Ah, voltar.
Tenho pensado muito no Proust esses dias, andei relendo meus comentários de quando acabei o livro, e são tão... insuficientes! Mas é a velha história, há que ir até lá para perceber. O cara demorou sete livros pra concluir alguma coisa, vou lá eu pode resumir, ou sequer entender. Mas o fato é que eu amei aquelas páginas, amei lê-las e o que elas me trouxeram e agora elas, como tantas outras, páginas e coisas, já se foram.
Fica a certeza de um momento, apenas, de uma felicidade plena e passageira. Não será assim toda felicidade?
Eu já disse aqui, acho que para mim escrever tem dois grandes atrativos: da mesma maneira que ajuda a levar embora, trazendo um alívio, um desabafo, traz também de volta, quando a dor já passou, e a gente pode olhar para o eu de ontem e não reconhecê-lo. De novo o Proust.
Tudo que vai e volta e a nossa única saída é seguir em frente.
Isso tudo porque me lembrei de uma conversa que tive com uma amiga, há muitos meses, em que eu ria alucinadamente, conversa essa que transcrevi, na íntegra depois homeopatica e incompreensivelmente para meu blog de então. E ela permanece lá, a conversa e a pessoa, me dizendo das coisas que foram e da pessoa que há muito e muito tempo não sou.
Nesse ínterim, eu voltei a ouvir Pink Floyd.
Quem foi que disse que a gente não pode voltar?
Agradeço aos portadores.
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