Páginas

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Notícias

Assim, que eu não sou de ser fã fanática de nada nem de ninguém, e não sei muito sobre, sejamos sinceros?, nenhum assunto. Já não sei muito, quanto mais tudo. E a verdade também é que muita coisa que eu sei não me importa. Isso pode ser chamado de autismo. Ou idiotia. Ou alienação, ou burrice, preguiça, ou qualquer coisa.
E eu sempre me lembro da passagem do Sherlock Holmes dizendo que ia esquecer que a Terra gira em torno do Sol, e não o contrário, porque isso não mudava nada na vida dele, então ele tinha que deixar o espaço pra coisas mais importantes.
Eu deixo o espaço, e nem pra coisas importantes. Talvez um prazer no ócio em si. No vazio, ou sei lá o quê.
Isso pra explicar que, gostando muito de Los Hermanos, demorei séculos pra saber que eles se separaram e isso nem de longe acabou com a minha vida.
Mas aí agora, dando uma olhada num portal de notícias, coisa que não costumo fazer, mas é o jeito da gente saber um pouco do que se passa por esse país, vi que eles vão voltar, ao menos pra um show. Aí fui ver no site deles, depois no myspace e começou a tocar uma música e eu ouvi. E, mesmo gostando muito de Los Hermanos, ainda não passou um certo trauma deles e do que eles me lembram, e como eu quero dissociá-los ao máximo de um bode gigante, combinei comigo que ficava um tempo sem ouvir, até perder a importância da memória e ficar a da música.
E, ouvindo, em versão ao vivo, músicas que eu super conheço, me lembrei do show que fui assistir, e lembrei que tava muito triste, e o show animou um pouco, mas não totalmente. E fui buscar na memória o desamor que fez doer tanto, assim, instintivamente, a dor antes da lembrança, até que: 2006. Segundo semestre, ali por outubro. Tinha comprado o ingresso pro show, e calhou de ser no dia em que eu soube que não passei no mestrado. E doeu tanto, quando aconteceu isso. Lembro que o Kleber também tava lá, e ele também não tinha passado, mas não ficamos muito mais amigos por causa disso. E minha irmã e cunhado, o Gera, e mais tanta gente.
E agora, da distância atlântica e temporal em que me encontro agora, chega a ser consolador essa dor tão... impessoal. Ou não romântico-amorosa. Será, então, que já deu? Cumpri minha pena e acabou, e posso só ouvir a música, curtir e deixar ela me levar pro mais distante?
E tantas vezes a gente é levado sem querer e sem deixar.
Mas não sei, tenho frio e meu rosto arde de calor. Ao fundo, uns metais chamando e chamando, e eu indo.

Um comentário:

Ricardo disse...

Que viagem, do início ao fim.

E saber que era só meter "Maga da Montanha" no Santo. De apelido Google.

Vou para o banho, com Los Hermanos.

E é isso. Lido de fio a pavio este errar. E até.