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sexta-feira, 5 de março de 2010

China ou não

"123.

A renúncia é a libertação. Não querer é poder.
Que me pode dar a China que a minha alma me não tenha já dado? E, se a minha alma mo não pode dar, como mo dará a China, se é com a minha alma que verei a China, se a vir? Poderei ir buscar riqueza no Oriente, mas não riqueza de alma, porque a riqueza de minha alma sou eu, e eu estou onde estou, sem Oriente ou com ele. (...)" L. do D.

Ai, ai, ai, ai, ai, hein?
Tem nem o que comentar, exceto que eu, daqui, com essa loucura que aqui habita, sinto um incômodo feroz com esse lance das viagens. Não sei o quê em mim, como diria a Calcanhoto, fica querendo ser toda igual àqueles que amo, mesmo sabendo impossível a igualdade. E se a cabeça do Pessoa diz que o lance é ficar, minhas pernocas querem mais é ir, para a China ou além dela. Fazer o que também não sei, talvez não procurar riqueza alguma, além da possibilidade de ser em um lugar diferente do habitual. Porque eu acho que, se a gente é mesmo obrigado a ser sempre a gente, em lugares diferentes pode acontecer da gente ser a gente também um pouquinho diferente.
Sei lá, só que meu astral anda mudando que só, só em ver um mapinha na minha frente. Chega quase vou fazendo as malas, porque vai que.
Mas aí cai a ficha que daqui até qualquer partida há um, se não tão longo, árduo caminho pela frente. Pedras e fogos e tudo mais a que tenho direito.
Mas né? Vai que eu vou...

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