Eu às vezes me pergunto se será ridículo, emocionante ou um pouco de cada isso da gente se achar nos agradecimentos dos outros.
Sei lá se isso é normal ou particular aos academicismos dessa vida, mas o fato é que, sabendo onde procurar, há por aí uma ou duas citações ao meu nome, entre amigos, apoiadores, colegas e demais pessoas que fazem parte dos meios pelos quais circulamos.
Obviamente que caçá-los chega ao cúmulo do egocentrismo. Mas, pergunto, quem não os caçaria?
Uma amiga costumava dizer que sua parte preferida nesses nossos livros eram os agradecimentos. Não sei bem dizer por que - quando saberemos explicar qualquer coisa, nossa ou de terceiros? -, mas desconfio que por aquele setorzinho no começo da obra nos revelar tanto sobre quem a escreveu, sobre como foi o processo, quem estava ali para dar aquele ombro, chocolate quente, porre de vinho ou sabe-se lá o que mais pode ser necessário para terminar nossos trabalhos hercúleos.
Eu, quando tive de agradecer, cheguei aos limiares da catarse. De repente foi só um momento de loucura, desequilíbrio ou piração, mas algo aqui saiu do eixo. Pode ser só excesso de drama, ou o alívio profundo do fim, mas independente das razões que levam àquelas palavras, eu ainda gosto de ir lá ver se elas também me dizem.
A impressão das letras, afina, não dá sentido à vida - e sentido é das coisas que eu mais procuro nessa bendita -, mas pode ser que o que as levou até ali dê.
E um dia, ou hoje ou amanhã, poderei dizer: fui agradecida por tantas pessoas. Não vale nada, né? E é ridículo. Mas também é verdade.
Só porque me deu na telha procurar e achei.
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