Muitas vezes, como agora, eu tenho certeza de que há algo errado comigo. Muitas vezes, não agora, penso isso no mau sentido.
As pessoas vivem falando de mensagens subliminares - é esse mesmo o nome? Que os caras colocam num filme em milésimos de segundos uma imagem da coca-cola, aí você fica morrendo de vontade de tomar coca-cola, e talz. Ou sei lá, de traumas de infância ou coisas que te dizem e das quais você nunca se livra. Eu vivo comentando como minha irmã sempre me disse que eu tenho uma voz feia - apesar de nossas vozes serem quase idênticas - e eu sempre acreditei e não conseguiria me livrar. Ok, não está aqui em discussão a feiura da minha voz, mas o quanto eu acredito nela.
Bem, isso tudo tem um sentido. Porque hoje eu me peguei pensando no Highlander, dizendo que só pode haver um. Acho que eu ouvi isso, sei lá, sem parar, enquanto eu dormia, em algum momento da vida e pegou.
Ou talvez o 1 seja mesmo um número perfeito, e talz. Eu gosto de números primos, basicamente. E dos divisíveis por 3, mais ainda dos por 9. Mas pensando bem a respeito, o 1 é o primeiro, né? E tão básico, sei lá.
Acontece que a idéia me ocorre repetidamente, sobre os mais diversos temas e perspectivas. Aí a parte de mim que pensa, intervém dizendo que não precisa haver necessariamente só um, olha o tamanho do mundo, pode haver, por exemplo, dois. Por que não?! Aí eu me convenço, até parar de pensar no assunto e a oportunidade sugir de novo e meus instintos voltarem berrando, fazendo uma dancinha desengonçada, gritando "um, um, um!". E começa tudo de novo, basicamente.
Eu não me acostumei ainda às coisas que me divertem nessa vida. E no quanto elas divertem. Tantas besteiras que me fazem genuinamente feliz, mesmo que por um tempo excessivamente curto. E eu rio sozinha e fico com um sorriso imbecil na cara, e, sei lá, saio de mim. Talvez seja nesses momentos que a gente faz mesmo parte de alguma coisa maior do que a gente.
Sonhar com anéis de fogo.
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