Páginas

segunda-feira, 15 de março de 2010

L. do D.

179.
"O instinto infame da humanidade que faz que o mais orgulhoso de nós, se é homem e não louco, anseie, beatíssimo Padre, pela mão paternal que o guie, como quer que seja logo que o guie, através do mistério e da confusão do mundo. Cada um de nós é um grão de pó que o vento da vida levanta, e depois deixa cair. Temos que arrimar-nos a um esteio, que pôr a mão pequena em uma outra mão; porque a hora é sempre incerta, o céu sempre longe, e a vida sempre alheia.
O mais alto de nós não é mais que um conhecedor mais próximo do oco e do incerto de tudo.
Pode ser que nos guie uma ilusão; a consciência, porém, é que nos não guia."

Tão detesto gente que fica postando só músicas ou citações ou imagens alheias. Só? Faz lá então um blog em homenagem a fulano, em que você reproduz tudo que ele fez, mas não vem me dizer que é teu.
Mas e aí? E quando a gente não é nada, a não ser uma reprodução tosca de um outro que imaginamos? E quando das nossas bocas e dedos não podemos sair, deixemos então o silêncio ou o outro?
Eu daqui não sei é nada e o que achei que aprendi, acabei de esquecer.
E daí, né?

Nenhum comentário: