Erro, erro, errar.
É esse o nome desse blog, mas num sentido diferente. Já teve uma idéia mais de duplo sentido, mas com o tempo foi se afastando do significado de equívoco em direção ao outro, do vagar sem destino. Claro que ambas as acepções andam não apenas de mãos dadas, mas entrelaçadas e, se possível, coladas com superbonder.
Agora, no entanto, eu percebo um erro magistral que cometi, já há alguns meses.
Fenomenal. Não sei mais qual palavra usar para descrevê-lo.
E eu sei que discordo totalmente disso, sei que acho ridículo e é looser, condenável em todos os aspectos, mas sou obrigada a me render a uma verdade terrível e inquestionável: estou sozinha.
Total e perdidamente sozinha.
E obviamente é tudo minha culpa.
Porque, vejam bem, há uns meses, sei lá o que eu tava fazendo, provavelmente vagabundeando na internet, e ouvi alguém comentar alguma coisa sobre a merda do Dexter.
Aí, em vez de estudar, fazer aulas de inglês, espanhol ou francês, em vez de começar a fazer academia, ou um regime, ou procurar pessoas para namorar na internet, ou aprender a cozinhar, ou costurar, ou consertar eletrodomésticos, em vez de fazer uma viagem de carro, de trabalhar num bar, de telefonar para os amigos, encher a cara, fazer qualquer coisa de minimamente útil, ou inútil, qualquer outra coisa, decidi começar a assistir a bosta do Dexter.
Aí vi a primeira temporada, fiquei com um certo medo e tive sonhos meio maus, mas superei.
Vi a segunda e fiquei numa baita ansiedade, mas tudo bem.
A terceira causou aqui algumas palpitações e eu sobrevivi.
A quarta. Pela primeira vez, acompanhei em tempo real; ela começou meio mais ou menos, interessante mas não tinha me causado efeitos colaterais. Parei no meio, porque tive seriamente de fazer as minhas coisas e recomecei... ontem.
Tive umas dicas, inoportunas, que indicavam que algo de muito sério ia acontecer, mas segui em frente.
Fiquei ontem à noite me entretendo assim, comecei a sentir uns calafrios mas achei em mim força de vontade pra parar de ver. Deixar os dois episódios finais para hoje.
Aí o erro.
Terminou a quarta temporada da porra do Dexter e eu estou aqui sentada nessa porcaria de sala, olhando ao meu redor com os olhos mais arregalados do mundo, sentindo um aperto incômodo no peito, assolada pelo terror do que os caras me inventaram de fazer, e não há aqui vivalma pra quem eu possa olhar com cara de "WTF?!?!". O pobre do meu primo entrou no msn e está sendo obrigado a aturar meu assombro; como válvula de escape eu tive de vir aqui escrever essa merda desse texto, porque meus olhos se esbugalham para o nada e assim não pode ser.
Tá certo que minha opinião é constante como o vento, mas ouso dizer aqui e agora: melhor série da história.
O que foi esse final de temporada?
Alguém me ajuda, pelo amor de deus?!
E eu sei que é minha máxima culpa, mas eu não sabia que ia precisar de companhia pra digerir isso.
Como eu já me fodi e não há nada a fazer, peço encaracidamente aos parcos leitores desse blog, que provavelmente têm muito mais o que fazer da vida do que ficar acompanhando o diabo do Dexter, mas se por acaso, numa tediosa tarde de domingo, vocês se pegarem tentados a fazê-lo, por favor, sigam meu conselho e não o façam sozinhos. Encontrem alguém para viciar juntos com vocês. Eu, desde quando era criança e me atrasava pra escola e ficava feliz quando via que tinha um coleguinha entrando correndo pelos portões ao mesmo tempo que eu, sei o valor da gente não se dar mal sozinho nesse mundo.
Putaqueopariu. Que que foi isso?! Não anotei nem a placa.
Fato: Dexter é do caralho!
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