Tem uns dias em que parece que o mundo conspira a nosso favor.
Tantas e tantas vezes a gente brincava que o universo ria nas nossas caras, pelas ironias e merdas que jogava na nossa cara, mas é isso, a roda da fortuna, não é? Um dia alto, outro baixo e assim eternamente.
Pois hoje, ou melhor, essa última hora, foi toda de alto.
Demorei mais de uma hora para chegar em casa, por um caminho que deveria tomar metade disso, porque fui fazendo paradas e mais paradas. E o fantástico - ou trivial, a depender do humor da pessoa - é que ouvi uma baita trilha sonora. Estou há dias em busca de uma estação de rádio que faça minha felicidade, ainda ontem peguei a estrada querendo tanto ouvir boas surpresas, mas nada. E agora, sei lá, engataram, um monte de sons agradáveis, uns mais que outros, mas ainda todos queridos.
E a cereja do bolo: há, digamos, seis meses, eu ouvi uma música na rádio. Fiquei com a bendita na cabeça, mas não peguei muito da letra para propriamente cantar e o locutor, ao dar lá as informações sobre ela, embolou a língua que eu entendi uma coisa totalmente nada a ver. Fiquei, naquela noite, no hotel ao lado da Catedral, horas pesquisando de todas as maneiras que consegui imaginar, tentando cantarolar para não esquecer a melodia, mas tudo inútil. Com dor no coração, deixei pra lá. Que tem, né?, tanta coisa séria acontecendo por aí e nem era assim a melhor música do mundo, eu só tinha ficado bolada. E pronto, eis que hoje ela vem lindinha, pelas ondas de uma estação que não pegou o dia todo, e eu o dia todo insistindo em ver se daquele mato saía coelho, e nada, e nada, e cereja.
Surpresas, surpresas e eu estou exatamente no lugar de ficar feliz só com isso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário