O lance é que a coisa tá estourada e a internet tá pegando fogo.
Eu que já afirmei tantas vezes ir contra a maré, não ter facebook nem twitter, quase me curvo às modernidades para conseguir acompanhar - e entender - a putaria que virou essa eleição.
Nem entendo muito de política, minha memória é falha demais para conseguir reter o mundo de informações necessários para tal compreensão. Ou eu que sou falha, mesmo, e disperso minha atenção num monte de bobeiras que não muda em nada a vida de ninguém.
É só que isso muda, né?
A de muita gente.
Tenho sentido falta, nos últimos tempos, de um tantão desse tipo de coisas, que mudam, que eu conheço e discuto superficialmente demais. Talvez seja a mudança de status pesando, talvez seja a idade chegando e exigindo de mim maior comprometimento, ou alinhamento, ou coerência, ou sei lá o que que adultos pretensamente têm e eu ainda tenho de alcançar.
De repente, comecei a me incomodar com esse meu descompromisso, a falta de tomada de posição - muitas vezes motivada pelo tédio. E a preguiça. Não tenho mesmo saco para um monte gigantesco de coisas que rodam por aí, mas há que se ter para algumas, né? Nem que seja entre amigos. E amigavelmente.
Tenho lido tanta coisa tão bacana, nos últimos dias. Tão melhor do que eu poderia dizer.
Mas aí resolvi fazer alguma coisa, do tamanho das minhas possibilidades, como responder às notícias estapafúrdias que ainda conseguem me chegar, apesar do isolamento.
Sem a menor pretensão de convencer ninguém, até porque moscas e aranhas não contam como voto válido. Podia reproduzier textos super articulados e esclarecedores, ou tentar eu explicar alguma coisa, mas esse não é o objetivo, aqui e agora.
É só dizer, mesmo, marcar, tal como fazemos na urna.
E vir dizer que eu voto.
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