasce assim cá dentro do peito uma semente que sabe e xinga com voz empolada. E ao lado dela, bate um coração sem dor, ainda que só por essa noite - sabemos lá que terrores trará o sol.
Ai, o quereres.
Tão desigual.
Mas a vida é real e de viés. Tem que ser muito filho-da-puta pra dizer uma coisa dessas.
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