Aconteceu outra vez, na noite passada, de eu estar pensando em alguma coisa legal e importante para dizer, depois de um longo tempo, algo que valia a pena, mas, cansada, não quis ligar o computador, despertar totalmente na noite que já ia avançada, e pensei em dizer depois, mas quantas vezes nessa vida a gente precisa aprender que depois não existe?
Depois é igual a nunca. Sempre só agora, nada mais.
As coisas por aqui andam iguais, apesar das diferenças. Eu continuo a ser eu, o que quer que isso signifique, independente de endereço ou de qualquer outra coisa. Deveria estar estudando e trabalhando muito mais do que estou, mas isso é praxe.
O fato é que andava ontem na universidade e comecei a ouvir uma campainha bastante chata; hipocondríaca que sou comecei a pensar que estava seriamente doente e era a única a ouvi-la, visto ninguém ao meu redor parecer incomodado com o barulho irritante. Imediatamente depois, após confirmar que não tinha problema algum e outras pessoas podiam ouvi-la, comecei a cogitar a possibilidade de ser, sei lá, um alarme de aproximação de um tornado ou alguma coisa assim. Sempre me lembro de um programa que vi no GNT há muitos anos, em que os caras estudavam diversos comportamentos humanos e um episódio em específico me marcou muito. Colocaram uma pessoa qualquer junto de um bando de atores numa sala, pra fazer um teste ou sei lá, e aí começaram a tocar fumaça pra dentro da sala, pelas frestas das portas e a observar a reação da pessoa. Os atores ficavam impassíveis, enquanto o pobre do inocente se mostrava nervoso, percebendo que algo ia errado, mas ao olhar a seu redor e perceber que o grupo permanecia calmo, a maioria das pessoas meio que não fazia nada. O lance é que, se fosse uma situação real, o tempo que elas demoraram para fazer alguma coisa teria sido suficiente para elas se encrencarem grandão. Só uns poucos - obviamente não me lembro das estatísticas - viam a fumaça, olhavam ao redor, diziam "galera, essa joça tá queimando" e, mesmo os panacas dos atores continuando sem fazer nada, levantavam e saíam. O x da questão é que somos animais sociais e balizamos muito dos nossos comportamento pelos do grupo.
Pois estava eu no meio dessa reflexão toda, sirene tocando, galera ao redor com cara de tacho, até entrar no prédio da biblioteca e uma mulher dizer "vocês ouviram o alerta de tornado?!'.
Queixo caído e tudo o mais a que tenho direito. Visualização de manchete de jornal anunciando que fui levada por ventos avassaladores, enquanto pensava no documentário do GNT, de vacas passando voando ao meu redor e etc.
No fim das contas, era mesmo um alarme falso - ou acho que as pessoas prefeririam chamar de excesso de precaução. Alguma chance mínima de rolar um tornado numa área relativamente próxima, então bora ficar atento pra evitar desgraça maior.
Mas é verdade é que ventou como os diabos, chega choveu um pouco, mas não o suficiente para matar minha saudade das tempestades tropicais.
Não chega a ser exatamente o conto chinês, mas ainda assim.
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