Nada de novo sobre a terra, mesmo nada. Tudo muito velho na verdade e eu continuo não exatamente me surpreendendo, mas confirmando quase diariamente como estamos tão absolutamente sozinhos nesse mundo. A idéia já me causou, talvez há meses ou anos, profundos desesperos, hoje a lição só se repete a cada dia e vai se fixando em mim, ao ponto de conseguir lidar melhor com a idéia e aceitar que as pessoas são livres pra fazer o que diabos quiserem das próprias vidas. Mas o mundo continua, cada vez mais cão e, talvez recalcadamente, eu semi acredito que as pessoas perdem com isso. Porque né, mesmo cão e na total solidão, a vida é mais que isso. Ou a minha é, ou deveria ser, ou eu tento fazer, mas enfim, começo de novo a me achar ligeiramente superior à maioria das pessoas à minha volta e isso é sempre mal sinal.
Só mesmo pra dizer e ficar alguns minutos sem pensar que eu preciso trabalhar no meu relatório.
Sim, Jack e Neal e o outro cara cujo nome esqueci estão curtindo todas no México e no fim da estrada e começo a pensar se a seguir vou pra Salinger, Borges ou Cortázar.
Ou se largo tudo e vou eu também para Tijuana.
Com os coiotes não há aduana.
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