Saudade.
Conversando pelas ruas noturnas de São Paulo, ainda verão mas um vento agradável, sem fome, sem sede, sem sapato apertado. Falando e pensando nisso da gente ter saudade de um tempo que... não foi.
Minha vida inteira eu me lembro de sentir saudade de um período anterior, como se fosse feliz, e quando paro pra pensar, sempre sempre eu carreguei comigo essa tristeza melancolia, sempre a falta de algo, inclusive da tristeza.
Eu nunca contei isso pra ninguém, acho, mas uma vez, uma cachorra nossa morreu, de repente, e eu fiquei muito chateada e senti, ao mesmo tempo, um alívio, porque não sei por que eu achava que não sentia nada.
Eu talvez ainda descubra se sou mesmo clinicamente deprimida, ou se é só mesmo a vida. A minha vida e eu na vida.
Hoje... bem, não especificamente hoje, mas dessas coisas que estiveram sempre ali e num dia... hoje Marisa Monte e Cartola deram as mãos pra me dar uma rasteira. E no meio do caminho uma dessas saudades. Na minha despedida deLeiden, de ouvir algumas poucas músicas do Universo ao meu redor. Foi tão bom e tão... insuficiente. Acho que talvez venha daí isso que eu tenho. Da consciência da efemeridade.
Vêm, passa, eu durmo, acordo, passa, vem, eu durmo.
Me pergunto se há mesmo algo errado, e o quê.
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