Tenho sentido, no último ano, um estranhamento em relação aos meus escritores. Ou aos livros, ou sei lá. Principalmente quando eles falam de mulheres e eu acho que não tem nada a ver e eles estão sendo só, e muito, homens, ao falar.
Apesar de achar panacão - pra não dizer pau-no-cu - ficar fazendo listinha do que a gente lê, como se fosse pra mostrar nossa imensa cultura e descola...gem (?)*, sei lá, vou mantendo aí por mais uns dois dias.
Mas começo a me perguntar se não devia era começar a nos - ou as - ler publicadas.
* Lembro uma vez que meu primo contava que ia pegar um ônibus, desses intermunicipais, e quando ele, ou outra pessoa, sei lá, ia entrar, não podia porque tava sem certidão de nascimento e era menor, ou tinha que ter autorização judicial pra viajar 50km, ou qualquer merda dessas, e no fim da história ele disse que, afinal, não precisou porque o motorista era legal e deixou a pessoa embarcar sem o documento, e eu pensava "legal?!", e peguntava "o motorista era legal?!", enquanto minha mente distorcida vagava pensando que o cara tava cometendo uma ilegalidade, e como isso podia ser legal, que o primo devia ter dito que ele era ilegal, e não legal, até finalmente me dar conta de que o cara era era "cool", "descolado", e não "conforme ou relativo à lei".