Eu pra contar as coisas, preciso contar em voz alta, senão me perco. Contar, contar mesmo, não que vi fulano na rua com sicrano, contar 1, 2, 3, 4...
Então tem que ser em voz alta, né?
Aí estou aqui contando uns lances, 1, 2, 3, 4... e percebo que a minha voz contando me soa estranhamente familiar. E continuo (porque sempre recomeço) 1, 2, 3, 4... até perceber: estou contando igualzinho aquela voz da atendente do banco, quando a gente liga na superlinha pra resolver algum pepino, e ela pede pra você, que já é cliente, digitar o-número-da-sua-agência-com-quatro-algarismos, e o-número-da-sua-conta-com-nove-algarismos. Por favor, e tals. Aí depois que você digita ela fala "1", "2", "3", "4"...
Era eu agora.
Tô bem ou não?
Mas comecei a rir e quase perdi a conta e tive que começar 1, 2, 3, 4 de novo.
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