Ô, tristeza do Jeca. A internet volta e não tem uma pessoinha pra falar, nem que seja aquele "oi, tudo bem?" completamente estéril.
Aqui já são quase 3 horas da tarde e eu estou em sonoterapia, acordei umas 10 e não consigo ficar acordada por mais de uma hora desde então. Aí eu penso comigo mesma: ok, vou dormir, porque uma hora o sono vai ter que passar e aí eu fico acordada de verdade. Eu me convenci, mas os resultados não foram os esperados. Pelo menos nessas - inacreditáveis - cinco horas de enrolação. Tinha pensado em dar uma volta na cidade hoje - compras, compras, compras! - mas resolvi que era melhor sentar a bunda numa cadeira e estudar, porque amanhã já vou visitar uma cidadezinha aqui perto. E eu já não tenho dinheiro para compras, apesar de certamente ir a elas num futuro próximo. Aaah, se o real tomasse aí um Biotônico Fontoura eu seria uma pessoa tão mais feliz - apesar de não menos sonolenta...
E pra completar a coisa que me salvava nessa casa de merda era um forno elétrico aqui no corredor, que eu podia usar e checar regularmente sem ter que enfrentar a maldita escada, mas ontem ele parou de funcionar. Talvez eu tenha alguma coisa a ver com isso, mas prefiro reprimir e me limitar à ignorância e à reclamação.
Meu quarto está uma zona inimaginável, eu até penso em arrumar e depois dá uma preguiça e um sentimento de inutilidade já que dentro de umas 3 semanas eu vou ter mesmo que arrumar tudo seriamente, então vou deixando ficar assim. Pelo menos a bagunça agora se concentra só nos cantos, então eu consigo dar uma circulada. A minha teoria é que isso tudo é causado a) pelo fato de eu saber o tempo todo que ficaria aqui "apenas" três meses e não desenvolver, portanto, aquele sentimento de casa; e b) porque essa casa realmente é uma porcaria e não dá a menor vontade de arrumar, coisa que daria muito trabalho e eu talvez nem conseguisse, no pouco tempo que tenho aqui. Sinceramente, não sei como as pessoas que vão mesmo ficar aqui por um ano, dois ou sei lá, aceitam viver nesse lugar. E talvez uma pessoa que viesse passar três dias aqui comigo também não compreendesse como eu me permiti ficar três meses, mas é fato que eu não tive (muita) saída: tentei mudar de quarto, a senhoria - uma senhora legaaaal - não permitiu, tentei arranjar outro lugar, as pessoas que poderiam intermediar acharam que não valia a pena, eu li os anúncios de lugares que recebia e não tinha nenhum que encaixasse. Portanto, Prinsenstraat. Mas só 4 semanas. Ou três, se contar que a última não conta.
Tudo isso pra dizer que eu não vou mesmo sair de casa, hoje, estou com sono, o quarto ainda está habitável e tudo vai continuar do mesmo jeito.
O que muda é que eu senti uma vontadezinha de ouvir Engenheiros, e estou aqui "a medida de amar é amar sem medida a a a"...
E a filha da filha da minha prima de segundo grau, Romilly, vai fazer três anos, aí ela vai contar até dois e diz: "one!", e levanta o indicador - até aí normal, né? - "two!", e levanta o mindinho. Aí a família toda faz "é isso aí, Romilly, rock'n'roll!!!!!!!!!!!". A família é toda doida, aliás, mas assim que é bom.
Um comentário:
nossa, como eu quero ter uma sobrinha!
meeeu, só faltam 3 semanas?
CARAMBA! td passa mesmo muito rapido
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