Primeiro, eu ia contar dos meninos que encontrei num pseudo-restaurante, um maiorzinho, outro menorzinho. Ia dizer do estranhamento disso de meninos, e que o maior jogava bafo e eu há milênios não via ninguém jogar bafo. Ia falar que acho engraçado que ainda penso em mim como criança, até imaginar que, vista pelos olhos delas, sou qualquer coisa menos isso. Senti aqui algum comichão de ir jogar bafo com ele e me lembrei que nunca soube jogar, não sei se por ser menina ou estabanada ou a fatal combinação dos dois. Uma pena, de qualquer modo. Ia contar desses outros que eu só vejo pela janela e nunca entendo direito.
Depois, ia falar do apagão. Do incômodo que isso de energia causa na gente; que eu comecei a ficar neurótica com a segurança da casa depois da instalação da cerca elétrica; que senti uma vontade de sentar na varanda e apreciar a escuridão, mas não deu tempo, porque eu não podia simplesmente sentar na varanda e apreciar a escuridão, em primeiro lugar, porque não tenho varanda. Vivo me questionando sobre os malefícios que essa idéia de varanda traz à minha vida. Mas aí que vi que o problema tinha sido geral e tava todo mundo falando nisso e achei foi um saco.
Depois ainda ia falar disso das segundas vezes que são uma constante na minha vida e acabam dando certo. Dessas coisas que são nossas e só nossas e nem ninguém nos tira nem a gente não dá, porque são nossas e só. E das outras que, tiradas ou dadas, não eram e não são. E, não sendo, vão.
Mas aí comecei aqui a ver historinhas de terror e percebi que vou ter problemas pra dormir. Apesar que algum controle tem habitado esse corpo, porque ontem eu fiquei vendo as cenas de criancinhas fantasmas num lago e pensei "putz, vou pensar nisso logo quando for dormir..." e não deu outra, quando cansei de (re)ler o HP e apaguei a luz comecei logo a pensar no lago e etc. Mas aí eu falei comigo mesma: "meu, não vou ficar pensando nisso" e capotei logo em seguida e acho que nem tive pesadelo. Força do pensamento e tudo mais.
Tenho minhas dúvidas sobre se isso funciona sempre ou só quando a gente tá muito cansado. Coisa que, aliás, não estava ontem, nem estou hoje, porque esta semana estou adepta dos cochilinhos vespertinos. Mas também não preciso de muito para me exaurir e dormir, que essa sempre foi uma qualidade minha.
Enfim, só deixando aqui pontas soltas que minha intuição diz que não serão jamais amarradas. Mas vai que um dia cai por aqui um tecelão.
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