Aqui na caretolândia tudo é, além de muito careta, muito complicado.
Pode parecer fácil, já que não é um mundo totalmente desconhecido, mas as pessoas se movem e se comportam informadas por códigos desconhecidos e que, portanto, não entendo.
E estou mesmo tentando entender. Só que não dá.
A verdade é que o mais fácil é a gente viver na bolha, do nosso lugar ou de nós mesmos. Às vezes parece até melhor; então deveríamos ficar sentados em casa assistindo ao jogo de futebol do sofá da sala no domingo à tarde. Mas não, a gente quer ser aventureiro e "viajar" e pronto. Quer "conhecer lugares novos" e, mais importante, se conhecer em lugares novos, mas ao fim e ao cabo a gente passa essa vida toda tentando e não conhece nada, não. Nem sabe, nem descobre.
O fato é que a caretolândia é careta pra caralho. E olha que eu não sou a pessoa mais doida que já andou por essa terra. Até me considero normalmente bastante quadrada, mas estou descobrindo o quão redonda eu sou.
Mas vamos lá, viver a vida e nos meter em enrascadas, não hipotéticas mas com nome e sobrenome e esperar depois poder rir disso tudo. Exceto que ontem fui jantar com os amigos e entre eles há um recifense, ou melhor, dois - porque sempre há de haver Recife na minha vida! -, ambos muito legais e engraçados, e um deles, o primeiro, me solta um: "j., morgô, visse? Beijo" e eu ri tanto que tanto que não quero esquecer o "morgô, visse?" nunca mais.
Porque às vezes a vida é simples assim, simplesmente foi lá e morgou.
Visse?
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