Eu tenho dito de mim mesma, muitas vezes, nos últimos dias, que sou uma pessoa muito consciente. Ao dizê-lo, estou sendo muito sincera, exceto que considero, sempre, em tudo que digo e faço, que nada é absolutamente. Apesar de eu ser uma pessoa de absolutos. Isso significa que, sendo muito consciente, estou longe de saber tudo sobre mim, e de falar e agir de maneira coerente e, a bem dizer, correta.
A questão que agora bate fundo é que eu quero tanto voltar pra casa. E me incomoda quando essa coisa chata que eu tenho, que eu não sei se todo mundo tem, que fica na minha cabeça e questiona tudo em relação a mim, quando essa coisa vira e fala: "casa?! Que casa, cara-pálida?!?!". Porque então eu percebo que a "casa" à qual me refiro é o jardim do vizinho, sempre mais verde. A eterna ilusão de que seríamos mais felizes se. Eu acho que tenho motivos reais para imaginar algumas melhorias, no retorno, a começar por essa merda de tempo, que resolveu me contradizer e mudar de luz, bem agora. E todo o resto. Mas aí, o diabo da vozinha alerta que o que me impede de ser mais feliz aqui, vai continuar me impedindo de ser mais feliz lá, porque não importa o lugar, nós temos sempre os mesmos defeitos e qualidades, que mudam apenas com o tempo e a experiência e com sorte.
Com sorte muda, e não sem um grande esforço.
Mas o esforço que eu faço agora parece vão. Eu hoje, agora, não consigo me fazer mais feliz.
E, quem sabe agora, hoje, vindo aqui escrever, eu afinal não consigo?
Afinal, tudo não passa de nuvens.
Um comentário:
Oi Má! Concordo contigo que felicidade está dentro da gente, ou pelo menos a capacidade de irmos atrás dela...
Mas também acredito que os lugares e espaços nos ajudam nessa eterna busca constante. E te digo que aqui, pra mim, essa busca tem sido mais fatigante, mais difícil, mais cinza...
Eu tô contigo e não abro, o jardim/brazuca é mais verde, mais bonito, mais gostoso, apesar dos inúmeros encantos holandeses ;-)
Beijinhos.
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