É de avalanche, né?
Mas lembrei de uma coisa que vinha querendo dizer há dias.
É assim, mais um inconformismo meu comigo, que não aceito e, redundância das redundâncias, não me conformo.
Bem, amigos, é o seguinte: eu tenho um poder. Não é assim uma conquista, nasci com ele, não me gabo, apenas reconheço. Ele consiste na capacidade extraordinária de ler - isso mesmo, as tais letrinhas, uma em seguida da outra - por um tempo enorme, ininterruptamente, a uma velocidade considerável. Ler, digamos, mil páginas em 2 dias não é atividade que me pareça impossível. Ok, talvez nem seja assim um poder tão especial, mas enfim, há que se reconhecer que não é coisa tão comum.
O problema é que eu só posso fazê-lo com romances bobos. Dá aí uma Bridget Jones ou coisa muito pior e num instante eu acabei. Já com uma literatura que eu considero boa - apesar de não tão efetiva como passa tempo - e a coisa desanda. Livros de história, então, Ave Maria. Tenho dito muito ultimamente, não sei por que, "ai, meu São Crispim!".
Foi-se.
Eu ergo as mãos para o céu e pergunto por que eu não posso usar meu poder para o bem.
Mas é isso, a característica dele e minha. Não, posso, pura e simplesmente.
Não é sempre que eu estou no clima desse tipo de livro, mas andei passando por um hiato. Estou deveras com saudade do Proust, do fundo do meu coração, mas não me sinto ainda impelida a voltar. Só que não encontro inspiração para seguir muito adiante. Até achei uns títulos interessates no sebo, até comprei, mas começo a ler e sei lá. O momento agora, infeliz ou felizmente, é Bridget Jones.
Aí minha mãe, de sacanagem (citando o Oswaldo Montenegro, contando a história da camisa do Fluminense), me deu de aniversário um romance de banca. Desses piores do mundo, que eu não sei como alguém tem a coragem de publicar, ainda que em banca. Eu confesso que li, em 5 minutos, mas alego em minha defesa que é porque a situação anda crítica.
Comparando, a Bridget vai aos céus. Sem grandes revelações, mas eu acho bom, de verdade. Diz a que veio, e diz bem. Sei lá, isso das regras da vida. Eu gosto e ponto.
Mas gostaria mais se pudesse sentar e ler das galinhas e baratas em menos de cinco anos.
2 comentários:
"Eu ergo as mãos para o céu e pergunto por que eu não posso usar meu poder para o bem."
hahahhha
adorei isso. muito!
Que engraçado...Há uma semana eu me perdia nas estantes da Livraria Cultura tentando uma inspiração para lhe presentear com um livro. Só consegui pensar em um. Insegura, resolvi investigar antes se seria algo agradável procê. :) A gente ainda comemora né? E eu ainda vou te dar seu presente de aniversário, rs. Mas antes...Falta só te encontrar!
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