Caí de paraquedas em mim mesma.
Depois de uma tpm algo destemperada, com direito a crise existencial, sentimental e apartamental, as coisas meio que voltavam aos seus lugares de sempre quando ali, de repente, no meio de uma permuta algo vazia e meio cheia (os copos, os copos!) me lembrei de uma música do Los Hermanos, talvez das primeiras que conheci deles. Que gostei porque (rufem os tambores) me soava familiar, como se fosse uma regravação, mas não era. Como quando ouvi Amy Winehouse pela primeira vez e imaginei aquela negrona americana dos anos 1950 ou sei lá quando. Parte do registro, do que fica aqui escondido em algum lugar para nunca ser encontrado.
Mas não era regravação nada, era "novo". Eram "novos", os dois.
Aí eu ouvi aquela música, agitadinha, de dançar mas não assim muito. Uma levada gostosa.
No meio da permuta, pensei: como é mesmo que diz aquela música, de sambar sozinho?
E ela diz:
Sambo bem a dois, por mim
Bambo e só, mas sambo, sim.
O que é, a meu ver, um lema, um projeto de vida, uma razão de ser. Sambo bem a dois, por mim, bambo e só mas sambo, sim.
Aí fui lá ouvir e caí de paraquedas em mim mesma, porque né?
Tão, mas tão engraçado. Ou irônico, ou apenas e simplesmente triste, uma pessoa vir me dizer que me desconhece, quando eu já dei a ela o caminho das pedras. "Quer me conhecer? Chama 'errarsemfim'". Nem precisa saber se é blogspot ou wordpress ou posterous. Para me encontrar, basta procurar.
Eu não sambo mais em vão.
Como eu esqueci disso? Não sei dizer se já fiz muitas coisas em vão nessa vida, que não sou disso.
Sou do sentido, mesmo que o sentido seja justamente o não haver mesmo sentido.
Mas eu tinha esquecido do lema.
Acho que já vivi pensando nisso.
Me esqueci, de viver ou de pensar.
Terei esquecido como sambar?
Nenhum comentário:
Postar um comentário