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domingo, 24 de agosto de 2008

Banguela

Saí para comer massa na quinta-feira e passei mal. Com o suco de laranja.
Isso pra explicar, mais ou menos, porque eu não consegui trabalhar bem na sexta. Não tem jeito, pra ler aquela joça há que se estar com um mínimo de disposição, do contrário a tentação de simplesmente ir passando as páginas apagadas é grande demais e sabe-se lá o que se pode perder no meio do caminho. Então vim embora.
No ônibus, com vento, resolvi, diferente das últimas semanas, ou meses, ligar meu mp3 e quem sabe ter alguma sorte, com alguma música que eu esqueci ali, há muito e muito tempo. Acho que eu queria clássica, mas começou com o Zeca, querido Zeca, dizendo "na rede da intriga tem sérvio e croata". Sérvio. Sérvio!!! É um sinal ou é um sinal???
Enfim, ri sozinha pelo trânsito de São Paulo, momentos antes de capotar.
E agora acabaram as olimpíadas, o vôlei masculino, xodó, perdeu, mas eu tenho aquela coisa de ser besta e ter sempre simpatia pelo adversário. Tentei muito não ter, dessa vez, mas o fato é que eu acho o Priddy algo fofo e gosto bastante do Ball, que tem uma tatuagem "Mya" no braço e aquela mania de ficar passando a mão pelo rosto, a esquerda, vem pela testa, da esquerda para a direita, o tempo todo. Eu ia ficar chateada, e de repente, a luz: "às vezes a gente perde".
Eu vi uma entrevista do Xuxa, esses dias, ele falando que aprendeu com as derrotas, e a Gabi perguntou se ele aprendeu a perder, e ele: sinceramente? Não. Aprendi com as derrotas, mas não aprendi a perder.
Eu ainda não sei o que já aprendi ou ainda não, nessa vida. Ainda não.
Domingo. Dormi, comi, li, assisti filme. Há milênios que eu não via, também, uma boa comédia romântica.
Subterrâneo, obscuro, escuro, claro. Acho que eu sempre soube, talvez tenha dito, mas acontece muito comigo de redescobrir, insistentemente, continuamente, coisas que eu sei. E eu sei que gosto de sombras, não escuridão total, mas sombras, obscuro, escuro, algo também claro, porque se tem uma coisa que pode me por feliz é um sol em céu azul, mas ainda sombras. Porque o mundo não é lugar para se ser feliz e ponto. Feliz, sim, mas com uma sombra. Se não por você, por qualquer motivo que mais lhe agrade, por mim, pode ser. Eu agradeço e não me ofendo.
Domingo. Amanhã, segunda.
Já nem sei como está a lua.

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