Aí a Mercedes Sosa morreu e eu vi por aí umas manifestações, mas me abstive.
Até que um dia, no carro, tava lá no rádio um CD que eu achei que era outro e começou uma música que soou familiar e eu achei que era ela, a Mercedes, e era. E a música, que ficou eras na minha mente e no repeat, era a da Alfonsina.
Aí, ouvindo e tentando desembrulhar o espanhol que é, ainda, para mim um grande desconhecido, ou melhor, é como aquela pessoa que a gente já viu antes mas não sabe onde e fica forçando a lembrança pra localizar, percebi mais uma vez, como tem ocorrido tanto nos últimos meses, como eu gosto desse lugar.
América.
Pra mim, hoje, o lugar mais interessante do mundo.
Lembrei disso hoje e ontem, com a música do Arnaldo Antunes. Tava aqui hoje ouvindo e senti uma felicidade por ele ter feito essa música, com essa letra. Nem sou mega fã dele, apesar de achá-lo interessante, mas fiquei feliz.
E senti isso um dia, andando ouvindo a Mercedes, como um orgulho dessa terra imensa, de que faço parte, como sempre, sem fazer.
Lembrei de mim, perguntando pra minha mãe há muito e muito tempo, de onde ela achava que vinham as músicas do Caymmi. As marinhas do Caymmi, que são das coisas que mais gosto nesse mundo. Fiquei pensando se ele tinha algum dia sido pescador, ou se era só artista, e ela respondeu que achava que era só artista, mesmo. Só artista, o Caymmi.
E pescador.
Gosto demais desse pedacinho de terra que fica pro Sul. América do Sul. O Sul.
Que eu não conheço, quase não vislumbro, mas a que, de algum jeito maluco, pertenço.
Mas a gente ainda se encontra.
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