Primeiro, eu quis ouvir Oriente.
Coloquei a ordem aleatória e, de repente, sou presenteada com uma Noite Severina.
Pareceu familiar, apesar deu não me lembrar de ouvir, ao menos não atentamente.
E eu gosto muito disso, de familiar. Nunca nunca gosto de uma música da primeira vez que ouço. De repente eu sou isso, uma pessoa de reconhecer, mais que de conhecer.
Lembro de ouvir - e pirar - com esse cd, no carro do cara do ecstasy, em Florianópolis, ali pelo final do inverno de 2006. Fui baixar, mesmo, só agora, final de 2008, pra trazer comigo. E ouvir, mesmo, só hoje, por vontade aleatória.
Acho que é isso, mesmo, afinal.
Corre calma, Severina noite, de leve no lençol que te tateia a pele fina.
Aqui o dia já termina e deixa aquela tristeza. Não sei como pode um povo viver sem sol na cabeça. Daquele de derreter os miolos, mas que chega ao meio do dia no meio do céu.
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