Eu, minha mãe, aeroporto. Ela vê o Oswaldo Montenegro e começa a ameaçar ir falar com ele. Eu tento reprimir o pânico, tento desmotivá-la um pouco e acabo assumindo a postura "se quiser ir, vai, o mico é seu." Ela ameaça de sacanagem e, que eu saiba, não fala com ele.
Mas ele fez um cd, há um tempo já, a gente comprou, perdeu, comprou de novo, como acontece com os dele, que chama "letras brasileiras". São músicas - surpresa! - brasileiras que ele e o Menescal acham que têm letras estupendas. Hoje, um pouco por acaso, caiu na minha mão esse cd e eu fui ouvindo algumas vezes essa música que eu simplesmente adoro, há muito tempo, mas hoje, eu hoje ouvindo, fez tanto sentido, não só uma parte ou outra, ou desconsiderando isso ou aquilo, mas absolutamente todo sentido. Porque tudo cabe em perfeição, na hora eu decidi colocar a letra aqui e, apesar de tudo, e há um tudo a pesar, vim e coloquei.
Chico Buarque, Cristovão Bastos, 1987, disco "Francisco", aquele com ele na capa, numa feira, que minha mãe tinha em vinil. Eu com quatro anos.
Uma pequena nota, apenas.
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